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19 de agosto de 2026

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PM monta cerco, flagra “disque-droga” de moto e estoura boca de fumo em Querência

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Monitoramento da Inteligência identificou motoqueiro fazendo entregas e abastecendo motoristas no meio da rua

Equipes militares da 19ª Companhia Independente prenderam, neste sábado (16.5), quatro pessoas suspeitas de tráfico de drogas, no município de Querência. Na ação, foram apreendidas três porções grandes de maconha, 30 munições calibre .40, sete aparelhos celulares, uma balança de precisão e R$ 240 em espécie.

Durante patrulhamento tático e ostensivo realizado em conjunto pela Agência Regional de Inteligência, GAP de Nova Xavantina e equipe policial de Querência, os militares receberam informações de que uma residência localizada no bairro Morada do Sol era utilizada como ponto de compra e venda de entorpecentes no município.

Durante monitoramento do imóvel, os policiais observaram um suspeito chegando ao local em uma motocicleta preta e realizando entregas de pacotes para ocupantes de veículos distintos que passaram pela residência.

Após as movimentações suspeitas, três abordagens foram realizadas em pontos distintos da cidade. Com os condutores abordados, os policiais encontraram porções de substância análoga à maconha. Questionados, os homens relataram que haviam adquirido a droga na residência monitorada.

Diante das informações, as equipes seguiram até o imóvel e realizaram a entrada no local. Ao perceber a presença policial, um dos suspeitos tentou se desfazer dos materiais ilícitos, arremessando entorpecentes, balanças de precisão e outros objetos em uma fossa da residência.

Durante as buscas, os policiais conseguiram recuperar duas balanças de precisão e localizar munições escondidas em um armário próximo à churrasqueira, além de outros materiais relacionados ao tráfico de drogas. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

UPL obtém registro de novo inseticida para soja, milho e algodão

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Sucessor utiliza tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete ação rápida contra percevejos e bicudo-do-algodoeiro

A UPL Brasil obteve o registro de Sucessor, novo inseticida destinado às culturas de soja, milho e algodão. O produto incorpora a tecnologia Blast, desenvolvida pela companhia, que permite combinar ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma mesma formulação.

Segundo a UPL, a tecnologia possibilita uma nova alternativa para o manejo do complexo de percevejos nas culturas de soja e milho e do bicudo-do-algodoeiro. Entre os principais diferenciais do produto está a velocidade de ação. Em testes realizados a campo no Brasil, a empresa observou a eliminação dos alvos, em média, entre 30 minutos e uma hora após a aplicação.

Além do efeito de choque, Sucessor combina velocidade de ação com efeito residual e consistência de controle, segundo a companhia. O produto também pode ser aplicado por via aérea, conforme as orientações estabelecidas em bula.

Para Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do inseticida representa um avanço na tecnologia de formulação. “A ciência aplicada ao desenvolvimento dessa solução transformadora possibilita avançar em uma fronteira da tecnologia de formulação e transformar conhecimento em uma opção real para o manejo de insetos de alto impacto em culturas estratégicas para o Brasil”, afirma.

O lançamento amplia o portfólio da UPL voltado ao controle de insetos de importância agrícola e faz parte da estratégia da empresa de desenvolver ferramentas de manejo para diferentes sistemas produtivos.

De acordo com Figueiredo, o desenvolvimento do produto também considerou as demandas apresentadas pelos produtores. “O produto resulta de pesquisas orientadas pela escuta dos produtores rurais, o que nos permite compreender melhor suas dores e os desafios do campo, direcionando nossos esforços para necessidades reais”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Confinamento em MT cresce 43% em 2026, aponta Imea

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O estado de Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos neste ano, uma alta de 43,41% em relação ao volume consolidado no ano passado, quando foram confinadas 928,67 mil cabeças. A estimativa consta no 2° levantamento de intenções de confinamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado em 17 de agosto. O estudo também mostra a expectativa de avanço da atividade, mesmo com um cenário de custos e preços exigindo cautela dos pecuaristas.

Entre os produtores consultados em julho, 56,47% afirmaram que pretendem realizar o confinamento neste ano, enquanto 38,82% disseram que não devem utilizar o sistema e 4,71% ainda estavam indecisos.

De acordo com o Imea, um dos principais pontos observados foi o comportamento dos custos da alimentação. Na comparação com a média de 2025, o preço do milho foi para R$ 44,39, um recuo de 13,86% por saca. Também houve redução nas cotações do caroço de algodão (-24,18%), do DDG (-15,60%) e do farelo de soja (-2,47%).

Apesar dessa queda nos principais insumos da alimentação dos animais, a diária média do confinamento no estado subiu para R$ 13,62 por cabeça, um crescimento de cerca de 3,54% em relação a abril e de 3,57% ante 2025. Segundo o Imea, o movimento está relacionado principalmente à valorização dos animais de reposição.

O novo levantamento também mostra que o preço do bezerro de 12 meses aumentou 13,06% na comparação anual. Ainda assim, o abate das fêmeas recuou 17,11% em julho, sinalizando um movimento de retenção de matrizes e contribuindo para a menor disponibilidade de animais para reposição.

O estudo feito pelo instituto também mostra que esse cenário afetou a relação de troca. Em julho, eram necessários cerca de 2,16 bezerros para a compra de um boi gordo, uma queda de 6,09% em relação à relação registrada em 2025. Na prática, o pecuarista precisa de uma quantidade maior de capital para formar o lote que será levado ao confinamento.

Estado deve ter 1,33 milhão de animais confinados até o final do ano

Estado deve ter 1,33 milhão de animais confinados até o final do ano (Divulgação)

Nesta edição, o levantamento indica que em Mato Grosso há diferenças no custo da arroba produzida conforme o tamanho do confinamento. Entre as propriedades avaliadas, o custo médio oscila de R$ 220,50 e R$ 235 por arroba.

Os confinamentos com até 1 mil cabeças apresentaram custo médio de R$ 220,50/@. Já os estabelecimentos com 3.001 a 5 mil animais registraram o maior custo, de R$ 235/@. Nos grandes confinamentos, com mais de 5 mil cabeças, o custo médio ficou em R$ 223,13/@.

Na pecuária mato-grossensse, o preço da reposição continua sendo a principal preocupação, apontado por 23,76% dos entrevistados. Na sequência aparecem o preço do boi gordo, com 19,80%, questões políticas (15,84%), baixa lucratividade (10,89%) e o cenário geopolítico e do mercado externo (8,91%).

De acordo com o Imea, o comportamento da arroba também ajuda a explicar a cautela. Depois de atingir R$ 360,01/@ em abril, o preço recuou para R$ 312,94/@ e chegou a R$ 324,17/@ em julho.

O alerta no segundo semestre

Para o segundo semestre, o calendário está concentrado nos abates. De acordo com o instituto, 80,74% dos animais confinados devem ser abatidos até o final do ano. Dentro desse volume, 48,31% das entregas estão previstas para ocorrer entre setembro e novembro.

A concentração acontece em um período considerado sensível para o mercado, já que coincide com o esgotamento da cota de importação de carne bovina da China. A expectativa é de retomada dos embarques a partir do fim de outubro, já considerando a cota de 2027. Diante deste cenário, 33,33% dos produtores consultados utilizaram contratos a termo com frigoríficos, envolvendo 17,52% do total de cabeças projetadas.

Outros 30,23% afirmaram ter realizado operações na B3, protegendo 14,44% dos animais. As estratégias buscam reduzir a exposição às oscilações do preço do boi gordo no momento da entrega dos animais.

Apesar do crescimento projetado de 1,33 milhão nas intenções de confinamento, em relação a comparação anual, o número representa uma revisão de 7,71% para baixo em relação ao primeiro levantamento, publicado em abril, quando a expectativa era de 1,44 milhão de animais confinados.

Distribuição do envio dos animais para abate em Mato Grosso em 2026

Distribuição do envio dos animais para abate em Mato Grosso em 2026 (Divulgação)

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Agro Mato Grosso

Boom do agro transforma skyline de Sinop com torre gigante

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A riqueza gerada pelas safras recordes no campo encontrou uma nova vitrine arquitetônica em Mato Grosso, redesenhando a paisagem urbana do norte estadual com investimentos bilionários. Enquanto municípios como Lucas do Rio Verde mantêm um compasso de espera mais cauteloso, polos como Sinop, Sorriso e Nova Mutum disparam em desenvolvimento urbano e valorização imobiliária, atraindo aportes que antes pareciam restritos apenas aos grandes centros financeiros do país.O reflexo mais visível dessa transformação econômica é o anúncio do primeiro arranha-céu genuinamente integrado à realidade de alta renda do interior mato-grossense: uma torre residencial monumental de 42 pavimentos, avaliada em R$ 500 milhões.

A iniciativa rompe barreiras geográficas tradicionais do mercado imobiliário e consolida a força financeira acumulada pelo agronegócio moderno na região.

Como o campo financia a nova arquitetura de luxo?

A transição financeira do grão colhido para o metro quadrado construído revela uma maturidade inédita na cadeia produtiva estadual. Produtores rurais, herdeiros do agronegócio e executivos do setor buscam alternativas seguras e sofisticadas de diversificação patrimonial sem precisar migrar para as capitais litorâneas.

Esse movimento fomenta a economia local de maneira integrada, movimentando desde a cadeia de suprimentos de construção civil até o comércio de bens e serviços de luxo. A cidade deixa de ser apenas um ponto de apoio logístico para o escoamento da produção e passa a funcionar como um centro urbano autônomo e sofisticado.

Qual é o impacto econômico regional e no cenário nacional?

Dados oficiais consolidados mostram que o Produto Interno Bruto do Centro-Oeste avançou com força tripla em relação à média nacional recente, impulsionado pela expansão das lavouras e pela agroindústria. Em paralelo, o segmento de investimentos voltado a clientes de alta renda cresce em ritmo acelerado, impulsionado pela profissionalização da gestão nas propriedades rurais e pelas margens sólidas obtidas na exportação.

Esse cenário atrai olhares atentos de investidores de todo o país, transformando o norte de Mato Grosso em um dos mercados mais dinâmicos do Brasil fora do eixo tradicional Sudeste-Sul, com reflexos diretos na arrecadação municipal e na geração de empregos qualificados.

Quais são os próximos passos da verticalização no interior?

A tendência de verticalização de alto padrão veio para ficar e já reverbera em outras praças estratégicas, impulsionando também debates importantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso sobre diretrizes de expansão urbana e infraestrutura viária. Construtoras e incorporadoras preparam novos aportes milionários para atender a uma demanda reprimida por imóveis espaçosos e dotados de tecnologia avançada.

O grande desafio nos próximos anos será harmonizar o crescimento vertical com a sustentabilidade urbana, garantindo que o desenvolvimento econômico traga infraestrutura adequada e qualidade de vida para toda a população que escolheu o interior mato-grossense para viver e investir.

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Agro MT