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26 de junho de 2026

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Radar Rural: especialista em crédito rural propõe soluções à repactuação de dívidas; assista

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O Radar Rural desta semana entrevistou o especialista em crédito rural José Carlos Vaz para entender os principais pontos do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da repactuação das dívidas dos produtores rurais. A matéria foi aprovada no Senado e, agora, volta à Câmara, onde deve sofrer alterações.

Vaz é a favor do mérito da proposta, mas mostra profundas divergências à forma como ela vem sendo tratada pelo Legislativo e, principalmente, pelo Executivo.

De acordo com ele, a renegociação dos prazos dos débitos dos agricultores deve ser feita da forma mais célere possível, mas, para isso, não se pode utilizar o modelo tradicional de crédito rural bancário e nem mais recursos públicos além dos que já são tradicionalmente alocados para o setor.

Segundo o especialista, os tomadores de decisão do governo federal não percebem a realidade atual do campo por falha de assessoria, preconceito ideológico e autossuficiência intelectual. Assim, não abrem espaço para o debate e nem se dispõem a analisar o tema com a devida seriedade.

Vaz atuou na área de crédito rural do Banco do Brasil por 25 anos, onde se aposentou como diretor de agronegócios e, por conta disso, avalia que a atual crise de endividamento do setor já se desenhava há anos, mas estava “camuflada” na carteira dos bancos.

Ao longo de sua participação no Radar Rural desta semana, o especialista propõe soluções à repactuação das dívidas dos produtores, como a elaboração de um inventário dos débitos passíveis de alongamento em um prazo de 120 ou 180 dias. De acordo com ele, nesse modelo, ficariam suspensas as execuções patrimoniais dos produtores, mas não a correção das dívidas e nem as medidas protetivas aos credores.

Durante a conversa com os jornalistas, Vaz tece um panorama do setor, com os desafios e oportunidades, e indica caminhos. Assista e fique por dentro de um dos temas que mais devem impactar o agronegócio brasileiro.

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Pará segue como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino

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Foto: Pixabay

A Nota Técnica “O Contexto Econômico e Ambiental da Pimenta-do-reino 2026” é mais um estudo publicado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), que permite avaliar a trajetória estrutural da pipericultura no Brasil e, em especial, no Pará, considerando a evolução da produção, da participação nacional, da produtividade física e do valor da produção em termos reais.

Matéria prima com alcance global, a pimenta-do-reino é considerada uma commodity agrícola de peso, com cotação internacional e grande escala de exportação.

No Brasil, que é um dos maiores produtores e exportadores do mundo, a evolução da produção brasileira de pimenta-do-reino passou de 59,4 mil toneladas e alcançou 124,9 mil toneladas, entre os anos de 1988 e 2024, com crescimento de 110,3%.

Os dados oficiais apontam que o estado do Pará permanece como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino, totalizando 41,6 mil toneladas e 33,3% de participação na produção nacional, sendo o único entre os cinco principais estados a apresentar crescimento no período com variação positiva de 9,1%, entre 2023 e 2024.

O estado fica atrás apenas do estado do Espírito Santo que detém 58,8% da produção no Brasil. Quanto à concentração territorial da atividade no estado, três municípios paraenses estão entre os dez principais municípios brasileiros produtores de pimenta-do-reino, que respondem por mais de 50% da produção nacional, em 2024.

São eles: Tomé-Açu com 4,7% da produção ocupando a 4ª posição, Baião com 3,1% na 9ª posição e Igarapé-Açu com 3,0%, ocupando a 10ª posição da lista de municípios brasileiros produtores. Destaque para a cidade de Baião que apresentou o maior crescimento percentual entre 2023 e 2024, com expansão de 61% na produção da commodity agrícola.

Em 2024, o Pará registrou Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 1.248,4 milhões, sendo que 27 municípios apresentaram valores acima da média estadual de R$ 8,7 milhões.  Destaque para Tomé-Açu, com R$ 172,3 milhões e 13,8% de participação no total estadual, seguido por Igarapé-Açu (R$ 116,2 milhões; 9,3%) e Baião (R$ 103,4 milhões; 8,3%). 

Valor da produção e valorização econômica

Entre 1994 e 2024, o valor da produção de pimenta-do-reino no Brasil apresentou trajetória de crescimento no longo prazo. Em 1994, o valor gerado pela atividade foi de R$ 403,7 milhões, já em 2024, atingiu aproximadamente R$ 3,6 bilhões. O que representou crescimento de 810,2% no período, com taxa média anual de expansão de 11,8%.

Ainda no último ano da série, o valor da produção cresceu 107,4% em relação ao ano anterior, alcançando o maior nível de toda a série histórica. Esse salto está associado principalmente: à elevação dos preços da pimenta-do-reino no mercado; fatores climáticos que afetaram a produção recente, e a demanda pelo produto permaneceu elevada, o que contribuiu para impulsionar o valor monetário da atividade. 

Nos anos de 2023 e 2024, a distribuição do valor da produção entre os estados, também, apresentou elevada concentração regional, uma vez que cinco estados responderam por mais de 99% do valor total produzido no país.

Nesse contexto, o Pará ocupou a segunda posição nacional em 2024, contribuindo com 34% de participação do valor da produção, enquanto o Espírito Santo manteve a liderança. 

Comercialização externa

Quanto ao Preço de exportação US$/kg da pimenta-do-reino o pico histórico ocorreu 2011 – 2016 quando alcançou o valor de US$ 9,0/kg.  Em 2025, o valor da exportação esteve em US$ 6,7/kg no Pará, e US$ 6,1/kg no restante do Brasil, tendo como principais destinos no ano de 2025, a Alemanha com 3.734,0 toneladas exportadas, totalizando 23,5%, o Vietnã com 3.226,1 toneladas e 20,3% e os Países Baixos com 1.751,0 toneladas, que representou 11,0% das exportações. 

Como principais destinos por continente em 2025, a Europa foi o principal destino exportando 7.676,7 toneladas, representando 40,6% das exportações e alta de +3,8% no período. A Europa ganha peso e o destaque para o continente africano que surge como oportunidade, a África exportou 1.068,1 toneladas, totalizando 5,7% das exportações e alta expressiva +37,8%. 

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El Niño vai comprometer a safra de soja? Meteorologista explica os riscos para o próximo ciclo

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O retorno do El Niño deve marcar o ciclo da soja 2026/27 no Brasil. De acordo com o boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o fenômeno tem potencial para se estabelecer nos próximos meses, podendo permanecer até o verão e início do outono de 2027. Assista à previsão completa no Soja Brasil desta semana.

A previsão indica um evento de forte intensidade, com possibilidade de evoluir para um super El Niño no fim de 2026. Caso o cenário se confirme, os impactos devem ser sentidos principalmente durante a implantação da próxima safra de soja.

No inverno, a expectativa é de temperaturas acima da média no Centro-Oeste e no interior da região do Matopiba. O calor e a baixa umidade aumentam o risco de queimadas e deixam o solo mais seco às vésperas do plantio.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Com esse cenário, a recomendação é de que os produtores, especialmente das regiões Centro-Oeste e Sudeste, evitem antecipar a semeadura. A tendência é que a janela mais favorável ocorra entre o fim de outubro e o início de novembro, quando as chuvas devem se tornar mais regulares.

Enquanto isso, no Norte e no Nordeste, a atuação do El Niño deve reduzir o volume de chuvas. Além de dificultar o início da semeadura em algumas áreas, o cenário pode afetar a logística de escoamento da produção pelos portos do Arco Norte.

No Sul do país, a situação será oposta. A previsão aponta chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná durante a primavera e o verão, condição que pode provocar atrasos na implantação da safra e exigir maior atenção no manejo das lavouras.

De forma geral, após o plantio, a tendência é de boa disponibilidade de chuva para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Já no Norte e Nordeste, as precipitações devem permanecer abaixo da média tanto na primavera quanto no verão, mantendo um cenário de maior preocupação para os produtores dessas regiões.

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Índice de vegetação do trigo avança nas áreas monitoradas pela Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta quinta-feira (25) que as lavouras de trigo registraram crescimento do índice de vegetação (IV) em todas as regiões analisadas no ciclo 2025/26, em comparação com a safra passada. O resultado consta na 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que também indica condições satisfatórias para o desenvolvimento do milho segunda safra na maior parte das áreas acompanhadas entre 1º e 21 de junho.

Segundo a Conab, o trigo apresenta IV acima do registrado na última safra, com boa condição da vegetação de cobertura. O cereal alcançou 74,3% da área semeada, enquanto 55,1% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As condições adequadas de umidade e as temperaturas mais baixas favoreceram o cultivo, especialmente na região Sul. No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou em todas as regiões, e no Paraná, a floração teve início.

Para o milho segunda safra, 60,7% das lavouras estão em maturação. O boletim mostra que o IV evoluiu próximo ao da safra anterior em praticamente todas as regiões monitoradas. Em Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a maturação e o avanço da colheita nas primeiras áreas semeadas, com produtividade acima das estimativas iniciais. Em Goiás e Minas Gerais, a falta de chuvas em abril e maio interferiu no período reprodutivo.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá. No Pará, a umidade do solo foi suficiente para o milho segunda safra. No Sealba, a condição também favoreceu o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas à costa.

No Sudeste e no Centro-Oeste, o predomínio de tempo seco, com chuvas atípicas, ajudou na recuperação do armazenamento hídrico do solo e beneficiou parte dos cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. Por outro lado, lavouras de algodão e milho segunda safra em maturação tiveram impacto sobre a qualidade do produto e atraso no início da colheita. No Sul, o volume de chuvas favoreceu o trigo e a evolução do milho segunda safra, enquanto parte do feijão segunda safra em Santa Catarina e no Paraná teve desempenho prejudicado pelos índices pluviométricos.

Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o boletim reúne imagens de satélite e dados de campo para acompanhar as condições agrometeorológicas e espectrais das principais regiões produtoras do país.

Fonte: gov.br

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