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26 de junho de 2026

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El Niño vai comprometer a safra de soja? Meteorologista explica os riscos para o próximo ciclo

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O retorno do El Niño deve marcar o ciclo da soja 2026/27 no Brasil. De acordo com o boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o fenômeno tem potencial para se estabelecer nos próximos meses, podendo permanecer até o verão e início do outono de 2027. Assista à previsão completa no Soja Brasil desta semana.

A previsão indica um evento de forte intensidade, com possibilidade de evoluir para um super El Niño no fim de 2026. Caso o cenário se confirme, os impactos devem ser sentidos principalmente durante a implantação da próxima safra de soja.

No inverno, a expectativa é de temperaturas acima da média no Centro-Oeste e no interior da região do Matopiba. O calor e a baixa umidade aumentam o risco de queimadas e deixam o solo mais seco às vésperas do plantio.

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Com esse cenário, a recomendação é de que os produtores, especialmente das regiões Centro-Oeste e Sudeste, evitem antecipar a semeadura. A tendência é que a janela mais favorável ocorra entre o fim de outubro e o início de novembro, quando as chuvas devem se tornar mais regulares.

Enquanto isso, no Norte e no Nordeste, a atuação do El Niño deve reduzir o volume de chuvas. Além de dificultar o início da semeadura em algumas áreas, o cenário pode afetar a logística de escoamento da produção pelos portos do Arco Norte.

No Sul do país, a situação será oposta. A previsão aponta chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná durante a primavera e o verão, condição que pode provocar atrasos na implantação da safra e exigir maior atenção no manejo das lavouras.

De forma geral, após o plantio, a tendência é de boa disponibilidade de chuva para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Já no Norte e Nordeste, as precipitações devem permanecer abaixo da média tanto na primavera quanto no verão, mantendo um cenário de maior preocupação para os produtores dessas regiões.

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Radar Rural: especialista em crédito rural propõe soluções à repactuação de dívidas; assista

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O Radar Rural desta semana entrevistou o especialista em crédito rural José Carlos Vaz para entender os principais pontos do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da repactuação das dívidas dos produtores rurais. A matéria foi aprovada no Senado e, agora, volta à Câmara, onde deve sofrer alterações.

Vaz é a favor do mérito da proposta, mas mostra profundas divergências à forma como ela vem sendo tratada pelo Legislativo e, principalmente, pelo Executivo.

De acordo com ele, a renegociação dos prazos dos débitos dos agricultores deve ser feita da forma mais célere possível, mas, para isso, não se pode utilizar o modelo tradicional de crédito rural bancário e nem mais recursos públicos além dos que já são tradicionalmente alocados para o setor.

Segundo o especialista, os tomadores de decisão do governo federal não percebem a realidade atual do campo por falha de assessoria, preconceito ideológico e autossuficiência intelectual. Assim, não abrem espaço para o debate e nem se dispõem a analisar o tema com a devida seriedade.

Vaz atuou na área de crédito rural do Banco do Brasil por 25 anos, onde se aposentou como diretor de agronegócios e, por conta disso, avalia que a atual crise de endividamento do setor já se desenhava há anos, mas estava “camuflada” na carteira dos bancos.

Ao longo de sua participação no Radar Rural desta semana, o especialista propõe soluções à repactuação das dívidas dos produtores, como a elaboração de um inventário dos débitos passíveis de alongamento em um prazo de 120 ou 180 dias. De acordo com ele, nesse modelo, ficariam suspensas as execuções patrimoniais dos produtores, mas não a correção das dívidas e nem as medidas protetivas aos credores.

Durante a conversa com os jornalistas, Vaz tece um panorama do setor, com os desafios e oportunidades, e indica caminhos. Assista e fique por dentro de um dos temas que mais devem impactar o agronegócio brasileiro.

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Índice de vegetação do trigo avança nas áreas monitoradas pela Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou nesta quinta-feira (25) que as lavouras de trigo registraram crescimento do índice de vegetação (IV) em todas as regiões analisadas no ciclo 2025/26, em comparação com a safra passada. O resultado consta na 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que também indica condições satisfatórias para o desenvolvimento do milho segunda safra na maior parte das áreas acompanhadas entre 1º e 21 de junho.

Segundo a Conab, o trigo apresenta IV acima do registrado na última safra, com boa condição da vegetação de cobertura. O cereal alcançou 74,3% da área semeada, enquanto 55,1% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As condições adequadas de umidade e as temperaturas mais baixas favoreceram o cultivo, especialmente na região Sul. No Rio Grande do Sul, a semeadura avançou em todas as regiões, e no Paraná, a floração teve início.

Para o milho segunda safra, 60,7% das lavouras estão em maturação. O boletim mostra que o IV evoluiu próximo ao da safra anterior em praticamente todas as regiões monitoradas. Em Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a maturação e o avanço da colheita nas primeiras áreas semeadas, com produtividade acima das estimativas iniciais. Em Goiás e Minas Gerais, a falta de chuvas em abril e maio interferiu no período reprodutivo.

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No Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá. No Pará, a umidade do solo foi suficiente para o milho segunda safra. No Sealba, a condição também favoreceu o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas à costa.

No Sudeste e no Centro-Oeste, o predomínio de tempo seco, com chuvas atípicas, ajudou na recuperação do armazenamento hídrico do solo e beneficiou parte dos cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. Por outro lado, lavouras de algodão e milho segunda safra em maturação tiveram impacto sobre a qualidade do produto e atraso no início da colheita. No Sul, o volume de chuvas favoreceu o trigo e a evolução do milho segunda safra, enquanto parte do feijão segunda safra em Santa Catarina e no Paraná teve desempenho prejudicado pelos índices pluviométricos.

Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o boletim reúne imagens de satélite e dados de campo para acompanhar as condições agrometeorológicas e espectrais das principais regiões produtoras do país.

Fonte: gov.br

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Colheita de soja na Argentina chega a 98%, e milho avança para 51,2%

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A colheita de soja na Argentina alcançou 98% da área apta na última semana, avanço de 0,8 ponto porcentual em relação à semana anterior, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nesta quinta-feira (25). No milho, os trabalhos chegaram a 51,2% da área apta, com avanço semanal de 3 pontos porcentuais. A entidade também informou progresso no plantio de trigo da safra 2026/27.

Na soja, os trabalhos seguem mais concentrados nas regiões centro e sul da província de Buenos Aires, onde as condições do solo continuam limitando a entrada das máquinas nas lavouras. A produtividade média nacional está em 3,16 toneladas por hectare, enquanto a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.

No milho, a colheita avançou para 51,2% da área apta. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o ritmo mais lento dos trabalhos está relacionado à elevada umidade, tanto nos grãos quanto nas áreas cultivadas. O rendimento médio nacional está em 8,14 toneladas por hectare, e a projeção de produção permaneceu em 64 milhões de toneladas.

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A entidade também atualizou o andamento do plantio de trigo da safra 2026/27. Na última semana, os trabalhos avançaram 8,2 pontos porcentuais e atingiram 65,8% da área prevista de 6,5 milhões de hectares. Em relação à média dos últimos cinco anos, o plantio está 5,9 pontos porcentuais atrasado.

Segundo a bolsa, as baixas temperaturas e a elevada umidade do ambiente seguem dificultando a secagem do solo, o que impede a entrada das máquinas em parte das áreas de cultivo.

Com isso, a Argentina encerra a colheita de soja perto da conclusão, mantém o avanço gradual da retirada do milho e segue com o plantio de trigo em ritmo abaixo da média histórica, sob influência das condições de umidade e temperatura no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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