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19 de agosto de 2026

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Sefaz-MT muda regra e autoriza parcelamento de dívidas tributárias recentes em até 12 vezes

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Nova modalidade abrange débitos vencidos entre três e cinco meses; negociação é feita exclusivamente pela internet

Contribuintes de Mato Grosso que possuem débitos tributários estaduais mais recentes agora contam com uma nova possibilidade para regularizar a situação fiscal. A Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT) ampliou as regras de parcelamento e passou a permitir o pagamento, em até 12 vezes, de dívidas vencidas entre três e cinco meses antes da solicitação.

Até então, somente podiam ser parcelados débitos com vencimento até o sexto mês anterior ao pedido de negociação. Na prática, em maio de 2026, por exemplo, poderão ser parcelados em até 12 vezes débitos vencidos em dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026. Débitos mais antigos permanecem seguindo as regras atuais e podem ser parcelados em até 36 parcelas.

De acordo com a Sefaz, a medida busca estimular a regularização fiscal antes do acúmulo de juros e multas, além de reduzir o estoque de débitos pendentes do Estado.

“A expectativa é que a nova modalidade fortaleça a conformidade fiscal e incentive os contribuintes a manterem suas obrigações tributárias em dia, reduzindo a judicialização e promovendo maior equilíbrio na arrecadação estadual”, destacou o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo.

Os débitos contemplados são aqueles declarados por meio da Escrituração Fiscal Digital (EFD) e registrados no Sistema Eletrônico de Conta Corrente Geral (CCG) da Sefaz. Entre eles estão valores relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e outros débitos tributários.

Para aderir à nova modalidade, o parcelamento deverá ser realizado exclusivamente de forma eletrônica, por meio do portal de autoatendimento, o Sefaz Digital, com acesso via login e senha, certificado digital ou Gov.br. No sistema, o contribuinte deve selecionar a opção Sistema Conta Corrente Fiscal 3.0, depois Parcelamento e Gerar Parcelamento, em seguida escolher o “Parcelamento de débitos declarados vencidos há menos de 6 meses – Portaria 185/2012 Art. 1º-A”.

A nova modalidade já está disponível no sistema da Sefaz e foi regulamentada por alteração na Portaria nº 185/2010-SEFAZ, respeitando as condições previstas no Decreto nº 2.249/2009.

 

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Últimos dias para participar do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026

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Faltam apenas cinco dias para o encerramento das inscrições da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Profissionais e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil podem cadastrar seus trabalhos até 21 de agosto, às 17h, no horário de Brasília.

Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição 2026 amplia o alcance da premiação e busca valorizar produções jornalísticas que contribuam para aproximar a sociedade das diferentes dimensões do agronegócio.

Os comunicadores podem se inscrever em seis diferentes categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Podem participar trabalhos publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026, conforme as regras estabelecidas no regulamento.

Além das premiações por categoria, que chegam a R$20 mil para os primeiros colocados nas modalidades profissionais, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que oferece uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com despesas custeadas pela entidade, de acordo com o regulamento.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do prêmio. Com o prazo próximo do fim, esta é a última oportunidade para jornalistas e estudantes que tenham produzido conteúdos relacionados ao tema apresentarem seus trabalhos.

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Agro Mato Grosso

Bactérias do milho mudam programação ao crescer nas raízes

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Proteômica mostra alterações em até 60% das proteínas e respostas distintas entre sete espécies associadas ao milho

Bactérias associadas às raízes do milho mudam de forma ampla sua programação durante o crescimento na planta, em comparação ao cultivo em laboratório. Pesquisadores dos Estados Unidos encontraram diferenças na abundância de 20% a 60% das proteínas detectadas em sete espécies bacterianas. As alterações envolveram milhares de proteínas e funções ligadas à nutrição, motilidade, secreção e colonização. O resultado reforça a necessidade de avaliar microrganismos no ambiente vegetal para compreender seu funcionamento e desenvolver aplicações agrícolas.

A equipe cultivou sete bactérias isoladas de raízes de milho em duas condições. Uma parte cresceu em meio mínimo definido, no laboratório. Outra parte cresceu individualmente sobre raízes estéreis de milho. A análise por proteômica diferencial detectou entre 1.507 e 2.159 proteínas por espécie.

O número de proteínas com abundância diferente entre as condições variou de 339, em Herbaspirillum robiniae, a 1.278, em Brucella pituitosa. O estudo também incluiu Chryseobacterium indologenes, Curtobacterium pusillum, Enterobacter ludwigii, Pseudomonas putida e Stenotrophomonas maltophilia.

Limitação de estudos

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram uma limitação de estudos baseados apenas em condições in vitro. O comportamento observado no laboratório não reproduziu, em vários casos, a fisiologia das bactérias durante a interação com a planta. As sete espécies modificaram sua expressão proteica nas raízes. O tipo de resposta, porém, apresentou forte dependência da espécie.

A principal resposta comum apareceu nos sistemas de transporte. Proteínas transportadoras aumentaram em todas as sete bactérias durante o crescimento na planta. A equipe identificou 570 proteínas transportadoras com abundância diferencial e as distribuiu em 21 categorias funcionais. Transportadores de aminoácidos e açúcares e porinas apareceram entre os grupos de maior participação nos proteomas.

Dos 82 componentes ligados ao transporte de açúcares com abundância diferencial, 69 aumentaram nas raízes. O conjunto incluiu sistemas relacionados à entrada de compostos com cinco e seis carbonos, dissacarídeos e polissacarídeos. Esse padrão indica acesso a uma diversidade de fontes de carbono no ambiente radicular.

Diferenças marcantes

Fora dessa resposta comum, as estratégias apresentaram diferenças marcantes. Algumas bactérias aumentaram proteínas associadas à motilidade. Outras reduziram esses componentes durante a permanência na raiz. Herbaspirillum robiniae, por exemplo, apresentou maior abundância de proteínas de quimiotaxia e do flagelo na planta. Enterobacter ludwigii mostrou o padrão oposto. Treze proteínas de quimiotaxia tiveram maior abundância em laboratório. O mesmo ocorreu com seis das sete proteínas flagelares com diferença significativa.

Metabolismo do carbono

As mudanças também atingiram o metabolismo do carbono. Curtobacterium pusillum aumentou a abundância de enzimas associadas à degradação de hemicelulose durante o crescimento nas raízes. Entre elas apareceram alfa-L-arabinofuranosidase, isomerase de arabinose e isomerase de xilose.

Ensaios em laboratório deram suporte a essa interpretação. Curtobacterium pusillum cresceu em meio mínimo com xilano como principal fonte de carbono. Cinco das seis proteínas ligadas ao catabolismo de hemicelulose avaliadas aumentaram no cultivo com xilano, em comparação ao meio com glicose e malato. Os pesquisadores consideram os resultados compatíveis com a degradação de hemicelulose por essa espécie no ambiente das raízes.

Herbaspirillum robiniae também apresentou aumento de proteínas associadas ao aproveitamento de hemicelulose na planta. O ensaio com xilano não permitiu confirmar o uso do composto como principal fonte de carbono. A bactéria cresceu de forma semelhante no meio com xilano e no meio sem fonte primária de carbono. Mesmo assim, proteínas ligadas ao transporte e à degradação de xilose aumentaram na presença do polissacarídeo.

Outra possível fonte de carbono apareceu em Curtobacterium pusillum e Herbaspirillum robiniae. Enzimas da beta-oxidação de ácidos graxos apresentaram maior abundância nas raízes. Herbaspirillum robiniae também elevou componentes do ciclo do glioxilato. O conjunto sugere potencial aproveitamento de ácidos graxos durante o crescimento na planta.

Resposta ao fósforo

A resposta ao fósforo apresentou diferenças entre espécies. Enterobacter ludwigii aumentou proteínas relacionadas ao metabolismo do nutriente nas raízes. A fosfatase alcalina apareceu em maior abundância nessa condição. A enzima participa da liberação de fosfato a partir de compostos orgânicos e polifosfatos.

Enterobacter ludwigii também solubilizou fosfato em ensaio com ágar Pikovskaya. Curtobacterium pusillum, Herbaspirillum robiniae e Pseudomonas putida apresentaram capacidade de solubilização no teste. Brucella pituitosa, Chryseobacterium indologenes e Stenotrophomonas maltophilia não produziram o mesmo resultado nessas condições.

Um dos efeitos mais claros sobre a colonização apareceu em Herbaspirillum robiniae. A bactéria possui dois sistemas de secreção do tipo VI. Proteínas dos dois sistemas aumentaram nas raízes. A equipe produziu mutantes com perda funcional de um ou dos dois sistemas para avaliar sua participação na interação com o milho.

A perda simultânea dos dois sistemas reduziu em cerca de três vezes a abundância da bactéria nas raízes após 14 dias, em comparação à linhagem original. As alterações individuais provocaram reduções menores e sem significância estatística. Os dados indicam participação conjunta dos dois sistemas na colonização e no crescimento de Herbaspirillum robiniae sobre as raízes.

Funções ainda desconhecidas

O estudo também revelou uma parcela ampla de funções ainda desconhecidas. Entre 5.265 proteínas com abundância diferencial, 2.192 não receberam anotação ou categorização funcional confiável. Para os pesquisadores, esse conjunto pode incluir mecanismos ainda não caracterizados de adaptação e colonização do ambiente radicular.

Os experimentos avaliaram cada espécie de forma isolada. Essa condição permitiu identificar respostas específicas à planta, mas não reproduziu as interações presentes em comunidades microbianas. Os pesquisadores apontam como próximo passo a análise de múltiplas espécies no mesmo hospedeiro. Esse avanço poderá mostrar como as bactérias modificam seu funcionamento diante da planta e de outros microrganismos e contribuir para o desenvolvimento de produtos microbianos voltados à agricultura (doi 10.1128/msystems.00371-26).

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Agro Mato Grosso

UPL obtém registro de novo inseticida para soja, milho e algodão

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Sucessor utiliza tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete ação rápida contra percevejos e bicudo-do-algodoeiro

A UPL Brasil obteve o registro de Sucessor, novo inseticida destinado às culturas de soja, milho e algodão. O produto incorpora a tecnologia Blast, desenvolvida pela companhia, que permite combinar ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma mesma formulação.

Segundo a UPL, a tecnologia possibilita uma nova alternativa para o manejo do complexo de percevejos nas culturas de soja e milho e do bicudo-do-algodoeiro. Entre os principais diferenciais do produto está a velocidade de ação. Em testes realizados a campo no Brasil, a empresa observou a eliminação dos alvos, em média, entre 30 minutos e uma hora após a aplicação.

Além do efeito de choque, Sucessor combina velocidade de ação com efeito residual e consistência de controle, segundo a companhia. O produto também pode ser aplicado por via aérea, conforme as orientações estabelecidas em bula.

Para Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do inseticida representa um avanço na tecnologia de formulação. “A ciência aplicada ao desenvolvimento dessa solução transformadora possibilita avançar em uma fronteira da tecnologia de formulação e transformar conhecimento em uma opção real para o manejo de insetos de alto impacto em culturas estratégicas para o Brasil”, afirma.

O lançamento amplia o portfólio da UPL voltado ao controle de insetos de importância agrícola e faz parte da estratégia da empresa de desenvolver ferramentas de manejo para diferentes sistemas produtivos.

De acordo com Figueiredo, o desenvolvimento do produto também considerou as demandas apresentadas pelos produtores. “O produto resulta de pesquisas orientadas pela escuta dos produtores rurais, o que nos permite compreender melhor suas dores e os desafios do campo, direcionando nossos esforços para necessidades reais”, conclui.

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Agro MT