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25 de outubro de 2026

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Nova commodity do agro? DDG se consolida como peça-chave da nova indústria do milho no Brasil

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Foto: Divulgação

O crescimento da indústria de etanol de milho no Brasil está criando um novo protagonista dentro do agronegócio em 2026: o DDG, sigla para distillers dried grains, ou grãos secos de destilaria. Muito se fala sobre o insumo, mas o que de fato ele significa?

O DDG é obtido durante o processo de fermentação do milho para produção de etanol. Nele, os componentes do grão que não são convertidos em álcool, como proteínas, fibras e lipídios, permanecem concentrados no produto final, que passa a ser utilizado na alimentação animal. No entanto, especialistas do setor dividem opiniões quanto à sua categorização como coproduto ou subproduto do milho. 

Carlos Cogo, sócio-diretor de consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, acredita que o DDG deve ser definido mais adequadamente como coproduto, já que não é um resíduo secundário de baixa relevância econômica dentro da indústria de etanol de milho.

“Ao contrário, trata-se de um componente central da rentabilidade das usinas, com mercado próprio, demanda crescente e participação importante na receita das plantas industriais. Em muitos casos, a venda do DDG compensa parcela relevante do custo do milho utilizado como matéria-prima, o que evidencia sua função econômica estrutural dentro do modelo de negócios do etanol de milho”, aponta.

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“Quando a gente analisa toda a questão de receita dentro das indústrias de etanol, ele vai ser o principal percentual. Mas o DDG é um conceito interessante, e a gente vê as usinas fomentando bastante essa parte de comercialização”, destaca Rodrigo Silva, coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De subproduto a ativo estratégico no agro

Antes tratado apenas como um resíduo do processo industrial, o insumo passou a ter mercado próprio, demanda crescente e papel direto na rentabilidade das usinas.  

Para Cogo, esse movimento tende a ganhar força com a expansão da produção de etanol de milho, especialmente no Centro-Oeste, aliada ao aumento da escala produtiva, à padronização da qualidade, à evolução logística e à crescente demanda das cadeias de proteína animal.

“Além disso, a formação de preços cada vez mais correlacionada a outros insumos, como o farelo de soja, contribui para dar maior transparência e previsibilidade ao mercado. À medida que esses fatores avançam, o DDG deixa de ser um produto regional e passa a assumir características típicas de commodity”, afirma.

Segundo o último balanço da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), divulgado no fim de março, a produção de milho no estado chegou a 55,43 milhões de toneladas na safra 2024/25. Dessa quantidade, mais de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à produção do etanol de milho, tornando Mato Grosso o maior produtor brasileiro de biocombustível do grão. 

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Na análise de Cogo, esse cenário deve se manter nos próximos anos, com uma tendência estrutural de crescimento, sustentada pela competitividade do milho brasileiro – especialmente da segunda safra -, pelo menor custo relativo de produção do etanol em relação a outras rotas e pela importância dos coprodutos na formação das margens industriais.

“O Brasil deve adicionar cerca de 7 bilhões de litros de capacidade até 2028, com dezenas de projetos em andamento, o que implica aumento relevante na oferta de DDG. No curto prazo, podem ocorrer ajustes de margem em função de eventuais excessos de oferta, mas a trajetória estrutural permanece positiva”, destaca. 

Oferta contínua garante vantagem competitiva

A disponibilidade contínua do DDG é um dos seus principais diferenciais competitivos e que contribui diretamente para a sua adoção. Diferentemente de insumos sujeitos à sazonalidade, o insumo é produzido ao longo de todo o ano, acompanhando o funcionamento das usinas de etanol. 

Assim, essa regularidade acaba proporcionando uma maior previsibilidade de custos na formulação de rações, reduz a necessidade de estoques elevados, melhora o planejamento operacional e diminui a exposição à volatilidade de preços. 

“Para cadeias intensivas, como confinamentos e integrações, essa estabilidade é um fator relevante para ganho de eficiência e gestão de risco”, aponta Cogo. 

Em fevereiro, o Brasil embarcou a primeira carga de DDG à China. A remessa de 62 mil toneladas foi enviada pelo Porto de Imbituba (SC), a primeira operação após a abertura do mercado chinês ao produto brasileiro em maio de 2025, com a assinatura do protocolo sanitário bilateral. “É um mercado crescente, demandante demais, um setor que gera valor agregado”, diz Silva, do Imea. 

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Uso do DDG avança além da pecuária de corte

Embora o DDG já esteja amplamente consolidado na pecuária de corte, especialmente em sistemas de confinamento, há potencial de crescimento em outras cadeias, como suinocultura e avicultura, segundo especialistas. 

Esse avanço tende a ocorrer de forma gradual, devido às exigências nutricionais mais rigorosas dessas espécies, que demandam maior padronização e controle de qualidade do insumo. 

“Ainda assim, com a expansão das exportações, margens positivas e busca por alternativas competitivas ao milho e ao farelo de soja, o DDG tende a ganhar espaço nessas cadeias, especialmente à medida que a indústria evolui em qualidade e consistência do produto”, aponta Cogo. 

Tensões globais impactam mercado de etanol

Outro fator se refere às tensões geopolíticas recentes, que podem gerar impactos relevantes sobre o setor de biocombustíveis e suas cadeias associadas. Esses eventos afetam diretamente os preços do petróleo, os custos de fertilizantes, a logística global e os fluxos comerciais, influenciando tanto a competitividade do etanol quanto o custo de produção do milho. 

“Esse ambiente reforça a importância de cadeias integradas, como a do etanol de milho e do DDG, que agregam valor internamente, reduzem dependências externas e fortalecem a integração entre agricultura, energia e produção animal no Brasil”, conclui Cogo.

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o que muda para o agro e quem paga a conta?

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O fim da escala 6×1 levanta dúvidas sobre os impactos da mudança no mercado de trabalho e na economia brasileira. No agronegócio, a preocupação envolve a disponibilidade de mão de obra, os custos de produção e a capacidade de manter atividades que não podem parar, como a ordenha de vacas e o manejo dos animais.

O tema é o destaque do novo episódio do Radar Rural, com participação de Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural.

Durante o programa, apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, Daoud defende a melhoria das condições de trabalho, mas questiona a falta de medidas para preparar a economia para a mudança. Para ele, a redução da jornada precisa ser acompanhada de ações que aumentem a produtividade e reduzam os custos de contratação.

“Essa mudança, ela deveria vir acompanhada por medidas que corrigissem as falhas estruturais do Brasil”, afirma o comentarista.

Falta de mão de obra preocupa o campo

Um dos pontos discutidos no episódio é a dificuldade de contratação enfrentada por diferentes segmentos do agronegócio. Segundo Daoud, a queixa recorrente de produtores não é apenas o custo dos funcionários, mas a falta de trabalhadores disponíveis.

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Com a redução das horas trabalhadas, empresas e propriedades rurais poderão precisar reorganizar as escalas, contratar mais funcionários ou rever o volume produzido. A escolha, avalia o comentarista, pode pressionar a rentabilidade dos negócios.

O impacto tende a variar conforme a atividade. No campo, a produção de leite é um exemplo de operação que exige trabalho contínuo, independentemente de fins de semana e feriados. Daoud também destaca que setores que não investiram em tecnologia e ganhos de produtividade enfrentam dificuldades para permanecer na atividade.

A discussão inclui ainda os possíveis efeitos sobre a oferta de alimentos. Estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), aponta que o setor poderia ter redução de 5% na disponibilidade de produtos nas gôndolas em razão da menor oferta de mão de obra.

Produtividade e renda entram na discussão

Daoud também questiona se a redução da jornada, isoladamente, será suficiente para melhorar a situação dos trabalhadores. Na avaliação dele, a informalidade e a baixa renda são problemas que precisam ser enfrentados junto com a mudança na escala.

O comentarista defende investimentos em tecnologia, qualificação profissional e educação, além de reformas que reduzam os custos de contratação. Para ele, sem medidas estruturais, empresas podem perder rentabilidade e trabalhadores ficar sujeitos ao desemprego ou à informalidade.

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Assista ao programa completo no canal do Canal Rural no YouTube:

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Show Rural 2027 selecionará 120 expositores para a Feira Sabores; inscreva-se

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Encerra no dia 30 de outubro o período de inscrições para a Feira Sabores da edição 2027 do Show Rural Coopavel, que disponibilizará apenas 120 vagas para expositores. Podem participar produtores de alimentos ou artesanato rural de todo o estado.

As inscrições devem ser feitas por meio deste formulário. Todos os participantes devem apresentar o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

A Feira Sabores é resultado da parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Itaipu Binacional e Coopavel. O evento se destaca por integrar comércio, identidade cultural e agricultura familiar em um mesmo espaço dentro do Show Rural.

“A feira funciona como vitrine para os produtos paranaenses, permitindo que o público conheça o trabalho feito pelas mãos da agricultura familiar, que é tão importante para o nosso estado”, comenta a assessora estadual de Agroindústria do IDR-Paraná, Karolline da Silva.

Os interessados em participar devem estar atentos aos critérios de participação definidos no Regulamento. A divulgação dos produtores classificados será no dia 06 de novembro e o resultado final no dia 13 de novembro de 2026

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Agroindústrias

Apenas na região Oeste, com destaque para Cascavel e Toledo, são mais de 170 agroindústrias assistidas pelo IDR-Paraná. Entre os principais insumos produzidos na região estão biscoitos, geleias, conservas, melado, vinho, cachaça, salame, queijo, mel, frutas desidratadas, chips, polpa de fruta, antepastos, temperos e chás, que poderão ser encontrados na feira.

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Domingo de eleição terá tempestades no Sul e Sudeste; veja a previsão para o Brasil

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O domingo de eleições será marcado por chuva e instabilidade em boa parte do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as precipitações devem se concentrar principalmente nas regiões Sul e Sudeste, além de atingir áreas do Centro-Oeste. No Norte e Nordeste, o predomínio será de tempo seco e temperaturas elevadas, embora haja possibilidade de pancadas isoladas.

O Inmet alerta para o risco de tempestades em diferentes estados. No Sul, as instabilidades devem se concentrar no oeste e norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Há aviso vermelho de grande perigo para tempestades em áreas da região.

A previsão também indica chuva em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do sul de Mato Grosso e do Distrito Federal. Em parte dessas localidades, as precipitações podem vir acompanhadas de trovoadas.

De acordo com o instituto, o cenário é provocado por áreas de baixa pressão entre o norte da Argentina, o Paraguai e o sul da Bolívia, além da formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul. O sistema deve organizar uma frente fria ao longo do fim de semana, ampliando as condições para chuva no centro-sul do país.

Sudeste tem previsão de chuva e temperaturas mais baixas

Em São Paulo, a previsão é de tempo fechado, com temperatura mínima de 16°C e máxima de 21°C. O Inmet emitiu aviso de perigo potencial para tempestades para todo o estado, além do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais.

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No Rio de Janeiro, são esperadas chuvas com trovoadas ao longo do dia. Também há previsão de pancadas isoladas no Triângulo Mineiro, na região central de Minas Gerais e em áreas do oeste e sul do Espírito Santo.

Nas capitais, as máximas devem chegar a 30°C em Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES).

Sul concentra áreas de maior risco

A Região Sul deve registrar chuva, com destaque para o Paraná, onde são esperadas trovoadas ao longo do dia. Também há previsão de pancadas isoladas na Serra de Santa Catarina e no norte e nordeste do Rio Grande do Sul.

O Inmet emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no norte e leste do Paraná, no leste de Santa Catarina e no nordeste do Rio Grande do Sul. Para algumas áreas da região, há também alerta vermelho de grande perigo.

Em Curitiba (PR), a temperatura varia entre 11°C e 20°C. Em Florianópolis (SC), os termômetros devem marcar entre 15°C e 19°C. Já em Porto Alegre (RS), a máxima não deve passar de 18°C.

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Centro-Oeste terá instabilidade e calor

No Centro-Oeste, a previsão é de tempo instável e aumento da nebulosidade. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Mato Grosso, no centro-sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul, abrangendo as capitais Cuiabá, Goiânia e Campo Grande.

Nas demais áreas da região, incluindo o Distrito Federal, também podem ocorrer chuvas isoladas.

Apesar da instabilidade, o calor permanece em parte do Centro-Oeste. A máxima prevista é de 39°C em Cuiabá (MT), 35°C em Goiânia (GO) e 33°C em Brasília (DF). Em Campo Grande (MS), os termômetros não devem passar de 27°C.

Norte e Nordeste terão calor de até 40°C

No Norte, a previsão indica chuva com trovoadas no oeste e noroeste do Amazonas. Também podem ocorrer precipitações isoladas no Acre, em Rondônia, em outras áreas do Amazonas, no centro-sul do Pará e no Tocantins. Em Roraima, há possibilidade de chuva isolada.

As temperaturas seguem elevadas, com máximas de 36°C em Belém (PA) e Porto Velho (RO), e de 37°C em Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

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No Nordeste, o tempo seco e o calor predominam. Há previsão de chuva no sudoeste do Maranhão, no oeste do Piauí e no oeste e sul da Bahia. Em Teixeira de Freitas (BA), o Inmet emitiu aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Teresina (PI) deve registrar a maior temperatura entre as capitais brasileiras no domingo, com máxima de 40°C. Em Salvador (BA) e João Pessoa (PB), a mínima prevista é de 23°C.

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