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30 de julho de 2026

Sustentabilidade

Abril tem alta, mas oferta elevada de arroz aumenta risco de correção – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz permanece travado, com liquidez muito baixa e pouca referência real de preço. “Na prática, há preço ofertado, porém poucos negócios, o que caracteriza um mercado sem validação por fluxo”, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, os preços giram entre R$ 60 e R$ 64 por saca de 50 quilos na Fronteira Oeste, com lotes de melhor qualidade chegando a R$ 65–68 em negociações pontuais. Em Santa Catarina, variam de R$ 55 a R$ 60 por saca.

A colheita avança e reforça o cenário de oferta elevada. O Brasil já colheu 88,3% da área conforme a Conab, acima do ano passado e da média histórica. A produtividade é alta e a qualidade geral positiva, com picos acima de 65% de inteiros e lotes atingindo 70% em algumas regiões. “Apesar disso, surgem gargalos: filas em armazéns e indústrias limitando recebimento indicam pressão logística”, pondera o consultor.

O comportamento dos agentes mantém o mercado paralisado. “O grande produtor retém estoque aguardando melhor preço, enquanto o pequeno vende por necessidade de caixa”, relata o analista.

A indústria compra apenas o necessário, pressionada por margens apertadas e dificuldade de repasse ao varejo. “Pequenas cerealistas, com preços mais agressivos, aumentam a desorganização do mercado”, acrescenta.

No cenário externo, a exportação segue fraca e não cumpre o papel de escoamento. O câmbio abaixo de R$ 5,00 reduz a competitividade, enquanto as importações crescem, pressionando ainda mais o mercado interno.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 29 de abril cotada a R$ 63,58, queda de 1,05% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço ainda era de 2,56%. Em relação a 2025, a desvalorização atingia 17,52%.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em alta em Chicago com ataques a terminal de exportação da Rússia – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta. O mercado foi impulsionado pelo agravamento das tensões na região do Mar Negro, após ataques ucranianos provocarem danos a um importante terminal russo de exportação de grãos, renovando as preocupações com a oferta global.

Segundo a Reuters, drones ucranianos atingiram um terminal de exportação de grãos no porto de Taman, na região russa de Krasnodar, causando danos significativos à estrutura. O terminal pertence à Demetra, uma das maiores empresas agrícolas da Rússia, com capacidade para movimentar 5 milhões de toneladas de grãos. Fontes também informaram que uma instalação de exportação de óleo de girassol no porto foi atingida, embora os danos tenham sido considerados limitados.

A escalada do conflito também manteve interrompida a navegação no Mar de Azov e no Estreito de Kerch, obrigando a Rússia a redirecionar os embarques para portos no Mar Negro. Analistas internacionais avaliaram que o trigo foi a commodity agrícola que mais reagiu a essa nova rodada de tensão, diante do impacto sobre a logística de exportação russa, embora os reflexos também possam atingir milho, óleos vegetais e outros grãos.

O mercado ainda repercutiu os dados semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As vendas líquidas de trigo da safra 2026/27 somaram 285.200 toneladas na semana encerrada em 23 de julho, com destaque para a comercialização de 70 mil toneladas ao México. O volume ficou dentro da expectativa dos analistas, que variava entre 200 mil e 500 mil toneladas.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,63 1/2 por bushel, com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,81 1/2 por bushel, com avanço de 3,75 centavos de dólar, ou 0,55%.

Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Mercado de defensivos para arroz irrigado movimenta R$ 262 milhões, com ligeira queda frente à safra anterior – MAIS SOJA

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Principal empresa de pesquisas para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o estudo FarmTrak Arroz Irrigado da safra 2025-26. Conforme o levantamento, o mercado de defensivos agrícolas da cultura caiu 2%, para US$ 262 milhões, contra US$ 267 milhões do período anterior. Segundo o especialista em pesquisas da consultoria, Gabriel Baracat Pedroso, o ligeiro recuo veio associado, principalmente, a reduções de 6% na área cultivada (1,146 milhão de hectares) e de 7% nos custos de aplicação.

De acordo com o executivo, a variação negativa nas transações só não foi mais representativa face ao progressivo aumento do número médio de tratamentos adotado pelos produtores. “Eram 16 em 2023-2024 e subiram para 19 em 2025-26, alta de 10% ante 2024-25, compensando demais fatores desfavoráveis”, adianta Pedroso.

O indicador PAT ou área potencial tratada – totaliza as aplicações de produtos realizadas na safra – cresceu 4%, para 21,967 milhões de hectares.Conforme o especialista, dessecação de plantio, controle das doenças brusone e manchas foliares, além de lagartas, compreenderam os manejos que mais influenciaram no resultado do mercado de defensivos para arroz irrigado em 2025-26.

Aplicações contra manchas foliares alcançaram 1/3 da área cultivada, enquanto o emprego de lagarticidas cobriu 60% do total plantado. Neste caso, o número médio de tratamentos saltou de 1,9 para 2,4 em apenas um ano, variação atribuída pelo FarmTrak, em parte, a dificuldades para o produtor manter a chamada ‘lâmina d´água’ em algumas regiões do país.

“Ano após ano, os desafios à produção se intensificam”, continua Pedroso. “Manejos se tornam mais complexos, robustos e onerosos ao agricultor, frente a pressões crescentes de pragas, doenças, plantas daninhas e da perda de eficácia de ativos químicos e biotecnologias”, ele explica. “As margens do produtor estão apertadas, pois, concomitantemente, o preço da ‘commodity’ passa pelos mais baixos valores desde 2020.”

Ranking de produtos

Por mais uma safra, os herbicidas aparecem no levantamento da Kynetec na primeira posição entre os defensivos mais demandados pelo produtor. Corresponderam a 65% do mercado ou US$ 170 milhões, comparados a US$ 175 milhões do período 2024-25. Os fungicidas vêm a seguir, com vendas de US$ 43 milhões ou 16%, ante US$ 46 milhões da temporada passada.

Inseticidas e produtos para tratamento de sementes ocupam a terceira e a quarta posições: US$ 19 milhões e US$ 15 milhões, com 7% e 6% do mercado, respectivamente, valores praticamente estáveis em relação a 2024-25. Outros produtos fecham o levantamento da Kynetec: 5% ou US$ 15 milhões.

Ainda de acordo com Gabriel Pedroso, o FarmTrak Arroz Irrigado resultou de quase 380 entrevistas, realizadas pessoalmente com rizicultores das principais regiões produtoras do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Sobre a Kynetec

A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações  clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Na avaliação de economista, El Niño intenso pode obrigar o sojicultor a replantar e elevar os gastos

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O avanço das projeções para um possível El Niño de forte intensidade tem colocado o produtor de soja em estado de atenção. Segundo o economista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Presley Vasconcelos, o fenômeno climático pode afetar diretamente a rentabilidade da atividade ao combinar dois fatores considerados críticos, que são queda na produtividade e aumento dos custos de produção.

“O El Niño pode impactar a rentabilidade do produtor de duas formas: reduzindo a quantidade produzida por hectare e elevando os custos da lavoura. Com menor produção e despesas maiores, a margem do produtor diminui”, explica.

O economista destaca, porém, que os impactos não serão iguais em todo o Brasil. Em regiões com excesso de chuvas, o plantio pode atrasar devido à dificuldade de entrada das máquinas nas áreas, além de aumentar o risco de perdas de lavouras, doenças e pragas. Já em outras regiões, temperaturas elevadas, estiagens e chuvas irregulares podem comprometer o desenvolvimento das plantas, exigir irrigação e afetar toda a estratégia produtiva.

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Além das perdas na produtividade, Vasconcelos alerta para um aumento dos custos operacionais. Dependendo da intensidade das chuvas, o produtor poderá precisar replantar áreas ou reaplicar defensivos. Também podem subir os gastos com sementes, combustível, secagem, armazenagem, transporte e mão de obra. O cenário ainda pode pressionar o crédito rural.

“Se houver pressão inflacionária, as taxas de juros podem permanecer elevadas ou subir ainda mais. Isso encarece os financiamentos e aumenta o custo do crédito para o produtor”, afirma.

Segundo o economista, esse contexto reforça a importância de políticas públicas voltadas ao setor, como crédito facilitado e medidas que reduzam o impacto financeiro sobre os agricultores.

O especialista ressalta ainda que uma eventual quebra de produção pode provocar valorização da soja por redução da oferta, mas faz um alerta, pois o preço interno não depende apenas da safra brasileira.

“Mesmo que a oferta diminua, fatores como a demanda da China, a produção dos Estados Unidos e da Argentina e o comportamento do câmbio também influenciam diretamente a formação dos preços”, explica.

Na avaliação de Vasconcelos, nem sempre uma alta da soja é suficiente para compensar as perdas provocadas pelo clima. “É preciso analisar se a valorização da saca consegue cobrir a redução da produção e o aumento dos custos. Em alguns casos, o produtor pode registrar prejuízo mesmo vendendo a soja por um preço maior”, detalha.

Os impactos também podem chegar ao consumidor. Como a soja faz parte da cadeia de produção de carnes, leite, ovos e diversos alimentos, uma eventual alta nos custos pode contribuir para elevar a inflação dos alimentos.

“Quando a soja encarece, aumenta também o custo de produção de proteínas animais. Além disso, transporte, armazenagem e logística ficam mais caros. Quem sente primeiro esse efeito são as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento para alimentação”, aponta o especialista.

Para reduzir os riscos, o economista recomenda que o produtor evite decisões baseadas em informações alarmistas e busque orientação em instituições técnicas e fontes confiáveis, já que cada região responde de forma diferente ao fenômeno climático.

Entre as principais estratégias de proteção estão a contratação de seguro rural, vendas futuras feitas com cautela, manutenção de reservas financeiras para emergências, planejamento na contratação de crédito, investimentos em tecnologia, monitoramento climático, armazenagem e, quando possível, diversificação das atividades agrícolas.

“Não existe uma solução única para todos os produtores. Cada região exige uma estratégia diferente. O mais importante é se antecipar, tomar decisões com base em informações técnicas e evitar medidas precipitadas influenciadas por conteúdos sensacionalistas”, conclui.

O post Na avaliação de economista, El Niño intenso pode obrigar o sojicultor a replantar e elevar os gastos apareceu primeiro em Canal Rural.

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