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Academia poderá exigir provas de “autoria humana” em roteiros para o Oscar

Instituição endurece critérios para a cerimônia de 2027 e busca proteger trabalhadores da ameaça da IA generativa
Os organizadores do Oscar divulgaram novas regras, nesta sexta-feira (1°), para deixar claro que a atuação e o roteiro de filmes devem ser realizados por seres humanos e não por inteligência artificial, para serem elegíveis a um dos principais prêmios da indústria cinematográfica.
As alterações da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se aplicam às inscrições para a próxima cerimônia do Oscar, programada para março de 2027.
A IA generativa gerou alarme no setor de cinema e TV, pois os trabalhadores temem que os estúdios usem a tecnologia para substituir os trabalhadores humanos a fim de reduzir os custos.
A estreia, no ano passado, de uma atriz gerada por IA, chamada Tilly Norwood, e o fato de seu produtor se gabar do interesse de executivos de estúdios aumentaram as preocupações e provocaram uma reação negativa do sindicato de atores SAG-AFTRA.
De acordo com as novas regras da Academia, os cineastas podem usar ferramentas de IA, mas um ator “sintético” como Norwood não seria elegível para um Oscar, disse o grupo em um comunicado. A academia definiu que os roteiros devem ter “autoria humana” para serem elegíveis a concorrer ao prêmio.
As regras estabelecem que a Academia pode solicitar informações adicionais para verificar se os roteiros enviados foram criados por humanos.
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Wanderley Cerqueira pode ser cassado por fala considerada violência de gênero contra prefeita

Decisão da Justiça reconhece indícios de crime e envia caso à Vara Especializada; parlamentar pode responder por injúria e sofrer sanções políticas
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, passou a responder a um processo na Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, após decisão do juiz Hugo José Freitas da Silva.
O magistrado reconheceu indícios de que uma declaração feita pelo parlamentar contra a prefeita Flávia Petersen Moretti pode configurar crime com base na legislação de proteção à mulher.
A decisão acolheu manifestação do Ministério Público e determinou a remessa do processo — inicialmente protocolado no âmbito da Lei nº 9.099/95 — para a Vara competente em casos de violência de gênero.
O entendimento é de que a conduta atribuída ao parlamentar, ao utilizar a expressão “leitear a prefeita”, pode se enquadrar como violência contra a mulher em razão do sexo feminino, nos termos da Lei Maria da Penha.
Wanderley responde, em tese, pelo crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, com agravante do artigo 141, §3º.
Em caso de condenação, as penalidades incluem detenção de um a seis meses ou multa, com possibilidade de aumento da pena em razão do contexto discriminatório.
No campo político, as consequências podem ser ainda mais severas. O caso pode fundamentar a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em cassação do mandato, perda da presidência da Câmara e até suspensão dos direitos políticos.
Ao encaminhar o caso à Vara de Violência contra a Mulher, a Justiça reforça o entendimento de que agressões verbais com conotação de gênero também são consideradas formas de violência.
O processo seguirá agora na Vara Especializada, onde serão analisadas as provas e a eventual responsabilização do parlamentar.
Entenda o caso
A declaração que motivou a ação foi feita em contexto público e gerou repercussão política e jurídica. O Ministério Público apontou possível conteúdo ofensivo com conotação de gênero contra a prefeita. Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que a situação deve ser tratada no âmbito da legislação de proteção à mulher.
Agro Mato Grosso
Mulher desaparecida há 6 dias é encontrada viva em garimpo na Terra Indígena Sararé

Mislene de Souza, de 37 anos, foi encontrada debilitada em área de difícil acesso e levada a hospital após resgate.
Mislene de Souza, de 37 anos, que estava desaparecida na região da Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT), foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros, nesta sexta-feira (1º). Ela havia sido vista pela última vez no dia 25 de abril, após se separar da irmã em uma área de garimpo.
Conforme a polícia, Mislene prestava serviços no garimpo quando saiu do local e não foi mais vista.
Segundo os bombeiros, as buscas começaram no dia 28, depois que um familiar comunicou o desaparecimento. As equipes da 8ª Companhia Independente Bombeiro Militar atuaram com apoio de um binômio cinotécnico (condutor e cão de busca), da Força Nacional de Segurança, que utilizou drone com sensor térmico, e de voluntários.
Os militares informaram que enfrentaram dificuldades durante a operação por causa da mata fechada, do relevo irregular e da presença de morros, cânions com cursos d’água, quedas d’água e trechos úmidos e escorregadios.
De acordo com os bombeiros, a vítima foi encontrada debilitada e com dificuldade para se movimentar. No local, os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar, com avaliação e estabilização, antes de iniciar a retirada da mata.
Para o resgate, a mulher foi colocada em uma maca tipo envelope (imagem abaixo). Devido ao terreno íngreme, as equipes utilizaram técnicas de salvamento em altura, com sistemas de ancoragem e cabos de sustentação para garantir a segurança durante o deslocamento.
O resgate durou mais de 4 horas. Após ser retirada da mata, a vítima foi encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico.
A suspeita é que a vítima tenha se perdido na mata. No entanto, a causa ainda será investigada.
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Mislene de Souza foi encontrada debilitada — Foto: Corpo de Bombeiros
Agro Mato Grosso
Drones e tecnologia viram aliados contra incêndios em terras indígenas MT

Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o estado registrou, neste ano, mais de 700 focos de calor.
A tecnologia vem se consolidando como uma nova aliada na prevenção de incêndios em áreas indígenas de Mato Grosso. Um projeto desenvolvido pelo Ibama, por meio do Prevfogo, em parceria com a Fundação Bunge, tem capacitado indígenas para o uso de ferramentas como drones e sistemas de geoprocessamento no monitoramento e combate às queimadas.
Em 2025, foram realizados dois treinamentos em pilotagem de drones e um curso de geoprocessamento aplicado ao manejo integrado do fogo. Ao todo, 66 brigadistas foram capacitados, entre eles 24 indígenas, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão.
A ação teve início há um ano com um projeto piloto em Canarana, a 838 km de Cuiabá, que beneficiou diretamente as etnias Xavante e Boe Bororo. A atuação é definidada pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais responsável por deteminar quantos brigadistas serão treinados, e quais comunidades indígenas farão parte da ação.
De acordo com Leandro Morilha, gerente de projetos sociais, os drones permitem mapear áreas de difícil acesso, apoiar o planejamento de ações preventivas como aceiros e queimas controladas, além de aumentar a segurança dos brigadistas durante incêndios, ao possibilitar o monitoramento à distância e a definição de rotas mais seguras.
“Em essência, os drones se tornam um ‘olhar aéreo’ para os brigadistas, que já possuem um profundo conhecimento do terreno e das dinâmicas do fogo, potencializando suas estratégias e ações no dia a dia”, explicou.
O fogo em MT
Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou, neste ano, mais de 700 focos de calor, sendo 468 apenas no bioma Amazônia. No mesmo período no ano passado foram registrado 222 focos em todo o estado.
No último dia (29), o governo de Mato Grosso decretou estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro devido ao aumento do risco de incêndios florestais. Com o decreto, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
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