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13 de maio de 2026

Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil têm alta generalizada após relatório do USDA

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Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais animado, com melhor ritmo de comercialização e avanço nas cotações em diversas praças.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a alta em Chicago ajudou a destravar negócios, mesmo com leve recuo nos prêmios.

“O movimento nos portos foi bem comercializado, com bons volumes rodando em Santos e no Paraná”, afirma o analista. Segundo ele, o produtor voltou a atuar de forma mais ativa no mercado. “O farmer selling ganhou maior tração hoje”, acrescenta.

As cotações subiram entre R$ 1 e R$ 2 por saca, dependendo do momento da sessão, com alguns lotes pontuais negociados em níveis ainda mais altos. O dólar operou praticamente estável ao longo do dia, sem grande impacto adicional na formação dos preços.

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Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123 para R$ 125
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 124 para R$ 126
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 119 para R$ 120
  • Rondonópolis (MT): evoluíram de R$ 108,50 para R$ 110
  • Dourados (MS): foram de R$ 112 para R$ 113
  • Rio Verde (GO): aumentou de R$ 110 para R$ 112
  • Porto de Paranaguá (PR): cresceram de R$ 129 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 129 para R$ 131

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar, ou 1,13%, a US$ 12,26 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,21 3/4 por bushel, com elevação de 13,75 centavos de dólar ou 1,13%.

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Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,60 ou 1,10% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,36 centavos de dólar, com ganho de 1,62 centavo ou 2,19%.

Números do relatório do USDA

Descarregamento de Soja
Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início da tarde, acelerou os ganhos em Chicago, ao apontar safra e estoques norte-americanos em 2026/27 abaixo da expectativa do mercado.

A alta do petróleo e as expectativa positivas em relação ao encontro dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, completaram o quadro positivo para os preços.

O relatório indicou que a safra estadunidense de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre.

Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas.

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O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 441,54 milhões de toneladas. Já os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,78 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 126,3 milhões de toneladas. 

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. O mercado apostava em 180,4 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de 186 milhões de toneladas.

A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48 milhões de toneladas, contra a previsão do mercado de 48,5 milhões. Para 2026/27, o USDA está trabalhando com safra de 50 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 114 milhões em 2026/27 e em 112 milhões de toneladas em 2025/26.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,8933 para venda e a R$ 4,8913 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8893 e a máxima de R$ 4,9153.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Mercado segue lento; exportações recuam – MAIS SOJA

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A baixa liquidez persiste no mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul. Apesar do ligeiro aumento da oferta, impulsionado tanto pela necessidade de capitalização de parte dos produtores quanto pelo avanço da colheita da safra 2025/26, a comercialização continua limitada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a forte retração das exportações brasileiras em abril e a demanda enfraquecida pelo arroz beneficiado no mercado interno mantiveram o ambiente pressionado ao longo da cadeia. Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de arroz totalizaram 78,79 mil toneladas em abril, o menor volume desde fevereiro de 2025.

O resultado representa uma queda de 67,27% frente a março e uma retração de 6,04% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o volume exportado já supera o total embarcado em todo o primeiro semestre de 2024 e de 2025. Em 12 meses, as exportações somam 1,98 milhão de toneladas.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Em ritmo acelerado, embarques se aproximam de recorde – MAIS SOJA

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 Mesmo restando praticamente três meses para o encerramento do período de exportação de pluma colhida em 2025, o ritmo acelerado dos embarques brasileiros de algodão segue sustentando o mercado doméstico e aproxima o País de um novo recorde histórico de escoamento externo.

Ao mesmo tempo, segundo o Cepea, os preços internos continuam avançando, impulsionados pela postura firme de vendedores, pelas valorizações externas e pela oferta limitada típica do período de entressafra. Em abril, o Brasil exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao de março/26 e expressivos 54,9% acima do registrado em abril/25, conforme dados da Secex.

Trata-se do maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, de 452,5 mil toneladas, observado em dezembro/25. De acordo com pesquisadores do Cepea, o desempenho segue forte neste início de maio. Quanto ao mercado interno, os preços da pluma continuam em alta.

Segundo o Centro de Pesquisas, vendedores seguem firmes nos valores pedidos, sustentados tanto pelas recentes altas externas – especialmente da referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures – quanto pela baixa disponibilidade de lotes no mercado spot.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita da soja é concluída e milho mantém boas condições no campo

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A colheita da soja foi concluída em Mato Grosso do Sul , enquanto o milho segunda safra segue com lavouras majoritariamente em boas condições de desenvolvimento no Estado. As informações são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc.

Os dados levatados pela equipe da Aprosoja/MS apontam que a soja alcançou área cultivada de 4,794 milhões de hectares. Após a amostragem de produtividade em 19,5% da área, a estimativa estadual foi revisada para 61,73 sacas por hectare, com produção projetada em 17,759 milhões de toneladas, aumento de 26,3% em relação à safra anterior.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, a safra apresentou comportamento distinto entre as regiões produtoras ao longo do ciclo. “Tivemos um cenário bastante positivo no início da safra, mas os veranicos registrados entre janeiro e fevereiro afetaram principalmente a região sul do Estado. Ainda assim, áreas do norte e nordeste conseguiram sustentar produtividades elevadas e contribuíram para o resultado estadual”, afirma.

Mais de 640 mil hectares foram impactados por estiagens superiores a 20 dias em determinadas localidades. Entre os municípios mais afetados estão Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Amambai. Apesar das perdas pontuais, municípios do norte e nordeste lideram o ranking estadual de produtividade média. Alcinópolis registrou 85,06 sacas por hectare, seguido por Costa Rica, com 78,73 sacas, e Chapadão do Sul, com 76,75 sacas por hectare.

“O levantamento ainda está em fase de consolidação, porque depende da conclusão do estudo de Uso e Ocupação do Solo e das validações finais das amostras de produtividade”, explica Flavio.

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A colheita da soja iniciou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações se estenderam por 16 semanas, sendo concluídas em 08 de maio. “A colheita foi concluída em Mato Grosso do Sul após um ciclo marcado por atraso no início das operações, estiagem no sul do Estado e recuperação da produtividade em regiões do norte e nordeste.”

Milho

Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, o milho segunda safra apresenta cenário considerado favorável na maior parte do Estado. O plantio já foi concluído em Mato Grosso do Sul.

A estimativa  indica área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste e oeste, onde entre 82,9% e 92,1% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões centro e sul-fronteira, os índices variam entre 57,9% e 62,3%.

Segundo Flavio, o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para consolidar o potencial produtivo da segunda safra. “O milho ainda atravessa fases importantes de desenvolvimento e segue dependente das condições climáticas. Existe atenção principalmente para riscos de estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, destaca.

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No mercado, a saca da soja é cotada em média a R$ 109,17 em Mato Grosso do Sul, enquanto o milho registra média de R$ 50,13 por saca.

A previsão meteorológica indica o avanço de uma frente fria oceânica sobre o Estado, favorecendo aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente nas regiões centro-sul, sul, sudoeste, oeste e norte.

Mais informações sobre o cenário das lavouras, clima e mercado de grãos estão disponíveis aqui.

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