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14 de setembro de 2026

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Abilio apresenta novo Plano Diretor ao TCE e vincula metas ao orçamento público

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Proposta foca em uma cidade mais humana e sustentável; prefeitura inicia ciclo de audiências públicas nos bairros e distritos

 

A proposta do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá avançou mais uma etapa na manhã desta quarta-feira (29), com a apresentação da minuta ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. O prefeito Abilio Brunini, ao lado do secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Portocarrero, conduziu a exposição do documento que estabelece metas e diretrizes para o crescimento da capital nos próximos anos.

O encontro foi realizado no auditório da Escola Superior de Contas e reuniu autoridades, técnicos e representantes da sociedade. Durante a apresentação, o prefeito destacou que o plano deixa de ser apenas um instrumento formal e passa a ter impacto direto na execução orçamentária do município. “O Plano Diretor precisa sair do papel. Ele tem que estar conectado com o orçamento público, com ações concretas que transformem a cidade e melhorem a vida das pessoas”, afirmou.

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Abilio também reforçou que a proposta prioriza um modelo de cidade mais humano e sustentável, com foco em mobilidade urbana, arborização, preservação ambiental e qualidade de vida. Segundo ele, a participação popular será fundamental para consolidar o texto final. “Nós queremos construir uma cidade pensada para as pessoas, e isso só é possível ouvindo quem vive nela. Por isso, estamos levando o debate para todos os bairros”, completou.

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, destacou a importância do planejamento aliado à responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. “Sem planejamento e sem decisão política, não há transformação. O crescimento desordenado traz consequências graves, e é preciso enfrentar problemas como déficit habitacional e desigualdade urbana com estratégia”, pontuou.

A apresentação também contou com a presença dos vereadores Dilemário Alencar, Samantha Iris, Baixinha Giraldelli, Maysa Leão e Michelly Alencar, que acompanham a construção do projeto e devem participar das discussões na Câmara Municipal.

O Plano Diretor está disponível para consulta pública no site da Prefeitura, permitindo que moradores, entidades e especialistas enviem sugestões. Além disso, o município realiza uma série de audiências públicas em diferentes regiões da cidade e distritos rurais, ampliando o diálogo com a população.

A iniciativa marca o início de uma fase decisiva para a atualização do principal instrumento de planejamento urbano de Cuiabá, que há anos não passa por revisão. A expectativa da gestão municipal é consolidar um modelo de desenvolvimento que equilibre crescimento, inclusão social e preservação ambiental, garantindo diretrizes claras para o futuro da capital.

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A proposta do Plano Diretor já está disponível para consulta pública e envio de sugestões por toda a sociedade no link: https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/23/outros/2026-04-23-15-00-plano-diretor-2026-69ea6c6716c34.pdf

Confira o cronograma:

29 de abril | 19h
Distrito do Sucuri – Restaurante Maria Isabel
Rua das Flores, Distrito Sucuri
Cuiabá – MT, CEP 78105-990

30 de abril | 19h
Praça do Pedra 90 – na quadra
Praça Ana Martinha da Silva
Av. Newton Rabello de Castro, 403-455
Pedra 90, Cuiabá – MT, CEP 78099-040

04 de maio | 19h
Ginásio Verdinho
Rua Alenquer, CPA I
Cuiabá – MT, CEP 78055-010

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05 de maio | 19h
Ginásio Dom Aquino
Av. Carmindo de Campos, bairro Terceiro
Cuiabá – MT, CEP 78015-300

06 de maio | 19h
Distrito da Guia – Escola Municipal Benedita Xavier
Rua Luiz Firmino da Fonseca, 94
Distrito da Guia, Cuiabá – MT, CEP 78104-000

https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/prefeito-apresenta-plano-diretor-ao-tce-e-amplia-debate-sobre-crescimento-de-cuiaba

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Agro Mato Grosso

Custo da soja sobe e rentabilidade deve cair 35% na safra 26/27, aponta Imea

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Os dados foram apresentados aos produtores rurais em Brasnorte e fazem parte do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso

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Agro Mato Grosso

Biostimulantes ampliam ação de fungos contra Diaphorina citri

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Mistura com silício e quitosana elevou mortalidade do psilídeo em condições ambientais favoráveis

A associação de fungos entomopatogênicos com biostimulantes à base de dióxido de silício e quitosana aumentou a mortalidade de Diaphorina citri em parte dos bioensaios realizados em casa de vegetação. O desempenho, porém, dependeu das condições ambientais. Temperatura de 34 graus Celsius e umidade relativa próxima de 35 por cento limitaram a ação dos agentes biológicos. Sob 26 graus Celsius e umidade relativa ao redor de 67 por cento, os tratamentos com fungos reduziram a sobrevivência do psilídeo.

Estudo avaliou formulações comerciais de Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, também apresentada no trabalho como sinônimo de Isaria fumosorosea. Os pesquisadores aplicaram os fungos isoladamente ou em mistura com biostimulantes contendo dióxido de silício e D-glucosamina proveniente de quitosana. O objetivo envolveu a avaliação da compatibilidade da mistura em tanque e de seus efeitos sobre a mortalidade de adultos de Diaphorina citri, principal vetor do Huanglongbing, o HLB (doi 10.3390/insects17090947).

Seis bioensaios

Os pesquisadores conduziram seis bioensaios em casas de vegetação da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. As plantas hospedeiras utilizadas foram de Murraya paniculata. Os insetos vieram de uma colônia livre de Candidatus Liberibacter asiaticus. Os adultos tinham entre sete e dez dias após a emergência.

O primeiro bioensaio ocorreu em casa de vegetação sem climatização, sob temperatura de 34 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 35 por cento. Nessas condições, Beauveria bassiana, aplicada sozinha ou com os biostimulantes, não elevou a mortalidade de Diaphorina citri em relação ao controle sem tratamento. Os pesquisadores relacionam o resultado ao ambiente desfavorável ao desenvolvimento dos fungos entomopatogênicos.

O segundo ensaio ocorreu sob temperatura de 26 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 67 por cento. Nesse ambiente, Beauveria bassiana e a combinação do fungo com os biostimulantes provocaram mortalidade superior à registrada no controle. Os bioensaios seguintes mantiveram essas condições ambientais.

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Experimentos três a cinco

Nos experimentos três a cinco, os pesquisadores avaliaram também Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, além de Beauveria bassiana. No sexto bioensaio, o desenho experimental foi reduzido a seis tratamentos, contemplando apenas Beauveria bassiana e Cordyceps fumosorosea — isolados ou combinados aos biostimulantes —, além dos controles com água e com os biostimulantes sozinhos; Metarhizium anisopliae não fez parte desse último ensaio. O protocolo incluiu duas pulverizações. A primeira ocorreu 24 horas após a liberação dos insetos. A segunda ocorreu 192 horas após a liberação. Cada aplicação utilizou dez mililitros de calda por gaiola, com cinco mililitros dirigidos de cima para baixo e cinco mililitros de baixo para cima.

Os resultados indicaram ausência de antagonismo dos biostimulantes sobre os fungos comerciais. Em alguns ensaios, a associação aumentou a mortalidade do psilídeo em comparação com o fungo aplicado isoladamente. No quarto bioensaio, a combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou mortalidade superior à aplicação isolada do fungo na avaliação realizada após 192 horas. No quinto ensaio, a mesma associação também superou Beauveria bassiana aplicada sem os biostimulantes.

Sexto bioensaio

No sexto bioensaio, Cordyceps fumosorosea associado aos biostimulantes reduziu a sobrevivência dos insetos nas avaliações realizadas após 24, 192 e 480 horas. A combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou efeito significativo nas avaliações de 192 e 480 horas. No final do experimento, os tratamentos formados por fungos e biostimulantes superaram tanto o controle sem tratamento quanto a aplicação isolada dos biostimulantes.

A inclusão de um adjuvante organossiliconado, avaliada no quarto ensaio, não aumentou a mortalidade dos insetos. O estudo também mostrou vantagem do inseticida sintético usado como referência. A combinação de lambda-cialotrina e clorantraniliprole apresentou mortalidade inicial mais rápida e, em vários ensaios, superior à registrada com os agentes biológicos.

Segundo os pesquisadores, essa diferença no tempo de ação representa uma limitação importante no manejo de Diaphorina citri. Fungos entomopatogênicos demandam um período maior para infecção e morte do hospedeiro. Para um inseto vetor, a rapidez do controle ganha importância devido ao risco de transmissão do agente associado ao HLB.

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Influência do microclima

Os dados também reforçam a influência do microclima sobre o controle biológico. O estudo não permite definir limites exatos de proteção oferecidos pelos biostimulantes em situações de calor e baixa umidade. Os próprios pesquisadores destacam uma limitação experimental: os dois primeiros bioensaios ocorreram em casas de vegetação diferentes e em momentos distintos. Assim, os efeitos de temperatura e umidade também ficaram associados a variações espaciais e temporais.

A pesquisa aponta a mistura em tanque de fungos entomopatogênicos comerciais com dióxido de silício e quitosana como alternativa compatível para programas de manejo integrado de Diaphorina citri. O resultado depende, contudo, de condições ambientais favoráveis à atividade dos fungos. Os pesquisadores recomendam novos estudos em câmaras climáticas, com diferentes combinações de temperatura e umidade relativa, além de ensaios em campo para avaliar persistência, eficiência operacional e viabilidade da estratégia em pomares comerciais.

O trabalho foi realizado por Éder M. Carrilho, Paulo S. G. Cremonez, Luciano M. de Oliveira, Fernando T. Hata, Maurício U. Ventura e Humberto G. Androcioli.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: cobras ‘dançam’ durante disputa por fêmea e formam ‘bolo nupcial’ em MT

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Uma cena rara de acasalamento entre três cobras caninanas foi registrada em uma propriedade rural próxima a Cáceres, a 220 km de Cuiabá. O vídeo foi feito por Luís Felipe Monteiro César, de 25 anos, enquanto ele trabalhava no local, na última terça-feira (8).

Nas imagens, as três serpentes aparecem inicialmente entrelaçadas, formando o que os biólogos chamam de “bolo nupcial”. Em seguida, dois dos animais erguem parte do corpo e começam uma disputa que, à primeira vista, se assemelha a uma luta ou até mesmo a uma dança. Enquanto os dois machos se enfrentam, a fêmea permanece entrelaçada, acasalando com um deles (assista abaixo acima).

O biólogo Luiz Eduardo Saragiotto explicou que o comportamento faz parte da disputa reprodutiva da espécie. Segundo ele, os machos se empurram e tentam demonstrar força para conseguir acesso à fêmea.

A presença de mais de um macho também não é incomum nesse período. Uma mesma fêmea pode atrair diferentes parceiros e até acasalar com mais de um deles durante o ciclo reprodutivo.

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“É comum a fêmea no ‘cio’ atrair mais de um macho, inclusive acasalar com mais de um. Essa dinâmica pode acontecer por horas ou até por mais de um dia”, afirmou.

De acordo com o especialista, apesar de esse tipo de comportamento fazer parte da reprodução das serpentes na natureza, conseguir presenciar e registrar a cena é raro.

🐍 Spilotes pullatus

Conhecida cientificamente como Spilotes pullatusa caninana é uma das maiores serpentes do Brasil e pode ultrapassar 2,5 metros. Apesar de não ser peçonhenta, pode adotar postura defensiva quando se sente ameaçada, erguendo a cabeça, achatando o pescoço e podendo até morder.

Apesar da postura intimidadora, ela não possui veneno e não representa risco direto aos humanos. Ela pode ser encontrada em praticamente todos os biomas do país, com exceção dos Pampas.

A espécie se alimenta de pequenos mamíferos, aves, anfíbios e até de outras serpentes, inclusive venenosas. Esse hábito reforça sua grande importância ecológica, já que contribui para o controle das populações de animais e ajuda a manter o equilíbrio ambiental.
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Agro MT