Agro Mato Grosso
Valtra lança 5ª geração de tratores da Série A na Expodireto com novo design e motores mais eficientes

Série A5 e A5 HiTech estreiam com visual finlandês, piloto automático hidráulico e transmissão PowerShift de alta eficiência
A Valtra, referência global em fabricação de máquinas agrícolas, apresentou ao mercado brasileiro uma nova evolução na linha de tratores de média potência: a Série A5 e A5 Hitech. A quinta geração é uma evolução da consagrada Série A4, trazendo uma renovação completa de design, atualizações do motor para maior eficiência térmica e um salto tecnológico com a inclusão de novas soluções de agricultura de precisão.
A principal mudança visual alinha os tratores nacionais ao premiado design global da marca. A nova Série A5 adota o design finlandês, mantendo a tradicional cor amarela usada no Brasil, mas com um capô redesenhado e moderno. Já em termos de tecnologia, a Valtra conta com uma nova geração de motores AGCO Power (105 a 145 cv), com otimização da eficiência térmica, que garante mais performance com melhor aproveitamento de combustível.
“A Série A5 representa uma virada de chave para o segmento de média potência. Conseguimos integrar um visual moderno e arrojado a uma engenharia de motor que entrega exatamente o que o produtor busca hoje, que é força e desempenho com o menor custo operacional possível”, destaca Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator Valtra.

Tecnologia e versatilidade
Um importante salto tecnológico da Série A5 é a introdução do sistema de piloto automático Valtra Guide by Trimble hidráulico. Diferente do sistema elétrico anterior, o novo piloto hidráulico oferece respostas mais rápidas e maior precisão no direcionamento, utilizando a mesma tecnologia de piloto global presente nas consagradas séries Q e S.
Entre as novidades tecnológicas presentes na linha também estão recursos como o TaskDoc, ferramenta de gestão automática de dados agrícolas, e o Wayline Assist, funcionalidade que otimiza a criação e o gerenciamento de linhas de orientação no campo, especialmente em áreas irregulares ou de formatos complexos.
Para os produtores que buscam versatilidade, a série A5 HiTech ganha destaque pela sua transmissão PowerShift HiTech4, reconhecida pela robustez e facilidade de operação. Essa transmissão permite trocas de marcha sem o uso da embreagem, oferecendo diversos modos de operação que maximizam a produtividade em tarefas que exigem agilidade. “A Série A5 HiTech possui uma versatilidade que faz com que ela seja a solução ideal para operações que exigem agilidade e precisão, como no preparo de solo e plantio de grãos graúdos e miúdos e aplicações diversas”, comenta Winston Quintas.
Valtra
A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
Agro Mato Grosso
Etanol hidratado mantém estabilidade em março, com compradores à espera da nova safra MT

Os preços do etanol hidratado estiveram praticamente estáveis no mercado spot do estado de São Paulo ao longo de março. Os indicadores semanais CEPEA/ESALQ do hidratado fecharam na casa dos R$ 2,90 por litro, registrando apenas pequenas variações no período.
Oferta restrita, mas comprador cauteloso
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a disponibilidade de biocombustível esteja menor neste período de entressafra e algumas usinas tenham tentado elevar os valores de venda, os compradores seguiram cautelosos nas aquisições, aguardando a entrada de produto da nova temporada (2026/27) .
Moagem já começou, mas chuvas atrapalham
Acompanhamento do Cepea mostra que algumas usinas da região Centro-Sul já iniciaram as atividades envolvendo a nova safra. No entanto, as chuvas estão atrapalhando o andamento neste início de moagem em São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás, o que pode impactar o ritmo de oferta nas próximas semanas.
Petróleo no radar
Além do clima no Brasil, o setor sucroenergético nacional também está atento ao cenário externo. O elevado patamar de preço do petróleo, que impulsiona os valores da gasolina, pode gerar aumento da demanda por etanol, influenciando a dinâmica de preços do biocombustível nas próximas semanas.
O mercado segue monitorando as condições climáticas para a moagem e os desdobramentos geopolíticos que afetam o preço do petróleo, fatores determinantes para a evolução dos preços do etanol.
Agro Mato Grosso
Fretes sobem com avanço da soja e pressão logística no país, aponta Conab

Alta nas exportações, chuvas e expectativa de safra recorde mantêm custos de transporte em elevação, especialmente em Mato Grosso
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para risco jurídico em uso de dados ambientais como critério para crédito rural

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica em que alerta para riscos jurídicos, institucionais e econômicos relacionados ao uso automático de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para a concessão de crédito rural.
O documento foi direcionado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, e aponta que mudanças recentes no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), teriam criado um cenário de insegurança jurídica no campo. Segundo a entidade, o impacto potencial pode atingir mais de 18 milhões de hectares, sem a observância de garantias constitucionais dos produtores.
A principal crítica recai sobre o uso do PRODES — sistema de monitoramento ambiental — como mecanismo automático para restringir o acesso ao crédito. A Aprosoja MT argumenta que, embora a ferramenta tenha relevância técnica, ela não possui natureza sancionatória nem estrutura de processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e instâncias recursais.
Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, a medida representa um desvio de finalidade. “Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa”, afirmou.
Outro ponto destacado é o alcance da penalização. De acordo com a nota técnica, a norma não limita os efeitos à área específica onde teria ocorrido eventual irregularidade ambiental, permitindo que toda a operação de crédito seja comprometida. Isso pode resultar em perda de subvenções, aumento de juros e até vencimento antecipado de contratos.
A entidade também sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do CMN, ao interferir diretamente na política agrícola nacional, que, conforme a Constituição, deve ser construída com participação do setor produtivo.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, reforçou a necessidade de debate institucional. “A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é um instrumento constitucional essencial para a produção de alimentos e o desenvolvimento regional”, destacou.
Diante do cenário, a entidade solicitou atuação da FPA junto ao CMN e a avaliação de medidas legislativas para corrigir o que considera distorções na norma. Além disso, informou que mantém um canal de suporte técnico para orientar produtores que enfrentarem restrições indevidas ao crédito com base em dados do PRODES.
Ao final, Luiz Pedro Bier ressaltou a necessidade de equilíbrio entre preservação ambiental e segurança jurídica. Segundo ele, a proteção ao meio ambiente deve respeitar os princípios constitucionais, sem comprometer direitos dos produtores ou gerar instabilidade no setor agropecuário.
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