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21 de maio de 2026

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Embrapa aposta em planta para recuperar solos no cultivo de arroz e feijão

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Foto: Leandro Pimenta

A Embrapa Arroz e Feijão vem trabalhando com plantas leguminosas para aprimorar o cultivo do arroz irrigado e do feijão, a fim de recuperar a qualidade de solos. A planta do gênero Sesbania mostrou-se bastante promissora, apresentando potencial para beneficiar e agregar qualidade ao solo.

De acordo com o técnico da Embrapa, Leandro Pimenta, o cultivo vem sendo conduzido há cerca de dez anos na Fazenda Palmital, área onde são estabelecidos os experimentos de melhoramento de arroz irrigado.

Leandro conta que, no local, essas leguminosas vêm sendo plantadas em rotação com arroz, sendo observado reflexo positivo no desempenho da cultura.“Visualmente, a lavoura de arroz fica com uma aparência melhor ao ser cultivada em áreas que tinham Sesbania”, disse.

Segundo ele, essa constatação vem ao encontro da literatura científica, que aponta que o gênero Sesbania é capaz de aumentar a matéria orgânica e fixar nitrogênio ao solo, tendo potencial para incrementar a produtividade do arroz e reduzir a dependência por fertilizantes nitrogenados importados, que oneram custos de produção.

“Essas plantas são um verdadeiro achado, pois é muito difícil ter leguminosas que desenvolvam bem em ambientes com solos encharcados”, complementou Leandro.

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Processo

Conforme o técnico, para avaliar o impacto do cultivo de Sesbania sobre o arroz em áreas irrigadas, será preciso fazer testes com medições apuradas, por exemplo, para a produtividade de grãos.

Nesse caso, quantidade e qualidade de matéria orgânica agregada ao solo, bem como outros fatores como: supressão de doenças e plantas daninhas, incremento na atividade microbiana e possível efeito biorremediador do solo, em diferentes locais que representem os ambientes produtivos.

Leandro explicou que o trabalho com leguminosas do gênero Sesbania já permitiu acumular muita informação sobre o sistema de cultivo.

O estabelecimento ocorre com semeadora ou a lanço, a depender da facilidade de operacionalização, no começo da safra de verão, por volta de outubro a novembro de cada ano, utilizando aproximadamente 15 kg ha-1 (quilos por hectare) de sementes previamente escarificadas.

Pode ser preciso, na fase inicial, fazer uma aplicação de graminicida pós-emergente. Após um período aproximado de 110 dias, na floração, as leguminosas são incorporadas ao solo por meio do equipamento rolo-faca, resultando em torno de 60 toneladas de massa verde por hectare, da parte aérea, adicionada ao solo.

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Reparação e descontaminação

Uma virtude adicional de Sesbania é que se trata de um gênero de plantas reconhecido nas investigações científicas como capaz de melhorar e contribuir para recuperação funcional dos solos.

Em situações como nas enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul, onde houve a destruição de lavouras de arroz irrigado por inundação, Sesbania tem potencial para resgate da qualidade do solo, do ponto de vista químico, físico e biológico, favorecendo o retorno à atividade orizícola.

Pode-se também pensar no uso de Sesbania para ajudar na reparação de solos contaminados com rejeitos de mineração, como no caso do rompimento da barragem de Mariana (MG), que impactou a Bacia do Rio Doce.

Há relatos científicos que Sesbania pode absorver do solo elementos químicos tóxicos que, ao serem retirados, ficam na parte aérea da planta, que pode ser cortada e destinada apropriadamente, pois requer monitoramento e destinação adequada da biomassa.

Além disso, mesmo quando a retirada total do metal não é alta, Sesbania pode contribuir por outra via importante: a fitoestabilização, ou seja, a capacidade de reduzir a mobilidade desses elementos no ambiente.

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Por crescer rápido e produzir muita biomassa, a planta ajuda a cobrir e proteger o solo, diminuindo erosão e carreamento de partículas para cursos d’água; ao mesmo tempo, raízes e matéria orgânica podem favorecer a imobilização de metais na zona radicular, reduzindo a disponibilidade imediata no sistema solo–água–planta.

Próximos objetivos

Em relação ao resgate de passivos ambientais ou para aprimorar o cultivo do arroz em áreas irrigadas por inundação, há a possibilidade de elaboração de projetos de pesquisa para testar o potencial de Sesbania sp., o que deve ser o próximo passo dos especialistas da Embrapa.

O pesquisador Mabio Lacerda, da Embrapa Arroz e Feijão, informou que estão sendo elaborados protocolos de pesquisa para a condução de testes que meçam o impacto de Sesbania em sistemas agrícolas com arroz e feijão, dentre outras culturas.

“Pretendemos escolher regiões no Brasil para os experimentos, realizando a caracterização do solo, a estratificação de ambientes e o delineamento de ensaios que permitam obter dados para avaliar as relações solo-planta-grão” conta Mabio Lacerda.

Ele ainda esclarece que, posteriormente, o objetivo é recomendar cultivares de arroz e de feijão, além da melhor forma de manejar as lavouras e plantas condicionadoras de solo como Sesbania.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Embrapa apresenta tecnologias e cultivares no Dia Internacional da AgroBrasília 2026

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participou nesta quarta-feira (20) do Dia Internacional da AgroBrasília 2026, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no Distrito Federal, com palestra do chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, e exposição de tecnologias voltadas à produção agropecuária. Segundo a organização, o encontro reuniu mais de 100 embaixadores e adidos agrícolas e comerciais de cerca de 30 países, além de representantes de organismos internacionais.

Durante a apresentação, Werneck destacou a evolução da agricultura brasileira desde a década de 1970, associando o avanço da produção ao uso de ciência, tecnologia, capacitação e políticas públicas. Segundo ele, em 48 anos, a produção agropecuária brasileira foi multiplicada em mais de cinco vezes, enquanto a área cresceu 2,4 vezes, com ganho de produtividade próximo de três vezes.

O dirigente afirmou que esse aumento de eficiência reduziu a necessidade de expansão territorial. De acordo com a Embrapa, para produzir o volume atual com a tecnologia disponível há 50 anos, seria necessária a incorporação de mais 120 milhões de hectares ao sistema produtivo. Werneck também informou que, em 2025, cada real investido na empresa retornou R$ 27 à sociedade, dado apresentado pela instituição durante o evento.

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Na AgroBrasília 2026, a Embrapa lançou duas cultivares de trigo tropical, BRS Cracker e BRS Savana, e uma cultivar de cebola, BRS Belatriz. Também fez o pré-lançamento da soja convencional BRS 7583, descrita pela empresa como material de alta produtividade e resistência a nematoides. A vitrine tecnológica ainda reuniu materiais de arroz, feijão, café, girassol, sorgo, forrageiras, hortaliças, maracujá e pitaya, além de bovinos de corte e leite com melhoramento genético.

O evento foi promovido pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) e incluiu participação de representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), da Secretaria de Relações Internacionais do Distrito Federal e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para o setor, a agenda reforça a conexão entre pesquisa, assistência técnica e adoção de tecnologias com potencial de elevar produtividade e adaptação dos sistemas de produção.

A programação também indicou prioridade para temas como sustentabilidade, transição energética, mudanças climáticas e inclusão digital no campo. O efeito prático dessas tecnologias sobre produtividade, custo e adoção em larga escala dependerá do desempenho dos materiais nas diferentes regiões e das estratégias de transferência de tecnologia aos produtores.

Fonte: embrapa.br

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Pesquisa identifica duas novas espécies de minhocas em áreas produtivas de São Paulo

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Duas novas espécies de minhocas foram identificadas na Fazenda Canchim, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), em áreas de sistemas integrados de produção, pastagens e milho irrigado sob plantio direto. A descrição foi publicada em abril na revista Zootaxa. Segundo os pesquisadores, o registro amplia o inventário da fauna nativa brasileira e ajuda a relacionar a biodiversidade do solo à intensidade do manejo agrícola.

As espécies descritas são Fimoscolex bernardii sp. nov. e Glossoscolex canchim sp. nov., ambas da família Glossoscolecidae. O trabalho foi assinado por Marie Luise Carolina Bartz, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), George Brown, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Florestas, e Lilianne Maia Bruz, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A coleta ocorreu em áreas com integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), integração lavoura-pecuária (ILP), integração pecuária-floresta (IPF), pastagem extensiva, pastagem intensiva e cultura anual sob plantio direto. Os exemplares foram retirados manualmente, contados, separados e analisados com base em características externas e estruturas anatômicas internas.

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De acordo com os autores, as minhocas são bioindicadoras da qualidade e da saúde do solo por serem sensíveis a mudanças no manejo. Esses organismos atuam na abertura de canais, na fragmentação de resíduos vegetais, no transporte de microrganismos e na mistura de matéria orgânica com minerais, processos ligados às propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.

Segundo George Brown, espécies nativas costumam estar associadas a ambientes menos perturbados, enquanto formas exóticas tendem a predominar em solos manejados. Por isso, o registro de espécies nativas em sistemas integrados e em áreas de produção é considerado relevante para o monitoramento da sustentabilidade a longo prazo.

O Brasil tem cerca de 336 espécies de minhocas descritas, mas estimativas apontam a possibilidade de mais de 1.400 espécies no país. Os pesquisadores destacam que a composição taxonômica da fauna nativa ainda é pouco documentada, especialmente em áreas de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, como a região de São Carlos.

Para a pesquisa, a presença dessas espécies em áreas produtivas indica que sistemas conservacionistas, como integração de lavoura e pecuária e plantio direto, podem favorecer a manutenção da biodiversidade edáfica. Os autores ressaltam, no entanto, que são necessários estudos de longo prazo para acompanhar a persistência dessas populações e detalhar sua relação com o uso da terra e o manejo do solo.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa destaca cultivares, forrageiras e soluções digitais na AgroBrasília 2026

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concentrou, nos primeiros dias da AgroBrasília 2026, uma agenda técnica com apresentação de cultivares, forrageiras, ferramentas digitais e cooperação internacional. A programação, iniciada na segunda-feira (19), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, incluiu visita de pesquisadores da Etiópia, lançamento de livro sobre transferência de tecnologia e debates sobre pecuária e assistência técnica.

A missão do Ethiopian Institute of Agricultural Research (EIAR) percorreu a vitrine tecnológica da Embrapa com foco em intercâmbio científico e cooperação de longo prazo. A delegação conheceu materiais como a cebola BRS Belatriz, a mandioca de mesa BRS 429, cultivares de feijão, trigo tropical, soja, forrageiras e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária.

Na quarta-feira (20), a Embrapa lançou o livro “Transferência de Tecnologia e Inovação da Embrapa: Situação atual, experiências de sucesso e perspectivas”, com casos dos 43 centros de pesquisa da empresa. Segundo os organizadores, a publicação recebeu 160 propostas e foi estruturada em 11 temas ligados à inovação, negócios e difusão tecnológica.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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No debate sobre assistência técnica, a empresa informou a integração de soluções como e-Campo, Ater+Digital, Agritempo e Zarc Plantio Certo à plataforma Meu Imóvel Rural. De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta já avança na conexão com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), permitindo indicar janelas de plantio com base na localização da propriedade. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) informou ainda que a plataforma Minha Ater Digital oferece oito trilhas de capacitação, com meta de atender 10 mil extensionistas no Brasil e 1.500 em países africanos.

Na pecuária, a Embrapa Cerrados destacou que o Distrito Federal tem 110 mil hectares de pastagens e que 64 mil hectares apresentam algum nível de degradação. O dado embasou a apresentação de novas forrageiras e consórcios com leguminosas, com foco em elevar produtividade e melhorar o manejo do pasto.

A programação da Embrapa na feira prevê ainda, nesta quinta-feira (21), os lançamentos da cebola BRS Belatriz e da soja convencional BRS 7583. Os temas apresentados até agora indicam prioridade em difusão tecnológica, qualificação da assistência técnica e recuperação produtiva de sistemas agropecuários, embora o efeito dessas iniciativas dependa da adoção das soluções pelos produtores e pelas redes de extensão rural.

Fonte: embrapa.br

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