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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo

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Foto: Letícia Santos

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.

Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.

A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Claudia Maria flor, vendedora de palmito. Foto: Letícia Santos

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.

E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Sileno Alves vem da Bahia para oferecer o produto no Espírito Santo. Foto: Letícia Santos

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.

O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.

No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

palmito
Foto: Letícia Santos

Onde comprar palmito na Grande Vitória

📍 Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
⏰ 6h às 20h

📍 Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)

📍 Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)

📍 Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
⏰ Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
📅 Até sábado de Aleluia

📍 Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
🗓 Programação varia por dia da semana

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Organizadores da Agrishow estão otimistas apesar de cenário adverso no agro

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Foto: Divulgação

O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes – consequência da guerra no Oriente Médio -, é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia “pensa a longo prazo”.

A afirmação é do presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, durante coletiva de apresentação da 31ª edição da feira, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). O executivo também é o primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial”, reforçou Marchesan. “Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias”, completou.

Além disso, o executivo afirma que setor deve superar o atual cenário adverso. “Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo”, disse ele.

Expectativa das entidades

Também presente na coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é desafiador para o segmento de equipamentos agrícolas.

Mesmo assim, ele aponta que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. “Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem”, afirmou.

É importante lembrar, ressaltou o representante da CSMIA, que, apesar do cenário atual, o setor de máquinas se planeja com antecedência. “A indústria não faz planejamento para um, dois anos, mas para um prazo bem maior, de décadas”, observou.

Ele disse ainda que, apesar de o mercado ter ficado “um pouco mais difícil”, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas “não para de fazer investimentos em produção e produtividade, nem o agricultor”. Por isso, ele reforça que a perspectiva é de otimismo em relação à 31ª Agrishow.

A avaliação do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, segue na mesma linha. Segundo ele, o momento é de “reagir, arregaçar as mangas e ir para a frente”.

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Basf conclui aquisição da AgBiTech para reforçar presença no mercado de biológicos

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Foto: Reprodução/ Canal Rural Bahia

A Basf informou que concluiu nesta terça-feira (31) a aquisição da AgBiTech, empresa especializada em soluções biológicas para o controle de pragas. A operação foi finalizada após a obtenção de todas as aprovações regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil.

O objetivo da aquisição é ampliar a presença no mercado de bioinsumos, segmento que registra crescimento no país. A Basf replica dados da CropLife Brasil que indicam que a área tratada com produtos biológicos aumentou mais de 28% em 2025, alcançando 194 milhões de hectares.

O fechamento das negociações ocorre após o acordo firmado em janeiro de 2026 entre a Basf, o fundo Paine Schwartz Partners e demais acionistas da AgBiTech.

Mercado de biológicos

A AgBiTech tem sua atuação no país concentrada em tecnologias voltadas ao controle de lagartas. Fundada em 2000, nos Estados Unidos, a empresa desenvolve soluções baseadas em nucleopoliedrovírus (NPV), vírus que ocorrem naturalmente e são utilizados no controle de insetos.

Segundo Livio Tedeschi, presidente global da Basf Soluções para Agricultura, a aquisição fortalece a atuação da empresa no segmento.

“O mercado de biológicos continua a se expandir em um ritmo forte. A AgBiTech complementa nosso portfólio com tecnologias diferenciadas”, afirma.

Expansão e integração tecnológica

A Basf informou que a operação permite ampliar a escala das tecnologias da AgBiTech, com foco na expansão global dessas soluções.

“O alcance global da Basf e sua estrutura de pesquisa e desenvolvimento devem acelerar a adoção das soluções”, diz Adriano Vilas-Boas, CEO da AgBiTech.

A Basf destaca que a aquisição reforça a oferta de soluções voltadas ao manejo integrado de pragas na América Latina. Segundo Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da divisão na região, o objetivo é ampliar a eficiência produtiva com tecnologias alinhadas às demandas do campo.

No Brasil, o vice-presidente da área, Marcelo Batistela, afirma que a operação fortalece a presença da companhia em um mercado que já apresenta avanço na adoção de novas tecnologias agrícolas.

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Preço do arroz fecha março com alta de mais de 11%

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul registraram alta superior a 11% em março, na comparação com o fechamento de fevereiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar da valorização e de uma demanda considerada firme, o mercado seguiu com baixa liquidez ao longo de todo o mês. De acordo com os pesquisadores, a retração dos produtores foi o principal fator que limitou os negócios.

A cautela está relacionada ao descompasso entre os preços praticados e os custos de produção, o que tem levado muitos produtores a segurar as vendas na expectativa de melhores margens.

Com isso, as negociações ocorreram de forma pontual e em pequenos volumes, mantendo o ritmo lento no mercado spot.

Custos ainda pressionam rentabilidade

Mesmo com a alta recente, os valores atuais do arroz ainda estão abaixo do nível considerado ideal para garantir a rentabilidade do produtor, segundo o Cepea.

Esse cenário tem reforçado a postura mais conservadora dos vendedores, que evitam fechar negócios em um momento de margens apertadas.

Colheita também reduz presença no mercado

Outro fator que influenciou a dinâmica do mercado foi o avanço da colheita no estado. Com a redução das chuvas, os produtores passaram a priorizar os trabalhos no campo, reduzindo a participação nas negociações.

A presença no mercado ficou mais concentrada entre agentes com maior necessidade de caixa, ainda assim com volumes limitados.

A combinação entre preços em recuperação, custos elevados e foco na colheita mantém o mercado de arroz no Rio Grande do Sul travado, mesmo diante de sinais de demanda ativa.

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