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Congresso nacional fortalece protocolos de resgate e atendimento a vítimas de acidentes de trânsito

Evento reúne representantes de 26 estados, Distrito Federal e quatro países para troca de experiências e capacitação em técnicas de salvamento e atendimento pré-hospitalar
66A troca de experiências entre bombeiros militares, profissionais da saúde, gestores públicos e especialistas de diferentes estados brasileiros durante o 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv) tem contribuído para o fortalecimento e a padronização dos protocolos de atendimento às vítimas de acidentes de trânsito em todo o país.
Realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, o congresso reúne representantes de 26 estados e do Distrito Federal, além de participantes internacionais, para discutir estratégias voltadas à redução dos sinistros de trânsito, ao aperfeiçoamento das técnicas de resgate e atendimento pré-hospitalar, bem como ao fortalecimento da integração entre as instituições responsáveis pelas operações de salvamento.
Ao longo dos três dias de programação, os participantes aprimoram seus conhecimentos por meio dos cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados às técnicas de atendimento pré-hospitalar e de resgate em ocorrências de média e alta complexidade. O evento também promove desafios técnicos que simulam situações reais de acidentes de trânsito, como o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma e o Holmatro Experience, permitindo que as equipes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos.
A tenente-coronel BM Marielle Paula Voltarelli Rodrigues, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), explica que as atividades foram planejadas para reproduzir, com o máximo de fidelidade, as condições enfrentadas pelas equipes nas ocorrências do dia a dia. “No Desafio de Trauma, por exemplo, as equipes dispõem de apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e realizar todo o atendimento à vítima, seguindo protocolos técnicos rigorosos. A proposta é reproduzir, com o máximo de fidelidade, as condições encontradas em ocorrências reais”, disse.
Segundo a oficial, cada cenário é cuidadosamente elaborado para proporcionar uma experiência imersiva e tornar o treinamento ainda mais eficiente. “O cenário tem justamente esse objetivo: ser o mais realístico possível. Pensamos em cada detalhe, com árvores, folhas, galhos e todos os elementos que podem estar presentes em uma ocorrência real. Quanto mais próximo da realidade conseguimos tornar a prova, maior é a qualidade do treinamento. Embora seja uma competição, ela representa uma importante oportunidade de capacitação para as equipes”.
Ela destaca ainda que os cenários permanecem em sigilo até o início das provas e contam com vítimas simuladas caracterizadas por uma equipe especializada em maquiagem realística. “As vítimas ficam escondidas até o momento da prova, porque todo o cenário precisa ser uma surpresa para os competidores. Existe uma equipe especializada responsável pela maquiagem realística, reproduzindo diferentes tipos de lesões para que os participantes possam identificá-las e conduzir o atendimento exatamente como fariam em uma ocorrência real”.
Já no Holmatro Experience, os participantes enfrentam cenários que simulam operações de resgate em acidentes envolvendo veículos de grande porte, como ônibus e carretas, possibilitando o aperfeiçoamento das técnicas de salvamento nesse tipo de ocorrência.
Para a 2º sargento BM Larissa Gomes, do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), a participação no congresso vai além da competição e representa uma oportunidade permanente de aperfeiçoamento profissional. “Participar desses desafios é um estímulo para o nosso aprendizado constante e para a nossa atualização. Observar os colegas trabalhando, competir e trocar experiências com bombeiros de outros estados faz toda a diferença. A gente faz novas amizades e leva muito conhecimento para casa”, garantiu.
Segundo a militar, a rotina do salvamento exige elevado preparo técnico e equilíbrio emocional. “No nosso trabalho, a gente não tem muita margem para errar. Quando um erro acontece, as consequências podem ser graves. Por isso, o treinamento constante é essencial para reduzir falhas e garantir um atendimento cada vez mais seguro”,
A busca pelo aperfeiçoamento também mobiliza equipes de outras regiões do país. O 3º sargento BM Guilherme Alves Queiros Souza, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), explica que a preparação para o congresso envolve treinamentos frequentes baseados em cenários semelhantes aos enfrentados no serviço operacional.
“Nossa equipe é formada por militares da região Norte de Minas Gerais. Realizamos treinamentos simulando tanto as provas quanto as ocorrências do dia a dia, sempre buscando desenvolver as melhores técnicas para retirar as vítimas com qualidade e no menor tempo possível”, afirmou.
Além da troca de experiências entre profissionais brasileiros, o congresso reúne participantes de Portugal, Argentina, Peru e Costa Rica, que compartilham conhecimentos, protocolos e boas práticas fortalecendo a cooperação internacional e contribuindo para a evolução dos serviços de emergência. O 2º Conesv se encerra nesta sexta-feira (26.6).
Com Assessoria
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Cuiabá faz mutirão neste sábado (22) para atualizar vacinas de crianças e adolescentes

Imunização contra HPV, meningite, gripe e Covid estará disponível nas 72 unidades de saúde da capital. Veja o que levar
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), não apresenta alterações cognitivas, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Ele continua internado no Hospital DF Star, em Brasília, de acordo com informações postadas nas redes sociais do deputado.
“O quadro não apresenta déficit motor, nem cognitivo. O parlamentar permanece internado para observação clínica e realização de exames complementares, evoluindo de forma estável.”
Em nota, a assessoria de comunicação de Uczai informou que ele passou a noite bem, sem intercorrências e mantém-se consciente, orientado, estável e sem alterações cognitivas ou motoras.
“A internação prossegue para observação e realização de exames complementares com evolução clínica positiva”, destacou o comunicado.
O deputado passou mal nessa terça-feira (11), durante reunião do Colégio de Líderes. Ele chegou a ser socorrido por outros parlamentares, incluindo o próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é médico.
Agro Mato Grosso
Pesquisa aponta linhagens de soja tolerantes a percevejos

Materiais podem contribuir para cultivares mais resistentes e para o manejo integrado de pragas
Por meio de um programa de melhoramento genético, pesquisadores brasileiros identificaram quatro linhagens de sementes de soja tolerantes à infestação por percevejos. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma cultivar capaz de reduzir a necessidade do uso de produtos químicos para controle dos insetos nas lavouras.
O grupo de trabalho, composto por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), focou em duas linhagens parentais, uma tolerante e outra não tolerante a percevejos, além de 12 linhagens recombinantes – híbridos gerados a partir dos parentais, que se comportam ora tolerantes, ora suscetíveis à praga (doi.org/10.1002/ps.70904).
O experimento foi feito em duas regiões produtoras de soja, em cenários de manejo com e sem aplicação de inseticidas. Um dos campos de teste foi a Fazenda Lageado, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, em Botucatu. O outro foi a Estação Experimental do Departamento de Genética e Melhoramento de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Anhumas, no município de Piracicaba.
“Tentamos trabalhar em dois ambientes que têm certo contraste. Botucatu tem altitude mais elevada e clima mais ameno. Anhumas [Piracicaba], altitude mais baixa e ambiente mais quente. Tentamos representar um pouco da diferença de ambientes em que se cultiva soja no país”, explica Larissa Chamma, coautora do trabalho realizado durante seu doutorado no Departamento de Produção Agrícola da FCA-Unesp.
Ela ressalta que ainda se estuda muito pouco a qualidade das sementes sob ataque de pragas considerando a forma como a genética da planta reage a diferentes condições de clima e solo – embora a tolerância natural da soja seja um componente central para o manejo integrado de pragas. Essa estratégia agrícola sustentável combina diferentes métodos de controle, utilizando os agrotóxicos apenas como último recurso.
“O estudo conecta melhoramento genético a manejo de pragas e seu impacto está em não tratar apenas a tolerância ao percevejo, no sentido de aplicar ou não inseticida. Ele mostra que a resposta dos genótipos depende do ambiente e do regime de manejo. Começamos pensando sob a perspectiva do melhoramento genético e depois o artigo foi enquadrando também a questão do manejo e isso foi muito importante para que fosse publicado na PMS. A pergunta deixa de ser ‘qual linhagem é a melhor?’, e passa a ser ‘qual linhagem é mais estável e útil sob diferentes condições reais de cultivo?’”, sublinha o biólogo Rômulo Pedro Macêdo Lima, também autor do trabalho.
O professor da FCA-Unesp Edvaldo Aparecido Amaral da Silva, orientador de Chamma, ressalta que a estratégia não exclui a necessidade de fazer o manejo integrado de pragas. “A seleção e o melhoramento de sementes são parte de uma série de estratégias que podem ajudar o ambiente. Não vão eliminar completamente os inseticidas químicos, mas vão facilitar a vida do agricultor, reduzir os custos e os problemas ambientais.”
Segundo o pesquisador, 30% das lavouras de grãos – de todos os tipos, não apenas a soja – podem ser perdidas por conta de percevejos.
Quatro cenários
A equipe partiu de um estudo anterior do Programa de Melhoramento de Soja do Departamento de Genética da Esalq-USP, liderado pelo professor José Baldin Pinheiro, que abarcava inicialmente 180 linhagens endogâmicas (formadas a partir do cruzamento repetido entre indivíduos geneticamente semelhantes).
“Fizemos uma fenotipagem inicial, selecionando os materiais que continham as características que nos interessavam: resistência ao percevejo, alta produtividade e alta qualidade fisiológica de sementes. A partir dessa seleção, desenhamos um experimento para saber como esse material se comportaria em ambientes com o controle químico de percevejos e sem ele”, conta Chamma.
Em ambas as áreas experimentais foram realizadas, antes da semeadura, a calagem (adição de calcário na terra para diminuir a acidez e melhorar a absorção de nutrientes pelas raízes) e a adubação mineral de acordo com a análise do solo. O controle de plantas daninhas foi feito com herbicida e houve aplicação de fungicida quando necessário.
As sementes destinadas à exposição aos produtos químicos foram tratadas conforme as recomendações do fabricante, com fungicida, inseticida e inoculantes. As aplicações de inseticida foram realizadas com base no monitoramento de pragas: semanalmente, ou sempre que o método de “batida com pano” detectasse pelo menos um percevejo por metro quadrado.
“Nas lavouras comerciais, sabe-se quando aplicar o inseticida pelo seguinte método: eles colocam um pano no meio das plantas de soja e batem as plantas para ver quantos percevejos caíram. Se tem um percevejo por metro quadrado em uma lavoura direcionada ao cultivo de sementes, eles já sabem que têm de aplicar”, conta Chamma.
Ela lembra que as regiões de Anhumas e Botucatu apresentaram populações de percevejos acima desse limite, considerado o máximo tolerável para a produção de sementes de soja. Na região de Anhumas, a população atingiu um pico de cinco percevejos por metro quadrado, enquanto em Botucatu chegou a aproximadamente três percevejos por metro quadrado. As espécies detectadas em ambas as regiões foram Nezara viridula, Piezodorus guildinii, Diceraeus melacanthus e Euschistus heros.
Nas parcelas tratadas com inseticida, foram aplicados os compostos tiametoxam + lambda-cialotrina, clorantraniliprole + bifentrina, imidaclopride + beta-ciflutrina, deltametrina e imidaclopride + bifentrina. No tratamento sem inseticida, nenhum deles foi usado, mas o preparo do solo e o controle com herbicida e fungicida foram feitos.
“Nas duas áreas experimentais, tínhamos o grupo-controle, sem inseticida, e o outro grupo, com inseticida. Foram dois ambientes, mas tratamos como se fossem quatro, e isso foi importante, pois havia duas diferenças a considerar: a climática e a do grupo-controle. Percebemos que o ambiente em que não foi feita a aplicação de inseticida funciona melhor para filtrar os genótipos mais tolerantes à praga de percevejos, pois tem maior pressão de seleção”, detalha Lima.
Oito características fisiológicas das sementes relacionadas à germinação, ao vigor e à longevidade foram avaliadas para determinar as respostas da planta sob exposição aos percevejos. “Lançamos mão de um método robusto, com análises de interação genótipo-ambiente que incluem o uso de modelos estatísticos. Descobrimos que o fator genético tem forte influência na longevidade das sementes sob diferentes níveis de infestação por percevejos. Já o peso dos efeitos ambientais foi predominante para as características de vigor inicial da semente”, descreve Lima.
Longevidade
Em resumo, o estudo revelou que a longevidade é mais afetada pela genética do que pelos aspectos ambientais. Os cientistas, inclusive, sugerem que ela pode servir como um indicador para antecipar o desempenho geral das sementes sob estresse de pragas.
“A longevidade das sementes apresentou um controle genético comparativamente mais forte que o ambiental. Trata-se de uma característica associada à qualidade fisiológica da semente e que pode, quem sabe, um dia, ser adicionada aos programas de melhoramento genético”, estima Chamma.
“Atualmente, pouco se faz melhoramento com o objetivo de aprimorar a qualidade das sementes. Há uma demanda por outras coisas, como a tolerância da planta a doenças, ao estresse, à falta ou ao excesso de água, e a qualidade de sementes vai ficando para depois”, esclarece Amaral.
Segundo ele, a longevidade é importante porque uma semente mais longeva preserva o seu vigor, que é um componente de qualidade fisiológica. “Longevidade é tempo de prateleira, mas com vigor. Não basta a semente estar viva. Tem de estar viva e em boas condições. Quanto maior o vigor, mais capacidade de enfrentar as adversidades, germinar mais rápido, emergir, formar planta rapidamente e começar a fazer fotossíntese. É isso que o agricultor quer, porque isso traz ganhos.”
“Usar somente o manejo químico nessas grandes lavouras que temos no Brasil é insustentável, pois favorece a seleção de populações resistentes de insetos, e cria-se muita resistência. O ideal é o manejo integrado de pragas, uma combinação entre prática de melhoramento, que é o que estamos fazendo, com aplicação de inseticida, controle biológico e outras ferramentas. Assim, é possível só aplicar o inseticida químico quando realmente for necessário”, pondera Chamma.
Agro Mato Grosso
Evandro Pellenz mantém vivo o legado da família na agricultura

Em Sinop, o produtor rural dá continuidade à história iniciada pelo pai e já compartilha com as filhas o amor pela agricultura
O campo, para o produtor rural de Sinop, Evandro Pellenz, não é apenas o lugar onde a família produz. É também onde ele aprendeu valores que carrega para a vida e que hoje procura transmitir às próprias filhas. A história começou com o pai, que deixou o Rio Grande do Sul e chegou a Mato Grosso em 1981. Mais de quatro décadas depois, o legado construído ao longo desse caminho continua sendo cultivado pela família.
“Meu pai sempre falava que o lucro da lavoura está no capricho. Então, acho que é um ensinamento que eu sigo até hoje, que eu acho que faz sentido. E a gente vem buscando trabalhar da forma como ele ensinou a gente”, conta Evandro.
Antes de a agricultura se tornar a principal atividade da família, outros capítulos foram escritos. Ao chegar a Mato Grosso, o pai de Evandro trabalhou durante dez anos no setor madeireiro. Em 1990, deixou a atividade e passou a investir na pecuária, transformando em pastagens as áreas que antes eram utilizadas para a extração de madeira.
Foi somente nos anos 2000 que a agricultura voltou a fazer parte da trajetória da família. Mas a ligação de Evandro com a terra havia começado muito antes. Ainda criança, ele acompanhava o pai nas atividades da propriedade e, aos 12 anos, passou a viver na fazenda, onde começou a participar diretamente da rotina do campo.
“Desde pequenininho, a gente vinha no mato aqui, acompanhava, retirava de touro. Depois, nos anos 90, com a separação do meu pai e da minha mãe, a gente veio morar aqui na fazenda. Eu tinha 12 anos. Comecei a trabalhar na roça e ajudar, cuidar do gado, fazer cerca e mecanizar as áreas que a gente tem hoje”, relembra.
A convivência transformou o trabalho em aprendizado e, com o passar dos anos, o aprendizado virou profissão. Evandro encontrou na agricultura não apenas uma atividade econômica, mas uma forma de vida que passou a fazer parte de sua identidade.
“Eu acho que está no sangue essa paixão pela agricultura. Então, a gente está até hoje trabalhando na agricultura e tudo que a gente faz, a gente faz com amor. Eu acho que tudo que faz com amor tem a bênção de Deus”, afirma.
A sucessão também foi construída no cotidiano. Enquanto o pai acompanhava o desenvolvimento do trabalho dos filhos, Evandro passou a experimentar a responsabilidade de conduzir a atividade e, ao mesmo tempo, perceber o significado de ter ao lado alguém que havia sido seu primeiro exemplo no campo.
“Ele vinha e dava uma olhada nas lavouras, via como é que estava, se estava tudo bonito. Então, ele ficava contente, gostava de vir junto na colheitadeira, dar uma volta para ver como é que estava a produção. Então, eu acho que é muito gratificante para um pai ver os filhos seguindo os caminhos deles. Eu acho que é muito prazeroso”, recorda.
Hoje, essa mesma cena começa a ganhar novos personagens. As filhas de Evandro ainda são pequenas, mas já fazem parte da rotina da propriedade e encontram na época da colheita uma das maiores diversões.
Para ele, permitir que as meninas estejam perto da lavoura desde cedo é uma forma de apresentar a elas o mesmo universo que um dia lhe foi apresentado pelo pai. Mais do que ensinar sobre máquinas ou produção, é criar memórias e vínculos com o lugar onde a família construiu sua história.
“Eu acho que o caminho é trazer os filhos para junto. Igual eu sempre procuro fazer, trazer as minhas filhas junto aqui, que é a diversão delas: ir junto na colheitadeira, vir junto na roça. Então, eu acredito que, com isso, elas vão pegando amor pela agricultura e, se Deus quiser, vão seguir os passos do pai”, diz.
Na colheita, a presença delas já virou parte da rotina. Levar um lanche, acompanhar o pai na lavoura e andar na colheitadeira são momentos que, para as meninas, representam diversão. Para Evandro, pode significar o início de uma nova história.
“Sempre quando é época de colheita, a alegria para elas é estar junto na colheitadeira, indo na roça, levar lanche, participar das atividades. É uma alegria para elas. Apesar de serem pequenininhas ainda, mas a gente sente que, eu acho que essa paixão vai continuar”, conta.
Da madeira ao gado, do gado à agricultura e de uma geração à outra, a trajetória da família Pellenz é marcada por transformações. O que permanece, porém, são os valores aprendidos dentro de casa: o cuidado com o trabalho, a dedicação à propriedade e o amor pela atividade.
Foi assim que Evandro recebeu o legado do pai. E é assim que, todos os dias, ele começa a construir o próximo capítulo dessa história ao lado das filhas.
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