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Fórum na Tecnofam formaliza protocolo para estação meteorológica em território indígena de MS

Um fórum sobre agricultura familiar indígena reuniu diversos setores na Tecnofam e resultou na assinatura de um protocolo de intenções para implementar uma estação meteorológica no Território Indígena Cachoeirinha, em Miranda (MS). Segundo o material fornecido, a estrutura será voltada ao monitoramento das condições climáticas, ao suporte à produção agrícola sustentável e ao fortalecimento do etnodesenvolvimento local. A data informada para a realização foi 11/06/26.
De acordo com o conteúdo informado, o fórum teve como foco a agricultura familiar indígena e reuniu representantes de diferentes setores durante a programação da Tecnofam. No encontro, foi formalizado um protocolo de intenções com a finalidade de viabilizar a instalação de uma estação meteorológica no Território Indígena Cachoeirinha.
O material aponta três objetivos centrais para a iniciativa: monitorar as condições climáticas, dar suporte à produção agrícola sustentável e fortalecer o etnodesenvolvimento local. A presença de uma estação meteorológica pode ampliar a disponibilidade de informações sobre o comportamento do tempo na área atendida, dentro do escopo descrito pela fonte.
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A informação fornecida, no entanto, não detalha quais instituições assinaram o protocolo, nem informa prazos, valores, modelo da estação ou responsáveis pela operação do equipamento. O texto original também não especifica quais culturas agrícolas devem ser diretamente atendidas pela medida.
Com base no material disponível, o anúncio se insere no debate sobre estrutura de apoio à produção em territórios indígenas, com ênfase em informação climática aplicada ao campo. Não há, porém, no conteúdo fornecido, descrição de etapas de implantação, cronograma ou estimativa de abrangência técnica da estação.
O material divulgado informa a assinatura do protocolo de intenções e os objetivos da futura estação meteorológica, mas não apresenta prazo de implementação, investimento previsto ou impactos diretos já mensurados para os produtores da área.
Fonte: embrapa.br
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CNA debate espécies invasoras, borracha natural e incêndios florestais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, em Brasília, nesta quinta-feira (11), iniciativas para o setor florestal durante reunião da Comissão Nacional de Silvicultura. A pauta reuniu temas ligados à lista de espécies exóticas invasoras, ao mercado da borracha natural e ao combate a incêndios florestais. O encontro ocorreu em 11 de junho de 2026.
Um dos principais assuntos foi a atualização da lista de espécies exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, a entidade tem atuado para minimizar os impactos dessas listas sobre o setor produtivo. De acordo com a CNA, além da articulação política e da criação de grupos de trabalho, foi elaborado um posicionamento sobre a inclusão de espécies consideradas social e economicamente importantes para o país.
Na reunião, a chefe-adjunta da Assessoria de Relações Institucionais da CNA, Carolina Rebelo, apresentou informações sobre o Projeto de Lei 5900/2025, de autoria do deputado federal Pedro Lupion. Segundo ela, o texto acrescenta dispositivos à Lei nº 14600/2023 para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) seja o órgão responsável pela análise econômica das espécies de interesse produtivo. Ainda de acordo com Carolina, o projeto foi votado na Câmara com parecer do relator, deputado Pezenti, e seguiu para o Senado, com expectativa de entrar na pauta antes do recesso parlamentar que começa em 18 de julho.
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O presidente da comissão, Antônio Ginack, afirmou que o tema afeta diretamente a silvicultura nacional pelos possíveis efeitos sobre os cultivos de pinus e eucalipto. Segundo ele, a discussão precisa ocorrer com transparência e participação do setor produtivo, com base em critérios técnicos e científicos.
Outro ponto da pauta foi o mercado da borracha natural. Daniel Franciscon, da Datagro, afirmou que as estimativas indicam descompasso entre oferta e demanda pelo 4º ano consecutivo. Segundo ele, a incerteza fiscal e o ciclo eleitoral pressionam o câmbio no 2º semestre e influenciam a alta dos preços da borracha natural. Ele também citou o crescimento dos veículos eletrificados e a possibilidade de ocorrência do El Niño como fatores que reforçam as perspectivas de consumo, enquanto conflitos armados e guerra comercial podem reduzir as expectativas para a demanda global.
Na frente de prevenção, Dito Mário, da Reflore MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), apresentou dados sobre florestas plantadas e estratégias de combate a incêndios florestais. Segundo ele, o Mato Grosso do Sul tem potencial para ampliar o plantio de espécies como soja, cana, eucaliptos, pinos e seringueira. O material cita ainda ações da entidade, como a campanha Fogo Zero, voltada ao trabalho com jovens e crianças.
A reunião concentrou temas regulatórios, de mercado e de prevenção ligados à produção florestal. O material divulgado não informa números de área, volume de produção, preços ou prazos operacionais para as medidas discutidas.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Paraná projeta safra recorde de 550 mil toneladas de cevada em 2026

O Paraná deve colher mais de 550 mil toneladas de cevada em 2026, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (11). O plantio da cultura já atingiu 44% da área estimada no estado, em um cenário de clima favorável e umidade adequada no solo.
De acordo com o boletim, o avanço do plantio consolida a projeção de área recorde de 126 mil hectares em 2026. O número representa alta de 21% em relação aos 104 mil hectares colhidos em 2025. Com essa expansão, a estimativa de produção segue acima de 550 mil toneladas, conforme os dados apontados em maio.
Segundo o Deral, as condições climáticas favoreceram a implantação da lavoura. Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do órgão, afirmou que o plantio evoluiu bem na semana por causa do tempo mais seco, em contraste com maio, quando houve muitas chuvas. Ele destacou ainda que as precipitações registradas no mês anterior também foram importantes por disponibilizarem umidade no solo para o andamento dos trabalhos.
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O boletim aponta, porém, um fator de atenção para os próximos meses. De acordo com o material, o fenômeno El Niño pode elevar a incidência de chuvas na primavera, o que pode afetar a qualidade dos grãos no período de colheita.
O Paraná aparece como principal produtor de cevada do país. O Rio Grande do Sul é citado como o segundo maior produtor, com cerca de 100,4 mil toneladas. No cenário nacional, a produção brasileira deve alcançar 678,7 mil toneladas, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), volume 7,2% superior ao produzido em 2025.
Os dados do boletim indicam avanço do plantio e manutenção da estimativa recorde para a cevada no Paraná. O material divulgado, no entanto, registra que o comportamento das chuvas na primavera ainda será um ponto de monitoramento para a qualidade final da produção.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Proposta de fim da escala 6×1 acende sinal de alerta no agro

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de trabalho para 40 horas tem gerado preocupação no agronegócio. Produtores rurais, trabalhadores e lideranças do setor avaliam que a mudança pode aumentar os custos operacionais das propriedades e dificultar ainda mais a contratação de mão de obra qualificada.
A discussão ocorre em torno da PEC 221/2019, que está em análise no Senado. Pelo texto, a jornada máxima passaria das atuais 44 horas semanais para 42 horas em um primeiro momento e, um ano depois, para 40 horas, com dois dias de descanso por semana e sem redução salarial.
No campo, a principal preocupação está relacionada à sazonalidade das atividades agrícolas. Em períodos de plantio e colheita, produtores afirmam que é necessário aproveitar ao máximo as condições climáticas para garantir o andamento das operações.
Na Estância VN, em Querência, que cultiva cerca de 7 mil hectares de soja e milho, o agricultor Írio José Guisolphi afirma que a falta de profissionais qualificados já é um desafio enfrentado pelas propriedades rurais. Para ele, a redução da jornada pode agravar ainda mais essa situação, uma vez que “não é qualquer operador que opera” os equipamentos utilizados na fazenda.

Realidade do campo
Guisolphi defende que a remuneração seja vinculada às horas efetivamente trabalhadas e que empregadores e colaboradores possam construir acordos adequados à realidade de cada propriedade.
Conforme o agricultor, já existe um modelo de compensação entre os funcionários da fazenda, em que períodos de maior demanda são equilibrados por momentos de menor intensidade. “O que nós defendemos muito no campo é hora trabalhada. Dentro da fazenda eu já tenho um acordo com os funcionários, tem épocas que eles trabalham um pouquinho mais e outras épocas um pouco menos para compensar”, diz ao Patrulheiro Agro.
O produtor destaca que essa flexibilidade é fundamental principalmente durante a colheita, quando aumenta a necessidade de mão de obra temporária e o tempo disponível para executar as operações é decisivo para os resultados da safra. Na avaliação dele, a redução da jornada pode ampliar a necessidade de contratação justamente em um momento em que já há escassez de profissionais qualificados.
“Nessa época os safristas nós precisamos deles, e com certeza no lugar de dois, vai ter que contratar três se achar. Está muito difícil encontrar operadores profissionais. Hoje está em torno de 5% o custo operacional de mão de obra na fazenda, então nós vamos sentir muito esse impacto”.

Necessidade de flexibilidade
Gerente de produção da Estância VN há cinco anos, Carlos Henrique Hortêncio afirma que a dinâmica do campo é diferente da observada em centros urbanos e em outros setores da economia. Para ele, atividades como plantio e colheita exigem que as equipes aproveitem ao máximo as condições disponíveis para evitar perdas. “A gente tem colheita, plantio, a gente tem que aproveitar o máximo das horas. O agronegócio é totalmente uma outra realidade comparada na cidade grande, aqui é uma indústria a céu aberto”.
Hortêncio também avalia que a mudança poderá exigir a contratação de mais trabalhadores para manter o ritmo das operações e adequar as propriedades aos novos limites de jornada. Na percepção dele, isso pode acabar reduzindo a renda de profissionais que hoje ampliam os ganhos em períodos de maior atividade, já que “vai ter que contratar mais gente para se adequar aos horários” e isso, afirma, “vai baixar a renda familiar”.
O gerente destaca ainda que a rotina da produção agrícola exige flexibilidade. Durante a colheita do milho, por exemplo, é comum que as equipes trabalhem aos sábados para garantir o andamento das atividades e aproveitem o domingo para descanso e manutenção das máquinas. “Safrista que mexe com lavoura é totalmente diferente de uma escala de uma indústria. A gente tem que se adequar com a nossa realidade. Dá a hora, a gente tem que botar a máquina no campo e tirar o produto”.

Debate sobre a proposta
Atualmente, a legislação permite a escala 6×1, com até 44 horas de trabalho por semana e um dia de folga. Pela proposta em análise no Senado, a jornada seria reduzida gradualmente para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
Presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo afirma que muitos trabalhadores rurais defendem modelos mais flexíveis, ajustados à realidade das propriedades e negociados diretamente entre empregadores e colaboradores.
De acordo com Frizzo, os próprios funcionários demonstram interesse em jornadas que permitam ampliar a remuneração em determinados períodos do ano. “A gente sente nos nossos colaboradores que eles querem trabalhar mais tempo. A lei moderna que os países têm e que funciona realmente é estar livre para que tanto o colaborador, quanto o patrão eles ajam o acordo o tempo de serviço que ele vai prestar”.
Para o dirigente, a discussão precisa considerar as particularidades da produção agropecuária e ouvir quem vive a realidade do campo. “Muitas das vezes não é ouvida a classe produtora, então eu acho que é o momento de ouvir. Nós temos que optar pela liberdade de escolha do tempo de trabalho que quiser”.

Impactos para produtores
A preocupação também é compartilhada por entidades representativas do setor. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), Lucas Costa Beber, afirma que a proposta pode gerar impactos econômicos especialmente para pequenos produtores. Ele ressalta que “não somos contra o descanso do funcionário”, mas que é preciso entender que “no setor agropecuário nós temos sazonalidades”, o que exige regras compatíveis com a dinâmica da atividade.
Na avaliação de Beber, produtores que mantêm equipes reduzidas podem enfrentar maiores dificuldades caso seja necessário ampliar o quadro de funcionários para atender às novas exigências da legislação.
“Nós tememos aumento de custos principalmente para pequenos produtores. Aquele que tem condições de manter apenas um funcionário isso vai impactar bastante, pode tirar pequenos produtores também da atividade”.
O dirigente também defende que o país avance em produtividade e em medidas de desoneração da folha de pagamento antes de promover mudanças na jornada de trabalho. De acordo com ele, isso daria mais condições para negociações entre empregadores e trabalhadores e ajudaria a preservar empregos.
“Temos ainda que pensar em melhorar a desoneração de folha para que possa dar mais condições também a funcionário e patrão de poder negociar, gerar mais emprego”, frisa à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Beber avalia que a flexibilidade já adotada em muitas propriedades rurais poderia servir de alternativa. Durante a safra, explica, os funcionários podem atuar em uma escala mais intensa e, fora desse período, compensar as horas com jornadas reduzidas e mais dias de descanso. Nesse modelo, afirma, “o funcionário mantém a sua remuneração, mantém o seu emprego”, enquanto o produtor consegue adequar a equipe às necessidades de cada etapa da produção.
A PEC 221/2019 segue em tramitação no Senado. As novas regras só passarão a valer caso o texto seja aprovado em todas as etapas do processo legislativo e posteriormente promulgado.
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