Sustentabilidade
VBP Agropecuário do Paraná cresce 13% e alcança R$ 212,6 bilhões em 2025 – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 212,6 bilhões em 2025, de acordo com a análise preliminar da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 13% em relação ao VBP de 2024 (R$ 188,3 bilhões). Ao considerar a inflação do período, o resultado foi 9% superior.
Os dados são levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, ao longo do ano, com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios. O VBP contempla aproximadamente 350 itens diversificados, incluindo grãos, proteínas animais, fruticultura, floricultura, silvicultura e uma ampla gama de produtos da agropecuária paranaense.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, a variação positiva em relação ao ano anterior demonstra a competitividade da agricultura paranaense. “O VBP traduz em números a força do campo no Estado. São os nossos agricultores, com o seu trabalho no dia a dia, que fazem toda a diferença. O Paraná segue entre as melhores agriculturas do País hoje e isso é motivo do orgulho. Nosso setor é pilar essencial da economia e carrega todo o valor das nossas entidades”, disse.
A coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, economista Larissa Nahirny, explica que, pela quarta vez consecutiva, a pecuária liderou a geração de renda da agropecuária paranaense, respondendo por 53% do VBP estadual. O setor movimentou R$ 111,7 bilhões em 2025, com crescimento nominal de 14% em relação ao ano anterior, e expansão real de 10%. “As principais cadeias registraram expansão, tanto pelo aumento do abate de animais quanto pela maior produção de derivados”, afirmou Larissa Nahirny.
Outro ponto relevante da análise é que a safra 2024/25 apresentou recuperação da produção das principais culturas de verão e de inverno do Estado. Soja, milho e trigo registraram aumento de produtividade, contribuindo para a recomposição do valor gerado pela agropecuária paranaense. Entre as principais lavouras, apenas o feijão 2.ª safra teve retração na produção.
“Depois de adversidades climáticas da safra anterior, em 2025, vale ressaltar que a agricultura respondeu por 43% do VBP estadual, movimentando R$ 91,2 bilhões. O principal impulso veio dos grãos e grandes culturas, que alcançaram R$ 81,4 bilhões e avançaram 12% em termos reais”, diz a economista do Deral.
Já o setor florestal teve participação próxima de 5% no VBP estadual, movimentando R$ 9,7 bilhões em 2025, registrando retração de 1% em termos nominais e de 5% em termos reais.
PECUÁRIA – Entre os destaques do setor, a avicultura manteve três atividades entre os dez principais produtos do VBP paranaense em 2025. O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior importância econômica do Estado, respondendo por 17% do faturamento agropecuário. O VBP da atividade alcançou R$ 35,5 bilhões, com expansão real de 8%.
O segmento de recria para engorda apresentou um dos maiores avanços da avicultura em 2025. Foram comercializados cerca de 2,4 bilhões de pintinhos, enquanto os preços dos principais animais destinados à reprodução e ao corte registraram elevações expressivas. Como resultado, o VBP da atividade alcançou R$ 7,1 bilhões, com crescimento real de 37%.
Na bovinocultura leiteira houve crescimento em 2025. A produção superou 4,7 bilhões de litros, aumento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 2,61 para R$ 2,67 por litro. Na bovinocultura de corte, o aumento do VBP em 2025 foi sustentado principalmente pela valorização dos animais comercializados. Como resultado, o VBP da atividade atingiu R$ 8,7 bilhões, com expansão real de 21%.
AGRICULTURA – Segundo a análise do Deral, a soja permaneceu como a principal cultura do Paraná em 2025, respondendo por R$ 42,3 bilhões do VBP estadual. A produção alcançou 21,4 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Com isso, o VBP da cultura apresentou expansão real de 10%, impulsionada principalmente pela recuperação do volume produzido.
Já o milho teve um dos melhores desempenhos entre as principais culturas do Estado em 2025. A produção conjunta das duas safras atingiu 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% frente ao ano anterior. O preço médio do milho 2.ª safra se manteve próximo ao observado em 2024, oscilou de R$ 54,90 para R$ 53,89 por saca, de modo que a expansão real de 30% do VBP, que totalizou R$ 19,1 bilhões, decorreu do aumento da oferta do cereal.
E a cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima posição no ranking estadual. A cultura movimentou R$ 4,8 bilhões, com expansão real de 4% em relação ao ano anterior. A produção alcançou 36,7 milhões de toneladas, crescimento de 5%, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 127,60 para R$ 131,79 por tonelada, contribuindo para o aumento do valor gerado pela atividade.
MUNICÍPIOS – A partir da publicação das informações preliminares no Diário Oficial, os técnicos e gestores municipais podem analisar os números e, caso desejem, entrar com recurso fundamentado para questionar dados do desempenho agropecuário. “O prazo é de 30 dias a contar da publicidade oficial. Depois desse período, o Deral divulga o resultado final do VBP de 2025”, explicou o chefe do Departamento de Economia Rural, Marcelo Garrido.
Fonte: AEN-PR
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Custos de produção estabilizam, mas preços recebidos por produtores voltam a cair – MAIS SOJA

O setor agropecuário do Rio Grande do Sul viveu um cenário de disparidade em maio de 2026. Enquanto o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) apresentou estabilidade, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos Pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou queda, interrompendo uma trajetória de alta observada nos meses anteriores.
O IICP fechou o mês de maio com uma variação praticamente nula, alta de apenas 0,04%. Segundo a Assessoria Econômica do Sistema Farsul, responsável pelos indicadores, o alívio nos custos foi impulsionado pela queda na taxa de câmbio, que barateou insumos importados como fertilizantes e defensivos, além da redução nos preços do diesel, o que diminuiu a pressão sobre fretes e operações mecânicas.
Apesar do alívio pontual, a tendência de longo prazo mostra uma retomada na pressão de custos. No acumulado de 12 meses, o IICP avançou para 3,11%, sinalizando que os custos voltaram a subir após o período de deflação verificado em 2025. No acumulado do ano, a alta chega a 5,94%, concentrada principalmente nos meses de março e abril.
Preços recebidos em retração
Em contrapartida, o cenário para o produtor foi de desvalorização em maio. O IIPR registrou uma queda mensal de 1,98%, movimento impulsionado principalmente pela desvalorização de produtos como soja, arroz e suínos.
Com este resultado, o IIPR acumula uma queda de 7,64% em 12 meses, indicando que os preços pagos ao produtor continuam abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.
relatório da Farsul destaca ainda o “descasamento” entre o que o produtor recebe e o que o consumidor final paga nas prateleiras, medido pelo IPCA Alimentos. Enquanto o IIPR acumula retração em 12 meses, o IPCA Alimentos segue pressionado, com alta de 3,87% no mesmo período. Para os analistas, essa diferença evidencia que a inflação de alimentos não tem sua origem no campo, mas sim ao longo das demais etapas da cadeia produtiva e por fatores da dinâmica macroeconômica.
Os dados deste relatório fazem parte da série histórica monitorada pelo Sistema Farsul e estão disponíveis para consulta no Farsul Big Data.
Confira o relatório na íntegra.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
Clima favorece lavouras e Conab eleva estimativa de produção de algodão para 3,98 Mi de T – MAIS SOJA

No mês de jun/26, a Conab divulgou o 9º Boletim de Safra, estimando a área nacional de algodão para a safra 25/26 em 2,02 mi de ha, queda de 0,96% ante o relatório de mai/26. Essa redução decorre de ajustes na área de Mato Grosso, realizados com base nas informações coletadas em campo.
Por outro lado, a produtividade do algodão em caroço para o Brasil, foi revisada para cima, alcançando 317,49 @/ha, alta de 1,08% ante mai/26. Consequentemente, a estimativa de produtividade do algodão em pluma avançou para 131,27 @/ha. A revisão positiva da produtividade está associada à adequada disponibilidade hídrica observada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras, especialmente em MT, BA e PI. Aliado a esse cenário, o rendimento de pluma ficou em 41,40%, alcançando um dos maiores patamares da série histórica da Conab. Com isso, a projeção da produção nacional de algodão em pluma foi elevada para 3,98 mi de t na safra 25/26, alta de 0,11% ante mai/26.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: no comparativo entre semanas, o contrato jul/26 na ICE registrou o aumento de 4,31% na semana, encerrando o período sendo cotado a US$ 75,35/lp.
- NEGATIVO: diante da expectativa do mercado com o início da colheita do algodão, o preço da pluma disponível em MT caiu 0,73% na última semana, e ficou na média de R$ 128,98/@.
- INCREMENTO: a paridade para dez/26 registrou alta de 2,09% na semana, alcançando R$133,16/@, sustentada pela valorização dos contratos futuros na ICE NY.
Segundo o USDA, a semeadura do algodão da safra 26/27 nos EUA atingiu 91,00% até 21/06.
O avanço foi de 6,00 p.p. em relação à semana anterior e de 1,00 p.p. frente ao mesmo período de 2025. Entre os principais estados produtores, o plantio alcançou 90,00% no Texas, 99,00% no Mississippi, 100,00% no Arkansas e 97,00% na Geórgia. Em relação às condições das lavouras, 53,00% da área americana encontra-se classificadas entre boas e excelentes. No Texas, principal estado produtor do país, apenas 44,00% das lavouras apresentam essa classificação.
Apesar desse percentual ser 9,00 p.p. superior ao mesmo período da safra passada, o estado enfrentou condições menos favoráveis ao desenvolvimento da cultura, reflexo do baixo volume de chuvas observado no mês de maio. Diante disso, o NOAA projeta acumulados entre 50 e 100 mm de chuva nas principais regiões produtoras nas próximas semanas, favorecendo a manutenção da umidade do solo e reduzindo o estresse hídrico.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
Milho/IMEA: Ritmo da colheita na Argentina e avanço dos trabalhos em Mato Grosso

Segundo a Bolsa de Cereales, a colheita de milho na Argentina até 18/jul atingiu 48,20% da área prevista para a safra 25/26, avanço de 4,60 p.p. frente à semana anterior. Apesar da aceleração recente, o ritmo segue 3,61 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, reflexo do alto teor de umidade dos grãos no Centro e Sul de Buenos Aires, fator que limita a operação das máquinas e reduz o ritmo dos trabalhos a campo.
Quanto à produtividade, a média nacional está em 135,67 sc/ha, queda de 0,85% no comparativo semanal, embora ainda se mantenha 20,09% acima da média dos últimos cinco anos. O menor rendimento na última semana decorreu do avanço da colheita nas lavouras tardias no Centro-Norte do país.
Por fim, a Bolsa manteve a produção em 64,00 mi de t, incremento de 30,60% em relação à safra anterior, reforçando a expectativa de safra recorde, cenário que tende a intensificar a pressão baixista sobre os preços do cereal no mercado internacional.
Confira os principais destaques do boletim:
- BAIXA: diante do avanço da colheita de milho no Brasil os preços na B3 corrente apresentaram queda de 1,07% no comparativo semanal, e encerraram o período na média de R$ 64,04/ sc.
- QUEDA: com a aumento da oferta de milho em Mato Grosso, o preço do cereal no estado registrou desvalorização de 0,84% quando comparado ao da semana passada.
- RETRAÇÃO: o preço do milho no indicador Cepea Campinas apresentou um declínio semanal de 1,95%, e o fechou a semana sendo cotado na média de R$ 62,97/sc.
Até a última sexta-feira, a colheita de milho da safra 25/26 em MT atingiu 20,86% da área projetada.
O avanço semanal foi de 9,57 p.p., e 6,78 p.p. à frente do mesmo período da safra passada. Esse avanço foi sustentado pelas boas condições climáticas no estado, que favorecem as operações a campo. Entre as regiões, o Médio-Norte lidera com 29,92% da área colhida, enquanto o Sudeste registra o menor percentual colhido, com 5,48%, reflexo do atraso na semeadura. Cabe destacar que as lavouras em MT têm mostrado bom potencial produtivo, sustentadas pelas condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, que permitiram um bom desenvolvimento das plantas.
Mesmo as regiões Sudeste e Nordeste têm apresentado perspectiva favorável de produtividade, apesar da semeadura tardia, mas, ainda com desempenho inferior ao observado nas regiões cuja semeadura não apresentou atraso. Dessa forma, a expectativa de alto volume do cereal no mercado tem pressionado as cotações no estado, o que tem refletido em um menor ritmo de comercialização pelos produtores.
Fonte: Conab
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