Connect with us
13 de maio de 2026

Featured

Operação Rota Estéril mira esquema de adulteração de fertilizantes para MT

Published

on


Polícia Civil cumpre mandados no Paraná contra grupo que alterava cargas de sulfato de amônio durante o transporte

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13.5), a Operação Rota Estéril, voltada ao aprofundamento das investigações sobre um esquema criminoso de adulteração de cargas de fertilizantes destinadas a propriedades rurais do Mato Grosso.

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão no Estado do Paraná, com o objetivo de reunir novos elementos de informação sobre a atuação do grupo investigado, que teria promovido a adulteração de cargas durante o trajeto logístico entre o fornecedor e o destinatário final. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

As apurações, desencadeadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, tiveram início após a comunicação de suspeita de fraude envolvendo cargas de sulfato de amônio transportadas para Mato Grosso. Após a entrega do produto, foram identificados indícios de alteração da carga, posteriormente reforçados por análises técnicas.

Advertisement

Durante as investigações, a equipe da Derf localizou o caminhão utilizado no transporte em Rondonópolis. Na ocasião, o motorista foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada no exercício de atividade comercial. Segundo os elementos apurados, ele teria recebido vantagem financeira para permitir a adulteração da carga em um barracão situado na região metropolitana de Curitiba.

O avanço das diligências revelou indícios de uma estrutura criminosa mais ampla, com possível uso de empresas de fachada, endereços fictícios, informações cadastrais inconsistentes e mecanismos voltados à ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Até o momento, os elementos reunidos apontam para a possível prática dos crimes de associação criminosa, fraude envolvendo cargas, receptação, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A Derf de Rondonópolis segue com as investigações para identificar outros envolvidos, delimitar a extensão do esquema e apurar a eventual atuação do grupo criminoso em outros estados.

Nome da Operação

Advertisement

A “Operação Rota Estéril” faz referência ao impacto potencial da adulteração de fertilizantes. A expressão remete à rota criminosa capaz de comprometer a qualidade do adubo e, em consequência, afetar a fertilidade do solo mato-grossense, com risco de prejuízos expressivos ao produtor rural, ao agronegócio e à cadeia produtiva.

Com Assessoria 

Continue Reading
Advertisement

Featured

Polícia Civil deflagra operação para desarticular logística do crime na fronteira

Published

on


Ação foca em 16 alvos apontados como peças-chave na distribuição de drogas e fornecimento de armas em Mirassol e região

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13.5), a Operação Engrenagem Sombria, para cumprimento de ordens judiciais com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas de fogo e a outras atividades realizadas por integrantes de uma facção criminosa no município de Mirassol D’Oeste e região.

Na operação, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de pedidos de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigação instaurada no âmbito do Inquérito Policial conduzido pela Delegacia de Mirassol D’Oeste.

A investigação tem como foco uma estrutura criminosa com atuação em Mirassol D’Oeste, Curvelândia e no Distrito de Sonho Azul, tendo como alvo 16 pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras de uma rede voltada à manutenção do comércio de entorpecentes e ao fortalecimento da facção criminosa na região.

Advertisement

Os elementos apurados apontaram para os criminosos utilizavam  residências urbanas e rurais como pontos de venda, guarda, distribuição das drogas. 

As apurações iniciaram a partir de denúncias anônimas, informes de colaboradores e troca de informações com outras forças de segurança, especialmente o 17º Batalhão da Polícia Militar, e foram reforçadas por diligências de campo, vigilâncias discretas, monitoramento da movimentação de pessoas e levantamento de imóveis utilizados pelos investigados.

Os alvos identificados são apontados como peças fundamentais da estrutura criminosa, especialmente em funções ligadas à logística do tráfico, fornecimento de armas e veículos, armazenamento e distribuição de drogas. A investigação aponta, ainda, que alguns imóveis utilizados pelo grupo estão situados em áreas sensíveis, inclusive nas proximidades de unidade escolar.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, as ordens judiciais e demais medidas cautelares buscam o aprofundamento das investigações e a interrupção da atividade ilícita. O objetivo é atingir a base que sustenta a criminalidade na região, impedindo a retomada dos índices de violência.

“A operação também busca apreender drogas, armas, documentos, aparelhos celulares e outros elementos probatórios capazes de consolidar a responsabilização dos envolvidos e ampliar a compreensão sobre o funcionamento da organização”, disse o delegado.

Operação Pharus

A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus. Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Advertisement

Com Assessoria

Continue Reading

Featured

BRF terá que pagar R$ 150 mil por demissões em frigorífico de MT após greve considerada ilegal

Published

on


O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) elevou de R$70 mil para R$150 mil a indenização por dano moral coletivo que a BRF terá de pagar por conduta antissindical contra trabalhadores da unidade de Lucas do Rio Verde. A decisão é da 1ª Turma, que manteve a condenação da empresa pela dispensa de empregados após uma greve realizada em 2022.

O processo analisou a conduta da empresa ao fim da paralisação iniciada pelos trabalhadores sem aprovação do sindicato da categoria, em protesto contra o acordo coletivo que alterava regras do auxílio-alimentação. Durante o movimento, houve bloqueio da rodovia no trevo de acesso à planta frigorífica, conhecido como Rotatória da Galinha.

Após o episódio, diversos empregados foram dispensados por justa causa, o que levou o Ministério Público do Trabalho a questionar a atuação da empresa por meio da ação civil pública ajuizada na Vara do Trabalho de Lucas do Rio Verde.

Ao confirmar a sentença na ação civil pública, a 1ª Turma reconheceu que, embora a greve tenha sido considerada ilegal e abusiva, as punições adotadas pela empresa foram aplicadas de forma arbitrária. Para os desembargadores, a distribuição aleatória das dispensas revelou um propósito de intimidação generalizada, caracterizando prática discriminatória e antissindical, com violação aos interesses coletivos da categoria.

Advertisement

A empresa sustentou, no recurso ao Tribunal, que teria sido vítima de um movimento ilegal e criminoso, e não de uma greve, alegando ter agido em legítima defesa para cessar os prejuízos. Argumentou ainda que não teria havido conduta antissindical, uma vez que o protesto dos trabalhadores se dirigia contra o próprio sindicato.

Apesar de reconhecer a ilegalidade da paralisação, o relator do caso, desembargador Tarcísio Valente, ressaltou que a defesa partiu de uma premissa equivocada ao apontar as irregularidades da greve para justificar a conduta posterior da empresa. “Contudo, o objeto desta Ação Civil Pública não reside na legalidade ou ilegalidade do movimento paredista, tampouco se negam os prejuízos que a empresa possa ter enfrentado em decorrência de atos ilícitos perpetrados por alguns trabalhadores.”, afirmou. Conforme apontou o desembargador, a análise se restringe à conduta patronal, especialmente à forma de exercício do poder disciplinar ao final da greve.

Acompanhando o relator, a 1ª Turma concluiu que a BRF não poderia retaliar os empregados sem comprovar, de forma individualizada, a prática de falta grave. Os magistrados salientaram que a simples adesão à paralisação, ainda que em desacordo com a Lei de Greve, não é suficiente para justificar a dispensa por justa causa e imputar genericamente aos trabalhadores a prática de atos ilícitos é arbitrária e discriminatória. “Ao punir trabalhadores de forma aleatória, selecionados sem critério objetivo e comprovado dentre os participantes do movimento, a empresa instituiu um tratamento desigual e injustificado”, explicou o relator.

Para a Turma, a prática viola o princípio constitucional da isonomia e afronta a Lei 9.029/95, que proíbe práticas discriminatórias para fins de admissão ou permanência no emprego. As punições, concluiu o acórdão, não visaram repelir agressão atual ou iminente, mas representaram exercício precipitado do poder disciplinar, em desrespeito à dignidade do trabalhador e à função social do trabalho.

Retaliação

Advertisement

Além da discriminação, o Tribunal também identificou caráter retaliatório na conduta da empresa. Conforme avaliaram os desembargadores, despedidas funcionaram como instrumento de coação, ao transmitir aos empregados a mensagem de que a insurgência coletiva, independentemente da conduta individual, pode resultar na perda do emprego.

O Tribunal considerou irrelevante, nesse ponto, a ausência de participação formal do sindicato no movimento. A decisão ressalta que a Constituição assegura a liberdade de auto-organização dos trabalhadores e protege sua capacidade de articulação coletiva. Ao retaliar de forma indiscriminada, a empresa compromete essa capacidade de organização futura.

O relator também mencionou compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, citando normas da Organização Internacional do Trabalho, como as Convenções 87 e 98, que asseguram a liberdade sindical e vedam dispensas ou prejuízos ao trabalhador em razão de sua participação em atividades coletivas. “A punição indiscriminada após um movimento grevista é a própria materialização do ato atentatório que a norma internacional busca coibir.”, enfatiza a decisão.

Por fim, a 1ª Turma concluiu que a conjugação do abuso de direito, da discriminação e da prática antissindical não afetou apenas os empregados dispensados, mas feriu o patrimônio jurídico e moral de toda a comunidade de empregados, comprometendo a confiança e a segurança que devem envolver as relações de trabalho.

Advertisement
Continue Reading

Agro Mato Grosso

Máquinas agrícolas podem ficar mais caras com nova regra de emissões

Published

on

Enquanto montadoras aceleram investimentos em máquinas movidas a etanol, biometano e hidrogênio, debate sobre o PROCONVE MAR-II acende alerta no agro sobre aumento de custos, impacto operacional e futuro da descarbonização de máquinas agrícolas.

A transição energética das máquinas agrícolas já começou no Brasil, mas ainda está longe de seguir uma única direção. Durante a Agrishow 2026, fabricantes apresentaram tratores, colheitadeiras e equipamentos movidos a etanol, biometano, gás natural, hidrogênio e até eletrificação, mostrando que o setor vive uma verdadeira corrida tecnológica pela descarbonização.

Ao mesmo tempo, a discussão sobre a implementação do PROCONVE MAR-II — novo padrão brasileiro de emissões para máquinas agrícolas e equipamentos fora-de-estrada — abriu uma forte divergência entre indústria, fabricantes e entidades ligadas aos biocombustíveis. O principal temor é que as novas exigências elevem o preço das máquinas em até 25%, além de aumentar os custos operacionais no campo.

Durante a Agrishow, as fabricantes reconheceram que o maior desafio não está apenas em criar motores menos poluentes, mas em desenvolver soluções capazes de suportar a realidade severa do agro brasileiro, que exige potência contínua, autonomia elevada e abastecimento em regiões remotas.

Hoje, o diesel ainda domina as operações agrícolas pesadas, principalmente em colheitas e trabalhos de longa duração. Porém, as montadoras já enxergam os combustíveis renováveis como peça-chave no futuro do setor.

Advertisement

O etanol aparece como uma das principais apostas para o Brasil. A FPT Industrial, do grupo Iveco, apresentou motores desenvolvidos especificamente para aplicações agrícolas pesadas movidas ao biocombustível. Segundo Bernardo Brandão, presidente da empresa para a América Latina, o país possui vantagens competitivas naturais nesse processo.

“Quando analisamos a matriz energética brasileira, fica muito claro que o etanol vai ter um protagonismo muito forte no Brasil nos próximos anos”, afirmou o executivo.

Ainda de acordo com Brandão, o etanol pode reduzir em até 90% as emissões de carbono em comparação aos combustíveis fósseis.

“Os testes têm sido satisfatórios e nos conduzem a continuar os trabalhos na safra deste ano. Mas tem que comprovar a durabilidade e vida útil do motor”, explicou.

Além do etanol, o biometano vem ganhando força. A Valtra informou que suas máquinas movidas ao combustível já acumulam mais de 20 mil horas de testes em campo e prevê lançamento comercial para 2027.

Advertisement

Já a JCB aposta em motores movidos a hidrogênio, embora reconheça que a infraestrutura para abastecimento ainda seja um gargalo, inclusive na Europa.

Enquanto as fabricantes aceleram a busca por soluções sustentáveis, a implementação do PROCONVE MAR-II divide opiniões.

A AliançaBiodiesel, iniciativa formada pela Aprobio e Abiove, manifestou preocupação com os termos em discussão do programa conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a entidade, o modelo atual concentra esforços na redução de poluentes locais, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e redução global das emissões de carbono.

Para o setor de biocombustíveis, o Brasil deveria priorizar combustíveis renováveis, como biodiesel e etanol, em vez de focar exclusivamente na adaptação de motores diesel aos novos padrões de emissões.

Advertisement

A entidade argumenta ainda que o novo marco pode entrar em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, justamente por priorizar controle de emissões locais em regiões agrícolas de baixa concentração populacional.

O ponto que mais preocupa produtores e fabricantes, no entanto, é o impacto financeiro.

Segundo estimativas apresentadas pela AliançaBiodiesel, o custo das máquinas agrícolas pode subir entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.

Além disso, o custo operacional pode aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso de diesel S10 e ARLA-32 nos motores mais modernos.

Outro ponto levantado é o possível impacto sobre a competitividade da indústria nacional. Empresas brasileiras sem fabricação própria de motores poderiam enfrentar custos maiores de adaptação tecnológica em comparação com multinacionais já preparadas para padrões globais de emissões.

Advertisement

O setor também questiona a efetividade prática das futuras regras do PROCONVE MAR-II. Segundo as entidades, o Brasil ainda não possui um sistema estruturado de fiscalização pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer os objetivos ambientais do programa.

Na avaliação de especialistas, o debate atual revela um choque entre duas estratégias ambientais: de um lado, a redução de poluentes locais por meio de motores mais sofisticados; do outro, a defesa dos biocombustíveis como solução mais rápida e economicamente viável para reduzir emissões de carbono no Brasil.

Por enquanto, o cenário indica que o agro brasileiro seguirá convivendo com múltiplas tecnologias simultaneamente. E, apesar da pressão regulatória, fabricantes e entidades concordam em um ponto: a descarbonização do campo será gradual, regionalizada e diretamente ligada à realidade operacional das propriedades rurais brasileiras.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT