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7 de junho de 2026

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Museu de História Natural de MT recebe 2 mil pessoas para encontro intercultural indígena

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Programação gratuita entre 23 e 24 de abril reúne cinco etnias e foca na troca de saberes ancestrais com estudantes da rede pública

Com o tema “O futuro é ancestral”, a 12ª edição do Encontro Intercultural Indígena, no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), em Cuiabá, deve atrair mais de 2 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública de ensino. O espaço vai reunir, entre 23 e 24 de abril, povos originários de várias etnias mato-grossenses em uma intensa troca de saberes, vivências e conexões.

Serão dois dias com danças, músicas, cantos de acolhida, mitos de origem, práticas culturais e conhecimentos ancestrais que reafirmam o papel do Museu de História Natural como território de escuta, valorização cultural e intercâmbio entre tradições.

 

Legenda – 10º Encontro Indígena, realizado no Museu de História Natural de Mato Grosso, em 2023. – Créditos – Mellissa Rocha – Acervo do Museu de História Natural

Participam estudantes e lideranças indígenas em uma programação com rodas de conversa, oficinas e apresentações culturais. A presença de moradores das comunidades indígenas dos povos Balatiponé-Umutina, Iny-Karajá, Kurã Bakairi, Bóe Bororo e Xavante transforma o encontro em um espaço legítimo de troca, que fortalece o diálogo intercultural e a valorização das identidades.

Realizado em um mês simbólico para a causa, com o Dia dos Povos Indígenas celebrado em 19 de abril, o evento no Museu de História Natural de Mato Grosso, gerido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), conta com parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A iniciativa reforça a importância da diversidade cultural, da luta por direitos e da visibilidade das pautas indígenas.

O tema “O futuro é ancestral” representa a relevância dos saberes tradicionais diante dos desafios contemporâneos. “Os conhecimentos dos povos originários são fundamentais para pensar soluções para problemas atuais, como as mudanças climáticas, pois seus modos de vida respeitam a sustentabilidade dos ecossistemas”, destaca o coordenador de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso da Seduc, Lucas de Albuquerque Oliveira.

Programação

Créditos – Helena Carezomaé

A programação é gratuita e extensa. No dia 23 de abril, o evento inicia às 8h30, com mesa de abertura, seguida por apresentações culturais com danças, músicas e cantos dos povos Iny, Kurã Bakairi, Bóe Bororo e Xavante.

Na sequência, às 9h30, está prevista uma roda de conversa com abordagem de temas como história dos povos, educação indígena, mitos de origem e saberes ancestrais.

Às 10h20, o público participa de oficinas práticas que incluem pintura corporal, saberes tradicionais e expressões culturais. Após o almoço, a programação segue no período vespertino, a partir das 14h, com novas apresentações culturais, roda de conversa às 14h30 e oficinas às 15h30, encerrando o dia com lanche às 16h e jantar às 18h30.

No dia 24 de abril, a programação continua com apresentações culturais a partir das 8h30, seguidas de roda de conversa às 9h e oficinas às 10h. Após o almoço, as atividades retornam às 14h com apresentações culturais, roda de conversa às 14h30 e oficinas às 15h30. O encerramento está previsto para as 18h, seguido de jantar às 18h30.

Para se inscrever basta se cadastrar neste link: https://www.sympla.com.br/evento/xii-encontro-intercultural-indigena-no-museu-de-historia-natural-de-mato-grosso/3386467

Serviço

Legenda – Estudante em visita ao Museu de História Natural de Mato Grosso – Créditos – Mayke Toscano/Secom-MT

O Museu de História Natural de Mato Grosso está localizado na avenida Manoel José de Arruda, 2000 – Jardim Europa, ou Beira Rio, às margens do rio Cuiabá. O espaço abriga acervos de paleontologia e arqueologia na histórica Casa Dom Aquino, consolidando-se como um importante espaço de educação, ciência e cultura no Estado. O local funciona de terça a domingo, das 8h às 18h, com exposições permanentes, temporárias e itinerantes.

Os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia), com gratuidade aos domingos e feriados. Para acompanhar a programação completa e participar das atividades, os interessados podem acessar o Instagram @museuhistorianaturalmt, ou entrar em contato pelo telefone (65) 99686-7701.

Com Assessoria 



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Europa confirma veto à carne brasileira e medida pode impactar exportações de Mato Grosso

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A União Europeia oficializou a suspensão das importações de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. A restrição passa a valer em 3 de setembro e foi confirmada em publicação no Diário Oficial do bloco europeu na última sexta-feira (5).

A decisão havia sido anunciada há cerca de um mês, pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Agora, o Brasil foi oficialmente retirado da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os mercados europeus.

Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias do bloco, especialmente em relação ao uso de medicamentos antimicrobianos para tratamento e prevenção de doenças em animais.

Embora o governo federal tenha proibido parte dessas substâncias em abril, os europeus entenderam que ainda são necessárias medidas adicionais de controle, rastreabilidade e certificação para comprovar o cumprimento integral das regras.

Vai atingir Mato Grosso?

A medida pode atingir diretamente estados exportadores como Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país e importante fornecedor para o mercado internacional. A União Europeia figura entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente em valor agregado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que mantém o posicionamento divulgado anteriormente, destacando que o Brasil possui um dos sistemas de inspeção agropecuária mais robustos do mundo e atende às exigências sanitárias de mais de 170 países. A entidade também informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura na adaptação dos protocolos exigidos pelas autoridades europeias.

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Anota aí: veja quando o Brasil entra em campo na Copa do Mundo

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Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos em estádios dos Estados Unidos

A contagem regressiva já começou. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 13 de junho, diante do Marrocos, em partida marcada para as 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Integrante do Grupo C, o Brasil ainda terá pela frente o Haiti e a Escócia na fase de grupos. A expectativa é de que a equipe comandada por Carlo Ancelotti avance às fases eliminatórias em busca de mais um título mundial.

O treinador já definiu os 26 jogadores convocados para a competição. Entre os nomes estão Alisson, Weverton e Ederson no gol; Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer e Danilo na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; além de Vinicius Júnior, Raphinha, Endrick e Neymar no ataque.

Agora é separar a camisa amarela, ajustar os compromissos e reservar espaço na agenda para acompanhar os jogos da Seleção.

Confira os confrontos do Brasil na fase de grupos:

Brasil x Marrocos
13 de junho
19h (horário de Brasília)
MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Brasil x Haiti
19 de junho
21h30 (horário de Brasília)
📍 Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)

Brasil x Escócia
24 de junho
⏰ 19h (horário de Brasília)
📍 Hard Rock Stadium, Miami (EUA)

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.

A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.

A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.

“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.

Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.

Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.

Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.

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