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Zona de Convergência Intertropical traz chuvas para o Brasil e volumes podem superar 80 mm

A previsão do tempo indica uma semana marcada por chuvas volumosas em importantes áreas produtoras de soja do Brasil, especialmente no Centro-Norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter instabilidades e provocar acumulados entre 50 e 70 milímetros em diversas regiões.
As precipitações retornam para o sul de Mato Grosso, Goiás e também Mato Grosso do Sul, ajudando a manter bons níveis de umidade no solo. No entanto, o excesso de chuva pode atrasar algumas operações no campo, principalmente nas áreas onde os produtores ainda realizam atividades ligadas à colheita e à preparação para o plantio da segunda safra.
Apesar dos possíveis atrasos, a chuva é considerada bem-vinda em regiões como Mato Grosso do Sul, onde contribui para a manutenção das condições hídricas das lavouras.
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Por outro lado, estados como Paraná, São Paulo e Bahia devem enfrentar uma semana com pouca ou nenhuma chuva. A condição de tempo mais firme favorece o avanço dos trabalhos em campo, permitindo que os produtores aproveitem a janela de clima mais seco.
22 a 26 de março
Entre os dias 22 e 26 de março, a tendência é de redução das chuvas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com acumulados que não devem ultrapassar 30 a 40 milímetros no período de cinco dias.
Já no Rio Grande do Sul, a chuva volta a ganhar força, enquanto boa parte do Matopiba, região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve registrar volumes entre 70 e 80 milímetros em cinco dias.
Na última semana de março, os modelos indicam tempo mais firme no Sudeste e em grande parte do Matopiba. Ainda assim, a chuva deve persistir no oeste e no norte de Mato Grosso, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros em apenas cinco dias.
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Saiba como votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26!

Está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. A premiação reconhece profissionais que fazem a diferença na cadeia produtiva da soja no país, seja no campo ou na pesquisa.
Participar é simples: basta acessar o link da votação, preencher seus dados e escolher um produtor e um pesquisador entre os indicados. Depois de confirmar suas escolhas, o voto já estará contabilizado.
Os candidatos foram selecionados por suas contribuições para o desenvolvimento da sojicultura brasileira, com iniciativas que envolvem tecnologia, inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo.
Ainda está em dúvida em quem votar? Conheça os indicados:
Pesquisadores
Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.
Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.
Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.
Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.
Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.
Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.
Leandro Paiola Albrecht
Professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Leandro Paiola Albrecht desenvolve pesquisas voltadas ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.
Seu trabalho vai além do uso de herbicidas e inclui práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de estudos sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.
Essas pesquisas ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Produtores
João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno ajudou a consolidar a produção de soja no Norte do Brasil.
A história da fazenda começou com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.
Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje, a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.
Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que combina tradição, tecnologia e sustentabilidade.
A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Com o passar do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.
Hoje, a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.
Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.
Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.
Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.
Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.
Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso, investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!
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Justiça mantém decisão que anulou cobrança de ICMS baseada em pauta fiscal em MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a decisão que anulou a cobrança de ICMS baseada em pauta fiscal – lista de preços mínimos fixada por portaria da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Por maioria, os desembargadores entenderam que o imposto deve ser calculado com base no valor real da operação comercial.
O caso envolve uma empresa frigorífica, que ingressou com mandado de segurança após ser autuada pela Sefaz por emitir notas fiscais com valores inferiores aos previstos em uma lista de preços mínimos estabelecida pela Portaria nº 260/2011, posteriormente alterada pela Portaria nº 287/2011.
Aduzia a empresa que em ato de fiscalização foram lavrados dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs) e foi exigido o recolhimento do imposto. Na primeira instância, a Justiça concedeu a segurança à empresa, declarou ilegal a portaria e anulou os lançamentos fiscais.
O Estado recorreu ao Tribunal, argumentando que a autuação não ocorreu por uso indevido de pauta fiscal, mas por descumprimento de condição para usufruir de um benefício fiscal, o Crédito Presumido de ICMS. Segundo a Fazenda estadual, a aceitação dos preços mínimos seria requisito para ter direito à vantagem tributária.
Relator do recurso, o desembargador Jones Gattass Dias afirmou que a base de cálculo do ICMS deve refletir o valor real da operação, conforme prevê a legislação tributária. Segundo ele, o uso de pauta fiscal só é admitido em situações específicas, quando há dúvida sobre os valores declarados pelo contribuinte, e ainda assim após procedimento administrativo que assegure contraditório e ampla defesa.
No caso analisado, as notas fiscais foram regularmente emitidas e autorizadas pela própria Sefaz, sem comprovação de irregularidades ou de subfaturamento.
O magistrado também ressaltou que o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), consolidado na Súmula 431, proíbe a cobrança de ICMS com base em pauta fiscal.
“A tentativa de vincular a pauta fiscal à fruição de benefício fiscal não afasta sua ilegalidade, pois o benefício não pode justificar a imposição de base de cálculo fictícia”, destacou o relator.
Com esse entendimento, a maioria da turma julgadora negou provimento ao recurso do Estado e manteve a sentença que anulou os lançamentos fiscais.
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Os conflitos no Oriente Médio e as oportunidades para o Brasil

Crises geopolíticas costumam gerar instabilidade global, mas também provocam rearranjos nas rotas comerciais e nos fluxos de investimento.
Em momentos de tensão, os mercados internacionais passam a buscar fornecedores alternativos, regiões mais seguras para investir e cadeias produtivas menos expostas a riscos políticos.
Nesse contexto, países considerados estáveis, com grande capacidade produtiva e disponibilidade de recursos naturais, acabam ganhando destaque. O Brasil se encaixa perfeitamente nesse perfil.
Historicamente, conflitos no Oriente Médio impactam diretamente o comércio global, sobretudo em energia, alimentos e fertilizantes. A região é estratégica para o petróleo e para rotas marítimas fundamentais, como o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.
Quando as tensões aumentam nessa área, investidores e governos procuram reduzir dependências e diversificar parceiros comerciais. Isso abre espaço para grandes produtores agrícolas e energéticos fora da região, incluindo o Brasil.
Para o agronegócio brasileiro, esse cenário pode representar um aumento da demanda internacional. Muitos países dependem de importações de alimentos e buscam fornecedores capazes de garantir estabilidade de produção e logística. O Brasil, que já figura entre os maiores exportadores mundiais de soja, milho, carne e açúcar, pode ampliar sua participação nesses mercados. Além disso, tensões internacionais frequentemente elevam preços de commodities, o que aumenta a receita das exportações brasileiras.
Posição privilegiada
Nesse contexto, o protagonismo do Mato Grosso torna-se ainda mais evidente. O estado é hoje o maior produtor agrícola do país e um dos maiores polos de produção de grãos do mundo. Com grande capacidade de expansão produtiva e tecnologia avançada no campo,
Mato Grosso está em posição privilegiada para atender uma demanda global crescente por alimentos e biocombustíveis. A combinação de produtividade elevada, escala de produção e terras ainda disponíveis para expansão coloca o estado como peça-chave na segurança alimentar global.
Outro efeito possível é a atração de investimentos estrangeiros. Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores buscam regiões consideradas mais previsíveis politicamente e com forte potencial econômico. O Brasil, apesar de seus desafios internos, é visto como uma democracia consolidada e distante de grandes conflitos internacionais.
Essa percepção de estabilidade relativa pode estimular investimentos em infraestrutura logística, energia, tecnologia agrícola e processamento industrial.
Mato Grosso também pode se beneficiar desse movimento ao atrair novos projetos de industrialização ligados ao agronegócio.
A expansão de usinas de etanol de milho, plantas de biodiesel, indústrias de processamento de alimentos e fábricas de insumos agrícolas tende a ganhar impulso quando o capital internacional procura oportunidades em regiões produtivas e politicamente seguras.
Com isso, o estado não apenas exporta mais, mas também amplia sua capacidade de agregar valor à produção local.
Além disso, a reorganização das cadeias globais de suprimento pode acelerar projetos logísticos estratégicos no Brasil, como novos corredores ferroviários, portos e rotas de exportação. Esses investimentos são essenciais para reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Para estados do Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso, melhorias logísticas representam um salto de eficiência que pode consolidar ainda mais a região como um dos principais polos agroindustriais do planeta.
Assim, embora conflitos internacionais tragam riscos e incertezas para a economia global, eles também criam oportunidades para países capazes de oferecer estabilidade, produção em grande escala e segurança de abastecimento.
Nesse cenário, o Brasil, e particularmente Mato Grosso, pode fortalecer sua posição no comércio mundial, atrair novos investimentos e acelerar um ciclo de crescimento que já vem transformando profundamente a economia da região.
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