Business
‘Não dá para contar com alta nos preços da soja. É preciso estar sempre atento ao timing de venda’, alerta analista

O mercado de soja vive um momento de contraste. Enquanto a produção brasileira avança para mais um recorde, o ambiente de preços segue desafiador para o produtor. No mais recente episódio do podcast Soja Brasil, o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, traçou um panorama detalhado da safra, do mercado internacional e das perspectivas para comercialização.
Segundo ele, o Brasil caminha para uma produção robusta, mesmo diante de adversidades climáticas em algumas regiões. A estimativa atual gira em torno de 177,7 milhões de toneladas. “Temos uma safra maior do que a de 2025”, afirmou. O desempenho positivo no Centro-Oeste e no Nordeste compensa perdas pontuais, como no Rio Grande do Sul.
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No cenário internacional, o principal fator de volatilidade tem sido a geopolítica. As tensões no Oriente Médio impactaram diretamente o petróleo, o que, por consequência, impulsionou os contratos de óleo de soja e trouxe reflexos positivos para a Bolsa de Chicago. Ainda assim, esse movimento não se traduz automaticamente em melhores preços no mercado físico brasileiro.
Isso porque outros fatores entram na conta, como prêmios negativos e excesso de oferta. O Brasil vive um pico de colheita, com grande volume disponível, o que pressiona as cotações internas mesmo diante de momentos de alta na bolsa. “Não apenas o preço em Chicago vai refletir no físico aqui”, destacou.
Rafael chama atenção para um ponto crucial: o produtor precisa avaliar com cautela o custo de segurar a soja. Com juros elevados, armazenar o produto significa abrir mão de rentabilidade e assumir custos adicionais. “É um ano de abundância de oferta. Nesse contexto, esperar por altas expressivas pode ser uma aposta arriscada”, disse.
O câmbio também entra na equação, mas com impacto limitado no cenário atual. Mesmo com oscilações recentes do dólar, o efeito positivo tem sido neutralizado por ajustes nos prêmios e pela grande oferta disponível. “O mercado acaba se ajustando em outras variáveis”, explicou.
No campo da demanda, o crescimento dos biocombustíveis surge como tendência relevante, podendo ampliar o esmagamento de soja nos próximos anos. Ainda assim, a China segue como principal destino da soja brasileira e deve continuar liderando a demanda global.
Para a próxima safra, o maior desafio apontado é o crédito. O custo de produção segue elevado, e o acesso a financiamento se torna cada vez mais complexo. Isso pode influenciar decisões sobre área plantada e investimentos, além de exigir ainda mais precisão no momento de comercialização. “O produtor não pode errar o timing de venda”, concluiu.
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Agro Mato Grosso
Rota do Café reposiciona Mato Grosso no cenário nacional da cafeicultura

Com apoio da Seaf-MT, pesquisa da Empaer valida cultivares e impulsiona renda e a agricultura familiar no Norte e Noroeste do Estado
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), consolidaram nesta quinta-feira (9.4) um marco para a cafeicultura mato-grossense. Após cinco anos de pesquisas da “Rota do Café”, foram validadas variedades de clones de alta performance que garantem produtividade recorde e qualidade superior para o mercado. A expedição técnica, encerrada em Nova Monte Verde, percorreu os municípios estratégicos de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína e Nova Bandeirante entregando aos produtores locais o suporte tecnológico necessário para transformar a economia regional.
Durante a rota, propriedades rurais foram visitadas e produtores tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os pesquisadores, conhecendo na prática os avanços tecnológicos e as possibilidades de ampliação da cafeicultura na região.
A “Rota do Café” foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), além de prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Vilson Bortolini, produtor rural. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
O engenheiro agrônomo Adalberto Junior, produtor rural e atual secretário de Agricultura e Pecuária de Juína, ressaltou a trajetória da cultura cafeeira no município. Segundo ele, desde a colonização, em 1979, o café sempre esteve presente na economia local, chegando a contar com 15 milhões de pés. Após um período de declínio, a retomada com o café clonal trouxe novos resultados. “Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre 60 e 100 sacas por mil pés. Isso é resultado do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf em máquinas, insumos e implementos, em parceria com a prefeitura”, destacou.
Secretário de Agricultura e Pecuária do município de Juína, Adalberto Junior. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
Outro exemplo é o produtor Wellington Zock, de Castanheira, que participou do evento em Juína, iniciou o cultivo em 2023 e realizou a primeira colheita em 2025. “Ter acesso a uma pesquisa validada para nossa região fará toda a diferença. Agora, aprendi a classificar melhor as variedades e melhorar a produção”, disse.
De Santa Terezinha, o produtor Julio Cezar percorreu cerca de 950 km para participar do evento. “A palestra foi muito esclarecedora. Mesmo sendo uma região mais quente e diferente de Minas Gerais, fiquei animado ao ver que é possível investir no café no Araguaia”, relatou.
O secretário de Agricultura de Santa Terezinha, Diego Comel, também destacou o potencial da cultura. “A questão da polinização chamou muito a atenção para alcançar boa produtividade. Vamos levar esse conhecimento para nossa região e incentivar os produtores com base nas novas tecnologias”, afirmou.
O prefeito de Nova Monte Verde, Marino, ressaltou a parceria com o Governo do Estado. “Sempre fomos bem atendidos pela Seaf e pela Empaer. A agricultura familiar é fundamental para a segurança alimentar e o desenvolvimento de Mato Grosso”, pontuou.
Durante o evento, o município lançou o Programa Municipal de Incentivo à Cafeicultura (Procaf), voltado ao fortalecimento da produção de café. A iniciativa prevê apoio direto aos pequenos produtores com fornecimento de mudas, calcário, preparo do solo, assistência técnica e equipamentos.
O programa deve atender até 20 agricultores por ano, com foco na geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e incentivo à produção sustentável. “É uma oportunidade concreta de impulsionar a cafeicultura no município, com critérios técnicos e responsabilidade na execução”, destacou o prefeito.
Conforme a pesquisadora Danielle Muller, as pesquisas em outras regiões do estado devem continuar. “O nosso estado é imenso, nós temos sim a perspectiva de iniciar pesquisas para outras regiões”, anunciou.
Para a Seaf, a “Rota do Café” representa mais um avanço no fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, promovendo inovação, aumento de produtividade e melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais mato-grossenses.
Business
Ceagesp: Preços dos alimentos sobem 5,16% em março

O índice de preços Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) subiu 5,16% em março em comparação com uma queda de 2,97% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice havia apresentado alta de 3,95%.
O indicador acumula alta de 0,43% no primeiro trimestre de 2026 e de 3,80% nos últimos 12 meses, considerando a cotação de Frutas, Legumes, Verduras, Pescado e Diversos no atacado do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP).
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O destaque, conforme a Ceagesp, ficou com o setor de Legumes, que subiu 22,87% ante uma queda de 1,75% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor havia apresentado alta de 16,36% e, com o resultado obtido, encerrou o mês com um acumulado de 51,13% no ano e de 5,35% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 66% apresentaram alta de preço.
Em contrapartida, o setor de Pescados, pelo segundo mês consecutivo, apresentou variação negativa de preços.
“O fim do período de defeso para várias espécies nas mais diferentes regiões do País favoreceu o aumento no volume mensal de oferta dos produtos, causando impacto direto no resultado obtido pelo setor nos meses de fevereiro e março”, disse a companhia em comunicado.
O setor de Frutas subiu 3,07% em março ante uma queda de 3,05% no mês anterior. No mesmo mês do ano passado, o setor havia apresentado alta de 2,50% e, com o resultado obtido, encerrou o mês com um acumulado de -8,49% no ano e de -3,84% em 12 meses. Dos 49 itens cotados nesta cesta de produtos, 51% apresentaram alta de preço.
O segmento de Verduras subiu 4,29% ante uma alta de 11,09% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor havia apresentado alta de 2,03% e, com o resultado obtido, encerrou o mês com um acumulado de 37,38% no ano e de menos 6,25% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 74% apresentaram alta de preço.
Já o setor de Diversos subiu 12,77% ante uma alta de 5,98% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor havia apresentado alta de 2,93% e, com o resultado obtido, encerrou o mês com um acumulado de +14,48% no ano e de -12,65% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 82% apresentaram alta de preço.
Por outro lado, o setor de Pescados caiu 0,97% em março ante uma queda de 8,60% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor havia apresentado alta de 1,90% e, com o resultado, encerrou o mês com um acumulado de +1,50% no ano e de -0,29% em 12 meses. Dos 30 itens cotados nesta cesta de produtos, 57% apresentaram queda de preço.
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Agro Mato Grosso
Soja é responsável por 44% do valor da produção do agro em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que a nova estimativa para o Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária em Mato Grosso, a projeção para o Estado é de R$ 208,32 bilhões. Embora esse montante se configure como o segundo maior da série histórica do Instituto, ainda assim está 2,18% abaixo da sexta estimativa para 2025, após um período marcado por recordes de produção. No que se refere à agricultura, a soja segue reafirmando seu protagonismo na matriz produtiva mato-grossense, sendo responsável por 44,51% do VBP total, o equivalente a R$ 92,74 bilhões, representando retração de 1,26% em relação ao valor estimado para 2025.
O IMEA avalia que “esse resultado é reflexo, principalmente, da desvalorização do preço médio do grão em comparação à safra anterior, o que, por consequência, reduz o valor gerado pela cadeia. Assim, com a produção já consolidada no estado, o comportamento dos preços segue como principal fator de influência para as próximas estimativas do VBP, sobretudo diante do volume ainda a ser comercializado”.
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