Connect with us
21 de junho de 2026

Business

Do corte no seguro ao café premiado: os destaques do novo Radar Rural; ASSISTA

Published

on


Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o Radar Rural vai ao ar primeiro no Youtube

O agronegócio não para, e o novo episódio do Radar Rural traz uma análise profunda sobre os temas que estão movimentando os bastidores do setor — da política fiscal que tira o sono do produtor às histórias de superação que conquistam o paladar internacional.

Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o programa vai ao ar primeiro no YouTube, às sextas-feiras, às 15h, e na tela do Canal Rural aos sábados (9h15) e segundas-feiras (11h30).

Assista ao episódio completo:

O “cobertor curto” do seguro rural: corte de R$ 461 milhões preocupa o setor

O fantasma da instabilidade climática ganha um ingrediente extra de preocupação para os produtores brasileiros. O governo federal oficializou o contingenciamento de R$ 461,7 milhões do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Na prática, a verba encolheu quase pela metade: caiu de R$ 1,1 bilhão previsto para apenas R$ 638 milhões.

O corte ocorre no pior momento possível, às vésperas do anúncio do Plano Safra e com a consolidação do fenômeno El Niño. Em entrevista ao Canal Rural, o coordenador do Observatório de Crédito Rural e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, alertou que a medida dá “sinais trocados” ao mercado.

“Duas semanas antes, o governo afirma que o seguro seria prioridade no Plano Safra. Logo depois, vem um corte dessa magnitude. Isso reduz a previsibilidade para produtores e seguradoras, desenhando um dos piores cenários dos últimos anos”, avalia Loyola.

O reflexo do desinvestimento histórico é claro: a área segurada no país despencou de quase 14 milhões de hectares em 2021 para míseros 3,2 milhões de hectares atualmente. O número representa menos de 5% da nossa área produtiva, enquanto potências como os Estados Unidos protegem até 90% de sua produção por meio de políticas públicas eficientes.

Embargo da União Europeia: setor de proteína animal se mobiliza por comprovação e rastreabilidade

Outro tema quente no radar é a pressão da União Europeia sobre os produtos de origem animal do Brasil, motivada pelas restrições ao uso de antimicrobianos. Para conter os danos à credibilidade do país, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) uniram forças em um documento enviado ao Ministério da Agricultura e pecuária (Mapa).

As entidades pleiteiam a proibição de mais três substâncias antibióticas (enramicina, avilamicina e flavomicina), somando-se às restrições já existentes do ácido fosfônico. O setor argumenta que a cadeia exportadora já não utiliza esses produtos e que o grande desafio atual não é a falta de regras, mas sim a comunicação e a comprovação da fiscalização perante o bloco europeu.

Como a União Europeia dita tendências globais de normatização, o alinhamento rápido é vital para evitar um efeito cascata em outros mercados, como o Reino Unido.

Nova fronteira agrícola: o fenômeno do Chaco paraguaio

O Radar Rural cruza as fronteiras para analisar a ascensão do Chaco, região que desponta como a nova promessa da produção de grãos na América do Sul. Um estudo recente da StoneX estima a safra de soja do Paraguai em 12,3 milhões de toneladas, impulsionada pelos altos índices de produtividade da região.

Algumas fazendas no Chaco já atingem a marca de 4 toneladas de soja por hectare, um patamar comparável ao da Bahia — estado brasileiro referência em alta tecnologia e irrigação. O bioma, que também se estende por Argentina e Bolívia, promete redesenhar o mapa da competitividade do Mercosul nos próximos anos.

Da rejeição ao topo: a virada histórica do café de Caparaó

Para fechar o episódio com “coisa boa”, o programa traz uma reportagem especial direto de Gramado (RS), onde as principais Indicações Geográficas (IG) do Brasil se reuniram. O grande destaque foi a história de superação dos produtores de café da região de Caparaó, na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais.

Antigamente rotulado injustamente por compradores como “um dos piores cafés do Brasil” devido à maturação irregular em altas altitudes, o território deu a volta por cima. Com o apoio do Sebrae e redesenhando as próprias regras de secagem fora das cartilhas tradicionais, os produtores conquistaram a Denominação de Origem.

O resultado prático? No último prêmio Coffee of the Year, o Caparaó arrebatou 8 das 10 medalhas possíveis.

Além do café, o episódio revela os segredos da banana mais doce do Brasil (que matura por até um ano e meio na Serra Catarinense) e as estratégias dos vitivinicultores brasileiros para enfrentar o acordo Mercosul-União Europeia focando no mercado do Leste Europeu.

Fique Ligado!

Quer entender como esses fatores impactam o seu bolso e o futuro do campo? Não perca os episódios semanais do Radar Rural:

  • No YouTube: Sexta-feira, a partir das 15h (Aproveite para se inscrever e ativar as notificações!).
  • Na TV (Canal Rural): Sábados, às 9h15, e segundas-feiras, às 11h30.

O post Do corte no seguro ao café premiado: os destaques do novo Radar Rural; ASSISTA apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “MT é um exemplo do que o Brasil pode fazer”

Published

on

Primeiro trecho da Ferrovia Estadual foi entregue em Dom Aquino e avança na integração logística da produção de Mato Grosso ao país

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

 

Continue Reading

Business

Soja reage e comercialização ganha ritmo no Brasil; confira o cenário da commodity

Published

on


Foto: Pixabay

Os preços da soja registraram alta no mercado brasileiro ao longo da semana, impulsionados pela recuperação das cotações na Bolsa de Chicago, pela valorização do dólar frente ao real e pela manutenção de prêmios firmes nos portos. O cenário favoreceu a comercialização da oleaginosa, embora os negócios tenham ocorrido de forma pontual.

Nas regiões produtoras do país, as cotações apresentaram avanço. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 125,50 para R$ 127,00. Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 121,00 para R$ 121,50. Já em Rondonópolis (MT), a valorização foi de R$ 111,00 para R$ 113,00 por saca. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação permaneceu estável em R$ 132,50.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja com vencimento em julho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a semana com valorização de 0,76%, interrompendo uma sequência de quedas. No fechamento da quinta-feira (18), o bushel foi cotado a US$ 11,22.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento de alta foi sustentado principalmente pelas expectativas de aumento da demanda chinesa pela soja norte-americana e pela possibilidade de novos acordos comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.

“Mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que acabam trazendo uma percepção de demanda mais forte para a soja”, avaliou.

Apesar da recuperação dos preços, os ganhos seguem limitados pelo cenário de ampla oferta global e pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, fatores que continuam pressionando o mercado.

Cenário no Brasil

Segundo Silveira, o Brasil mantém um ritmo forte de exportações e preços competitivos nos portos, condição que deve se estender pelo menos até meados de julho. No entanto, ele alerta para mudanças no comportamento dos prêmios nos próximos meses.

“Contudo, a curva de prêmios começa a mudar de maneira mais significativa a partir de agosto, com diferenças mais substanciais entre os prêmios brasileiros e americanos”, destacou.

O post Soja reage e comercialização ganha ritmo no Brasil; confira o cenário da commodity apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Tolerante ao frio, menos cafeína e específica para MG: Universidade lança 3 novas cultivares de café

Published

on


Foto: Fabio Partelli

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) acaba de ampliar sua contribuição para a
cafeicultura brasileira. A instituição conquistou o registro de mais três cultivares de café conilon no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): Caxixe, Aimorés e Leve L80, todas da espécie Coffea canephora, conhecida comercialmente como conilon ou robusta.

Com os novos registros, a Ufes passa a somar dez cultivares inscritas no Registro Nacional
de Cultivares (RNC), tornando-se a única instituição de ensino do país a coordenar registros de cultivares de café.

As novas variedades são resultado de anos de pesquisa desenvolvidos pela Universidade, com foco em características que podem ampliar a competitividade da cafeicultura brasileira, como adaptação climática e redução do teor de cafeína.

À frente dos estudos está o professor Fábio Luiz Partelli, dos programas de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e em Genética e Melhoramento da Ufes, sediados no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus.

café
Foto: Fabio Partelli

Segundo o pesquisador, cada uma das cultivares apresenta um diferencial importante para o setor. “A Caxixe é tolerante ao frio, algo inédito para áreas de altitude no Espírito Santo. A Aimorés é a primeira cultivar de conilon desenvolvida especificamente para Minas Gerais. Já a Leve L80 é a primeira cultivar registrada com baixo teor de cafeína. São avanços que trazem benefícios diretos para os produtores e para o mercado”, destaca Partelli.

Cultivar adaptada ao frio

A mais recente conquista da Ufes é a cultivar Caxixe, registrada no último dia 8 de junho. O material foi desenvolvido a partir da seleção de cinco genótipos adaptados a baixas temperaturas.

Os estudos foram realizados em Alto Caxixe, comunidade localizada em Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo, a cerca de 1.100 metros de altitude. A pesquisa contou com parceria do Grupo Khas e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

Primeira cultivar de café para Minas Gerais

A cultivar Aimorés recebeu registro em 21 de maio e foi desenvolvida para atender às condições da região leste de Minas Gerais.

O material reúne seis genótipos adaptados às características climáticas e produtivas da região. Os experimentos foram conduzidos no município de Aimorés, em parceria com produtores locais, a Emater-MG e com apoio da Fapes.

Conilon com menos cafeína

Entre os novos registros, a Leve L80 chama atenção por uma característica pouco comum no café conilon: o baixo teor de cafeína.

A cultivar apresenta 1,33 grama de cafeína a cada 100 gramas de café, índice cerca de 30% inferior à média observada em outros materiais da espécie.

De acordo com Partelli, essa característica abre espaço para um novo nicho de mercado. “É um café conilon com teor de cafeína apenas um pouco acima do café arábica. Existe um potencial comercial importante para consumidores que buscam uma bebida com menor concentração de cafeína”, explica.

O desenvolvimento da Leve L80 contou com parceria da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e apoio da Fapes.

Pesquisa que gera inovação

Além do impacto direto no campo, os estudos também fortalecem a formação de novos profissionais e pesquisadores. Segundo Partelli, os projetos resultam em publicações científicas de relevância nacional e internacional, além de contribuírem para a formação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado.

Os trabalhos de melhoramento genético continuam avançando. A expectativa da equipe é solicitar ainda em 2026 o registro de mais duas novas cultivares, incluindo materiais híbridos e plantas de porte alto adaptadas às condições do Espírito Santo e da Bahia.

Os resultados dessas pesquisas deverão ser apresentados durante o 15º Simpósio do Produtor de Conilon, promovido pela Ufes em São Mateus, no dia 26 de novembro. Com as novas cultivares registradas, a Universidade reforça o protagonismo do Espírito Santo no desenvolvimento de tecnologias para a cafeicultura e amplia as possibilidades para produtores que buscam mais produtividade, adaptação climática e diferenciação de mercado.

O post Tolerante ao frio, menos cafeína e específica para MG: Universidade lança 3 novas cultivares de café apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT