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Ministério da Agricultura anuncia novo secretário-executivo

Cleber Oliveira Soares é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele passa a integrar a equipe do ministro André de Paula na coordenação e execução das políticas públicas voltadas ao setor agropecuário.
Soares já atuava no ministério como secretário-executivo adjunto desde 2023. Com formação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui mestrado em Parasitologia Veterinária e doutorado em Ciências Veterinárias, com atuação voltada à pesquisa e ao desenvolvimento científico.
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Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, participando da formulação de políticas voltadas à modernização e à sustentabilidade da produção agropecuária.
Antes disso, construiu carreira na Embrapa, onde exerceu funções de gestão na área de pesquisa e inovação. Foi diretor executivo de Inovação e Tecnologia entre 2017 e 2020, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento de 2011 a 2017 e vice-chefe da mesma área entre 2005 e 2010.
No próprio Mapa, também atuou como diretor de Inovação Agropecuária entre 2020 e 2021. Além da trajetória no setor público, participa de conselhos e fóruns estratégicos nacionais e internacionais ligados à pesquisa e inovação no agro.
A nomeação reforça a continuidade da gestão técnica dentro do ministério. Como secretário-executivo, Soares terá papel central na articulação das ações da pasta e no acompanhamento das políticas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.
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Paralisação da venda de fertilizantes de Rússia e China deve encarecer safra brasileira

Rússia e China, importantes exportadores de fertilizantes ao Brasil, estão bloqueando as vendas de nitrato de amônio e ureia, respectivamente, para assegurar suas produções internas em um momento de possível escasse global motivada pela guerra no Oriente Médio.
Enquantos os russos devem liberar os embarques em maio, a previsão é que os chineses retomem as vendas apenas em agosto, cenário que pode impactar o início da safra 2026/27 brasileira.
O analista de Inteligência de Mercado da StoneX Tomás Pernías ressalta que a notícia é especialmente preocupante ao Brasil, uma vez que, ao longo de 2025, o país importou 1,2 milhão de toneladas de nitrato, sendo que a maior parte desse volume veio justamente da Rússia.
“Se usarmos os números de 2025 e pensarmos que as exportações russas vão ser suspensas durante um mês, estaríamos falando de aproximadamente 100 mil toneladas de nitrato de amônio que deixariam de chegar ao mercado brasileiro”, destaca.
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Segundo ele, ainda que o volume não seja tão significativo, essa paralisação é preocupante porque a oferta de nitrogenados já se encontra comprometida por conta da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.
Com relação à China, Pernías lembra que recorrentemente o país suspende as suas exportações de ureia e de outros nitrogenados para direcioná-los ao mercado interno, algo que ocorreu no mesmo período de 2025.
“Contudo, ainda que os investidores brasileiros estejam esperando em alguma medida esse movimento em 2026, da mesma forma que ocorreu em 2025, novamente quero reiterar que isso acontece em um momento muito delicado. […] Ninguém esperava que isso fosse acontecer em meio de uma guerra no Oriente Médio.”
De acordo com o analista, as próximas semanas ditarão se a paralização das vendas de fertilizantes ocasionarão desabastecimento ou preços mais altos, a depender da retomada ou não das vendas russas em maio e a relação entre demanda e oferta chinesa.
Segundo Pernías, a StoneX e o mercado como um todo ainda não consideram um cenário de desabastecimento, mas observa-se que os custos de produção agrícola já estão mais elevados em 2026 por conta da alta dos combustíveis e frentes que já acontece independetemente da reabertura ou não do estreito de Ormuz.
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Brasil abre mercado na Etiópia para diversos produtos do agro; veja lista

A Etiópia, país africano com cerca de 110 milhões de habitantes, passará a contar com diversos produtos do agronegócio brasileiro após a conclusão de negociações sanitárias, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (8).
Os novos mercados abrangem:
- Carne bovina, suína e de aves e respectivos produtos cárneos e miúdos;
- Alimentos para animais de companhia;
- Produtos lácteos;
- Pescado extrativo e de cultivo;
- Produtos para alimentação animal de origem não animal;
- Palatabilizantes (aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade de rações animais);
- Alevinos;
- Ovos férteis;
- Bovinos vivos para abate, engorda e reprodução;
- Sêmen e embriões de caprinos e ovinos; e
- Pintos de um dia
Segundo o Ministério, a abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro em mercado estratégico no Chifre da África e reforça as relações no campo da agropecuária com a Etiópia, onde foi estabelecida adidância agrícola em 2025.
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O fluxo de exportações de produtos do agro brasileiro à nação africana em 2025 contabilizou US$ 694,3 mil, com destaque para produtos de origem vegetal e animais vivos 9exceto pescados).
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Projeto Cacau 360° reúne 91 pesquisadores para ampliar produção sustentável de cacau

Mesmo com participação inferior a 4% na produção nacional de cacau, São Paulo quer ganhar espaço no setor com apoio da ciência e da tecnologia. A estratégia está no Projeto Cacau 360, iniciativa que busca ampliar a produtividade e tornar toda a cadeia mais sustentável.
Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio, o projeto reúne 91 pesquisadores de 11 instituições.
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O cultivo do cacau no Brasil está concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para os estados do Pará e da Bahia. Em São Paulo, a participação ainda é pequena, e justamente por isso o projeto pretende explorar o potencial de regiões consideradas não convencionais para a cultura.
“Eu diria que o projeto ele vai impactar eh no no agricultor de uma forma transversal. Nós temos cinco plataformas. A plataforma que trabalha com a parte de cultivo do cacau em áreas não convencionais, São Paulo, que não é o sistema tradicional cabruca” destaca o pesquisador do Ital/Apta/SAA responsável pelo CCD cacau 360, Valdecir Luccas.
A proposta aposta em um modelo integrado de produção, com sistemas agroflorestais e também cultivo a pleno sol. Entre os objetivos está identificar clones mais produtivos, aperfeiçoar o manejo no campo e elevar a produtividade para até 2 mil quilos por hectare de amêndoas secas – volume que pode ser até cinco vezes superior ao observado em sistemas tradicionais.
Outro foco importante está no processo de fermentação, considerado hoje um dos principais gargalos da cadeia produtiva. A falta de padronização interfere diretamente na qualidade do cacau comercializado. Com protocolos mais eficientes, a expectativa é reduzir perdas e garantir matéria-prima com padrão mais uniforme para o mercado.
Aproveitamento integral do fruto
De acordo com Luccas, atualmente, cerca de 70% do peso do cacau corresponde à casca, subproduto ainda pouco valorizado. A pesquisa busca transformar esse material em fonte de compostos bioativos, além de incentivar o uso da polpa, do mel do cacau e de outras partes do fruto para agregar valor e criar novas fontes de renda ao produtor.
Esses ingredientes serão utilizados ainda no desenvolvimento de novos alimentos, com foco em saudabilidade, sabor e inovação para o consumidor.
Pesquisadores vão mapear áreas de cultivo para avaliar contaminantes químicos, presença de metais pesados e condições microbiológicas, garantindo matérias-primas mais seguras para a indústria.
Competitividade
Hoje o Brasil ainda enfrenta a baixa produção e dependência externa, mas a proposta é favorecer uma cadeia mais sustentável e competitiva.
“Hoje o Brasil importa cacau da África do Sul, muitas vezes da Bahia, do Pará, mas tendo cacau aqui no estado de São Paulo, a logística vai ser muito mais simples, os custos vão ser menores. É em São Paulo que concentram o grande número de indústria de chocolates e produtos derivados”, afirma Luccas.
Segundo o pesquisador com todas essas ações integradas, a expectativa é viabilizar e acelerar a transferência das inovações e tecnologias para o setor industrial, permitindo que esses avanços cheguem mais rapidamente ao consumidor.
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