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1 de maio de 2026

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Denarc deflagra operação contra tráfico interestadual comandado de dentro de presídio

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Fantasma do Cárcere mira logística de envio de cocaína para o Nordeste; ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Mirassol D’Oeste

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na tarde desta quarta-feira (30.4), a Operação Fantasma do Cárcere, como mais uma fase da investigação voltada ao combate ao tráfico interestadual de drogas, realizada por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

A ação resultou no cumprimento de cinco ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e uma ordem de bloqueio de contas bancárias, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da equipe da Delegacia de Mirassol D’Oeste.

A ação é desdobramento de uma operação realizada em agosto de 2025, ocasião em que uma mulher foi presa em flagrante na rodoviária de Cuiabá, no momento em que embarcava com destino à cidade de Recife (PE), transportando aproximadamente quatro quilos de cloridrato de cocaína.

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A partir da prisão em flagrante, a equipe da Denarc deu continuidade às investigações e conseguiu identificar o responsável pela droga apreendida. Mesmo preso no presídio de Mirassol D’Oeste, o suspeito comandava a logística de distribuição de entorpecentes, inclusive com envio interestadual.

As investigações também revelaram a atuação de duas mulheres (mãe e filha), subordinadas ao investigado, que exerciam papel fundamental na distribuição da droga, realizando o transporte e a intermediação das remessas ilícitas.

Com base nos elementos colhidos, a autoridade policial representou pela adoção de medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Cuiabá e Mirassol D’Oeste, com o objetivo de coletar novas provas, interromper a atividade criminosa e enfraquecer financeiramente o grupo investigado.

Segundo o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelas investigações, a operação reforça o compromisso da Polícia Civil no enfrentamento qualificado do tráfico de drogas, especialmente no combate a facções criminosas.

“As investigações seguem em andamento para identificação de outros suspeitos e aprofundamento das responsabilidades penais dos envolvidos”, disse.

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Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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Pivetta determina retomada de contratos e profissionais do Samu voltam ao trabalho em MT

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Decisão anunciada nesta quinta-feira (30) garante continuidade do serviço essencial após reunião no Palácio Paiaguás

O governador Otaviano Pivetta determinou, nesta quinta-feira (30.4), a retomada dos contratos dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que haviam sido encerrados no fim do mês passado.

“Em consideração à contribuição e ao histórico do serviço prestado, o Governo de Mato Grosso decidiu pela recontratação dos profissionais. O mais importante é garantir o atendimento à população. O Samu e o Corpo de Bombeiros vão seguir atuando juntos, com qualidade, rapidez e eficiência”, afirmou o governador.

A decisão foi tomada durante reunião com a Comissão de Saúde e representantes do setor, no Palácio Paiaguás.

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Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Fabiana Bardi, a medida também define os procedimentos administrativos para o retorno dos profissionais.

“O governador decidiu que esses profissionais retomem seus postos aos quais eram vinculados. Todo o processo de retomada será feito em conjunto com a Seplag, conforme os procedimentos administrativos necessários”, explicou.

A enfermeira do Samu, Damares Figueiredo, destacou a importância da decisão para a continuidade do serviço. “Essa decisão do governador garante a continuidade do trabalho e traz segurança tanto para os profissionais quanto para a população. Com isso, conseguimos manter o atendimento dentro dos padrões do SUS, com qualidade e segurança. O Samu é um serviço essencial, que atende toda a população”, disse.

Também participaram da reunião a secretária adjunta de Administração Sistêmica da SES, Cristiane Mello, e os deputados estaduais Dr. João, Paulo Araújo e Lúdio Cabral.

Com Assessoria 

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Agro Mato Grosso

Agro mais que dobra empregos em MT e se consolida como principal motor de trabalho e renda

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Nos últimos anos, o setor apresentou crescimento acelerado na geração de empregos, com destaque para o avanço de mais de 13% em 2022

O agronegócio mato-grossense consolida, ano após ano, sua força como gerador de oportunidades, sustentado por um crescimento consistente no número de trabalhadores ao longo das últimas décadas. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o total de empregos no setor mais que dobrou, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026. O avanço revela não apenas a expansão da produção, mas também a capacidade do agro de absorver mão de obra e acompanhar o desenvolvimento econômico do estado.

Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais intensidade. A partir de 2021, o setor passou a registrar um ritmo mais acelerado de geração de empregos, refletindo o aumento da produtividade, a ampliação das áreas cultivadas e o fortalecimento da cadeia produtiva. O cenário reforça o papel estratégico do agro na criação de oportunidades, impactando desde as atividades no campo até os diversos elos que dão suporte à produção, como transporte, armazenagem e serviços.

Nesse contexto, a atuação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso é fundamental para fortalecer o produtor rural e garantir condições para o crescimento sustentável do setor. A entidade desenvolve ações voltadas à capacitação, assistência técnica, defesa de interesses e promoção de iniciativas que contribuem para a eficiência da produção.

O vice-presidente norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, explica que o agronegócio exerce um papel central na geração de empregos ao impulsionar não apenas as atividades dentro das propriedades rurais, mas toda uma cadeia produtiva que envolve transporte, armazenagem, indústria e serviços. Segundo ele, esse alcance faz com que o impacto do setor ultrapasse os limites do campo, contribuindo diretamente para a economia dos municípios e para a criação de oportunidades também nas áreas urbanas.

“O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego. Os índices de desenvolvimento são maiores nas áreas agrícolas, mostrando e comprovando que, onde há agro, há pleno emprego e desenvolvimento”, destaca o vice-presidente norte da Aprosoja MT.

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Além da geração de empregos, o agronegócio também se destaca pelo peso na economia mato-grossense, sendo responsável por mais da metade da atividade econômica do estado. A forte participação do setor evidencia como o desempenho do agro está diretamente ligado ao desenvolvimento regional, impulsionando investimentos, movimentando diferentes segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho.

O 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, ressalta que ao apoiar o produtor e atuar em pautas estratégicas, a Aprosoja MT também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva, refletindo diretamente na ampliação de empregos e na geração de renda em todo o estado.

“A Aprosoja MT tem um papel importantíssimo na manutenção do produtor rural, garantindo que ele se mantenha ativo, fortalecido e unido enquanto classe. E, consequentemente, ao manter essa classe produtora em plena atividade, desenvolvendo seu trabalho e gerando riqueza, contribui-se para um agro mais forte, um estado mais fortalecido e uma economia mais pujante”, complementa Giacomelli.

Diante desse cenário, o agronegócio reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento de Mato Grosso, não apenas pela força produtiva, mas pela capacidade de gerar oportunidades e sustentar milhares de famílias. No Dia do Trabalho, os dados evidenciam que investir no fortalecimento do setor é também investir na criação de empregos, na dinamização da economia e no futuro do estado, consolidando o agro como peça-chave para um crescimento sólido e contínuo.

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Agro Mato Grosso

Após 40 anos, fazendeiro comprova pagamento e garante escritura de área rural em MT

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Um produtor rural conseguiu garantir na Justiça a transferência definitiva de uma área de 121,2792 hectares na Gleba Serra Morena, em Juína, após comprovar que quitou integralmente o contrato de compra e venda firmado ainda em 1986. A Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a sentença que determinou a adjudicação compulsória do imóvel.

O caso envolve contrato celebrado em 21 de julho de 1986, pelo valor de 300 mil cruzados. Parte do pagamento foi feita como entrada e o restante dividido em duas notas promissórias, com vencimento em janeiro de 1987. Segundo o comprador, os valores foram totalmente quitados, mas a escritura definitiva não foi formalizada em razão do falecimento do vendedor.

A empresa que passou a figurar como proprietária do imóvel recorreu da sentença, alegando ausência de prova da quitação, nulidade por cerceamento de defesa, existência de cláusula que permitiria a rescisão automática do contrato e inexistência de posse da área pelo autor.

Relator do recurso, o desembargador Hélio Nishiyama afastou, inicialmente, a tese de rescisão automática por cláusula resolutiva, por entender que o argumento não havia sido apresentado de forma autônoma na contestação, configurando inovação recursal. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa, destacando que a empresa participou de todas as fases do processo e produziu as provas que entendeu necessárias.

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No mérito, o relator explicou que a adjudicação compulsória exige quatro requisitos: contrato válido, inexistência de cláusula de arrependimento, quitação integral do preço e recusa ou impossibilidade de outorga da escritura. No caso, entendeu que o conjunto probatório foi suficiente para demonstrar o pagamento.

Entre as provas consideradas está a declaração de quitação assinada pelo procurador do vendedor à época, posteriormente ratificada em ata notarial. A procuração pública conferia poderes para receber valores e dar quitação, inclusive com eficácia retroativa para contratos quitados até 31 de janeiro de 1987, período que abrange o negócio discutido.

O voto também destacou que a empresa não apresentou as notas promissórias vinculadas ao contrato, que poderiam indicar eventual inadimplência, nem justificou a ausência desses documentos. Além disso, foi considerado relevante o fato de que, ao longo de quase quatro décadas, não houve qualquer cobrança formal do valor supostamente devido.

Quanto à ausência de cláusula expressa de irrevogabilidade, o relator esclareceu que a lei exige apenas que o contrato não contenha cláusula de arrependimento, o que foi verificado no caso. Já a posse direta do imóvel foi considerada irrelevante para o pedido, por se tratar de ação de natureza obrigacional destinada a assegurar o cumprimento do contrato.

A decisão também reafirmou entendimento de que o direito à adjudicação compulsória não se submete a prazo prescricional, podendo ser exercido enquanto não houver situação jurídica consolidada por usucapião.

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Agro MT