Sustentabilidade
Line-up aponta importação de 3,749 milhões de toneladas de fertilizantes em março – MAIS SOJA

De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 5,629 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º a 23 de março.
Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (1,668 milhão de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,170 milhão de toneladas.
O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 25 de maio de 2026.
Fonte: Safras News
Autor:Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
CTNBio libera cultivo de algodão transgênico no Pará após estudos da Embrapa – MAIS SOJA

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) decidiu retirar o estado do Pará da zona de exclusão para o cultivo de algodão geneticamente modificado (GM).
A decisão foi baseada em análises técnicas que avaliaram a ocorrência de espécies de algodoeiro no território paraense e o risco de cruzamentos com variedades transgênicas. Os pesquisadores concluíram que não há evidências da presença de algodoeiros silvestres no estado. As plantas encontradas estão associadas principalmente a ambientes modificados pela ação humana, como quintais, jardins, áreas urbanas e margens de estrada.
De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a abertura da nova fronteira para o cultivo de algodão é uma oportunidade para que os agricultores do estado possam diversificar as suas culturas e fortalecer a cadeia do algodão no estado. “Atualmente, o Pará é um dos estados brasileiros que produzem algodão de alta qualidade no Brasil. Essa atualização da zona de exclusão abre a possibilidade da cadeia do algodão se expandir localmente, e se tornar uma alternativa dentro da rotação de cultura para os produtores de soja e milho, por exemplo.”
Algodão presente em quintais
O pesquisador da Embrapa Algodão, Paulo Barroso, explicou que as só um município do Pará estava fora da zona de exclusção, Santana do Araguaia. Todos os demais não produziam algodão por não poderem cultivar algodoeiros geneticamente modificados. Explicou que há grande quantidade de de plantas de algodão mantidas pela população em suas casas. “A espécie mais comum no Pará é o Gossypium barbadense, historicamente cultivada na região e é atualmente mantida sobretudo como planta medicinal em residências urbanas e rurais. Outra variedade encontrada foi o chamado algodoeiro Verdão, pertencente à espécie Gossypium hirsutum, também mantido em pequena escala como planta medicinal e fora do sistema agrícola comercial”.
Para atualizar o conhecimento sobre a presença dessas plantas, pesquisadores realizaram cinco expedições ao estado, totalizando 78 dias de trabalho de campo. Foram avaliados 686 pontos em 86 municípios, com registro de mais de 2,5 mil plantas de algodoeiro. Nenhum indivíduo foi localizado em ambientes naturais, reforçando que a presença da cultura no estado depende essencialmente do cultivo ou manutenção humana para persistir.
Baixo risco de cruzamentos
De acordo com Barroso, outro ponto central para a tomada de decisão por parte do CTNbio foi o baixo potencial de fluxo gênico entre variedades transgênicas e os algodoeiros não cultivadas comercialmente. “Os pesquisadores observaram que, mesmo após décadas de coexistência entre diferentes tipos de algodão no Pará, a integridade genética dos algodoeiros presentes nos quintais permanece elevada”, pontuou.
Isso ocorre porque o algodoeiro apresenta taxas naturalmente baixas de fecundação cruzada e porque as plantas normalmente são mantidas isoladas em quintais ou separadas por barreiras físicas, como construções e árvores.
Potencial produtivo
Na prática, a decisão da CTNBio abre espaço para o desenvolvimento da cotonicultura em regiões com vocação agrícola, especialmente no sul e sudeste paraense, onde já existem áreas consolidadas de produção de grãos, sem a necessidade de abertura de novas áreas.
Para o gerente sênior de algodão da BASF, Warley Palota, a retirada do Pará da zona de exclusão representa uma ótimo oportunidade tanto para a indústria que produz sementes, quanto para os agricultores. “A liberação é uma oportunidade para todos os produtores do estado poderem utilizar uma nova tecnologia para a produção de algodão. O grande benefício para a indústria de sementes é a ampliação do mercado, e para o produtor é a abertura a possibilidade de utilizar sementes que facilitam o manejo”, afirma.
O gerente explicou que “As sementes geneticamente modificadas são resistentes às lagartas e aos herbicidas e colaboram com o manejo em relação às erva daninhas, o que consequentemente aumenta o volume produzido por manter o potencial produtivo das variedades”.
Desenvolvimento econômico
Palota também lembrou que o aumento da produtividade, gerada em parte pelas sementes geneticamente modificadas, também traz o desenvolvimento socioeconômico das regiões produtoras, além de representar um ganho no uso da terra.
“A expansão do cultivo assim como a produtividade traz desenvolvimento econômico para as regiões pela melhoria da produtividade. Há 15 anos atrás, quando ocorreu a autorização da comercialização da OGM no Brasil, foi observado um incremento exponencial da produtividade e isso também se deve a adoção da biotecnologia nas unidades produtoras de algodão”.
Sustentabilidade
Colheita da soja atinge 67,7% da área no Brasil – MAIS SOJA

Em MT, as produtividades se mantêm elevadas nas últimas áreas que estão sendo colhidas. No RS, a colheita ganha velocidade devido às condições climáticas favoráveis e ao encurtamento do ciclo decorrente da irregularidade das chuvas.
No PR, a colheita avançou, mas foi interrompida, em alguns municípios, devido à ocorrência de chuvas. Em GO, a demora da colheita, em alguns talhões, causou redução do peso do grão.
Em MS, as condições climáticas favoreceram o andamento da colheita em grande parte do estado. Em MG, a colheita avança, mas a soja com alta umidade que chega aos armazéns causa demora na secagem do grão, comprometendo a logística dos produtores.
Em SP, as produtividades obtidas superam as estimadas inicialmente. Na BA, a redução das
precipitações favoreceu o andamento da colheita. No TO, as chuvas frequentes atrasam a colheita e comprometem a qualidade dos grãos em alguns talhões.
No MA, a colheita avança nos Gerais de Balsas. Nas demais regiões, as chuvas favorecem o desenvolvimento da cultura. No PI, a colheita acelera com boas produtividades sendo obtidas.
Em SC, a colheita avançou, no Meio-Oeste e Oeste, onde foi favorecida pela redução das chuvas. No PA, a colheita foi iniciada lentamente no polo de Paragominas e se aproxima do fim no polo de Redenção. As lavouras em estádios reprodutivos continuam a ser favorecidas pelas chuvas constantes.
Previsão Agrometeorológica (23/03/2026 a 30/03/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva são previstos no AC, Oeste do AM, Centro-Sul e Sudeste do PA e Norte do TO, além do Centro-Norte do MA e de áreas no PI. Em RO, parte do AM, AP, demais áreas do Matopiba, parte do CE e Sul da BA, os volumes serão menores. Em todas essas áreas, os cultivos de primeira e segunda safra serão favorecidos. Em RR e Noroeste do PA, a previsão é de pouca chuva, assim como, em partes do Semiárido Nordestino, incluindo áreas do CE, RN, PB, PE, SE, AL e BA, mantendo o cenário de restrição hídrica.
CO: Há previsão de bons volumes de chuva em MT e maior parte de GO. No Sul de GO e em MS, são esperados baixos acumulados. No geral, as condições serão favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, devido à insolação e à umidade no solo, exceto, em parte do Sudoeste de MS, em função das altas temperaturas e da menor disponibilidade hídrica.
SE: É esperada redução no volume de chuvas na região, principalmente, em MG. Mesmo assim, bons volumes continuarão ocorrendo na maioria dos estados. Os maiores acumulados são esperados no Norte do ES e os menores na metade Leste de SP, Sul de MG e em quase todo o RJ. As condições continuarão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de grãos, assim como para o desenvolvimento da cana-de-açúcar e a granação do café.
S: As chuvas serão irregulares e mal distribuídas. Há previsão de acumulados significativos no início da semana no RS, com risco de danos pontuais às lavouras. No restante da semana, a previsão é de pouca chuva, com elevação gradativa das temperaturas. A baixa umidade no solo e as altas temperaturas deverão restringir o desenvolvimento de parte dos cultivos de sequeiro em áreas dos três estados.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Colheita do arroz atinge 34,9% da área no Brasil – MAIS SOJA

No RS, com predomínio de tempo seco, a colheita tem apresentado bom andamento, alcançando 31% da área implantada. A produtividade e a qualidade dos grãos colhidos são satisfatórias.
Em SC, apesar da ocorrência pontual de brusone e manchas foliares, além da presença de arroz-vermelho, as condições gerais das lavouras são consideradas boas. Houve avanço significativo na colheita, especialmente, no Sul Catarinense. As condições de maior umidade no Leste do estado favoreceram o enchimento de grãos e a finalização do ciclo.
Em GO, restam algumas áreas a serem colhidas na região de São Miguel do Araguaia. Os rendimentos são considerados satisfatórios. No MA, as lavouras encontram-se em boas condições, em sua maioria com áreas em floração e em enchimento de grãos. No TO, a operação de colheita teve um avanço significativo, uma vez que as chuvas apresentaram menores volumes. As lavouras predominam o estádio de maturação.
Em MT, a colheita tem evoluído conforme a maturação das lavouras e predominam em campo áreas em estádios de enchimento de grãos e maturação. No PR, as lavouras estão em boas condições com a maioria das áreas em maturação, com avanço significativo de grãos colhidos.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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