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Sustentabilidade

Trigo/Ceema: Trigo recua em Chicago após trégua no Oriente Médio e mercado acompanha relatório do USDA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 03/04/2026 e 09/04/2026

Com o anúncio da trégua na guerra entre EUA/Israel e Irã, a cotação do trigo, em Chicago, recuou fortemente, com o fechamento do dia 09/04 (quinta-feira) ficando em US$ 5,74/bushel, contra US$ 5,98 uma semana antes.

O relatório de oferta e demanda do USDA, deste dia 09/04, pouco trouxe de novidades a este mercado. O mesmo também praticamente manteve a produção e os estoques finais dos EUA, enquanto elevou para 844,2 milhões de toneladas a produção mundial. Já os estoques finais mundiais subiram para 283,1 milhões de toneladas, ganhando pouco mais de 6 milhões de toneladas sobre março. A produção da Argentina seria de 27,9 milhões de toneladas e a brasileira foi reduzida para 7,87 milhões.

Enquanto isso, os embarques de trigo por parte dos EUA chegaram a 334.106 toneladas na semana encerrada em 02/04, ficando pouco acima do nível mínimo esperado pelo mercado. Assim, o total já embarcado no atual ano comercial chega a 20,7 milhões de toneladas ou 17% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Houve pressão vendedora no mercado internacional, a partir do anúncio da trégua, mesmo que instável, pois ainda existe uma oferta mundial importante. Além disso, assim como junto às outras commodities, o comportamento dos fundos continua influenciando diretamente os negócios em Bolsa, com as liquidações especulativas de posição auxiliando para o recuo mais acentuado dos preços quando os períodos de conflito ou crise diminuem.

Mesmo assim, o mercado nacional “ainda não apresenta fundamentos suficientes para sustentar um movimento consistente de alta” (cf. Safras & Mercado). Isso continua a exigir cautela por parte dos agentes nacionais, especialmente os produtores. Afinal, por aqui, “o ritmo de negócios segue lento, com moinhos relativamente abastecidos no curto prazo e produtores mais retraídos, acompanhando a queda externa e o comportamento do câmbio antes de tomar decisões. Esse ambiente mantém a liquidez limitada e reforça a necessidade de atenção redobrada por parte do produtor”.

Entretanto, o movimento de recuperação de preços no país continua. As principais praças gaúchas trabalharam com valores entre R$ 60,00 e R$ 61,00/saco, enquanto no Paraná as mesmas se mantiveram em R$ 66,00. No mercado de pronta entrega paranaense o preço médio ultrapassou R$ 1.280/tonelada no fim de março, retornando a patamares observados em meados de setembro de 2025.

Parte desta recuperação também se deve às exportações brasileiras de trigo. Além disso, o preço do trigo argentino subiu 7% em março, encarecendo a importação. Quanto às exportações nacionais, as programações de embarque chegam a 2 milhões de toneladas no período de agosto/25 a março/26. Desse volume, 97% saíram do Rio Grande do Sul. Dentre os destinos do trigo brasileiro, tem-se: Bangladesh, que lidera com 418.300 toneladas (21,1%), seguido pelo Vietnã, com 405.600 toneladas (20,5%).

Na terceira posição aparecem as 250.800 toneladas destinadas ao Nordeste via cabotagem (transporte marítimo entre estados), com 12,6%. Já pelo lado das importações a programação nos portos brasileiros aponta para um volume de 3,72 milhões de toneladas entre agosto/25 e abril/26. O Ceará lidera as compras com 826.607 toneladas (22,2%). Em seguida aparece São Paulo, com 731.876 toneladas (19,7%). Na sequência, destacam-se Bahia, com 509.050 toneladas (13,7%), e Pernambuco, com 463.776 toneladas (12,5%), reforçando a relevância do eixo Nordeste nas operações de importação (cf. Safras & Mercado).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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Chicago fecha no vermelho, com pressão sobre o trigo diante de estoques acima do esperado nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em baixa. O mercado foi pressionado pelos dados do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reforçaram o cenário de ampla oferta global.

Após uma abertura sustentada por recuperação técnica, apoio do petróleo e dólar mais fraco, o cereal perdeu força ao longo do dia com a divulgação dos números. Eles vieram acima das expectativas do mercado.

O USDA elevou os estoques finais norte-americanos de trigo para 938 milhões de bushels na safra 2025/26, acima dos 931 milhões projetados anteriormente e também superiores à expectativa do mercado, de 921 milhões. A produção foi mantida em 1,985 bilhão de bushels.

No cenário global, os estoques finais de trigo em 2025/26 foram estimados em 283,12 milhões de toneladas, acima dos 276,96 milhões projetados anteriormente e também superiores à expectativa do mercado, de 277,3 milhões de toneladas. A produção mundial foi elevada para 844,15 milhões de toneladas.

Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 5,74 1/2 por bushel, baixa de 5,75 centavos, ou 0,99%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 5,85 por bushel, com queda de 6,25 centavos, ou 1,05%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Milho/Ceema: Milho recua em Chicago e mercado acompanha relatório do USDA e cenário da safrinha no Brasil – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 03/04/2026 e 09/04/2026

A cotação do milho, em Chicago, igualmente perdeu um pouco de fôlego nesta semana, com o bushel, para o primeiro mês cotado, fechando a quinta-feira (09) em US$ 4,44, contra US$ 4,52 uma semana antes.

O relatório de oferta e demanda, anunciado no dia 09/04, apontou manteve os números de março para a produção e estoques finais dos EUA, enquanto alterou um pouco para cima a produção mundial, com a mesma atingindo, agora, 1,301 bilhão de toneladas do cereal, enquanto os estoques finais mundiais ficariam em 294,8 milhões de toneladas. A produção da Argentina seria de 52 milhões de toneladas (bem abaixo do que as estimativas da Bolsa de Rosário) e a produção do Brasil em 132 milhões para 2025/26 (no ano anterior o Brasil colheu 136 milhões de toneladas).

Por outro lado, os embarques de milho estadunidense, na semana encerrada em 02/04, chegaram a 2 milhões de toneladas, também superando o esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado, no atual ano comercial, chega a 48,5 milhões de toneladas, sendo 36% acima do ano anterior.

Enquanto isso, a colheita de milho na Argentina, nesta safra 2025/26, deverá atingir a 67 milhões de toneladas, sendo um recorde histórico (cf. Bolsa de Cereais de Rosário).

E no Brasil, os preços do cereal melhoraram um pouco, com as principais praças gaúchas trabalhando com R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 50,00 e R$ 68,00/saco.

De forma geral, o milho continua com preços interessantes ao consumidor nacional, pois está ainda barato. A preocupação é com os meses futuros, já que se espera uma safra menor no total, especialmente a safrinha, devido a redução de área semeada e questões climáticas. Isso deverá elevar os preços no segundo semestre. Além disso, ainda haverá a pressão das exportações (cf. Brandalize Consulting).

Neste momento, cerca de 18% da safrinha 2025/26 já teria sido comercializada, para uma produção estimada em 100,6 milhões de toneladas, sendo que o Paraná teria vendido 10,8% de sua produção esperada; outros 4,3% o foram em São Paulo, 19,8% em Mato Grosso do Sul, 10,5% em Goiás/Distrito Federal, 3,3% em Minas Gerais e 24,4% em Mato Grosso. No Matopiba, a comercialização da safrinha 2026 atingia 15,8% da produção esperada, com 14,9% na Bahia, 20,2% no Maranhão, 6,7% no Piauí e 14,6% no Tocantins (cf. Safras & Mercado). O plantio da mesma está praticamente encerrado no Brasil.

Por outro lado, segundo a Conab, a colheita da safra de verão chegava a 51,3% da área total, ficando em linha com a média histórica para este início de abril. Quanto à segunda safra, a preocupação é com o Paraná, que continua com importantes problemas climáticos que estão levando a uma quebra de safra.

E no Mato Grosso, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) indica que a demanda de milho no estado deverá crescer 1,5%. A safrinha local teve 1,17 milhão de hectares semeados fora da janela ideal de plantio. Mesmo assim, se espera uma produção final local de 51,7 milhões de toneladas, sobre uma área de 7,39 milhões de hectares e produtividade média esperada de 116,6 sacos/hectare.

Por sua vez, a Secex indicou que o Brasil exportou, em março, 983.029 toneladas do cereal, superando em 12,8% o volume exportado em março do ano passado. O preço pago por tonelada caiu 4,1% ficando em US$ 230,40 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.

Enfim, um estudo inédito trouxe informações assustadoras. As conclusões do mesmo foram publicadas na revista internacional Crop Protection e indicam que a cigarrinhado-milho, entre 2020 e 2024, provocou uma perda média de 22,7% da safra brasileira de milho anual. Isso gerou um prejuízo de US$ 6,5 bilhões anuais. Na soma dos quatro anos as perdas chegam a US$ 25,8 bilhões, na medida em que cerca de 2 bilhões de sacos de milho deixaram de ser produzidos. O estudo foi conduzido pela Embrapa Cerrados (DF), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido e o vermelho – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.” Lembrando que o impacto negativo da cigarrinha “ultrapassa a porteira da fazenda, já que o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, e as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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Soja/Ceema:Soja fecha estável em Chicago com mercado atento à guerra no Oriente Médio e ao relatório do USDA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 03/04/2026 e 09/04/2026

Sob influência da guerra no Oriente Médio e na expectativa de novo relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 09/04, o mercado da soja, em Chicago, se comportou bastante estável nesta semana. O fechamento desta quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 11,65/bushel, contra US$ 11,63 uma semana antes.

O anúncio de uma trégua de duas semanas na guerra, feito durante a semana, mesmo que sem garantias concretas, derrubou a cotação do óleo de soja em Chicago, com a mesma perdendo 3,3% entre os dias 07 e 08 de abril, após ter flertado com os 70 centavos de dólar por libra-peso no dia 07.

Dito isso, o relatório de abril não trouxe grandes novidades, indicando os mesmos volumes de produção e estoques finais, para os EUA, anunciados em março. O mesmo praticamente ocorreu em relação à produção e estoques finais mundiais. A produção do Brasil e da Argentina foi mantida em 180 e 48 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas continuaram em 112 milhões de toneladas para 2025/26. Vale destacar que o mais importante relatório é o de maio, o qual trará a primeira estimativa de produção nos EUA e mundo para o ano comercial 2026/27.

Por sua vez, o novo plantio da soja nos EUA chegou a 3% da área esperada até o dia 05/04, ficando acima da média de 2% para a data. Ao mesmo tempo, na semana encerrada em 02/04 os EUA embarcaram 779.352 toneladas de soja, superando as expectativas do mercado. Com isso, o total já exportado no atual ano comercial chega a 30,7 milhões de toneladas, ou seja, 26% abaixo do exportado no mesmo período do ano anterior.

E no Brasil, diante de um câmbio que trouxe o Real para R$ 5,15 por dólar em momentos da semana, os preços voltaram a recuar. As principais praças gaúchas praticaram R$ 118,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00/saco.

A colheita da soja brasileira havia chegado a 80% da área no início da presente semana, contra 80,5% na média dos últimos cinco anos. A expectativa é de uma colheita um pouco acima de 176 milhões de toneladas (cf. Pátria AgroNegócios). Lembrando que existem analistas privados ainda esperando um volume acima de 180 milhões de toneladas, enquanto a Conab avança um total de 177,8 milhões de toneladas.

Já no Mato Grosso, a produção poderá ser um recorde de 51,6 milhões de toneladas, superando as dificuldades climáticas locais. Para tanto, a produtividade média seria de 66 sacos/hectare (cf. Imea e AprosojaMT).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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