Sustentabilidade
Próxima safra de arroz enfrenta incertezas e pressão financeira – MAIS SOJA

A próxima safra de arroz no Rio Grande do Sul começa a ser desenhada sob um cenário de incertezas e preocupação entre os produtores. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, projeta dificuldades significativas, impulsionadas principalmente pelo acesso restrito ao crédito, juros elevados e pela queda do dólar. De acordo com o dirigente, o setor deve manter ou até reduzir a área de plantio na próxima temporada. A avaliação considera o aumento do endividamento dos produtores, que já iniciam o novo ciclo com preços considerados baixos. “Apesar de uma recente recuperação nos valores, muitos agricultores têm optado por reter a produção à espera de melhores cotações”, observa.
Outro fator que influencia o mercado é o ritmo lento da colheita atual, o que contribui para uma comercialização mais cautelosa. Nunes destaca que, no início da safra, houve forte volume de exportações, garantindo entrada de recursos sem a necessidade de venda imediata do arroz recém colhido. “Além disso, com a proximidade da colheita da soja, a tendência é que produtores utilizem essa soja para gerar caixa, postergando a venda do arroz na expectativa de preços mais favoráveis”, projeta.
O dirigente ressalta ainda a importância das exportações como estratégia para reduzir os estoques internos e sustentar os preços. Nunes comemora a liberação de R$ 56 milhões por parte do Ministério da Agricultura para apoiar a comercialização do arroz. O valor será destinado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para viabilizar um edital com uso de mecanismos como Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).
Diante de tudo isso, a próxima safra é ainda uma incógnita, o que exige cautela e acompanhamento atento do mercado ao longo dos próximos meses”, orienta.
Fonte: Federarroz, disponível em Fecoagro
Autor:Federarroz, disponível em Fecoagro/SC
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
Mercado de defensivos para arroz irrigado movimenta R$ 262 milhões, com ligeira queda frente à safra anterior – MAIS SOJA

Principal empresa de pesquisas para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o estudo FarmTrak Arroz Irrigado da safra 2025-26. Conforme o levantamento, o mercado de defensivos agrícolas da cultura caiu 2%, para US$ 262 milhões, contra US$ 267 milhões do período anterior. Segundo o especialista em pesquisas da consultoria, Gabriel Baracat Pedroso, o ligeiro recuo veio associado, principalmente, a reduções de 6% na área cultivada (1,146 milhão de hectares) e de 7% nos custos de aplicação.
De acordo com o executivo, a variação negativa nas transações só não foi mais representativa face ao progressivo aumento do número médio de tratamentos adotado pelos produtores. “Eram 16 em 2023-2024 e subiram para 19 em 2025-26, alta de 10% ante 2024-25, compensando demais fatores desfavoráveis”, adianta Pedroso.
O indicador PAT ou área potencial tratada – totaliza as aplicações de produtos realizadas na safra – cresceu 4%, para 21,967 milhões de hectares.Conforme o especialista, dessecação de plantio, controle das doenças brusone e manchas foliares, além de lagartas, compreenderam os manejos que mais influenciaram no resultado do mercado de defensivos para arroz irrigado em 2025-26.
Aplicações contra manchas foliares alcançaram 1/3 da área cultivada, enquanto o emprego de lagarticidas cobriu 60% do total plantado. Neste caso, o número médio de tratamentos saltou de 1,9 para 2,4 em apenas um ano, variação atribuída pelo FarmTrak, em parte, a dificuldades para o produtor manter a chamada ‘lâmina d´água’ em algumas regiões do país.
“Ano após ano, os desafios à produção se intensificam”, continua Pedroso. “Manejos se tornam mais complexos, robustos e onerosos ao agricultor, frente a pressões crescentes de pragas, doenças, plantas daninhas e da perda de eficácia de ativos químicos e biotecnologias”, ele explica. “As margens do produtor estão apertadas, pois, concomitantemente, o preço da ‘commodity’ passa pelos mais baixos valores desde 2020.”
Ranking de produtos
Por mais uma safra, os herbicidas aparecem no levantamento da Kynetec na primeira posição entre os defensivos mais demandados pelo produtor. Corresponderam a 65% do mercado ou US$ 170 milhões, comparados a US$ 175 milhões do período 2024-25. Os fungicidas vêm a seguir, com vendas de US$ 43 milhões ou 16%, ante US$ 46 milhões da temporada passada.
Inseticidas e produtos para tratamento de sementes ocupam a terceira e a quarta posições: US$ 19 milhões e US$ 15 milhões, com 7% e 6% do mercado, respectivamente, valores praticamente estáveis em relação a 2024-25. Outros produtos fecham o levantamento da Kynetec: 5% ou US$ 15 milhões.
Ainda de acordo com Gabriel Pedroso, o FarmTrak Arroz Irrigado resultou de quase 380 entrevistas, realizadas pessoalmente com rizicultores das principais regiões produtoras do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
Sobre a Kynetec
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa

Sustentabilidade
Na avaliação de economista, El Niño intenso pode obrigar o sojicultor a replantar e elevar os gastos

O avanço das projeções para um possível El Niño de forte intensidade tem colocado o produtor de soja em estado de atenção. Segundo o economista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Presley Vasconcelos, o fenômeno climático pode afetar diretamente a rentabilidade da atividade ao combinar dois fatores considerados críticos, que são queda na produtividade e aumento dos custos de produção.
“O El Niño pode impactar a rentabilidade do produtor de duas formas: reduzindo a quantidade produzida por hectare e elevando os custos da lavoura. Com menor produção e despesas maiores, a margem do produtor diminui”, explica.
O economista destaca, porém, que os impactos não serão iguais em todo o Brasil. Em regiões com excesso de chuvas, o plantio pode atrasar devido à dificuldade de entrada das máquinas nas áreas, além de aumentar o risco de perdas de lavouras, doenças e pragas. Já em outras regiões, temperaturas elevadas, estiagens e chuvas irregulares podem comprometer o desenvolvimento das plantas, exigir irrigação e afetar toda a estratégia produtiva.
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Além das perdas na produtividade, Vasconcelos alerta para um aumento dos custos operacionais. Dependendo da intensidade das chuvas, o produtor poderá precisar replantar áreas ou reaplicar defensivos. Também podem subir os gastos com sementes, combustível, secagem, armazenagem, transporte e mão de obra. O cenário ainda pode pressionar o crédito rural.
“Se houver pressão inflacionária, as taxas de juros podem permanecer elevadas ou subir ainda mais. Isso encarece os financiamentos e aumenta o custo do crédito para o produtor”, afirma.
Segundo o economista, esse contexto reforça a importância de políticas públicas voltadas ao setor, como crédito facilitado e medidas que reduzam o impacto financeiro sobre os agricultores.
O especialista ressalta ainda que uma eventual quebra de produção pode provocar valorização da soja por redução da oferta, mas faz um alerta, pois o preço interno não depende apenas da safra brasileira.
“Mesmo que a oferta diminua, fatores como a demanda da China, a produção dos Estados Unidos e da Argentina e o comportamento do câmbio também influenciam diretamente a formação dos preços”, explica.
Na avaliação de Vasconcelos, nem sempre uma alta da soja é suficiente para compensar as perdas provocadas pelo clima. “É preciso analisar se a valorização da saca consegue cobrir a redução da produção e o aumento dos custos. Em alguns casos, o produtor pode registrar prejuízo mesmo vendendo a soja por um preço maior”, detalha.
Os impactos também podem chegar ao consumidor. Como a soja faz parte da cadeia de produção de carnes, leite, ovos e diversos alimentos, uma eventual alta nos custos pode contribuir para elevar a inflação dos alimentos.
“Quando a soja encarece, aumenta também o custo de produção de proteínas animais. Além disso, transporte, armazenagem e logística ficam mais caros. Quem sente primeiro esse efeito são as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento para alimentação”, aponta o especialista.
Para reduzir os riscos, o economista recomenda que o produtor evite decisões baseadas em informações alarmistas e busque orientação em instituições técnicas e fontes confiáveis, já que cada região responde de forma diferente ao fenômeno climático.
Entre as principais estratégias de proteção estão a contratação de seguro rural, vendas futuras feitas com cautela, manutenção de reservas financeiras para emergências, planejamento na contratação de crédito, investimentos em tecnologia, monitoramento climático, armazenagem e, quando possível, diversificação das atividades agrícolas.
“Não existe uma solução única para todos os produtores. Cada região exige uma estratégia diferente. O mais importante é se antecipar, tomar decisões com base em informações técnicas e evitar medidas precipitadas influenciadas por conteúdos sensacionalistas”, conclui.
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Agro Mato Grosso
FMC lança Velitrex® e amplia portfólio para o controle de lagartas

Novo inseticida reúne dois modos de ação complementares para controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento nas principais culturas agrícolas
A FMC, empresa global de ciências para a agricultura, anuncia o lançamento do Velitrex®, novo inseticida desenvolvido para auxiliar os produtores brasileiros no enfrentamento dos principais desafios das lavouras: o controle de lagartas de difícil manejo e a crescente pressão da resistência aos inseticidas.
Desenvolvido especialmente para as condições da agricultura nacional, o Brasil será o primeiro país a receber a tecnologia. O produto chega para compor as estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), ampliando as alternativas disponíveis para culturas como soja, milho, algodão, feijão e outras de grande importância econômica.
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“O cenário de manejo de lagartas tornou-se muito mais complexo nos últimos anos. A seleção de populações resistentes, consequência do uso repetitivo dos mesmos mecanismos de ação, exige novas ferramentas que contribuam para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis. Velitrex® nasce com esse propósito: agregar um novo recurso ao produtor e fortalecer as estratégias de manejo de resistência, principalmente para lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento”, afirma Sérgio Catalano, gerente de produtos inseticidas da FMC.
O diferencial do Velitrex® está na combinação de dois ingredientes ativos com diferentes modos de ação, que atuam de forma complementar sobre as lagartas. “Essa combinação, com modos de ação distintos, age em diferentes sítios do inseto e gera um efeito sinérgico, potencializando o controle das lagartas e contribuindo para estratégias mais eficientes de manejo da resistência”, ressalta Catalano.
De acordo com o gerente, a capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento atende a uma necessidade crescente do campo. “A capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento é um dos atributos mais valorizados pelos produtores, segundo pesquisas de mercado. Isso porque, na prática, nem sempre as condições são ideais para a aplicação, e é comum encontrar populações da praga em diferentes tamanhos em campo, no momento do manejo. Ao oferecer alta eficiência independentemente do estágio de desenvolvimento das lagartas, o Velitrex® proporciona mais flexibilidade operacional, maior segurança nas aplicações e maior versatilidade em comparação a soluções que apresentam melhor desempenho apenas sobre lagartas jovens.”
Manejo da resistência ganha protagonismo
Entre as principais pragas-alvo do Velitrex® está a Spodoptera frugiperda, considerada atualmente uma das espécies mais desafiadoras para a agricultura brasileira. A lagarta-do-cartucho, como é popularmente conhecida, apresenta elevada capacidade de adaptação, ampla distribuição geográfica e rápida multiplicação, além de registros crescentes de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação.
Nesse contexto, a rotação de ingredientes ativos e a integração de diferentes métodos de controle tornam-se práticas fundamentais para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.
“O manejo da resistência depende da combinação de diferentes estratégias. É fundamental integrar soluções químicas, biológicas, monitoramento e ferramentas de manejo integrado de pragas. Velitrex® amplia esse conjunto de alternativas ao disponibilizar dois modos de ação distintos em uma única solução”, destaca Catalano.
Além da lagarta-do-cartucho, o produto também é recomendado para o controle de importantes espécies como Chrysodeixis includens e Spodoptera eridania, dependendo da cultura.
O novo inseticida da FMC proporciona rápida interrupção da alimentação das pragas, controle eficiente em diferentes tamanhos e efeito residual prolongado, características que oferecem maior flexibilidade operacional ao produtor.
Tecnologia desenvolvida para a realidade brasileira
O inseticida Velitrex® foi concebido considerando os desafios específicos enfrentados pelos produtores nacionais. A expectativa da FMC é que a nova tecnologia se torne uma das principais soluções da companhia para o manejo de lagartas nos próximos anos, fortalecendo seu portfólio voltado à proteção das principais culturas agrícolas brasileiras.
O lançamento, que está previsto para o final deste ano, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para enfrentar os desafios fitossanitários atuais e futuros.
Sobre a FMC
A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a apoiar produtores rurais na produção de alimentos, fibras, rações e combustíveis para uma população mundial em crescimento. Seu portfólio reúne soluções inovadoras em proteção de cultivos, produtos biológicos, nutrição vegetal, agricultura digital e de precisão, permitindo que agricultores enfrentem desafios econômicos e ambientais de forma sustentável. A companhia investe continuamente na descoberta de novos ingredientes ativos, formulações e tecnologias para herbicidas, inseticidas e fungicidas, desenvolvendo soluções cada vez mais eficientes para o campo e para o planeta.
FMC e o logotipo FMC, assim como Velitrex®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou de suas afiliadas. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Leia atentamente o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso dos produtos.
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