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Bombeiros resgatam três vítimas após batida e capotamento de caminhonetes no interior

Colisão ocorreu em Campo Novo do Parecis. Um dos motoristas sofreu fraturas graves e sangramento e foi levado ao hospital
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta terça-feira (28.7), três vítimas de um acidente de trânsito envolvendo duas caminhonetes na BR-364, nas proximidades da Fazenda Flamingo, em Campo Novo do Parecis (a 396 km de Cuiabá).
A equipe do 3º Núcleo Bombeiro Militar (3º NBM) foi acionada às 8h30, por meio do telefone de emergência 193, para atender a ocorrência. Conforme as informações iniciais, o acidente aconteceu quando uma das caminhonetes realizava uma conversão na pista e foi atingida pela outra.
Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram uma das caminhonetes sobre a pista de rolamento e a outra capotada às margens da rodovia, em meio à vegetação. Imediatamente, a equipe iniciou o atendimento pré-hospitalar às três vítimas.
Em uma das caminhonetes, um dos passageiros apresentava hemorragia e recebeu atendimento para controle do sangramento por meio de um curativo compressivo, além dos demais procedimentos de atendimento pré-hospitalar. O condutor do veículo estava consciente, orientado e relatava dores na região torácica.
Já o condutor da outra caminhonete apresentava desorientação, sangramento pela boca e pelo ouvido, fraturas nos membros inferiores e suspeita de fratura pélvica. Após serem estabilizadas, as três vítimas foram encaminhadas a uma unidade hospitalar, onde receberam atendimento médico especializado.
Agro Mato Grosso
Doce de caju e guaraná ralado passam a integrar lista de patrimônios culturais imateriais de Cuiabá

Leis reconhecem os produtos e seus modos de preparo como bens culturais do município e buscam preservar os conhecimentos transmitidos entre gerações.
O prefeito Abilio Brunini (PL) sancionou leis que reconhecem o doce de caju e o guaraná ralado, juntos com seus modos de preparo, como Patrimônios Culturais Imateriais de Cuiabá. Com a medida, os dois produtos passam a integrar a lista de bens culturais protegidos pelo município.
Segundo os projetos sancionados, o objetivo é buscar preservar os conhecimentos relacionados à produção e incentivar a continuidade dessas práticas. As propostas são de autoria da vereadora Maria Avallone (PSDB).
O guaraná ralado já havia sido reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso pela Lei Estadual nº 11.010/2019. Com a sanção da lei municipal, também passa a ter reconhecimento em Cuiabá.
O doce de caju também foi incluído na lista de patrimônios culturais imateriais do município. A vereadora Maria Avalone afirmou que as leis buscam preservar o modo de preparo do doce de caju e do guaraná ralado, além dos conhecimentos relacionados à produção transmitidos entre gerações.
Segundo a parlamentar, as leis também seguem as diretrizes do Plano Municipal de Cultura e preveem ações voltadas à preservação do patrimônio imaterial, ao turismo cultural e à economia criativa.
Agro Mato Grosso
Quatro trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazendas de MT

Operação realizada entre Tangará da Serra e Diamantino identificou alojamentos precários, falta de alimentação adequada e outras violações trabalhistas; dez vínculos empregatícios também foram regularizados.
Quatro trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo durante uma operação realizada em propriedades rurais localizadas na região dos municípios de Tangará da Serra e Diamantino (MT), entre os dias 19 e 24 de julho. A fiscalização ocorreu e contou com o apoio da Polícia Federal e da Justiça do Trabalho.
Durante a ação, Auditores-Fiscais do Trabalho identificaram diversas irregularidades trabalhistas e graves violações às normas de saúde e segurança. Em algumas propriedades, atividades em espaços confinados e trabalhos em altura foram interditados por apresentarem risco iminente à vida e à integridade física dos trabalhadores.
Os quatro resgatados — três cerqueiros e um vaqueiro — estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e moradia, situação caracterizada pela fiscalização como redução à condição análoga à de escravo, conforme a Instrução Normativa MTP nº 2/2021.
Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), os trabalhadores eram pagos por diária e viviam em alojamentos sem condições mínimas de segurança, higiene, conforto e descanso. Em um dos casos, um trabalhador dormia ao relento, sobre um estrado de cama sem colchão, exposto às intempéries.
Os três cerqueiros realizavam as atividades sob forte exposição ao sol, sem equipamentos de proteção individual adequados e sem alimentação suficiente para a jornada. No café da manhã, recebiam apenas café preto, sem qualquer alimento, apesar do esforço físico exigido pelo trabalho.
Após o resgate, a equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho apurou e garantiu o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias devidas aos quatro trabalhadores, homologando os respectivos termos de rescisão. Eles também receberam assistência para retornar às cidades de origem, todas localizadas em Mato Grosso.
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Local onde trabalhadores residiam. — Foto: Reprodução
A operação ainda resultou na formalização do vínculo empregatício de dez trabalhadores que atuavam de forma irregular nas propriedades fiscalizadas. A Auditoria-Fiscal informou que adotará as demais medidas administrativas cabíveis em relação às irregularidades constatadas.
Em nota, o chefe da Seção de Fiscalização da SRTE-MT, auditor-fiscal do Trabalho Amarildo Borges, destacou que o trabalho escravo contemporâneo frequentemente se manifesta por meio de condições degradantes de trabalho e alojamento.
Segundo ele, a atuação da fiscalização busca interromper essas violações, garantir os direitos dos trabalhadores e responsabilizar os empregadores pelas irregularidades identificadas.
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TCE vai auxiliar Várzea Grande na busca por solução para dívida bilionária de precatórios herdada de gestões anteriores

Tribunal de Contas apoiará medidas para reduzir o impacto dos precatórios nas contas públicas
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), garantiu nesta terça-feira (28) o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para buscar alternativas que ajudem a enfrentar a dívida de precatórios do município, estimada em mais de R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a criação de uma mesa técnica para discutir medidas que reduzam o impacto do passivo nas contas públicas.
Segundo Flávia, a dívida foi acumulada ao longo de décadas e exige atuação conjunta entre o Município, os órgãos de controle e o Judiciário para preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade dos serviços públicos. A prefeita destacou que, em um ano e meio de gestão, a administração já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que o Tribunal vai colaborar na construção de soluções para recuperar a capacidade financeira de Várzea Grande. Entre as medidas em discussão estão o apoio à aprovação de um projeto que autoriza acordos com credores e a análise de mudanças na distribuição do ICMS.
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