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Preço da cesta básica sobe na última semana de maio e ultrapassa R$ 885 em Cuiabá

O mês de maio encerrou com mais uma elevação no preço da cesta básica em Cuiabá, quebrando um novo recorde. A alta observada na última semana foi de 1,28%, o que elevou ainda mais o custo médio do conjunto de alimentos, que chegou a R$ 885,68.
Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) mostrou que os consecutivos aumentos registrados no mês ampliaram em 5,27% a diferença de preço no comparativo com o mesmo período de 2025, quando o valor era de R$ 841,34.
Dentre os itens que contribuíram para o aumento da cesta, a batata registrou forte alta na semana, de 17,48%, chegando a custar, em média, R$ 6,17/kg. A restrição de oferta, em decorrência do final da safra, pode ser o principal motivo da elevação. No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o preço está 5,26% menor.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destaca que o comportamento dos preços segue fortemente condicionado por fatores sazonais e climáticos, especialmente entre produtos in natura.
Ainda assim, foi possível observar redução no preço do arroz, de 2,92%, que atingiu média de R$ 4,96/kg. Segundo análise do instituto, mesmo com oferta mais restrita, a queda pode estar associada à liberação de estoques antigos, como forma de ajuste de mercado. No comparativo anual, o produto segue 22,21% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Já a banana apresentou redução de 1,97% e chegou à média de R$ 8,53/kg. O resultado pode ter sido influenciado pela maior oferta de variedades do produto, como a nanica, que apresentou bons resultados em decorrência do verão quente e úmido nas regiões produtoras.
Wenceslau Júnior também destacou que “mesmo com a redução de preços em alguns produtos relevantes, a elevação concentrada em itens específicos foi suficiente para sustentar o avanço do custo médio da cesta”.
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Parque Novo Mato Grosso vai ganhar linha de ônibus gratuita aos sábados e domingos

Anúncio foi feito durante lançamento do AgroFestival. Para os dias de festa, ônibus sairão a cada 30 minutos em horários de pico
AgroFestival terá ônibus gratuitos e Parque Novo Mato Grosso ganhará linha permanente
A Prefeitura de Cuiabá vai disponibilizar transporte gratuito para o público que participar do Mato Grosso AgroFestival, realizado entre os dias 7 e 9 de agosto, no Parque Novo Mato Grosso. A medida tem como objetivo facilitar o acesso da população ao evento, que contará com entrada gratuita na pista e uma programação voltada à música, cultura, esporte e agronegócio. O evento será realizado entre os dias 7 e 9 de agosto.
Durante entrevista, o prefeito Abilio Brunini explicou que o serviço seguirá o mesmo modelo adotado em grandes eventos realizados no complexo. Os ônibus partirão do Shopping Pantanal com destino ao Parque Novo Mato Grosso em intervalos de aproximadamente 30 minutos nos horários de maior movimento. Fora dos horários de pico, as viagens serão realizadas a cada hora, atendendo principalmente trabalhadores e pessoas que circulam pelo local.
“O transporte gratuito sai do Shopping Pantanal até o Parque Novo Mato Grosso. Nos horários de maior movimento, os ônibus passam de 30 em 30 minutos. Fora desses horários, o intervalo é de uma hora, porque a procura é menor”, explicou o prefeito.
A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Francyanne Siqueira, destacou que a iniciativa amplia o acesso da população ao festival e garante mais comodidade para quem pretende participar da programação.
“A Prefeitura está oferecendo transporte coletivo, auxiliando na mobilidade das pessoas que desejam se deslocar até o Parque Novo Mato Grosso para participar do evento, atendendo desde os trabalhadores até aqueles que irão prestigiar a programação ou conhecer o local. É uma grande oportunidade de fazer esse trajeto de forma confortável, segura e gratuita”, afirmou.
Segundo Abilio Brunini, a realização de grandes eventos no Parque Novo Mato Grosso faz parte da estratégia da Prefeitura para fortalecer Cuiabá como referência do agronegócio e atrair novos investimentos para a capital.
“Grandes eventos nesse parque acabam atraindo grandes empresas. Esse é o papel da Prefeitura: abrir oportunidades para grandes negócios e fortalecer Cuiabá, a capital do agro. Queremos que os investidores do agronegócio também escolham nossa cidade para instalar seus empreendimentos, desenvolver atividades comerciais e gerar empregos”, destacou.
Além da operação especial durante o AgroFestival, o prefeito anunciou que a Prefeitura trabalha para implantar uma linha gratuita permanente aos sábados e domingos até o Parque Novo Mato Grosso. A proposta é ampliar o acesso da população ao espaço para atividades de lazer e esporte, como as pistas de skate, áreas para bicicletas e demais estruturas do complexo.
De acordo com o gestor, a implantação da nova linha depende apenas da conclusão de pequenas obras de infraestrutura no entorno do parque.
“Estamos conversando com a administração do parque para liberar esses espaços esportivos à população. Assim que concluirmos algumas obras, vamos disponibilizar ônibus gratuitos aos sábados e domingos para que as famílias possam aproveitar toda essa estrutura”, afirmou.
Mato Grosso AgroFestival
O Mato Grosso AgroFestival já tem parte da programação confirmada e promete reunir milhares de pessoas entre os dias 7 e 9 de agosto, no Parque Novo Mato Grosso. Com entrada gratuita na pista, o evento terá shows de Cezar & Paulinho, João Bosco & Vinícius, George Henrique & Rodrigo, Di Paullo & Paulino e da dupla mato-grossense Bison & Comasseto.
A programação também inclui a etapa internacional da Professional Bull Riders (PBR), apresentações da cultura popular mato-grossense, gastronomia regional, ações voltadas ao agronegócio e um espaço inclusivo para pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes.
No encerramento do festival, será realizada uma edição especial da tradicional Festa de São Cristóvão, com procissão motorizada, bênção dos veículos e missa campal, reunindo motoristas, caminhoneiros, transportadores e fiéis.
Promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o Mato Grosso AgroFestival é realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos provenientes de emendas parlamentares.
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CNJ notifica desembargadora de MT por conduta em ação com pagamentos milionários

Marilsen Addario terá 15 dias para explicar nomeação de interventor com salário de R$ 300 mil em processo de recuperação judicial
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.
No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.
Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.
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Novo observatório é lançado para combater ‘nova censura’ de juízes e Big Techs no Brasil

Plataforma nacional vai receber denúncias de cidadãos e comunicadores. Fenaj alerta que assédio judicial virou a principal arma para calar jornalistas
O coletivo Direito à Comunicação e Democracia (Diracom) lançou, nesta quarta-feira (29), o Observatório De Olho na Censura, uma nova plataforma dedicada ao monitoramento, registro e análise de casos que afetam a liberdade de expressão, o direito à comunicação e o acesso à informação.
Na apresentação da iniciativa, em uma transmissão pela internet, comunicadores argumentaram que há novas formas de violação de liberdade de imprensa.
Segundo a jornalista Ramênia Vieira, integrante do Diracom, a censura ganhou nova característica nas democracias ao ser praticada por agentes públicos, por empresas privadas, por plataformas digitais, por grupos organizados ou por instituições que detêm poder para restringir a circulação da informação e limitar o debate público.
“As mídias tradicionais silenciam muitas vezes o debate público. Entendemos a censura como um conjunto de práticas que produz o silenciamento e restringe de forma indevida a circulação de informações, ideias e vozes na sociedade”, defende a jornalista.
Espaço para denúncias
Ramênia Vieira explica que qualquer pessoa que tenha vivenciado ou acompanhado um possível caso de censura poderá registrar sua denúncia.
As informações serão analisadas, sistematizadas e contribuirão para a produção de relatórios. estudos e ações de incidência em defesa do direito à comunicação.
“Quanto mais pessoas e organizações contribuírem, mais condições nós teremos de compreender esse fenômeno e de fortalecer a proteção da liberdade de expressão e da pluralidade de vozes no Brasil”, disse.
A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira Castro, considerou que o lançamento do observatório pode ser um instrumento fundamental para que se possa garantir não apenas a defesa de uma categoria profissional, mas também de um direito humano, o de acesso à informação.
“A censura se manifesta de maneiras muito mais sofisticadas e menos visíveis para a sociedade como um todo”, aponta Samira Castro.
Assédio judicial
Para a presidente da Fenaj, ações judiciais intimidam profissionais e inviabilizam as investigações. “Nossos relatórios mostram que, depois de agressões físicas, o principal tipo de violação ao exercício do jornalismo no Brasil foi o assédio judicial”, diz Samira Castro.
O jornalista Leonardo Sakamoto, que participou da transmissão de lançamento, disse que produtores de conteúdos independentes são vulneráveis a diferentes esferas de censura. “É um jornalismo que bate de frente com o interesse econômico”, afirmou.
Sakamoto considera que, no interior do Brasil, poderes político e econômico muitas vezes são exercidos pela mesma pessoa ou grupos.
“Aí o jornalista acaba sofrendo e é emparedado. Tirando as formas de assédio relacionadas à violência física, a principal forma de censura é o assédio judicial”.
O jornalista aponta que um grande problema é quando juízes atuam contra comunicadores, e cita interdições realizadas por redes sociais em relação a textos com temas que desagradam grupos empresariais, como as discussões sobre a demanda do fim da escala 6×1. Ele também fala do sistema das redes sociais que favorece certos temas em detrimento de outros.
“Temos visto jornalistas trocarem a sua pauta e denúncias por coisas que são mais palatáveis para a audiência. Existe um tipo de autocensura que é decorrente da busca por audiência”, lamentou.
Redes sociais
O diretor do Sleeping Giants, Humberto Vieira, opina também que as big techs têm intensificado a censura e atingido grupos minorizados. Ele exemplifica que no mês de junho, quando se celebra o orgulho LGBTQIAPN+ e foi destacada a demanda pela distribuição gratuita do medicamento Lenacapavir, a Meta removeu mais de 100 perfis vinculados a essa comunidade.
O tema passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal. Depois foram restaurados. Na página, a empresa aponta que, quando avalia um risco verdadeiro de agressão física ou ameaça direta à segurança pública. “Removemos conteúdo, desabilitamos contas e trabalhamos com autoridades locais de aplicação da lei”.
Também na transmissão a antropóloga Fernanda Martins, diretora de estratégia da Fundação Multitudes e pesquisadora de “democracia, plataforma digitais e direitos humanos”, o momento é de fortalecimento de direitos. Ela diz que há problemas comuns na América do Sul em ameaças particularmente às mulheres.
“Na Argentina, por exemplo, mais de 40% dos ataques dirigidos às mulheres tinham como foco falar dos seus corpos, de sua aparência e de estereótipos de gênero”.
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