Sustentabilidade
Soja avança com Chicago e dólar, melhora preços e reativa negócios no Brasil; confira cotações

O mercado brasileiro de soja registrou melhora nas cotações ao longo desta quinta-feira (26), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar. O movimento abriu melhores oportunidades nos portos e contribuiu para destravar negócios, mesmo sem variações expressivas nos preços.
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Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi mais favorável à comercialização. “O produtor apareceu mais no mercado hoje, o que ajudou a melhorar o fluxo”, afirmou. Apesar de leve recuo nos prêmios, o impacto sobre os preços físicos foi limitado.
Saiba os preços da soja no Brasil nesta quinta-feira (26):
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 113,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,50
- Paranaguá (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS): estável em R$ 131,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela valorização do petróleo e por sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos. As exportações semanais americanas superaram as expectativas do mercado, com destaque para as compras da China.
Além disso, fatores geopolíticos e econômicos seguem no radar dos investidores. As incertezas no Oriente Médio continuam dando suporte ao petróleo, enquanto a possível retomada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta as expectativas para o setor.
À espera do USDA
O mercado também aguarda dados importantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), como o relatório de intenção de plantio, que deve indicar aumento da área de soja no país, e os estoques trimestrais.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, reforçando a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
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Sustentabilidade
Probabilidade de transição para El Niño é de 84,6% nos próximos meses – MAIS SOJA

A previsão do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coréia do Sul, aponta para um enfraquecimento gradual do La Niña nos próximos meses, com 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho. É o que aponta o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do Estado, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do RS.
As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.
O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.
CULTURA DO VERÃO EM FINAL DE CICLO
- Colher e armazenar os grãos assim que atingir a maturação (ponto de colheita);
- Utilizar estratégias para manter a cobertura dos solos após a colheita;
- Após realizar a colheita, priorizar a adequação das áreas destinadas à lavoura de arroz para a próxima safra, principalmente as atividades de preparo e sistematização do solo e drenagem, para possibilitar a semeadura na época recomendada, especialmente em função do prognóstico de chuvas acima da média nos próximos meses.
CULTURAS DE INVERNO
- Escalonar a época de semeadura dentro do período indicado pelo zoneamento agrícola;
- Nos cereais, utilizar, preferencialmente, cultivares resistentes a doenças considerando o prognóstico de chuvas acima da média no período;
- Fazer o planejamento de proteção de plantas as doenças, dando atenção especial a Giberela;
- Evitar semeaduras em solos excessivamente úmidos e com histórico de vírus do Mosaico dos cereais.
HORTALIÇAS
- Para os cultivos de hortaliças a céu aberto, a irregularidade das chuvas em abril demanda atenção especial ao manejo da irrigação, visando evitar déficits hídricos e oscilações no crescimento das plantas. Já no período de maio e junho, o aumento da frequência de chuvas e, consequentemente, do molhamento foliar e da umidade relativa do ar, tende a favorecer a incidência de doenças, especialmente de origem fúngica e bacteriana. Nessa condição, recomenda-se intensificar o monitoramento fitossanitário, adotar espaçamentos adequados, favorecer a aeração do dossel e priorizar práticas que reduzam o tempo de permanência de água sobre a parte aérea;
- Nos sistemas de cultivo em ambiente protegido, a menor exposição direta às chuvas constitui um fator favorável para a redução do molhamento foliar e, portanto, da incidência de doenças. Torna-se fundamental o manejo adequado da ventilação, com abertura e fechamento de estruturas, para controle da umidade relativa do ar e da temperatura interna. A variabilidade térmica prevista exige atenção tanto para períodos de temperaturas elevadas, que podem intensificar o estresse fisiológico, quanto para episódios de frio mais intenso, que podem comprometer o crescimento e o desenvolvimento das culturas;
- A maior nebulosidade, associada ao aumento das chuvas, pode resultar em redução da radiação solar incidente, impactando especialmente sistemas protegidos e na produção de mudas, onde a luminosidade é fator crítico para a qualidade das plantas. Nesses casos, é importante ajustar o manejo, evitando excessos de irrigação e de adubação nitrogenada, que podem agravar problemas fitossanitários e comprometer a rusticidade das mudas.
FRUTICULTURA
- Implantar ou manter a cobertura vegetal nos pomares de forma que esta proteja o solo e retenha a água;
- Atentar para o monitoramento do acumulo de horas de frio no período visando ao planejamento correto do manejo de quebra de dormência para o próximo ciclo, devido a oscilação térmica (possível acumulo não homogêneo de frio);
- Atenção ao manejo fitossanitário pós-colheita para evitar reentrada de doenças em considerando os prognósticos de temperaturas e precipitação acima da média no trimestre;
- Realizar adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada;
- Evitar o excesso de adubação com nitrogênio, principalmente em macieiras e pessegueiros, para que não ocorra estímulo a brotações.
SILVICULTURA
- Postergar os plantios de outono para meados a final de maio em diante, em função da melhor disponibilidade hídrica;
- Manter o planejamento de plantios em áreas de ocorrência de geadas com prudência, porém em função da previsão de inverno menos intenso em termos de temperaturas, os riscos são menores.
FORRAGEIRAS E CONFORTO ANIMAL
O vazio forrageiro outonal coincide com o final de ciclo produtivo das pastagens de verão e com o momento da implantação das pastagens de inverno ou melhoramento do campo nativo com a técnica de sobressemeadura, para o qual indica-se:
- Realizar a semeadura de forrageiras de inverno de ciclo longo, anuais ou perenes, o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada, evitando-se o manejo de solos encharcados;
- Evitar a aplicação de ureia nas forrageiras em dias com previsão de alta precipitação pluviométrica;
Reduzir a carga animal em pastagens naturais, mantendo uma disponibilidade forrageira de no mínimo 8%; - Diferir potreiros com pastagens cultivadas de inverno e campo nativo, melhorado com sobressemeadura de espécies hibernais para permitir o reestabelecimento dessas espécies e acumular forragem para o período hibernal, respeitando uma altura mínima para o pastoreio de 15 a 18 cm;
- Priorizar os melhores campos, preferencialmente diferidos ou cultivados, para as categorias animais em crescimento, como terneiros e terneiras desmamadas, novilhas de primeira-cria e fêmeas gestantes;
- Utilizar sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária para novilhos em terminação, visando melhorar a produtividade do rebanho;
- Embora o período seja caracterizado por temperaturas mais amenas que as registradas no verão, com a possibilidade de registros de ondas de calor, os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais nas estações de transição, como o outono, para adotar medidas que incluem fornecimento de sombra, ventilação e dieta adequadas, e monitorar, com frequência, o rebanho para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico.
Fonte: EMATER/RS
Sustentabilidade
Deral projeta 1a safra 2025/26 de milho no Paraná em 3,823 milhões de toneladas – MAIS SOJA

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estimou, em seu relatório mensal de março, que a produção da 1a safra de milho 2025/26 no Paraná deve alcançar 3,823 milhões de toneladas, alta de 28% frente às 2,993 milhões de toneladas colhidas na safra anterior (2024/25).
A área plantada foi projetada em 345,2 mil hectares, avanço de 25% sobre os 275,6 mil hectares cultivados em 2024/25. A produtividade média é estimada em 11.074 quilos por hectare, acima dos 10.861 quilos por hectare registrados na temporada passada.
2a safra 2025/26 de milho do Paraná é estimada em 17,540 milhões de toneladas
De acordo com o Deral, em seu relatório mensal de março, a produção da 2a safra de milho 2025/26 no Paraná deve atingir 17,540 milhões de toneladas, recuo de 1% frente às 17,642 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior (2024/25).
A área cultivada foi estimada em 2,865 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação aos 2,809 milhões de hectares da safra passada. A produtividade média foi projetada em 6.122 quilos por hectare, abaixo dos 6.285 quilos por hectare registrados em 2024/25.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Época de semeadura da soja nos Estados Unidos – MAIS SOJA

A produção de soja nos Estados Unidos (EUA) estende-se, em latitude, desde o norte da Dakota do Norte (49°N) até a Louisiana (30°N) e, em longitude, de Nebraska (104°O) até a Pensilvânia (76°O). De modo geral, o período ideal para a semeadura da soja nessa região compreende a última quinzena de abril e a primeira semana de maio. Nessa janela, o estabelecimento da cultura ocorre de forma mais rápida e uniforme, fator crucial para a consolidação do potencial produtivo (Edreira et al., 2017; Morris et al., 2021).
Segundo Mourtzinis et al. (2019), os produtores americanos semeiam, em média, com 12 dias de atraso em relação à data ótima. Apenas o ajuste dessa janela de semeadura poderia resultar em um incremento de 10% na produtividade média dos EUA. Corroborando essa tese, uma análise de 3.126 lavouras de soja americanas aponta que áreas de alta produtividade são semeadas, em média, sete dias antes das de baixo rendimento, apresentando produtividades de 4,4 t ha-1 e 3,7 t ha-1, respectivamente (Edreira et al., 2017).
A semeadura precoce nos Estados Unidos, geralmente realizada de 20 a abril, tende a resultar em maiores produtividades. Isso ocorre porque o ciclo da cultura se beneficia de uma estação de crescimento mais longa, permitindo o desenvolvimento de um maior número de nós e favorecendo a coincidência entre o início da fase reprodutiva e o período de maior disponibilidade de radiação solar, próximo ao solstício de verão no hemisfério Norte (21 de junho). A redução da produtividade associada à semeadura tardia varia de 1 a 33 kg ha-1 dia-1, conforme o ambiente e os respectivos padrões climáticos sazonais (Figura 1).
Figura 1. Área de cultivo de soja nos Estados Unidos com a data ótima para a semeadura de soja e perda diária de produtividade em semeaduras após a data ótima nos Estados Unidos em ambientes de sequeiro (exceto na região de Nebraska e parte do Kansas, que são lavouras majoritariamente irrigadas).
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Referências:
EDREIRA, J. I. R. et al. Assessing causes of yield gaps in agricultural areas with diversity in climate and soils. Agricultural and forest meteorology, v. 247, p. 170-180, 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168192317302265>, acesso: 14/02/2026
MORRIS, T. C. et al. Maximizing soybean yield by understanding planting date, maturity group, and seeding rate interactions in North Carolina. Crop Science, v. 61, n. 6, p. 4365-4382, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/csc2.20603 > , acesso: 14/02/2026

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