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7 de junho de 2026

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Socorro 36% mais rápido: Parceria entre Samu e Bombeiros amplia atendimentos em MT

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Chamadas para 192 e 193 agora são unificadas no Ciosp; sistema garante envio da ambulância mais próxima da ocorrência

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

Com Assessoria 

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Europa confirma veto à carne brasileira e medida pode impactar exportações de Mato Grosso

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A União Europeia oficializou a suspensão das importações de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. A restrição passa a valer em 3 de setembro e foi confirmada em publicação no Diário Oficial do bloco europeu na última sexta-feira (5).

A decisão havia sido anunciada há cerca de um mês, pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Agora, o Brasil foi oficialmente retirado da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os mercados europeus.

Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias do bloco, especialmente em relação ao uso de medicamentos antimicrobianos para tratamento e prevenção de doenças em animais.

Embora o governo federal tenha proibido parte dessas substâncias em abril, os europeus entenderam que ainda são necessárias medidas adicionais de controle, rastreabilidade e certificação para comprovar o cumprimento integral das regras.

Vai atingir Mato Grosso?

A medida pode atingir diretamente estados exportadores como Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país e importante fornecedor para o mercado internacional. A União Europeia figura entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente em valor agregado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que mantém o posicionamento divulgado anteriormente, destacando que o Brasil possui um dos sistemas de inspeção agropecuária mais robustos do mundo e atende às exigências sanitárias de mais de 170 países. A entidade também informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura na adaptação dos protocolos exigidos pelas autoridades europeias.

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Anota aí: veja quando o Brasil entra em campo na Copa do Mundo

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Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos em estádios dos Estados Unidos

A contagem regressiva já começou. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 13 de junho, diante do Marrocos, em partida marcada para as 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Integrante do Grupo C, o Brasil ainda terá pela frente o Haiti e a Escócia na fase de grupos. A expectativa é de que a equipe comandada por Carlo Ancelotti avance às fases eliminatórias em busca de mais um título mundial.

O treinador já definiu os 26 jogadores convocados para a competição. Entre os nomes estão Alisson, Weverton e Ederson no gol; Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer e Danilo na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; além de Vinicius Júnior, Raphinha, Endrick e Neymar no ataque.

Agora é separar a camisa amarela, ajustar os compromissos e reservar espaço na agenda para acompanhar os jogos da Seleção.

Confira os confrontos do Brasil na fase de grupos:

Brasil x Marrocos
13 de junho
19h (horário de Brasília)
MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Brasil x Haiti
19 de junho
21h30 (horário de Brasília)
📍 Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)

Brasil x Escócia
24 de junho
⏰ 19h (horário de Brasília)
📍 Hard Rock Stadium, Miami (EUA)

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.

A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.

A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.

“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.

Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.

Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.

Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.

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