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De jacaré no quintal a gato em cisterna: Bombeiros salvam animais em três cidades de MT

Ocorrências em Campo Verde, Guarantã do Norte e Confresa mobilizaram equipes especializadas em manejo e salvamento técnico nesta segunda (27)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, nesta segunda-feira (27.4), três ocorrências envolvendo animais silvestres e domésticos em diferentes municípios do estado.
Em Guarantã do Norte (709 km de Cuiabá), o 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionado após receber informações sobre a presença de uma serpente em um canteiro de obras localizado às margens da BR-163.
Uma equipe se deslocou até o local e constatou que se tratava de uma cobra da espécie popularmente conhecida como cipó verde. Com o uso de técnicas adequadas de manejo de fauna, os militares capturaram o animal com segurança. Em seguida, a serpente foi transportada e solta em uma área de mata apropriada, retornando ao seu habitat natural.
Já em Campo Verde (a 139 km da capital), um jacaré de pequeno porte foi entregue por um morador à equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM), após ser encontrado no quintal de sua residência, no bairro Recanto do Bosque.
A equipe avaliou o animal e não constatou ferimentos. O jacaré foi transportado até uma área de mata afastada do perímetro urbano e solto em local apropriado.
No município de Confresa (1.058 km de Cuiabá), o 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) resgatou um gato que caiu em uma cisterna com aproximadamente quatro metros de profundidade.
O 2º NBM recebeu o chamado por volta das 08h para atender a ocorrência, registrada na região central do município.
No local, os bombeiros resgataram de forma segura o animal, utilizando técnicas apropriadas para esse tipo de ocorrência. Após a retirada, o gato foi entregue ao responsável.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Doce de caju e guaraná ralado passam a integrar lista de patrimônios culturais imateriais de Cuiabá

Leis reconhecem os produtos e seus modos de preparo como bens culturais do município e buscam preservar os conhecimentos transmitidos entre gerações.
O prefeito Abilio Brunini (PL) sancionou leis que reconhecem o doce de caju e o guaraná ralado, juntos com seus modos de preparo, como Patrimônios Culturais Imateriais de Cuiabá. Com a medida, os dois produtos passam a integrar a lista de bens culturais protegidos pelo município.
Segundo os projetos sancionados, o objetivo é buscar preservar os conhecimentos relacionados à produção e incentivar a continuidade dessas práticas. As propostas são de autoria da vereadora Maria Avallone (PSDB).
O guaraná ralado já havia sido reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso pela Lei Estadual nº 11.010/2019. Com a sanção da lei municipal, também passa a ter reconhecimento em Cuiabá.
O doce de caju também foi incluído na lista de patrimônios culturais imateriais do município. A vereadora Maria Avalone afirmou que as leis buscam preservar o modo de preparo do doce de caju e do guaraná ralado, além dos conhecimentos relacionados à produção transmitidos entre gerações.
Segundo a parlamentar, as leis também seguem as diretrizes do Plano Municipal de Cultura e preveem ações voltadas à preservação do patrimônio imaterial, ao turismo cultural e à economia criativa.
Agro Mato Grosso
Quatro trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazendas de MT

Operação realizada entre Tangará da Serra e Diamantino identificou alojamentos precários, falta de alimentação adequada e outras violações trabalhistas; dez vínculos empregatícios também foram regularizados.
Quatro trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo durante uma operação realizada em propriedades rurais localizadas na região dos municípios de Tangará da Serra e Diamantino (MT), entre os dias 19 e 24 de julho. A fiscalização ocorreu e contou com o apoio da Polícia Federal e da Justiça do Trabalho.
Durante a ação, Auditores-Fiscais do Trabalho identificaram diversas irregularidades trabalhistas e graves violações às normas de saúde e segurança. Em algumas propriedades, atividades em espaços confinados e trabalhos em altura foram interditados por apresentarem risco iminente à vida e à integridade física dos trabalhadores.
Os quatro resgatados — três cerqueiros e um vaqueiro — estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e moradia, situação caracterizada pela fiscalização como redução à condição análoga à de escravo, conforme a Instrução Normativa MTP nº 2/2021.
Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), os trabalhadores eram pagos por diária e viviam em alojamentos sem condições mínimas de segurança, higiene, conforto e descanso. Em um dos casos, um trabalhador dormia ao relento, sobre um estrado de cama sem colchão, exposto às intempéries.
Os três cerqueiros realizavam as atividades sob forte exposição ao sol, sem equipamentos de proteção individual adequados e sem alimentação suficiente para a jornada. No café da manhã, recebiam apenas café preto, sem qualquer alimento, apesar do esforço físico exigido pelo trabalho.
Após o resgate, a equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho apurou e garantiu o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias devidas aos quatro trabalhadores, homologando os respectivos termos de rescisão. Eles também receberam assistência para retornar às cidades de origem, todas localizadas em Mato Grosso.
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Local onde trabalhadores residiam. — Foto: Reprodução
A operação ainda resultou na formalização do vínculo empregatício de dez trabalhadores que atuavam de forma irregular nas propriedades fiscalizadas. A Auditoria-Fiscal informou que adotará as demais medidas administrativas cabíveis em relação às irregularidades constatadas.
Em nota, o chefe da Seção de Fiscalização da SRTE-MT, auditor-fiscal do Trabalho Amarildo Borges, destacou que o trabalho escravo contemporâneo frequentemente se manifesta por meio de condições degradantes de trabalho e alojamento.
Segundo ele, a atuação da fiscalização busca interromper essas violações, garantir os direitos dos trabalhadores e responsabilizar os empregadores pelas irregularidades identificadas.
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TCE vai auxiliar Várzea Grande na busca por solução para dívida bilionária de precatórios herdada de gestões anteriores

Tribunal de Contas apoiará medidas para reduzir o impacto dos precatórios nas contas públicas
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), garantiu nesta terça-feira (28) o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para buscar alternativas que ajudem a enfrentar a dívida de precatórios do município, estimada em mais de R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a criação de uma mesa técnica para discutir medidas que reduzam o impacto do passivo nas contas públicas.
Segundo Flávia, a dívida foi acumulada ao longo de décadas e exige atuação conjunta entre o Município, os órgãos de controle e o Judiciário para preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade dos serviços públicos. A prefeita destacou que, em um ano e meio de gestão, a administração já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que o Tribunal vai colaborar na construção de soluções para recuperar a capacidade financeira de Várzea Grande. Entre as medidas em discussão estão o apoio à aprovação de um projeto que autoriza acordos com credores e a análise de mudanças na distribuição do ICMS.
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