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28 de setembro de 2026

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A revogação da Resolução do Conanda e o que realmente está em debate

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Nos últimos dias, o Brasil assistiu a mais um intenso debate sobre aborto. Como acontece com frequência, as discussões rapidamente se dividiram entre posições ideológicas, paixões políticas e convicções religiosas.

Mas existe uma pergunta que precisa ser feita:

Será que estamos discutindo o tema correto?

A recente sustação da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) trouxe para o centro do debate um assunto extremamente sensível: o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

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E aqui é importante fazer um esclarecimento fundamental.

A decisão do Congresso Nacional não alterou o Código Penal Brasileiro. O aborto continua permitido nas hipóteses já previstas em lei, especialmente quando a gravidez é resultado de estupro. O direito continua existindo.

O que foi revogado foi uma resolução que estabelecia diretrizes para o atendimento dessas vítimas.

Talvez por isso o debate esteja sendo conduzido de forma equivocada.

Não estamos discutindo apenas aborto.

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Estamos discutindo protocolos.

Estamos discutindo fluxos de atendimento.

Estamos discutindo segurança jurídica para profissionais.

Estamos discutindo proteção integral de crianças e adolescentes que chegam ao Estado após sofrerem uma das formas mais cruéis de violência.

A Resolução nº 258/2024 buscava estabelecer parâmetros para atuação da rede de proteção, envolvendo saúde, assistência social, sistema de justiça e órgãos de segurança pública. Entre seus objetivos estavam a escuta especializada, a prevenção da revitimização, a capacitação dos profissionais e a garantia de um atendimento humanizado. (Senado Federal)

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Como delegada de polícia com anos de atuação no enfrentamento à violência sexual, sei que o maior desafio nem sempre está na existência do direito.

Muitas vezes, o problema está em sua aplicação.

Quando não existem protocolos claros, surgem interpretações divergentes.

Quando não existem fluxos definidos, aumentam as inseguranças.

Quando não existem orientações uniformes, cada instituição passa a atuar de forma diferente.

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E quem sofre as consequências dessa desorganização é justamente a vítima.

O Brasil possui uma das legislações mais avançadas do mundo na proteção integral de crianças e adolescentes.

Também possui leis importantes voltadas à escuta protegida e ao atendimento humanizado de vítimas de violência.

Entretanto, entre o texto legal e a realidade existe um caminho complexo, percorrido diariamente por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares, delegados, promotores, defensores e magistrados.

Esses profissionais precisam de diretrizes.

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Precisam de segurança jurídica.

Precisam saber exatamente como agir diante de situações extremamente delicadas.

A ausência de regulamentação adequada pode gerar medo, omissões e decisões contraditórias.

E quando falamos de crianças vítimas de violência sexual, qualquer falha institucional pode produzir danos irreversíveis.

Independentemente da posição de cada cidadão sobre o aborto, existe um consenso que deveria unir toda a sociedade:

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Nenhuma criança vítima de estupro pode ser abandonada pelo Estado.

Nenhuma vítima pode ser submetida à revitimização.

Nenhum profissional pode ser deixado sem orientação diante de situações tão graves.

Por isso, talvez a discussão mais madura não seja simplesmente revogar ou manter uma resolução.

Talvez a verdadeira discussão seja:

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Se a resolução apresentava falhas, quais mecanismos serão colocados em seu lugar?

Quais protocolos substituirão as diretrizes revogadas?

Como garantir segurança jurídica aos profissionais?

Como assegurar proteção integral às vítimas?

Como evitar lacunas institucionais?

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O debate público precisa sair da polarização e caminhar para a construção de soluções.

Porque, enquanto adultos discutem narrativas, crianças continuam chegando aos hospitais, delegacias, conselhos tutelares e serviços de assistência social carregando marcas profundas da violência.

E elas precisam de respostas.

Não amanhã.

Agora.

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Jannira Laranjeira é Delegada de Polícia | Especialista em Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Vulneráveis

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Família pede ajuda para encontrar jovem desaparecido em Cuiabá

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Breno Araújo, de 24 anos, saiu de casa dizendo que voltaria logo e não foi mais visto

O jovem Breno Araújo, de 24 anos, está desaparecido desde a noite de sábado (26). Segundo o irmão, ele passou rapidamente em casa por volta das 20h às 20h30, disse que daria uma saída e que não demoraria, mas não voltou.

A família tentou falar com Breno pelo WhatsApp. O irmão afirma que recebeu respostas vagas, escritas de um jeito diferente do habitual, e passou a desconfiar de que outra pessoa estivesse usando o celular. Após insistir por uma foto ou um áudio, a família recebeu uma imagem de Breno, mas observou que ele já não usava as roupas com que havia saído.

O irmão relatou ainda que uma vizinha da sorveteria que frequentam disse ter visto Breno sair com um capacete nas mãos. Mais tarde, as mensagens pararam de chegar. Segundo a família, o celular está desligado.

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Ao sair de casa, Breno usava regata marrom, short preto, capacete branco e uma necessaire preta e vermelha da série Stranger Things.

Quem tiver informações que possam ajudar a encontrá-lo pode entrar em contato pelo telefone (65) 99228-5298.

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Absurdo! Imagem de Nossa Senhora Aparecida é alvo de vandalismo em Cuiabá

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A depredação merece repúdio. Além de atingir um espaço visitado pela população, a ação desrespeita uma imagem de profundo significado para milhões de católicos. Divergências religiosas ou políticas não justificam destruir um símbolo de fé.

O caso ocorre em meio a uma discussão eleitoral envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Católicos e apoiadores do presidente Lula voltaram a compartilhar uma antiga proposta do ex-deputado federal Victório Galli que buscava retirar da santa o título de padroeira do Brasil.

A repercussão levou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) a reagir. Não há, porém, informação que relacione essa discussão à depredação, nem identificação de quem danificou a imagem.

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Polícia Civil fecha ponto de distribuição de drogas e prende suspeito em Guarantã do Norte

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Homem de 23 anos foi preso em flagrante durante a quarta fase da Operação Caçada Urbana, que apreendeu entorpecentes, balança de precisão e anotações relacionadas à venda de drogas

A Polícia Civil realizou, nessa sexta-feira (25.9), a quarta fase da Operação Caçada Urbana, voltada ao enfrentamento do tráfico de drogas e da atuação de facções criminosas em Guarantã do Norte.

Durante diligências de investigação, equipes da Delegacia de Guarantã do Norte identificaram mais um ponto de distribuição de entorpecentes ligado ao mesmo grupo criminoso já investigado nas fases anteriores da operação.

No local, utilizado para guardar as drogas, foi localizado um suspeito, de 23 anos, com porções de entorpecentes já fracionadas, circunstância compatível com a atividade de venda de drogas.

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Durante a abordagem e as diligências realizadas no local, foi encontrada grande quantidade de entorpecentes, além de balança de precisão, anotações relacionadas à venda de drogas e outros elementos indicativos de atuação vinculada à estrutura de uma facção criminosa.

As investigações apontaram ainda que o suspeito já responde a outro processo pelo crime de tráfico de drogas.

A investigação realizada pela Delegacia de Guarantã do Norte apontou que criminosos de outras localidades estariam sendo levados para Guarantã do Norte com a finalidade de comercializar drogas em benefício de uma facção criminosa, utilizando imóveis no município como pontos de armazenamento e distribuição de entorpecentes.

A Operação Caçada Urbana tem como objetivo identificar esses pontos, retirar drogas de circulação, responsabilizar os envolvidos e enfraquecer a estrutura operacional e financeira utilizada pelas facções criminosas na região.

A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser realizadas de forma anônima e sigilosa pelos canais oficiais da instituição, pelo telefone 197 ou diretamente na Delegacia de Guarantã do Norte.

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