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22 de junho de 2026

Sustentabilidade

Pesquisador que desenvolve estudos em fisiologia vegetal é um dos vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26

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Reprodução Canal Rural

O pesquisador Ricardo Andrade foi um dos grandes destaques do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, realizado em Campo Grande (MS). Ele recebeu o reconhecimento na categoria escolhida pelo voto do público, consolidando uma trajetória marcada pela pesquisa, inovação e compromisso com o desenvolvimento da agricultura brasileira.

A homenagem foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que destacou a importância do trabalho realizado pelos pesquisadores para a evolução da sojicultura nacional.

Natural de uma família de pequenos produtores rurais, Ricardo Andrade sempre manteve uma ligação estreita com o campo. Desde 2007, vive em Luís Eduardo Magalhães, onde atua com pesquisas voltadas ao manejo e à fisiologia vegetal, especialmente em estratégias para reduzir os impactos da seca e de outros estresses enfrentados pelas lavouras.

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Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas têm exigido respostas cada vez mais rápidas da ciência. “As mudanças climáticas dos últimos anos têm demandado novas tecnologias para adaptar a cultura da soja e outras culturas a esse ambiente, que é muito diverso, mas ainda precisa entregar altas produtividades”, afirmou.

Nesse contexto, Andrade explica que a fisiologia vegetal tem papel fundamental na busca por soluções para a agricultura. “O papel do fisiologista e do pesquisador é justamente criar técnicas que façam com que a planta consiga se adaptar a essas mudanças constantes que a gente vem enfrentando”, destacou.

Ao longo da carreira, ele passou a enxergar a educação como um dos pilares para o avanço do setor. “Um dos principais pontos para mudar uma sociedade é a educação. Por isso, além do trabalho técnico no campo, também precisamos levar esse conhecimento para a academia e formar a próxima geração de pesquisadores e agrônomos”, ressaltou.

Para Andrade, o sucesso da agricultura brasileira é resultado de uma construção coletiva que começa no produtor rural. “O produtor é quem utiliza toda essa tecnologia. Dentro da pesquisa, cada profissional contribui com uma parte desse processo para melhorar a produção”, explicou.

A busca por uma produção mais sustentável também orienta os trabalhos desenvolvidos pela equipe. “A pesquisa vem do intuito de transformar o agronegócio em algo mais sustentável, que contribua com o planeta e que desenvolva técnicas que façam bem tanto para o consumidor quanto para o produtor. Tudo isso precisa estar atrelado a uma boa relação de custo-benefício”, disse.

Entre as pesquisas que vêm ganhando destaque está o uso de bioestimulantes para aumentar a resistência das plantas em situações adversas. “Aqui na pesquisa, junto com a nossa equipe, desenvolvemos vários trabalhos, mas um que temos levado adiante ao longo dos anos é a adoção de técnicas com bioestimulantes, principalmente para aumentar a tolerância à seca, reduzir estresses causados por produtos químicos e elevar o potencial produtivo da cultura”, relatou.

O pesquisador também destacou que um dos momentos mais gratificantes da profissão é acompanhar a aplicação prática das tecnologias desenvolvidas nos centros de pesquisa. “Às vezes passamos uma década desenvolvendo uma tecnologia. O momento mais gratificante é quando você chega em uma fazenda e vê o produtor usando algo que foi criado dentro de um centro de pesquisa”, afirmou.

O reconhecimento no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 reforça a importância da pesquisa científica para a evolução do agronegócio nacional e coloca Ricardo Andrade entre os profissionais que vêm contribuindo diretamente para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para os desafios do futuro.

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Sustentabilidade

Onda de frio vem aí! Brasil terá queda brusca nas temperaturas enquanto outras regiões registram até 35°C

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Foto: Pixabay

Uma primeira onda de frio deve avançar sobre o Brasil nos próximos dias, provocando queda das temperaturas em grande parte do Centro-Sul do país. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a massa de ar frio começa a ganhar força no fim desta semana e também deverá alcançar os estados de Acre e Rondônia, caracterizando um episódio de friagem na Região Norte.

No Sul do país, o destaque é o risco de geada. Com a chegada da frente fria e da massa de ar polar, as temperaturas mínimas devem cair de forma mais acentuada nos próximos dias.

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A frente fria também deverá provocar chuvas sobre áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Os volumes previstos variam entre 40 e 50 milímetros em diversas regiões produtoras de soja, contribuindo para a reposição da umidade do solo. Por outro lado, as precipitações podem dificultar atividades em campo.

Já no Matopiba, a previsão para os próximos 15 dias segue marcada por calor e tempo seco. As temperaturas máximas podem atingir entre 34°C e 35°C, cenário que favorece os trabalhos no campo, mas mantém a preocupação com a disponibilidade de umidade no solo.

Por fim, no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical continua favorecendo a ocorrência de chuvas intensas em Roraima. Os acumulados previstos podem ultrapassar 150 milímetros e, em algumas localidades, chegar a 200 milímetros.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Prêmio do óleo segue no menor patamar da série do Cepea – MAIS SOJA

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Apesar de terem registrado recuperação na semana passada, os prêmios de exportação do óleo de soja permanecem em patamares historicamente baixos, considerando-se a série do Cepea, iniciada em junho de 2004.

De acordo com o Centro de Pesquisas, o cenário reflete a ampla disponibilidade do produto na América do Sul e a demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado.

Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da pressão externa, a retração dos prêmios tem aumentado a competitividade do óleo brasileiro no mercado internacional, favorecendo os embarques e limitando os efeitos baixistas sobre os preços domésticos.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Rotação de culturas pode reduzir perdas no trigo – MAIS SOJA

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A resposta produtiva do trigo depende em cerca de 50% da interferência do ambiente, mas a outra metade é resultado do solo, da genética e do manejo da lavoura. Investir em conhecimento sobre as tecnologias disponíveis para conviver com o El Niño é fundamental para a sustentabilidade da lavoura.

Neste cenário, a rotação de culturas surge como uma prática importante para reduzir perdas. Dados de pesquisa mostram que, historicamente, a rotação agrega entre 35 a 40% na produtividade dos grãos quando comparada ao monocultivo, podendo apresentar resultados ainda melhores quando comparada ao monocultivo do trigo. “Em anos de El Niño esse incremento pode chegar a 60% na produtividade do trigo”, destaca o pesquisador Genei Dalmago. Segundo ele, “não estamos falando de trigo no inverno e soja no verão, mas de rotação inverno/inverno, verão/verão. Por exemplo, a área que recebeu trigo no inverno passado, poderá receber canola neste inverno; onde teve soja no verão, poderá receber o milho”. De forma prática, o pesquisador sugere dividir a área em três ou quatro talhões para fazer rotação de culturas, especialmente entre gramíneas, leguminosas e brássicas, entre outras, evitando o cultivo de trigo sobre trigo.

Cultura antecessora define adubação nitrogenada

A cultura que antecede o trigo pode alterar a demanda por adubação nitrogenada (N).

O nabo forrageiro é uma importante alternativa para aumentar a disponibilidade de nitrogênio para o trigo. “Apesar de não fixar o nitrogênio da atmosfera como as leguminosas, o nabo forrageiro possui raízes profundas que exploram camadas inferiores do solo e promovem a ciclagem de nutrientes, trazendo-os para a superfície por meio da biomassa produzida”, explica o pesquisador André Julio do Amaral. Com a produção de biomassa próximo aos 3 mil kg/ha, o nabo forrageiro pode acumular entre 50 a 60 kg de N/ha na parte aérea, disponibilizando parte desse nutriente para o trigo, por meio da ciclagem de nutrientes e da rápida decomposição da palhada. “Com a produção adequada de biomassa, o nabo forrageiro pode fornecer quase a metade do N necessário para que o trigo produza cerca de 4 mil kg de grãos por hectare. A estratégia reduz custos de produção, aumenta a eficiência do uso de nutrientes e contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo”, conclui Amaral.

O milho, embora deixe mais volume de palha no solo do que a soja, disponibiliza menos nitrogênio. Conforme o pesquisador Fabiano De Bona, a lenta degradação da palhada do milho dificulta a oferta desse nitrogênio para o a cultura do trigo. “Áreas de trigo após milho podem demandar até 30 kg/ha adicionais de N em relação ao trigo pós soja”, alerta De Bona.

As áreas com inoculação de Azospirillum brasilense nas sementes de trigo também devem contar com aporte de N. “A inoculação não substitui a adubação nitrogenada, já que as bactérias não são capazes de suprir toda a necessidade de nutrientes que a planta de trigo precisa”, esclarece o pesquisador José Pereira da Silva Júnior. Ele alerta que o comportamento das cultivares em resposta à inoculação é muito variável: “Se o produtor conhece a cultivar e sabe como responde à inoculação, é possível reduzir em até 30% a dose de nitrogênio recomendada. É preciso ter conhecimento de cada cultivar no ambiente de cultivo”.

Serviço:

Veja mais conteúdos da Campanha Safra de Inverno 2026 nas mídias sociais da Embrapa Trigo, no Youtube e no Instagram (@embrapa.trigo).

Assista as orientações do pesquisador André do Amaral sobre o uso do nabo forrageiro no aporte de N no trigo:



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