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FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural

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Foto: Agência FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento da regra por, no mínimo, 6 meses. A proposta busca garantir tempo para ajustes no sistema e evitar prejuízos aos produtores que, segundo a entidade, já cumprem sua parte na regularização ambiental.

Além disso, a medida estabelece novas exigências ambientais para a concessão de crédito rural, especialmente na Amazônia Legal, região que concentra estados como Mato Grosso e Pará.

De acordo com o vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, esse embróglio se deve à falta de conclusão das análises do cadastro ambiental rural que foram transferidas para o Ministério de Gestão no início do governo Lula em 2023.

“Os agricultores têm feito o seu cadastro, mas o governo tem sido moroso, demorado e não tem feito o plano de regularização ambiental, apresentado a sua análise sobre o car que foi oferecido”, afirmou.

A crítica também se estende ao Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como critério para restrições de crédito. Segundo Jardim, o mecanismo apresenta inconsistências e pode impedir o acesso a financiamentos. Além disso, ele considera a medida descabida ao penalizar produtores por uma análise que não foi concluída pelo próprio governo.

Manifestação

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além das limitações técnicas, a medida transfere ao sistema financeiro responsabilidades que não são suas ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a liberação da operação.

Isso tende a ampliar a insegurança jurídica das operações e elevar os custos operacionais, sem necessariamente garantir maior efetividade na política de proteção ambiental.

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Produtores de cana marcam protesto por falta de fertilizantes

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

Na próxima terça-feira (7), por volta das 9h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enfrentará um protesto do setor produtivo da cana-de-açúcar.

Caravanas de várias cidades da Zona da Mata são esperadas na mobilização que está sendo organizada pela Associação de fornecedores de cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Sindicape).

O segmento enfrenta uma crise derivada da safra recém finalizada, com queda no preço da cana em decorrência do tarifaço dos Estados Unidos sobre o açúcar e etanol brasileiros.

Em relação ao novo ciclo, o governo estadual já anunciou socorro emergencial com fertilizantes para auxiliar os agricultores a investirem na nova safra com a manutenção dos milhares de empregos da Zona da Mata.

“O problema é que deputados de oposição se recusam a votar o orçamento anual (LOA) com mudanças sugeridas pela governadora Raquel Lyra, mesmo após várias reuniões conosco. Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido e nada de fertilizante em pleno tempo agrícola para a realização do plantio, ameaçando a próxima safra e os empregos”, criticam Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da AFCP e do Sindicape.

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Agro Mato Grosso

Pedágio na MT-130 sobe 4,46% e novas tarifas passam a valer em abril em MT

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O valor do pedágio da MT-130, entre Rondonópolis e Primavera do Leste terá reajuste de 4,46% a partir desta quarta-feira (1º). O aumento foi aprovado pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) e publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 17.

Segundo a concessionária Morro da Mesa, o cálculo teve como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Segundo a Ager, o aumento segue a correção anual prevista em contrato, com base na inflação.

Veja os valores abaixo:

Rodovia MT 130 – Praça de Pedágio 01 – Rondonópolis e Praça de Pedágio 02 – Primavera do Leste

Tipo de tarifaValor com aumento
MotocicletasR$ 5,85
Veículos de passeio, caminhonetes e furgãoR$ 11,70
Eixo ComercialR$ 11,70

Em caso de passagem pelas duas praças, o valor total da viagem sobe para R$ 23,40.

A concessionária informou que a cobrança do pedágio é a principal fonte de recursos para manutenção, conservação e melhorias na rodovia.

Reajuste do pedágio começa a valer nesta quarta-feira (1º). — Foto: Reprodução/TVCA

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A nova missão da Nobel da Agricultura: revolucionar os pastos do Brasil

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Foto: Divulgação.

Em uma participação histórica no Giro do Boi desta terça-feira (31), a Dra. Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa e a primeira mulher brasileira a conquistar o Prêmio Mundial da Alimentação, trouxe uma mensagem de soberania para o campo.

Diante da crise global de fertilizantes e da dependência de importações de países em conflito, como Rússia e nações do Oriente Médio, a cientista afirmou que a pesquisa brasileira já dispõe de tecnologias prontas para reduzir drasticamente o uso de adubos químicos.

A Dra. Mariângela destacou que o Brasil possui a faca e o queijo na mão para liderar a agricultura e pecuária biológica mundial, substituindo insumos caros por vida microscópica. “Nós temos soluções na prateleira que permitiriam substituir até 40% ou 50% dos químicos”, afirmou a pesquisadora.

Confira:

Inovações para a pecuária

O uso de bactérias que capturam o nitrogênio do ar elimina a necessidade de ureia na soja, gerando economia de R$ 140 bilhões por safra, e reduz significativamente a demanda em gramíneas e pastagens. O estudo da Dra. Mariângela evitou a emissão de 230 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, consolidando a carne e os grãos brasileiros com baixíssima pegada de carbono.

Para o pecuarista, a grande notícia de 2026 é que a tecnologia que revolucionou a soja agora está disponível para o pasto, focando na recuperação de 40 milhões de hectares degradados. O uso de bactérias como o Azospirillum produz fitormônios que fazem a raiz do capim crescer vigorosamente, aumentando a absorção de água e nutrientes.

A saúde do solo como prioridade

Bactérias como a Pseudomonas fluorescens ajudam a “destravar” o fósforo preso no solo, tornando-o disponível para a planta. Pastagens inoculadas apresentam 20% mais biomassa e uma forragem mais rica em proteínas e minerais, resultando em animais mais pesados e terminação mais rápida.

Mariângela defende que o futuro do agro exige um olhar mais atento à saúde do solo. Através da Bioanálise de Solo (BioAS), o produtor pode monitorar a vida microbiana da fazenda, garantindo que o solo retenha água e recicle nutrientes de forma eficiente. Para a pesquisadora, não basta ser sustentável; é preciso regenerar o que foi perdido, devolvendo biodiversidade aos solos exauridos.

O sucesso da agropecuária brasileira em 2026 é biológico. Ao investir em ciência e parcerias público-privadas, o produtor protege seu bolso contra crises globais de fertilizantes. “Se eu incentivei um pecuarista a usar em suas pastagens os biológicos, eu já vou dormir contente hoje”, concluiu a laureada.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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