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Sustentabilidade

Aprosoja MT e Imea apresentam resultados da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso durante coletiva de imprensa – MAIS SOJA

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), realizou nesta segunda-feira (06.04) uma coletiva de imprensa para apresentar os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo. O evento ocorreu no auditório do Edifício Cloves Vettorato, em Cuiabá, reunindo imprensa, técnicos e representantes do setor produtivo.

A coletiva marca o encerramento da etapa soja da safra 2025/26 e teve como objetivo apresentar os principais dados do levantamento técnico realizado nas lavouras em todas as regiões do estado, oferecendo um panorama detalhado da produção. Durante os trabalhos, a equipe técnica percorreu mais de 34 mil quilômetros, realizando 998 avaliações em campo ao longo de 71 dias, reunindo informações estratégicas que contribuem para análises mais precisas do cenário produtivo em Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância da parceria entre as instituições e a relevância do projeto para garantir dados confiáveis ao produtor rural e ao mercado.

“Estamos aqui na sede da Aprosoja Mato Grosso junto com a Imea, que fez a apresentação do Imea em Campo, que mostra o trabalho dessa parceria, no qual os técnicos visitam as lavouras em todas as regiões do estado, fazendo levantamento de números mais precisos e apurados da nossa produção. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós produtores e ao mercado, trazendo mais seriedade, mais coerência nesse fornecimento de dados que também interferem diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

De acordo com os dados apresentados, a produtividade média da soja em Mato Grosso passou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare, resultando em uma produção estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado na safra 2024/25. O desempenho reforça a capacidade produtiva do estado, mesmo diante de adversidades ao longo da safra. Para o analista do Imea, Henrique Eggers, a safra foi marcada por desafios climáticos que impactaram diretamente a qualidade dos grãos, apesar das boas condições de produção em grande parte do estado.

“Esse ano foi um ano muito desafiador. Nós tivemos bons volumes pluviométricos em relação ao clima, então nós tivemos condições muito boas de produção, tanto é que a nossa produção vai quase atingir o recorde produtivo. Só que nós tivemos alguns desafios em relação à questão dos grãos avariados. Essa chuva foi muito positiva por um lado, mas tivemos regiões em que a falta da chuva no início da safra foi negativa, e também depois na hora da colheita, nós tivemos um volume de chuva excessiva como as regiões, e que também proporcionou uma maior perda de peso de grãos e que consequentemente impossibilita de nós alcançarmos um novo recorde de produtividade”, salientou Henrique.

Durante o projeto, foram avaliados grãos por planta, peso de grãos e plantas por hectare, parâmetros que embasam novas estimativas de produtividade. A região Norte se destacou pelo aumento no número de grãos por planta e maior peso de grãos. A Centro-Sul teve aumento no número de grãos por planta, mas redução no peso. Já o Sudeste apresentou a maior queda no número de grãos por planta e peso abaixo da média estadual. O Nordeste teve aumento no número de plantas por hectare, porém com grãos por planta bem abaixo da média.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, destacou que, mesmo diante das adversidades, o principal ponto da safra foi a resiliência produtiva do estado. “Acho que o principal ponto dessa temporada que nós vimos foi a resiliência produtiva do Estado de Mato Grosso. Então, dados os desafios que nós passamos lá no começo da temporada, com a falta de chuva, desenvolvendo a extraditória, algumas regiões com veranico, ainda assim o Estado conseguiu alcançar altos índices produtivos, alcançando uma produtividade muito parecida com a temporada passada. Acho que o desafio que fica para essa temporada e também repercute ainda para a Safra 26/27 vai ser a rentabilidade. Então, dados os desafios que nós produzimos uma safra com um patamar de dólar muito superior ao que nós estamos comercializando nossa produção nesse momento, e as perspectivas dadas das discussões no Oriente Médio, os conflitos que estão acontecendo no Oriente Médio, trazem uma perspectiva ainda pior para essa composição de custos”, pontuou.

Segundo o superintendente, os números consolidados da safra também evidenciam o crescimento da produção no estado, ainda que em ritmo mais moderado. “Os principais números dessa temporada, acho que o principal número do estado de Mato Grosso deve ter alcançado os 3 milhões de hectares cultivados, então é o marco, o estado de Mato Grosso vem crescendo, acho que é importante também frisar que esse crescimento vem desacelerando nos últimos anos, com muito reflexo da rentabilidade que os produtores têm visto no campo e também a produtividade que alcançou índice muito parecido com a última temporada, então considerando e alcançando por dois anos consecutivos uma produção acima de 50 milhões de toneladas produzidas aqui no estado de Mato Grosso”, finalizou Cleiton Gauer.

Os dados apresentados pelo Imea reforçam o papel estratégico do estado como principal produtor de soja do Brasil e evidenciam a importância do acompanhamento técnico para garantir maior previsibilidade, apoio ao planejamento dos produtores e fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Aprosoja MT debate classificação de grãos e desafios logísticos em reuniões de comissões – MAIS SOJA

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Na manhã desta quarta-feira (08.03), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início à segunda reunião das comissões de Defesa Agrícola e Logística. O encontro teve como objetivo debater os principais temas que impactam os produtores associados, além de apresentar a prestação de contas das ações desenvolvidas ao longo do triênio 2024/2026.

No período da manhã, a Comissão de Defesa Agrícola iniciou os trabalhos com discussões sobre temas relevantes ao setor, como a classificação dos grãos durante a entrega do produto, qualidade das sementes plantadas nas safras anteriores e atual, garantia de entrega de fertilizantes com qualidade, trabalhos desenvolvidos nos Centros de Pesquisa, atualizações sobre o novo modelo de entrega de relatórios do Programa Aproclima, além de diversas pautas legislativas pertinentes aos produtores.

De acordo com o vice-presidente sul da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Fernando Ferri, a reunião também foi um momento de transparência e escuta ativa dos produtores.

“Realizamos a apresentação dos dados de coleta de fertilizantes, amostragem de sementes e das etapas da soja e do milho. Também destacamos as ações em andamento, especialmente na área legislativa. Fizemos um panorama do trabalho desenvolvido pela Defesa Agrícola ao longo do período, mostrando onde estamos atuando. Além disso, abrimos espaço para que os produtores trouxessem suas demandas, apontando onde precisamos evoluir e quais frentes devem ser priorizadas nos próximos semestres. Houve discussões relevantes sobre classificação de grãos, amostragem de fertilizantes e melhoramento genético. Foi uma reunião bastante participativa, com esclarecimento de dúvidas para que todos possam levar essas informações às suas bases.”

Durante o encontro, produtores relataram desafios relacionados à classificação de grãos de soja e milho, especialmente no que diz respeito às divergências na avaliação da qualidade dos produtos entregues às empresas privadas. Para o delegado coordenador do núcleo de Alto Taquari, Guilherme Kok, o momento é fundamental para que os produtores apresentem suas demandas à entidade.

“Debatemos a importância da classificação dos grãos. Entregamos um produto com determinada qualidade, mas, conforme relatos, tradings e portos têm apontado um volume elevado de inconformidades. Esse é um momento importante para reunir produtores de todo o estado, identificar os desafios enfrentados em cada região e discutir como a Aprosoja MT pode contribuir para melhorias que beneficiem todo o setor”, afirmou.

No período da tarde, os debates da Comissão de Logística abordaram os principais gargalos logísticos de Mato Grosso, incluindo temas como piso mínimo do frete, peso por eixo, concessões rodoviárias e ferrovias. As discussões contaram com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso.

Além disso, foram apresentadas atualizações sobre importantes corredores logísticos, como as rodovias BR-163, BR-158 e BR-242, bem como projetos ferroviários estratégicos, entre eles a Ferrogrão, a Ferronorte e a FICO.

Segundo o vice-presidente norte da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Logística, Diogo Balistieri, a participação dos produtores é essencial para orientar a atuação da entidade.

“Discutimos os principais desafios logísticos enfrentados pelo estado durante o período da safra, especialmente as condições das rodovias estaduais. A coordenação realizou um levantamento detalhado das estradas, identificando os principais problemas. Também abordamos o avanço dos projetos ferroviários, que representam uma perspectiva importante para o futuro de Mato Grosso. A participação dos produtores fortalece o debate e contribui para direcionar os trabalhos da comissão de forma mais assertiva”, destacou.

O produtor do núcleo de Feliz Natal, Sandro Mick, chamou a atenção para os entraves relacionados à tabela de frete.

“Na região de Feliz Natal, assim como em grande parte de Mato Grosso, enfrentamos desafios logísticos significativos. Atualmente, muitos produtores têm recebido notificações e multas da ANTT relacionadas à tabela de frete com preço mínimo, o que tem gerado preocupação, especialmente entre aqueles que foram pegos de surpresa. Há inconsistências no modelo adotado. Feliz Natal, por exemplo, é um município com mais de 150 quilômetros de extensão. Dentro dele, há propriedades com distâncias superiores a 100 quilômetros entre si. No entanto, as notificações consideram apenas a distância entre municípios, o que, muitas vezes, não reflete a realidade dos trajetos entre fazendas e armazéns”, explicou.

Diante desse cenário, os produtores reforçaram a necessidade de revisão dos critérios utilizados na aplicação da tabela de frete, buscando maior alinhamento com a realidade do campo. As demandas levantadas durante a reunião devem subsidiar a atuação da Aprosoja MT junto aos órgãos competentes, com o objetivo de construir soluções que garantam mais segurança jurídica e viabilidade operacional ao setor produtivo.

As reuniões das comissões da Aprosoja MT seguem até a próxima sexta-feira (10.03), com os encontros das comissões de Política Agrícola e Sustentabilidade, encerrando com a Assembleia Geral.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Embrapa Cerrados apresenta cultivares de soja na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO) – MAIS SOJA

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A Embrapa apresentou, nesta terça-feira (7), durante a feira Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), três cultivares de soja: BRS 579, BRS 6981IPRO e BRS 7583. A cultivar BRS 579 foi oficialmente lançada na feira pela Embrapa Soja, em parceria com a Caramuru Alimentos. Já as cultivares BRS 6981IPRO e BRS 7583 têm lançamento previsto para a AgroBrasília 2026, pela Embrapa Cerrados em parceria com a Fundação Cerrados.

Os três materiais estão sendo apresentados ao público durante todo o período da feira. “Esses materiais evidenciam o avanço no desenvolvimento de cultivares adaptadas a diferentes perfis de produção, combinando produtividade, sanidade e ferramentas de manejo, com foco tanto em sistemas convencionais quanto em cultivos com biotecnologia”, afirmou o pesquisador da Embrapa Cerrados, André Ferreira.

Conheça os três materiais:

BRS 579

A cultivar de soja convencional BRS 579 pertence ao grupo de maturação 7.9 e se destaca pelo alto potencial produtivo e pela tecnologia STS, que amplia as opções de manejo de plantas daninhas em sistemas convencionais. Apresenta resistência ao nematoide de cisto da soja (NCS) e moderada tolerância ao nematoide de galha (Meloidogyne javanica).

BRS 6981IPRO

A cultivar BRS 6981IPRO pertence ao grupo de maturação 6.9. É considerada precoce, com ciclo entre 100 e 105 dias na região, viabilizando com segurança a segunda safra de milho. A população recomendada varia entre 360 mil e 400 mil plantas por hectare.

Além do alto potencial produtivo, apresenta resistência às raças 1 e 3 do nematoide de cisto da soja, resistência moderada aos nematoides de galha (Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica) e resistência à ferrugem asiática da soja. A combinação de precocidade e resistência pode contribuir para a redução da pressão de doenças, dependendo da época de plantio e da região, auxiliando na diminuição de custos com fungicidas e nematicidas.

BRS 7583

A cultivar de soja BRS 7583 apresenta crescimento indeterminado, com plantas de altura média de 95 cm, pubescência e hilo de coloração marrom-clara, além de flores brancas. Seu ciclo varia, em média, de 105 a 121 dias, e a cultivar apresenta resistência ao acamamento.

Trata-se de uma variedade convencional (não transgênica), com elevado potencial produtivo e boa estabilidade de produção nas regiões indicadas. É adaptada a importantes regiões produtoras, como Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia, abrangendo diferentes regiões edafoclimáticas (REC 304, 401 e 405).

Entre seus principais diferenciais, destaca-se a tolerância ao nematoide de galha (Meloidogyne javanica), além da ampla adaptação às condições de cultivo dessas regiões. Para melhor desempenho, recomenda-se população de aproximadamente 240 mil plantas por hectare em Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, podendo chegar a 260 mil plantas por hectare em regiões como Mato Grosso e Bahia. Essas características tornam a BRS 7583 uma opção estratégica para produtores que buscam produtividade, estabilidade e tolerância a nematoides no sistema de produção de soja.

Para mais informações sobre cultivares de soja lançadas pela Embrapa, acesse: https://www.embrapa.br/cultivar/soja

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Juliana Caldas (MTb 4861/DF) Embrapa Cerrados

Site: Embrapa

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Número de nódulos afeta a produtividade da soja? – MAIS SOJA

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A fixação biológica de nitrogênio, popularmente conhecida como FBN apresenta um papel reconhecido na nutrição da soja. A simbiose entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Bradyrhizobium é capaz de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades de soja.

Entretanto, a capacidade dessa simbiose em suprir nitrogênio à planta depende tanto da eficiência dos nódulos quanto da quantidade de nódulos efetivamente ativos da FBN. Considerando que a nodulação está diretamente relacionada ao fornecimento de nitrogênio, pode-se afirmar que nódulos mais eficientes e em maior número contribuem para elevar a disponibilidade desse nutriente na planta, resultando em maior atividade fotossintética, maior acúmulo de biomassa e, consequentemente, incremento no rendimento de grãos.

Conforme observado por Brandelero; Peixoto; Ralisch (2009), ainda que possa variar em função das condições edafoclimáticas e cultivares de soja, estima-se que mais de 40% do rendimento de  grão  se  correlacionaram  com  os  componentes  da  nodulação  das  cultivares  de  soja, podendo a nodulação afetar a produtividade final da cultura.

Nesse contexto, a presença de um número adequado de nódulos sadios e eficientes é determinante para a obtenção de altas produtividades na soja. De acordo com recomendações de manejo da cultura, para que a FBN supra de forma efetiva a demanda de nitrogênio, são necessários aproximadamente 15 a 30 nódulos por planta, ou entre 100 e 200 mg de massa seca de nódulos, no período de florescimento (Hungria; Campo; Mendes, 2001).

Corroborando a influência do número de nódulos na produtividade da soja, Fipke (2015) observou uma relação positiva do número de nódulos da FBN com a produtividade da soja, indicando que, para as condições do presente estudo, cada nódulo (planta-1 ha-1) é foi responsável pelo incremento de 14,37 kg de grãos ha-1.

Figura 1. Distribuição e equação linear relacionando a produtividade de grãos com o número de nódulos.
Fonte: Fipke (2015)

Embora essa relação possa variar em função da cultivar, do ambiente e das condições climáticas, é evidente que a nodulação da soja está associada à produtividade da cultura. No entanto, ainda são necessários estudos mais aprofundados para compreender a magnitude e a dinâmica dessa relação, especialmente no que se refere ao número ideal de nódulos capazes de sustentar altos níveis produtivos. Esse conhecimento é fundamental para o estabelecimento de faixas ótimas de nodulação, considerando o potencial e as exigências das cultivares modernas.

Confira o estudo completo desenvolvido por Fipke (2015) clicando aqui!


Veja mais: Quando avaliar a nodulação da soja?


Referências:

BRANDELERO, E. M.; PEIXOTO, C. P.; RALISCH, R. NODULAÇÃO DE CULTURAS DE SOJA E SEUS EFEITOS NO RENDIMENTO DE GRÃOS. Semina: Ciências Agrária, 2009. Disponível em: < https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/3559/2873 >, acesso em: 08/04/2026.

FIPKE, G. M. CO-INOCULAÇÃO E PRÉ-INOCULAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA. Universidade Federal de Santa Maria, Dissertação de Mestrado, 2015. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/5150/FIPKE%2C%20GLAUBER%20MONCON.pdf?sequence=1 >, acesso em: 08/04/2026.

HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DO NITROGÊNIO NA CULTURA DA SOJA. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 35; Embrapa Cerrados, Circular Técnica, n. 13, 2001. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/18515/1/circTec35.pdf >, acesso em: 08/04/2026.

 

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