Connect with us
13 de maio de 2026

Business

Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025

Published

on


O Ensaio de Cultivares de Trigo compilou, na safra 2025, o desempenho produtivo de 30 cultivares testadas a campo no Sul do Brasil. Os experimentos foram conduzidos em nove municípios do Rio Grande do Sul e dois do Paraná, com protocolos definidos pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale para padronizar a comparação entre os materiais.

O trabalho é cooperativo e reuniu dez instituições e empresas: Biotrigo Genética, Coopatrigo, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), OR Genética de Sementes, Rede Técnica Cooperativa/Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (RTC/CCGL), Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), Setrem e Unijuí.

Segundo o levantamento, a média de produtividade das cultivares avaliadas variou de 80 a 100 sacas por hectare. No ranking consolidado, a Xiru Capataz ficou em primeiro lugar, com 100 sc/ha. Lançada em 2024 pela Xiru Agrogenética, com base genética da Embrapa, a cultivar apresentou, no processo de avaliação pré-lançamento, rendimento 13% superior às testemunhas, com ganho de 10,9 sc/ha. O material é classificado como Trigo Pão, com força de glúten W 250 e ciclo de 132 dias.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Advertisement

A cultivar Borak apareceu na sequência, com 99 sc/ha. Também de classe Trigo Pão, com W 255 e ciclo de 135 dias, o material tem resistência à geada na fase vegetativa, sanidade foliar e porte baixo, característica associada a maior suporte de nitrogênio e menor risco de acamamento. A cultivar resulta de parceria entre Embrapa e Cotripal.

De acordo com João Leonardo Pires, pesquisador da Embrapa Trigo, os resultados servem de subsídio para a assistência técnica na indicação de cultivares e também para estudos sobre a interação entre genótipo e ambiente. O material divulgado não detalha, porém, a lista completa das 10 cultivares mais produtivas.

Na sequência do trabalho, a Embrapa informou que mantém duas frentes de melhoramento: a plataforma Nano, com plantas de cerca de 60 centímetros e colmo firme para reduzir acamamento, e a Amplyum, com período de emergência ao espigamento de até 126 dias, ampliando a janela de semeadura. Segundo o pesquisador Ricardo Castro, a meta é combinar rendimento, eficiência no uso de insumos, sanidade e qualidade tecnológica.

Fonte: embrapa.br

O post Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Exportações recorde e sustentam alta do algodão no mercado em MT

Published

on

Mesmo a poucos meses do encerramento da janela de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil segue com ritmo acelerado de embarques de algodão, sustentando o mercado doméstico e se aproximando de um novo recorde histórico de exportações. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza dos preços internos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao registrado em março de 2026 e 54,9% acima do observado no mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, alcançado em dezembro do ano passado.

Ritmo segue forte no início de maio

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o desempenho positivo das exportações se mantém neste início de maio, reforçando a expectativa de um fechamento de temporada com números expressivos.

Esse cenário evidencia a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, especialmente em um momento de demanda aquecida e preços atrativos no exterior.

Oferta restrita e preços em alta no mercado interno

No mercado doméstico, a combinação entre forte demanda externa e disponibilidade limitada de pluma — típica do período de entressafra — tem sustentado a valorização dos preços. Ainda conforme o Cepea, os vendedores seguem firmes nas negociações, resistindo a ceder nos valores pedidos.

Advertisement

A sustentação também vem das cotações internacionais, com destaque para a valorização da pluma destinada ao Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures, que influenciam diretamente o mercado brasileiro.

Cenário de firmeza deve continuar no curto prazo

Com estoques reduzidos no mercado spot e exportações em ritmo elevado, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços internos no curto prazo. O setor acompanha atentamente o comportamento da demanda global e o avanço da nova safra, fatores que devem definir os próximos movimentos do mercado.

O atual momento reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de algodão e evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda para a formação de preços no mercado interno.

Continue Reading

Business

Após UE restringir exportações do Brasil, ministro da Agricultura se diz surpreendido e pede respeito

Published

on


André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura no lugar de Carlos Fávaro. Foto: Reprodução/Facebook

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comentou nesta quarta-feira (13), durante a abertura do 4º Congresso da Abramilho, a decisão da União Europeia de restringir as importações brasileiras de carnes, aves, ovos e mel.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

André afirmou que foi “surpreendido com a notícia”, já que a questão vinha sendo tratada tecnicamente com as autoridades europeias.

Durante o discurso, o ministro destacou que o Brasil trabalhará para reverter a decisão e evitar qualquer interrupção nas exportações para o bloco europeu.

Advertisement

“As exigências que o mercado europeu está colocando serão atendidas pelo Brasil, porque temos convicção de que não teremos interrompido o fornecimento das nossas exportações de proteína animal para o mercado europeu”, afirmou.

Segundo o ministro, as tratativas diplomáticas e técnicas com a União Europeia para tentar reverter a medida já começaram.

“Hoje pela manhã, muito cedo, eu já tive o primeiro feedback de uma reunião muito importante que aconteceu como decorrência dessa crise. O embaixador do Brasil na União Europeia esteve em uma reunião importante com a autoridade sanitária da União Europeia. Foram apresentados alguns pontos ainda incipientes. Primeiro, que nós vamos seguir tendo reuniões importantes, que teremos mais clareza sobre o que aconteceu e que vamos tomar todas as medidas que o governo brasileiro e o setor privado precisarem tomar para nos adequarmos a essas exigências”, disse.

O ministro também afirmou que o governo brasileiro já enviou um recado às autoridades europeias. “Nós somos parceiros. Parceria pressupõe tratamento de parceiro e respeito”, declarou.

O post Após UE restringir exportações do Brasil, ministro da Agricultura se diz surpreendido e pede respeito apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo

Published

on


Foto: Xinhua/Huang Jingwen

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) pode alterar de forma significativa as relações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, acontece em meio às tentativas de reduzir tensões comerciais entre os dois países e pode mexer diretamente com mercados estratégicos para o agro do Brasil, como soja, milho e carne bovina.

Um dos principais objetivos da viagem é ampliar o espaço dos produtos agropecuários norte-americanos no mercado chinês. Trump já declarou publicamente que pretende “abrir o mercado chinês” para os exportadores dos Estados Unidos, especialmente para produtores rurais, que enfrentam dificuldades após anos de disputa tarifária entre Washington e Pequim.

Entre os setores considerados prioritários pelos norte-americanos estão soja, carne bovina, milho, trigo e carnes de aves. Analistas internacionais apontam que a Casa Branca busca um novo pacote de compras agrícolas chinesas como forma de fortalecer o setor rural dos EUA e impulsionar preços das commodities.

O movimento, porém, entra em rota de colisão com os interesses do agro brasileiro. Atualmente, a China é o principal destino das exportações agropecuárias do Brasil, especialmente de soja e carne bovina.

Advertisement

O país asiático responde por uma parcela significativa da demanda global desses produtos e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a guerra comercial iniciada no primeiro mandato de Trump, quando Pequim reduziu compras de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a parceria com fornecedores brasileiros.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para os chineses. Dados do mercado internacional mostram que a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas da oleaginosa caiu fortemente desde 2016, enquanto o Brasil ganhou espaço com preços mais competitivos e aumento da produção.

Apesar disso, especialistas avaliam que uma retomada mais forte das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA pode reduzir parte da competitividade brasileira no curto prazo, especialmente em momentos de disputa por mercado e definição de preços internacionais. O impacto poderia ser sentido principalmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago e nos fluxos globais de exportação.

Ainda assim, analistas internacionais ponderam que a China dificilmente reduzirá de forma brusca sua dependência do agro brasileiro. Além da competitividade do Brasil, os chineses buscam diversificar fornecedores para garantir segurança alimentar e evitar concentração excessiva em um único parceiro comercial.

Outro ponto observado pelo mercado é que o encontro entre Trump e Xi Jinping vai muito além do agronegócio. As negociações também envolvem temas estratégicos, como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores, Taiwan e o conflito no Oriente Médio. Por isso, há dúvidas sobre até onde os dois países conseguirão avançar em acordos concretos para o setor agrícola.

Advertisement

*Com informações da agência Reuters

O post O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT