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7 de junho de 2026

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Mais de 70 pessoas foram presas em 2025 por fazer “gato” de energia em MT

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A Operação Energia Limpa prendeu 70 pessoas em Mato Grosso, nos últimos quatro meses, por envolvimento em furtos de energia elétrica. A ação é conduzida pela Energisa Mato Grosso em parceria com forças de segurança e tem ampliado a fiscalização contra ligações clandestinas em várias regiões do estado.

Desde janeiro, entre os detidos, sete são os chamados “gateiros”, responsáveis por executar tecnicamente as fraudes na rede elétrica. De acordo com a concessionária, esse grupo tem papel central no esquema, já que cada atuação pode atender diversos pontos ilegais ao mesmo tempo.

Um dos casos recentes ocorreu em Cuiabá, onde um gateiro foi preso em flagrante enquanto realizava uma ligação irregular em um restaurante japonês. A ocorrência reforça que a prática não se limita a residências e também atinge estabelecimentos comerciais e outros setores.

As ações, realizadas semanalmente, buscam atingir toda a cadeia do crime, tanto quem realiza quanto quem se beneficia das ligações ilegais. Segundo a Energisa, a estratégia tem ajudado a reduzir a reincidência e dificultar novas fraudes.

De acordo com o gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, a prisão de um gateiro pode impedir várias irregularidades ao mesmo tempo, contribuindo para a segurança da rede e a qualidade do fornecimento de energia.

Além de ilegal, o furto de energia representa risco à população. As ligações clandestinas podem causar sobrecarga, curtos-circuitos, incêndios e interrupções no fornecimento.

A operação utiliza cruzamento de dados técnicos e denúncias para identificar fraudes. O crime está previsto no Código Penal, com pena de até quatro anos de reclusão.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 190 e 181, além dos canais da Energisa.

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.

A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.

A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.

“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.

Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.

Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.

Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.

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Agro Mato Grosso

Grávida e outras duas pessoas morrem em batida entre carro e moto na MT-240

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Polícia Civil incinera mais de meia tonelada de maconha em Porto Alegre do Norte

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Mais de meia tonelada de maconha foram incineradas pela Polícia Civil de Mato Grosso, na manhã deste sábado (6.6), no município de Porto Alegre do Norte.

A destruição do material ilícito ocorreu em uma cerâmica após representação da Delegacia de Polícia de Porto Alegre do Norte, com manifestação favorável do Ministério Público e deferimento do Poder Judiciário da Comarca local.

O ato de incineração realizado pela equipe da Polícia Civil, foi acompanhado pelos representantes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Ministério Público Estadual e Vigilância Sanitária Municipal.

Conforme a delegada de Porto Alegre do Norte, Marcella Andrade Vieira Morisco, o carregamento estava sendo transportado em um veículo e foi apreendido na quinta-feira (4) pela Polícia Militar.

Na ação dois suspeitos foram presos em flagrante e autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

“A incineração faz-se necessária em razão de questões de segurança institucional e operacional, considerando os riscos inerentes à manutenção dessas substâncias sob guarda nas dependências da Delegacia de Polícia, bem como ocorreu em conformidade com a legislação vigente”, destacou a delegada Marcella.

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Agro MT