Agro Mato Grosso
Valtra e da Fendt apresentou seu lançamento robusto no Show Safra em MT

Empresa apresentou tratores, plantadeiras, colheitadeira e pulverizador com foco em agricultura de precisão, rendimento operacional e consumo de combustível
A AGROMOB participou do Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde, com presença nos espaços das marcas Valtra e Fendt. Durante a feira, a empresa de concessionárias agrícolas da AUTOMOB apresentou lançamentos com foco em agricultura de precisão, rendimento operacional, consumo de combustível e práticas ligadas à responsabilidade ambiental.
No portfólio em exposição tratores, plantadeiras, colheitadeira e pulverizador. Entre os destaques, os tratores Valtra S376 e Q305, voltados à alta performance, além da apresentação do Fendt Vario 800, capaz de transportar uma carga útil de 7,6 toneladas, que permite usar acessórios e combinações mais pesados sem exceder o peso total permitido de 17,5 toneladas (para versões de 40/50 km/h).
Para a empresa, a participação no evento fortalece a relação com produtores e pecuaristas da região da BR-163, onde se concentram atividades ligadas à produção de grãos e à pecuária.
Neste momento do calendário agrícola, o campo está voltado à conclusão da colheita da soja, cuja produção em Mato Grosso pode chegar a 51,41 milhões de toneladas (Mt) na safra 2025/26. Na sequência, avança a semeadura do milho, com estimativa de produção de 51,72 Mt no mesmo ciclo. No caso do algodão, cujo cultivo ganha força no fim do ano, a projeção é de 6,21 Mt de algodão em caroço e de 2,56 Mt de pluma. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
De acordo com Alexandre Vinícius de Assis, diretor de concessionárias da AGROMOB, o uso de máquinas com recursos de agricultura de precisão e maior rendimento operacional pode contribuir para a rotina no campo, com efeitos positivos sobre a execução das operações e o consumo de combustível.
“A aplicação desses equipamentos acompanha as diferentes etapas do ciclo produtivo, com plantadeiras e pulverizadores voltados ao plantio da primeira safra de soja a partir de setembro, colheitadeiras destinadas à colheita dessa produção no início do próximo ano e tratores empregados ao longo de todo o calendário de cultivo. O Show Safra foi oportunidade de apresentar as tecnologias e soluções da Valtra e da Fendt que proporcionam ganho de eficiência nas lavouras”, completa o diretor.
Hoje, a AGROMOB conta com 36 concessionárias Valtra e Fendt distribuídas nas regiões Centro-Oeste e Sul, oferecendo soluções completas para o agronegócio. Em Mato Grosso, possui pontos de atendimento em Alta Floresta, Matupá, Cuiabá, Água Boa, Querência, Confresa, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Sorriso. Seu portfólio inclui uma linha completa de maquinário agrícola, como plantadeiras, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos. Além disso, a empresa oferece peças, serviços e suporte técnico especializado, garantindo alto desempenho no campo.
Sobre a AUTOMOB
A AUTOMOB (AMOB3) é uma empresa do Grupo SIMPAR (SIMH3) que atua com comercialização de veículos leves e pesados, incluindo caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas e de linha amarela, novos e seminovos. Líder de mercado e o mais diversificado grupo de concessionárias do Brasil, a AUTOMOB possui mais de 200 lojas distribuídas pelo país, representando 39 marcas, entre leves e pesados. Fazem parte do grupo as empresas Original Autos, A.R Motors, T-Drive, Autostar, Green Automóveis, Alta, HPoint, RPoint,
Agro Mato Grosso
Etanol hidratado mantém estabilidade em março, com compradores à espera da nova safra MT

Os preços do etanol hidratado estiveram praticamente estáveis no mercado spot do estado de São Paulo ao longo de março. Os indicadores semanais CEPEA/ESALQ do hidratado fecharam na casa dos R$ 2,90 por litro, registrando apenas pequenas variações no período.
Oferta restrita, mas comprador cauteloso
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora a disponibilidade de biocombustível esteja menor neste período de entressafra e algumas usinas tenham tentado elevar os valores de venda, os compradores seguiram cautelosos nas aquisições, aguardando a entrada de produto da nova temporada (2026/27) .
Moagem já começou, mas chuvas atrapalham
Acompanhamento do Cepea mostra que algumas usinas da região Centro-Sul já iniciaram as atividades envolvendo a nova safra. No entanto, as chuvas estão atrapalhando o andamento neste início de moagem em São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás, o que pode impactar o ritmo de oferta nas próximas semanas.
Petróleo no radar
Além do clima no Brasil, o setor sucroenergético nacional também está atento ao cenário externo. O elevado patamar de preço do petróleo, que impulsiona os valores da gasolina, pode gerar aumento da demanda por etanol, influenciando a dinâmica de preços do biocombustível nas próximas semanas.
O mercado segue monitorando as condições climáticas para a moagem e os desdobramentos geopolíticos que afetam o preço do petróleo, fatores determinantes para a evolução dos preços do etanol.
Agro Mato Grosso
Fretes sobem com avanço da soja e pressão logística no país, aponta Conab

Alta nas exportações, chuvas e expectativa de safra recorde mantêm custos de transporte em elevação, especialmente em Mato Grosso
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para risco jurídico em uso de dados ambientais como critério para crédito rural

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica em que alerta para riscos jurídicos, institucionais e econômicos relacionados ao uso automático de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para a concessão de crédito rural.
O documento foi direcionado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, e aponta que mudanças recentes no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), teriam criado um cenário de insegurança jurídica no campo. Segundo a entidade, o impacto potencial pode atingir mais de 18 milhões de hectares, sem a observância de garantias constitucionais dos produtores.
A principal crítica recai sobre o uso do PRODES — sistema de monitoramento ambiental — como mecanismo automático para restringir o acesso ao crédito. A Aprosoja MT argumenta que, embora a ferramenta tenha relevância técnica, ela não possui natureza sancionatória nem estrutura de processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e instâncias recursais.
Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, a medida representa um desvio de finalidade. “Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa”, afirmou.
Outro ponto destacado é o alcance da penalização. De acordo com a nota técnica, a norma não limita os efeitos à área específica onde teria ocorrido eventual irregularidade ambiental, permitindo que toda a operação de crédito seja comprometida. Isso pode resultar em perda de subvenções, aumento de juros e até vencimento antecipado de contratos.
A entidade também sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do CMN, ao interferir diretamente na política agrícola nacional, que, conforme a Constituição, deve ser construída com participação do setor produtivo.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, reforçou a necessidade de debate institucional. “A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é um instrumento constitucional essencial para a produção de alimentos e o desenvolvimento regional”, destacou.
Diante do cenário, a entidade solicitou atuação da FPA junto ao CMN e a avaliação de medidas legislativas para corrigir o que considera distorções na norma. Além disso, informou que mantém um canal de suporte técnico para orientar produtores que enfrentarem restrições indevidas ao crédito com base em dados do PRODES.
Ao final, Luiz Pedro Bier ressaltou a necessidade de equilíbrio entre preservação ambiental e segurança jurídica. Segundo ele, a proteção ao meio ambiente deve respeitar os princípios constitucionais, sem comprometer direitos dos produtores ou gerar instabilidade no setor agropecuário.
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