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Palestra destaca liderança feminina e protagonismo nas Unimeds de MT

Encontro reuniu médicas cooperadas e reforçou a importância da participação feminina na gestão, no cooperativismo e na formação de novas lideranças.
Fortalecer a participação das mulheres nos espaços de decisão e preparar novas lideranças para os desafios do cooperativismo. Esse foi o tema da palestra online “O Futuro é Coop e Precisa de Lideranças Femininas” que reuniu cooperadas das Unimeds de Mato Grosso, na noite dessa terça-feira (23).
O encontro, promovido pelo Sistema OCB/MT (Sescoop-MT) em parceria com a Federação Mato Grosso, reuniu médicas cooperadas de diversas Unimeds do Estado para uma reflexão sobre liderança, governança e o futuro do cooperativismo médico.
A palestra foi realizada pela relações-públicas e doutora em Estudos da Linguagem, Dra. Thaís Jerônimo, consultora da Unimed Brasil responsável pelo Programa de Gestão e Relacionamento com Cooperados. Com mais de 20 anos de experiência no cooperativismo, a especialista destacou a importância de desenvolver competências de liderança e ampliar a participação feminina nos espaços estratégicos das cooperativas.
Durante a palestra, Thaís apresentou dados sobre a evolução da medicina e do cooperativismo no Brasil, mostrando que a presença feminina na profissão médica cresce de forma consistente e deverá se tornar maioria nos próximos anos. Segundo ela, esse movimento torna ainda mais necessária a formação de lideranças femininas preparadas para atuar na gestão das cooperativas
A consultora também destacou que liderança não depende de cargo, mas da capacidade de influenciar pessoas e gerar transformação.
“Liderança é uma ação, não uma posição. Você não precisa esperar ter um cargo para exercer um papel de líder”, enfatizou.
A diretora financeira da Federação Mato Grosso e presidente da Unimed Araguaia, Dra. Darcyane Faria, ressaltou a contribuição das mulheres para a gestão cooperativista.
“Reconhecemos que as mulheres, quando dotadas de perfil de liderança e vontade de aprender, têm muito a acrescentar na gestão das nossas cooperativas. Temos certeza de que este será um momento de grande aprendizado”, afirmou.
Durante o encontro, a integrante do Comitê Educativo da Unimed Cuiabá, Dra. Andrea Minossi, destacou a relevância de iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina dentro do cooperativismo, ressaltando que espaços de formação e diálogo são fundamentais para ampliar a participação das mulheres nos processos de decisão.
A conselheira de administração da Unimed Cuiabá, Dra. Lia Pelloso, também compartilhou sua experiência na gestão da cooperativa e ressaltou a importância da participação ativa dos cooperados
“Sempre participei das assembleias, mas foi quando me envolvi diretamente na administração que compreendi a complexidade da gestão de uma cooperativa. Precisamos participar, entender os números e contribuir para as decisões. Esse
processo foi um grande aprendizado e mostrou o quanto é importante preparar novas lideranças”, afirmou.
Também integrante do Conselho de Administração da Unimed Cuiabá, Dra. Fabiany Bertaglia da Silva ressaltou o papel transformador das mulheres dentro do cooperativismo.
“A mulher, dentro do cooperativismo, inspira pessoas e fortalece os princípios da cooperação, promovendo um futuro mais justo, inclusivo e sustentável”, afirmou.
A palestra também evidenciou o protagonismo de Mato Grosso no cenário nacional, destacando que a Federação Mato Grosso possui uma das maiores participações femininas em cargos de direção do Sistema Unimed, sendo referência para outras regiões do país.
Ao final do evento, as participantes compartilharam experiências sobre atuação em conselhos de administração, sucessão de lideranças e desafios geracionais, reforçando a importância da capacitação contínua para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. A iniciativa integra as ações de desenvolvimento promovidas pelo cooperativismo para fortalecer a governança e preparar as lideranças do futuro.
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Brasil melhora em 71% dos indicadores sociais, mas abismo de renda e gênero avança

Relatório 2026 aponta avanços na redução da pobreza e desemprego, mas alerta que mulheres e negros continuam sendo os mais prejudicados
O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades.
Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.
Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação – como queda do analfabetismo; e segurança, – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.
Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão:
- ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens;
- agravamento da concentração da renda;
- tributação menor conforme a renda é maior;
- condições mais desfavoráveis à população negra;
- aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.
Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.
“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.
O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente.
Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.
Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.
“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo. Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.
No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.
“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.
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Amizade de anos entre Pivetta e Gisela ajudou a consolidar nova chapa ao Governo

Deputada também foi escolhida em consenso pelas principais lideranças do União Brasil
A escolha da deputada federal Gisela Simona (União) para ser candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) foi construída com respaldo das principais lideranças do União Brasil. A definição ocorreu após consultas internas sobre o nome que representaria o partido na composição majoritária.
Segundo o deputado estadual Júlio Campos (União), houve uma videoconferência conduzida pelo presidente nacional do Progressistas, Nilson Leitão, para ouvir parlamentares e dirigentes sobre a indicação. Gisela teria reunido consenso entre os participantes.
Amizade de Gisela e Pivetta também foi levada em conta…
Além do aval político, a escolha também é marcada pela relação pessoal construída há anos entre Gisela e Pivetta. Os dois mantêm uma amizade antiga e uma relação considerada próxima e saudável, o que contribuiu para a boa receptividade do nome da deputada dentro do grupo.
A definição ocorreu após Fábio Garcia (União) deixar a disputa pela vice e anunciar o retorno à corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados. Com Gisela, o União Brasil permanece na composição da chapa encabeçada por Pivetta para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.
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Na Assembleia, Wilson Santos defende Mauro Carvalho após Operação Heritage

Parlamentar citou trajetória empresarial e afirmou não ver elementos suficientes contra o ex-secretário
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um desagravo ao ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (12). O parlamentar afirmou ter dúvidas sobre o envolvimento de Carvalho nas suspeitas investigadas pela Operação Heritage, da Polícia Federal.
Wilson destacou a trajetória empresarial do ex-secretário e sua passagem pela Casa Civil. Segundo o deputado, Carvalho construiu seu patrimônio no setor privado antes de ingressar no serviço público e, até o momento, não haveria elementos que justificassem colocá-lo entre pessoas que considera desonestas.
“Ele fez carreira na vida privada, ganhou dinheiro honesto como empresário, gerou milhares de empregos no Estado de Mato Grosso, paga mais de R$ 400 milhões por ano de impostos”, afirmou.
Wilson também lembrou dos serviços prestados por Mauro Carvalho na Casa Civil. De acordo com Wilson, talvez Mauro tenha sido o melhor secretário a ocupar a pasta.
“Foi o mais longevo secretário-chefe da Casa Civil da história republicana de Mato Grosso. E eu tenho muita dúvida do envolvimento dele nisso. Um secretário exímio, educado, dinâmico, cumpridor dos compromissos”, comentou.
Mauro Carvalho deixou o comando da Casa Civil na terça-feira (11), cinco dias após ser alvo da Operação Heritage. Em carta publicada nas redes sociais, afirmou que pretende se dedicar à família, às empresas e ao esclarecimento dos fatos investigados. Ele também negou participação no acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.
A Operação Heritage investiga suspeitas de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas ao acordo. A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Entre os nomes citados estão o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União) e outros agentes públicos, empresários e advogados.
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