Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil têm alta generalizada após relatório do USDA

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais animado, com melhor ritmo de comercialização e avanço nas cotações em diversas praças.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a alta em Chicago ajudou a destravar negócios, mesmo com leve recuo nos prêmios.
“O movimento nos portos foi bem comercializado, com bons volumes rodando em Santos e no Paraná”, afirma o analista. Segundo ele, o produtor voltou a atuar de forma mais ativa no mercado. “O farmer selling ganhou maior tração hoje”, acrescenta.
As cotações subiram entre R$ 1 e R$ 2 por saca, dependendo do momento da sessão, com alguns lotes pontuais negociados em níveis ainda mais altos. O dólar operou praticamente estável ao longo do dia, sem grande impacto adicional na formação dos preços.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123 para R$ 125
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 124 para R$ 126
- Cascavel (PR): passaram de R$ 119 para R$ 120
- Rondonópolis (MT): evoluíram de R$ 108,50 para R$ 110
- Dourados (MS): foram de R$ 112 para R$ 113
- Rio Verde (GO): aumentou de R$ 110 para R$ 112
- Porto de Paranaguá (PR): cresceram de R$ 129 para R$ 130
- Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 129 para R$ 131
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar, ou 1,13%, a US$ 12,26 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,21 3/4 por bushel, com elevação de 13,75 centavos de dólar ou 1,13%.
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Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,60 ou 1,10% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,36 centavos de dólar, com ganho de 1,62 centavo ou 2,19%.
Números do relatório do USDA

O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início da tarde, acelerou os ganhos em Chicago, ao apontar safra e estoques norte-americanos em 2026/27 abaixo da expectativa do mercado.
A alta do petróleo e as expectativa positivas em relação ao encontro dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, completaram o quadro positivo para os preços.
O relatório indicou que a safra estadunidense de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre.
Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas.
O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 441,54 milhões de toneladas. Já os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,78 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 126,3 milhões de toneladas. O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. O mercado apostava em 180,4 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de 186 milhões de toneladas.
A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48 milhões de toneladas, contra a previsão do mercado de 48,5 milhões. Para 2026/27, o USDA está trabalhando com safra de 50 milhões de toneladas.
As importações da China estão estimadas em 114 milhões em 2026/27 e em 112 milhões de toneladas em 2025/26.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,8933 para venda e a R$ 4,8913 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8893 e a máxima de R$ 4,9153.O post Preços da soja no Brasil têm alta generalizada após relatório do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.
Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.
No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.
Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.
Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.
A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.
No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.
O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.
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De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.
O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.
Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.
Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.
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Sustentabilidade
China amplia participação nas exportações de soja do Brasil
A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.
Dados das exportações de soja
Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.
Expectativas para 2026
Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.
Desafios e oportunidades
A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.
Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.
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