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Sema embarga sistema de esgoto clandestino que despejava resíduos em córrego de MT

Fiscalização em Mirassol D’Oeste flagrou descarte de limpa-fossa em rede pluvial; poluição ameaça bacia do Rio Paraguai
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste. De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional. Com Assessoria
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Europa confirma veto à carne brasileira e medida pode impactar exportações de Mato Grosso

A União Europeia oficializou a suspensão das importações de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. A restrição passa a valer em 3 de setembro e foi confirmada em publicação no Diário Oficial do bloco europeu na última sexta-feira (5).
A decisão havia sido anunciada há cerca de um mês, pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Agora, o Brasil foi oficialmente retirado da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os mercados europeus.
Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias do bloco, especialmente em relação ao uso de medicamentos antimicrobianos para tratamento e prevenção de doenças em animais.
Embora o governo federal tenha proibido parte dessas substâncias em abril, os europeus entenderam que ainda são necessárias medidas adicionais de controle, rastreabilidade e certificação para comprovar o cumprimento integral das regras.
Vai atingir Mato Grosso?
A medida pode atingir diretamente estados exportadores como Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país e importante fornecedor para o mercado internacional. A União Europeia figura entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente em valor agregado.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que mantém o posicionamento divulgado anteriormente, destacando que o Brasil possui um dos sistemas de inspeção agropecuária mais robustos do mundo e atende às exigências sanitárias de mais de 170 países. A entidade também informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura na adaptação dos protocolos exigidos pelas autoridades europeias.
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Anota aí: veja quando o Brasil entra em campo na Copa do Mundo

Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos em estádios dos Estados Unidos
A contagem regressiva já começou. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 13 de junho, diante do Marrocos, em partida marcada para as 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Integrante do Grupo C, o Brasil ainda terá pela frente o Haiti e a Escócia na fase de grupos. A expectativa é de que a equipe comandada por Carlo Ancelotti avance às fases eliminatórias em busca de mais um título mundial.
O treinador já definiu os 26 jogadores convocados para a competição. Entre os nomes estão Alisson, Weverton e Ederson no gol; Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer e Danilo na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; além de Vinicius Júnior, Raphinha, Endrick e Neymar no ataque.
Agora é separar a camisa amarela, ajustar os compromissos e reservar espaço na agenda para acompanhar os jogos da Seleção.
Confira os confrontos do Brasil na fase de grupos:
Brasil x Marrocos
13 de junho
19h (horário de Brasília)
MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
Brasil x Haiti
19 de junho
21h30 (horário de Brasília)
📍 Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Brasil x Escócia
24 de junho
⏰ 19h (horário de Brasília)
📍 Hard Rock Stadium, Miami (EUA)
Agro Mato Grosso
Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.
Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.
A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.
A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.
“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.
Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.
Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.
Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.
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