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Agro Mato Grosso

Consumo de milho em MT dispara impulsionado pelo setor de etanol

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Demanda de Milho MT está passando por uma transformação histórica. Segundo o levantamento divulgado pelo Imea nesta terça-feira (07/04), a demanda total para a safra 2025/26 deve chegar a 53,51 milhões de toneladas, um crescimento de 1,5% em relação ao ciclo anterior. O grande motor dessa alta não é o mercado externo, mas sim as usinas de biocombustíveis e a nutrição animal dentro do próprio estado.

O gráfico do Imea mostra uma inversão clara de tendência: enquanto as exportações perdem fôlego, a indústria local avança.

  • Consumo Interno (MT): Crescimento de 9,18%, atingindo o recorde de 20,11 milhões de toneladas.
  • Exportações: Queda de 0,38%, totalizando 25,90 milhões de toneladas (reflexo de um cenário externo mais desafiador).
  • Consumo Interestadual: Recuo para 7,50 milhões de toneladas.

O PAPEL CENTRAL DO ETANOL

Há cinco safras, o consumo interno de Mato Grosso era uma fração pequena da produção. Hoje, ele representa 37,58% de toda a demanda.

“Isso evidencia o papel central do etanol de milho na demanda interna”, destacam os técnicos do Imea.

Em cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso, essa demanda industrial garante que o preço do grão tenha um “piso” mais estável, protegendo o produtor das oscilações bruscas do mercado internacional e reduzindo os custos logísticos, já que o grão viaja distâncias menores até as usinas.

Demanda por milho no Mato Grosso cresce em 25/26 cresce impulsionada pelo etanol

Demanda por milho no Mato Grosso cresce em 25/26 cresce impulsionada pelo etanol

Com a demanda interna aquecida, a tendência é que novos investimentos em armazenagem e expansão de usinas continuem a todo vapor em Mato Grosso. A “segurança de mercado” criada pelo setor de etanol incentiva o produtor a investir em tecnologia para colher cada vez mais por hectare, sabendo que haverá comprador na porta da fazenda.
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Agro Mato Grosso

Rota do Café reposiciona Mato Grosso no cenário nacional da cafeicultura

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Com apoio da Seaf-MT, pesquisa da Empaer valida cultivares e impulsiona renda e a agricultura familiar no Norte e Noroeste do Estado

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), consolidaram nesta quinta-feira (9.4) um marco para a cafeicultura mato-grossense. Após cinco anos de pesquisas da “Rota do Café”, foram validadas variedades de clones de alta performance que garantem produtividade recorde e qualidade superior para o mercado. A expedição técnica, encerrada em Nova Monte Verde, percorreu os municípios estratégicos de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína e Nova Bandeirante entregando aos produtores locais o suporte tecnológico necessário para transformar a economia regional.

Durante a rota, propriedades rurais foram visitadas e produtores tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os pesquisadores, conhecendo na prática os avanços tecnológicos e as possibilidades de ampliação da cafeicultura na região.

A “Rota do Café” foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), além de prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.

Vilson Bortolini, produtor rural. Foto: Assessoria Seaf/Empaer

Produtor no município de Cotriguaçu, Seo Vilson Bortolini destacou a importância do acesso ao conhecimento técnico. “Eu sempre fui muito curioso e gostei de ir em frente. Quando soube que os pesquisadores estariam aqui, chamei meu filho e minha nora para conhecer os resultados. Antes, trabalhávamos com café, mas sem muito conhecimento. Hoje, com o cultivo agroflorestal e apoio técnico, alcançamos resultados muito melhores. Essa atenção do Governo de MT com os produtores da agricultura familiar é realmente motivadora”, afirmou.

O engenheiro agrônomo Adalberto Junior, produtor rural e atual secretário de Agricultura e Pecuária de Juína, ressaltou a trajetória da cultura cafeeira no município. Segundo ele, desde a colonização, em 1979, o café sempre esteve presente na economia local, chegando a contar com 15 milhões de pés. Após um período de declínio, a retomada com o café clonal trouxe novos resultados. “Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre 60 e 100 sacas por mil pés. Isso é resultado do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf em máquinas, insumos e implementos, em parceria com a prefeitura”, destacou.

Secretário de Agricultura e Pecuária do município de Juína, Adalberto Junior. Foto: Assessoria Seaf/Empaer

Ele também citou o distrito Terra Rocha, onde cerca de 300 famílias estão organizadas na produção de café, contando com infraestrutura para beneficiamento e colheita mecanizada. “O produtor que planta três mil pés já consegue uma renda significativa. Isso tem trazido as famílias de volta para o campo, graças ao apoio do Governo do Estado”, completou.

Outro exemplo é o produtor Wellington Zock, de Castanheira, que participou do evento em Juína, iniciou o cultivo em 2023 e realizou a primeira colheita em 2025. “Ter acesso a uma pesquisa validada para nossa região fará toda a diferença. Agora, aprendi a classificar melhor as variedades e melhorar a produção”, disse.

De Santa Terezinha, o produtor Julio Cezar percorreu cerca de 950 km para participar do evento. “A palestra foi muito esclarecedora. Mesmo sendo uma região mais quente e diferente de Minas Gerais, fiquei animado ao ver que é possível investir no café no Araguaia”, relatou.

O secretário de Agricultura de Santa Terezinha, Diego Comel, também destacou o potencial da cultura. “A questão da polinização chamou muito a atenção para alcançar boa produtividade. Vamos levar esse conhecimento para nossa região e incentivar os produtores com base nas novas tecnologias”, afirmou.

O prefeito de Nova Monte Verde, Marino, ressaltou a parceria com o Governo do Estado. “Sempre fomos bem atendidos pela Seaf e pela Empaer. A agricultura familiar é fundamental para a segurança alimentar e o desenvolvimento de Mato Grosso”, pontuou.

Durante o evento, o município lançou o Programa Municipal de Incentivo à Cafeicultura (Procaf), voltado ao fortalecimento da produção de café. A iniciativa prevê apoio direto aos pequenos produtores com fornecimento de mudas, calcário, preparo do solo, assistência técnica e equipamentos.

O programa deve atender até 20 agricultores por ano, com foco na geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e incentivo à produção sustentável. “É uma oportunidade concreta de impulsionar a cafeicultura no município, com critérios técnicos e responsabilidade na execução”, destacou o prefeito.

Conforme a pesquisadora Danielle Muller, as pesquisas em outras regiões do estado devem continuar. “O nosso estado é imenso, nós temos sim a perspectiva de iniciar pesquisas para outras regiões”, anunciou.

Para a Seaf, a “Rota do Café” representa mais um avanço no fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, promovendo inovação, aumento de produtividade e melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais mato-grossenses.

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Agro Mato Grosso

Soja é responsável por 44% do valor da produção do agro em MT

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que a nova estimativa para o Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária em Mato Grosso, a projeção para o Estado é de R$ 208,32 bilhões. Embora esse montante se configure como o segundo maior da série histórica do Instituto, ainda assim está 2,18% abaixo da sexta estimativa para 2025, após um período marcado por recordes de produção. No que se refere à agricultura, a soja segue reafirmando seu protagonismo na matriz produtiva mato-grossense, sendo responsável por 44,51% do VBP total, o equivalente a R$ 92,74 bilhões, representando retração de 1,26% em relação ao valor estimado para 2025.

O IMEA avalia que “esse resultado é reflexo, principalmente, da desvalorização do preço médio do grão em comparação à safra anterior, o que, por consequência, reduz o valor gerado pela cadeia. Assim, com a produção já consolidada no estado, o comportamento dos preços segue como principal fator de influência para as próximas estimativas do VBP, sobretudo diante do volume ainda a ser comercializado”.

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Soja bate recorde e Nortão lidera lavouras classificadas como excelentes, segundo Imea

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas. A nova projeção, apresentada ontem, também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34,8 mil quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada. Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no Estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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