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Boi gordo sobe com oferta curta e demanda chinesa aquecida

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Foto: Fernando Carvalho/arquivo Pessoal

O mercado físico do boi gordo registrou novos negócios acima da média nesta quinta-feira (26), sustentado pela combinação de oferta restrita e demanda firme, especialmente da China. Frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, reflexo da disponibilidade limitada de animais terminados.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual cenário favorece o pecuarista, que consegue segurar a oferta diante de boas condições de pastagem. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue aquecida. Importadores chineses e exportadores brasileiros intensificam os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho no ritmo atual.

  • Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 357,67 na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 339,82
  • Minas Gerais: R$ 343,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,30
  • Mato Grosso: R$ 350,00

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram acomodados ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna segue enfraquecida, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Entre os cortes, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, fator que também contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.

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Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exportações

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Reprodução Canal Rural

Na busca por alternativas diante das instabilidades no Estreito de Ormuz, o Ministério da Agricultura e Pecuária firmou um acordo com a Turquia para garantir o envio das exportações agropecuárias brasileiras por uma nova rota. A pasta informou que obteve um certificado sanitário que permite o trânsito, especialmente de produtos de origem animal, além do armazenamento temporário das cargas em território turco antes de seguirem ao destino final. Na prática, as mercadorias passam a evitar o Golfo Pérsico.

Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa é viável, mas não sem custos. “Não há dúvida de que é uma alternativa. Agora, mais barato não é”, afirmou. Ele lembra que os países árabes dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem, com forte demanda por carne bovina e de frango, o que impõe regras rigorosas desde o processamento até o transporte.

Com a paralisação da rota tradicional pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz, a nova logística passa a combinar transporte marítimo e terrestre. As cargas seguem por navio até a Turquia e, depois, são distribuídas por rodovias ou ferrovias. Nesse processo, os produtos precisam permanecer em território turco, em áreas específicas, onde recebem certificação sanitária. “A Turquia daria o certificado sanitário e garantiria a qualidade dentro dos critérios exigidos pelos compradores”, explicou.

A escolha do país também está ligada ao perfil religioso. Com cerca de 90% da população muçulmana, a Turquia atende às exigências dos mercados importadores. Ainda assim, o impacto nos custos é significativo. “O seguro para aquela região já subiu em torno de 10 vezes”, destacou Daoud, ao ressaltar que, em alguns casos, seguradoras já evitam operar na rota tradicional.

Além do seguro, o frete também é pressionado pelo aumento do combustível e pela maior complexidade logística. Segundo o analista, o custo total das operações pode subir perto de 300%. Mesmo assim, a demanda segue firme. “Os países árabes precisam da comida”, disse, destacando que exportadores e importadores devem dividir esse custo adicional.

A nova rota marítima parte da costa brasileira, sobe pelo Atlântico Norte, entra pelo Estreito de Gibraltar, cruza o Mar Mediterrâneo e chega à Turquia. A partir daí, a distribuição segue por via terrestre, com envio por trem ou caminhão para países do Oriente Médio. As cargas podem, inclusive, permanecer armazenadas em contêineres refrigerados no território turco antes da redistribuição.

Na etapa terrestre, a Turquia passa a atuar como ponto de distribuição logística. A partir do país, os produtos seguem por ferrovia ou rodovia, com possibilidade de envio ao Irã por trem, além de outros destinos na região. Essa estrutura garante a continuidade do fluxo de proteínas como carne bovina e de frango.

Com a certificação sanitária concedida pela Turquia, há a garantia de que a carga brasileira mantém os padrões exigidos pelos importadores, desde a saída dos portos até a entrega final, atendendo inclusive critérios específicos como os do abate halal.

Na prática, a operação passa a combinar transporte marítimo e terrestre, com apoio logístico em território turco. Apesar de viabilizar o comércio, o modelo eleva significativamente os custos. “É a opção disponível. Não tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas é uma solução”, resume Miguel Daoud.

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Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil

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Foto: Semagro/MS

O mercado do boi gordo segue em alta no Brasil, com renovação de máximas históricas em importantes praças ao longo desta semana. O movimento é sustentado pela oferta controlada de animais, boa demanda interna e desempenho consistente das exportações.

Segundo a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, o avanço dos preços não está restrito a uma única região. “Vimos movimentações interessantes, com alta. Ontem mesmo, a praça paulista renovou sua máxima histórica, com a arroba a R$ 353,67. Isso não é algo pontual e se estende para outras regiões que também atingiram máximas da série”, afirmou.

O cenário também é favorecido pelas boas condições de pastagem, que permitem ao pecuarista dosar a oferta de animais terminados. Com isso, as escalas de abate seguem encurtadas e pressionadas, com média inferior a oito dias. “A oferta ganha tração com as chuvas e o pasto, o que permite um melhor gerenciamento da venda de animais”, explicou.

No mercado futuro, o viés permanece positivo, refletindo o otimismo dos agentes diante da combinação de oferta restrita e demanda aquecida.

Pelo lado do consumo, os preços no atacado paulista acima de R$ 23 por quilo seguem dando sustentação ao mercado, com uma demanda considerada resiliente e bom escoamento da carne.

No comércio exterior, o Brasil mantém desempenho consistente. Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento dos embarques em março, após recordes no primeiro bimestre, as exportações continuam em patamar elevado. A estratégia inclui a dosagem das remessas à China, buscando um melhor aproveitamento da cota disponível no mercado chinês.

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Governo eleva preços mínimos do café e de mais duas culturas na safra 2026/27

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Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os preços mínimos para café, laranja in natura, sisal, trigo em grãos e semente de trigo da safra 2026/2027. Os valores constam na Portaria nº 895, divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os preços servirão de base para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), com o objetivo de assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais.

Café tem maior reajuste

Entre os produtos, o café registra as principais altas.

O preço mínimo do café arábica foi fixado em R$ 792,53 por saca de 60 kg, alta de 19,71% em relação à safra anterior.

Para o café conilon, o valor subiu para R$ 556,97 por saca, avanço de 11,66%.

Os preços valem para todo o país, com vigência de abril de 2026 a março de 2027.

Laranja e sisal sobem de forma moderada

No caso da laranja in natura, os valores foram definidos por caixa de 40,8 quilos:

  • R$ 28,76 para todo o Brasil (exceto Rio Grande do Sul), alta de 1,13%
  • R$ 28,76 para o Rio Grande do Sul, com aumento de 14,17%

Já o sisal teve reajustes próximos de 7%:

  • R$ 4,37/kg para o produto bruto desfibrado (+6,85%)
  • R$ 5,04/kg para o beneficiado (+6,78%)

A vigência, nesses casos, vai de julho de 2026 a junho de 2027.

Trigo permanece sem alteração

Para o trigo em grãos, não houve mudança nos preços mínimos em relação à safra anterior.

Os valores seguem variando conforme tipo e região. No Sul, por exemplo:

  • Trigo pão tipo 1: R$ 78,51 por saca de 60 kg
  • Trigo melhorador tipo 1: R$ 82,23 por saca

O mesmo padrão de estabilidade se repete nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia.

A semente de trigo também manteve o valor em R$ 3,22 por quilo, sem variação.

Sinalização ao produtor

Atualizados anualmente, os preços mínimos são definidos antes do plantio e levam em conta custos de produção e condições de mercado.

Além de orientar a decisão de plantio, a política sinaliza a possibilidade de intervenção do governo — por meio de compras ou subvenções — caso os preços de mercado fiquem abaixo dos níveis estabelecidos.

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