Business
Curso do Senar ensina integração entre apicultura e soja

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou o curso online e gratuito “Integração entre Apicultura e Sojicultura”, desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja e a Basf. A capacitação está disponível na plataforma Senar Play.
Nesse sentido, a iniciativa reúne práticas voltadas à convivência entre a produção de soja e a apicultura, com foco na conservação de polinizadores e no aumento da produtividade no campo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Base técnica e resultados no campo
O conteúdo do curso é resultado de um projeto de pesquisa conduzido ao longo de três safras, que validou práticas de integração entre sojicultores e apicultores. O trabalho também deu origem à cartilha “Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura”, disponível gratuitamente na plataforma.
Segundo o assessor técnico do Senar, Vilton Jr., a proposta é levar ao produtor técnicas que impactam diretamente o sistema produtivo. “Este curso contribui diretamente para o sistema produtivo, ao apresentar técnicas de integração entre apicultura e sojicultura que impactam positivamente a produtividade das lavouras de soja”, afirma.
Ele destaca ainda que os apicultores também são beneficiados com uma safra adicional, gerando renda com o mel da florada da soja. “Além dos ganhos econômicos, também há um benefício ambiental, com a promoção de uma convivência mais harmoniosa entre agricultores e apicultores”, completa.
Integração e sustentabilidade
De acordo com a Basf, a iniciativa está alinhada ao avanço de modelos mais integrados de produção. O gerente de Stewardship e Sustentabilidade da empresa, Maurício do Carmo Fernandes, afirma que o treinamento traduz conhecimento técnico em soluções aplicáveis no campo.
Para o pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, o curso reforça a transferência de tecnologia ao produtor e contribui para decisões mais seguras, especialmente no contexto do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
O pesquisador ressalta a importância do diálogo entre produtores e apicultores, principalmente em áreas próximas. “O diálogo entre as partes deve envolver tanto o sistema de produção utilizado pelo agricultor quanto o manejo das abelhas, especialmente quando uma dessas ações impacta a outra”, afirma.
Impacto das abelhas na produtividade
Estudos da Embrapa indicam que a presença de abelhas pode elevar a produção de soja em média 13%, além de contribuir para sistemas produtivos mais sustentáveis.
Conteúdo e público-alvo
Com carga horária de 16 horas, o curso é dividido em cinco módulos: relação entre defensivos agrícolas e abelhas; boas práticas agrícolas; boas práticas na pulverização; boas práticas apícolas; e boas práticas de comunicação.
Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos, técnicas de aplicação e a comunicação entre agricultores e apicultores, especialmente em períodos de pulverização.
A capacitação é voltada a produtores rurais, trabalhadores e prestadores de serviços do setor agropecuário e da apicultura. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos.
O post Curso do Senar ensina integração entre apicultura e soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
O Brasil precisa voltar a discutir estoques públicos de alimentos

Durante muito tempo, falar em estoque público de alimentos parecia assunto ultrapassado. O Brasil produzia bem, exportava cada vez mais e a sensação era de que sempre haveria comida suficiente. Mas o cenário mudou.
Hoje, muitos produtores rurais estão reduzindo o uso de fertilizantes simplesmente porque o crédito não chega mais com facilidade. Em várias regiões, o agricultor já faz conta para decidir onde cortar custo e sobreviver à próxima safra. E quando o campo reduz investimento em adubação, tecnologia e manejo, normalmente a consequência aparece depois: produtividade menor e maior risco de quebra.
Isso acontece justamente em um momento delicado para a agricultura mundial.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Com El Niño ou sem El Niño, os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção. Secas prolongadas, excesso de chuva, geadas fora de época e ondas de calor estão afetando safras em várias partes do mundo. A previsibilidade climática, tão importante para quem produz alimentos, ficou muito menor.
Ao mesmo tempo, guerras continuam pressionando energia, fertilizantes, logística e custos globais. Basta lembrar o que aconteceu nos últimos anos para perceber como rapidamente o abastecimento pode entrar em tensão quando há conflito internacional ou crise econômica.
Existe ainda outro ponto que pouca gente gosta de discutir, mas que precisa ser encarado com seriedade. Diversos cientistas e organismos internacionais alertam que uma nova pandemia global pode surgir a qualquer momento. A pandemia da COVID-19 deixou claro como cadeias de abastecimento podem ser interrompidas em poucos dias.
Diante desse cenário, o Brasil precisa voltar a discutir segurança alimentar de forma prática e estratégica.
E isso inclui a retomada de estoques públicos de alimentos.
Não se trata de interferir no mercado ou substituir a iniciativa privada. Trata-se de criar mecanismos mínimos de proteção para momentos de crise, evitando desabastecimento, explosões de preços e insegurança alimentar.
Grandes países fazem isso há décadas.
A China mantém enormes estoques estratégicos. A Índia trabalha fortemente com armazenamento público para garantir abastecimento interno. Os Estados Unidos possuem políticas permanentes de proteção agrícola e alimentar. Nenhuma potência trata comida apenas como mercadoria comum.
O Brasil, apesar de ser uma das maiores potências agrícolas do planeta, abandonou boa parte dessa discussão.
E existe um detalhe importante: produzir muito não significa automaticamente garantir abastecimento estável. Sem planejamento estratégico, até países altamente produtivos ficam vulneráveis a choques climáticos, crises econômicas ou problemas logísticos.
Por isso, talvez tenha chegado a hora de recolocar o tema no centro do debate nacional.
Discutir estoques reguladores modernos, transparentes e técnicos para alimentos essenciais como arroz, feijão, milho e trigo não é retrocesso. É prudência.
Porque o mundo está ficando mais instável.
E segurança alimentar não é apenas uma pauta do agro. É uma questão de soberania nacional.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O post O Brasil precisa voltar a discutir estoques públicos de alimentos apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Estudo analisa seguro rural em 7 países e traz dicas de modelos ao Brasil

Um novo estudo do Observatório do Crédito e Seguro Rural (OCSR), do FGV Agro, analisa os sistemas de seguro rurais em sete países: Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Índia, México e Peru.
Os resultados mostram que embora todos reconheçam a importância da ferramenta para mitigar as perdas climáticas e estabilizar as rendas agrícolas, existem diferenças substanciais nos modelos operacionais de cada nação analisada.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o programa federal combina operação privada, forte subsídio ao prêmio, custeio administrativo e suporte público ao resseguro. O resultado é uma cobertura próxima de 90% da área das principais culturas.
Já na Espanha, o sistema se apoia em parceria público-privada. Para o OCSR, essa governança compartilhada demonstra que a previsibilidade institucional e a coordenação entre Estado, seguradoras e produtores são tão importantes quanto o volume do subsídio financeiro.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A Índia, por sua vez, foca na inclusão com intensa intervenção estatal, assumindo a maior parte do prêmio. O programa atinge fortemente pequenos agricultores, embora enfrente alta complexidade operacional. Em contrapartida, o Observatório aponta que modelos com menor apoio mostram fortes fragilidades sistêmicas.
No México, a retirada dos subsídios reduziu a área segurada de mais de 50% para cerca de 16%, colapsando o sistema.
A Argentina conta com um mercado privado focado em granizo, o que resulta em baixa penetração de seguros multirrisco e severa dependência de ações emergenciais pelo governo pós-desastre.
Veja o resumo de todos os países analisados na tabela abaixo:

De acordo com os autores do estudo e pesquisadores do OCSR do FGV Agro, Renato Buranello e Anna Cortelin, o seguro rural tende a se fortalecer quando integrado como política pública estruturada.
“O seguro rural é um instrumento estratégico viável e valioso, desde que apoiado e bem desenhado. Os países que hoje colhem os benefícios da ampla cobertura securitária no campo, investiram nisso ao longo de décadas, aprendendo com os seus erros e aprimorando seus modelos”, declaram.
Segundo eles, para o Brasil fica a recomendação de que é preciso desenvolver um marco institucional claro; garantir apoio orçamentário compatível, envolver seguradoras privadas e agricultores na solução; começar cobrindo os riscos catastróficos-chave e públicos prioritários (pequenos agricultores) e expandir gradualmente.
“O seguro rural não evita desastres, mas mitiga seus impactos, permitindo que a agricultura seja mais resiliente e sustentável diante dos atuais desafios climáticos e do mercado”, concluem.
Lição ao Brasil
O estudo considera que a principal lição global é que o Brasil não deve opor Estado e mercado, mas coordenar suas funções.
“O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é o instrumento adequado para induzir a transferência de risco às seguradoras e resseguradoras, enquanto o Proagro cumpre uma função pública vital vinculada ao crédito, especialmente para pequenos produtores. O desafio é alinhar esses instrumentos para evitar sobreposições e alta pressão fiscal”, dizem os autores.
O estudo considera que, para funcionar, o PSR precisa urgentemente de previsibilidade orçamentária, já que sem um calendário financeiro estável de liberação de recursos, a instabilidade encarece a operação e impede a consolidação do mercado.
“O Proagro, por sua vez, deve ser uma camada pública bem focalizada, sustentada por bases técnicas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).”
Além disso, o estudo considera ser indispensável a estruturação de uma camada catastrófica, a exemplo do uso do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural. “Sem isso, o sistema continuará oscilando entre falta de subvenção em anos normais e um forte impacto aos cofres públicos durante grandes desastres climáticos.”
O estudo completo pode ser acessado aqui.
O post Estudo analisa seguro rural em 7 países e traz dicas de modelos ao Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produção de eucalipto salta quase 15% em São Paulo e VPA chega perto de R$ 3 bilhões

Principal espécie da silvicultura de São Paulo, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado, com área superior a 1 milhão de hectares cultivados.
Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) divulgados na última quarta-feira (3) mostram que a cultura vive um momento de expansão em solo paulista: aumento de 14,6%% na produção em 2025 (23,9 milhões de metros cúbicos), com Valor da Produção Agropecuária (VPA) fechado em R$ 2,9 bilhões.
O cultivo da espécie abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira, além da utilização na produção de óleos essenciais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
As regiões que mais se destacam no cultivo do eucalipto em São Paulo são o sudoeste paulista, o centro-oeste e o Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.
Balança comercial do agro
O produtos florestais ocupam a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$ 1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total dos embarques, com a celulose respondendo por 66,3% e o papel por 27,9% desta participação.
A presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo, Fernanda Abilio, ressalta que a indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto.
“O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais.”
De acordo com Fernanda, além da produção e exportação, o eucalipto também tem sido aliado no desenvolvimento do agro paulista, principalmente na relação da espécie com o sistema Integração Pecuária, Lavoura e Floresta (ILPF).
Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem-estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.
O post Produção de eucalipto salta quase 15% em São Paulo e VPA chega perto de R$ 3 bilhões apareceu primeiro em Canal Rural.
Business19 horas ago‘Discriminação e profundo desrespeito’: Faesp repudia veto da UE a produtos brasileiros
Agro Mato Grosso23 horas agoAcidente entre três veículos deixa 06 mortos e dois feridos na MT-358
Business16 horas agoEstudo analisa seguro rural em 7 países e traz dicas de modelos ao Brasil
Featured23 horas agoDesenvolve MT oferece linha milionária de crédito para impulsionar a infraestrutura do turismo
Featured24 horas agoLadrão de caminhão pula de ponte para fugir da PM, atira em si mesmo por acidente e acaba preso
Featured22 horas agoForça-tarefa faz varredura em boates de Cuiabá para cobrar segurança e acessibilidade
Featured18 horas agoPM e PRF acham 27 kg de ‘supermaconha’ escondidos no teto de caminhão em Água Boa
Featured19 horas agoPolícia prende em Cuiabá mulher procurada por tortura e morte de jovem encontrado carbonizado
















