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13 de maio de 2026

Sustentabilidade

Abril indica retomada das exportações do agro gaúcho – MAIS SOJA

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A Farsul divulgou, nesta terça-feira (12/05), os resultados das exportações gaúchas de abril de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 37,6% no valor exportado, um total de US$ 1,17 bilhão em comparação com US$ 848,8 milhões.

O volume das exportações teve um crescimento ainda mais expressivo, saltando para 1,78 milhões de toneladas, um acréscimo de 59,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado aponta para recuperação mais ampla nas exportações, e não apenas uma cesta mais cara, visto que houve aumento tanto de valor quanto de volume.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,74 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 67% deste montante). Em termos de volume, o agronegócio representou 86,4% do total estadual no período.

No acumulado do ano de 2026, as exportações do setor já estão 3,5% superiores ao mesmo período de 2025 em valor, e 3,8% em volume. A China continua sendo o principal destino, mas tem uma participação menor do que no ano passado, enquanto Filipinas, Egito, Turquia, Índia, Indonésia e Países Baixos ganharam força.

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Soja, milho e proteína animal ajudaram a alavancar os resultados

O aumento das exportações no período teve influência principalmente das vendas de soja e derivados, milho, carnes suína e bovina, além de bovinos vivos. O avanço só foi limitado por resultados mais baixos no fumo não manufaturado, trigo, arroz e couro e derivados.

No conflito comercial com os Estados Unidos, abril foi o mês da transição para uma tarifa global de 10%. O País norte-americano foi o segundo principal destino das vendas do agro gaúcho, com mais de R$ 90 milhões.

Apesar do bom resultado, a análise destes números ainda exige atenção, visto que os contratos e a logística ainda refletem períodos anteriores. Os principais parceiros comerciais do estado em março foram a Ásia (excluindo Oriente Médio), que manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 572,3 milhões e 1,03 milhão de toneladas. Em segundo lugar apareceu a Europa, com exportações de US$ 168,1 milhões e 187,1 mil toneladas. A América do Norte ocupou a terceira posição, com US$ 114,6 milhões e 109,2 mil toneladas.

Quanto aos países, a China voltou à liderança, com US$ 214,7 milhões, representando 18,4% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em abril. Na sequência destacaram-se Estados Unidos (8,0%), Vietnã (6,8%), Índia (5,4%) e Coreia do Sul (4,2%), o que mostra a continuidade da diversificação geográfica da pauta, mas com maior reaproximação da China em relação ao padrão observado no primeiro trimestre.

O relatório completo com o detalhamento de cada setor pode ser acessado aqui.

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Fonte: Farsul



 

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Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Mercado segue lento; exportações recuam – MAIS SOJA

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A baixa liquidez persiste no mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul. Apesar do ligeiro aumento da oferta, impulsionado tanto pela necessidade de capitalização de parte dos produtores quanto pelo avanço da colheita da safra 2025/26, a comercialização continua limitada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a forte retração das exportações brasileiras em abril e a demanda enfraquecida pelo arroz beneficiado no mercado interno mantiveram o ambiente pressionado ao longo da cadeia. Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de arroz totalizaram 78,79 mil toneladas em abril, o menor volume desde fevereiro de 2025.

O resultado representa uma queda de 67,27% frente a março e uma retração de 6,04% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o volume exportado já supera o total embarcado em todo o primeiro semestre de 2024 e de 2025. Em 12 meses, as exportações somam 1,98 milhão de toneladas.

Fonte: Cepea

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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Em ritmo acelerado, embarques se aproximam de recorde – MAIS SOJA

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 Mesmo restando praticamente três meses para o encerramento do período de exportação de pluma colhida em 2025, o ritmo acelerado dos embarques brasileiros de algodão segue sustentando o mercado doméstico e aproxima o País de um novo recorde histórico de escoamento externo.

Ao mesmo tempo, segundo o Cepea, os preços internos continuam avançando, impulsionados pela postura firme de vendedores, pelas valorizações externas e pela oferta limitada típica do período de entressafra. Em abril, o Brasil exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao de março/26 e expressivos 54,9% acima do registrado em abril/25, conforme dados da Secex.

Trata-se do maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, de 452,5 mil toneladas, observado em dezembro/25. De acordo com pesquisadores do Cepea, o desempenho segue forte neste início de maio. Quanto ao mercado interno, os preços da pluma continuam em alta.

Segundo o Centro de Pesquisas, vendedores seguem firmes nos valores pedidos, sustentados tanto pelas recentes altas externas – especialmente da referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures – quanto pela baixa disponibilidade de lotes no mercado spot.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita da soja é concluída e milho mantém boas condições no campo

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A colheita da soja foi concluída em Mato Grosso do Sul , enquanto o milho segunda safra segue com lavouras majoritariamente em boas condições de desenvolvimento no Estado. As informações são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc.

Os dados levatados pela equipe da Aprosoja/MS apontam que a soja alcançou área cultivada de 4,794 milhões de hectares. Após a amostragem de produtividade em 19,5% da área, a estimativa estadual foi revisada para 61,73 sacas por hectare, com produção projetada em 17,759 milhões de toneladas, aumento de 26,3% em relação à safra anterior.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, a safra apresentou comportamento distinto entre as regiões produtoras ao longo do ciclo. “Tivemos um cenário bastante positivo no início da safra, mas os veranicos registrados entre janeiro e fevereiro afetaram principalmente a região sul do Estado. Ainda assim, áreas do norte e nordeste conseguiram sustentar produtividades elevadas e contribuíram para o resultado estadual”, afirma.

Mais de 640 mil hectares foram impactados por estiagens superiores a 20 dias em determinadas localidades. Entre os municípios mais afetados estão Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Amambai. Apesar das perdas pontuais, municípios do norte e nordeste lideram o ranking estadual de produtividade média. Alcinópolis registrou 85,06 sacas por hectare, seguido por Costa Rica, com 78,73 sacas, e Chapadão do Sul, com 76,75 sacas por hectare.

“O levantamento ainda está em fase de consolidação, porque depende da conclusão do estudo de Uso e Ocupação do Solo e das validações finais das amostras de produtividade”, explica Flavio.

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A colheita da soja iniciou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações se estenderam por 16 semanas, sendo concluídas em 08 de maio. “A colheita foi concluída em Mato Grosso do Sul após um ciclo marcado por atraso no início das operações, estiagem no sul do Estado e recuperação da produtividade em regiões do norte e nordeste.”

Milho

Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, o milho segunda safra apresenta cenário considerado favorável na maior parte do Estado. O plantio já foi concluído em Mato Grosso do Sul.

A estimativa  indica área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste e oeste, onde entre 82,9% e 92,1% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões centro e sul-fronteira, os índices variam entre 57,9% e 62,3%.

Segundo Flavio, o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para consolidar o potencial produtivo da segunda safra. “O milho ainda atravessa fases importantes de desenvolvimento e segue dependente das condições climáticas. Existe atenção principalmente para riscos de estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, destaca.

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No mercado, a saca da soja é cotada em média a R$ 109,17 em Mato Grosso do Sul, enquanto o milho registra média de R$ 50,13 por saca.

A previsão meteorológica indica o avanço de uma frente fria oceânica sobre o Estado, favorecendo aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente nas regiões centro-sul, sul, sudoeste, oeste e norte.

Mais informações sobre o cenário das lavouras, clima e mercado de grãos estão disponíveis aqui.

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Agro MT