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Sustentabilidade

Valor contratado nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/26 é de R$ 227,46 bilhões – MAIS SOJA

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Nos primeiros oito meses de operação do Plano Safra 2025/26, ou seja, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o montante contratado em crédito rural atingiu R$ 227,46 bilhões, valor 12,6% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada, que foi de R$ 260,23 bilhões. Para este ciclo, foram disponibilizados o total de R$ 594,4 bilhões para financiamento. O levantamento consta no Informe Crédito Rural, produzido pela Gerência Técnica de Desenvolvimento Humano do Sistema Ocepar (Getec) em parceria com empresa de consultoria Fator Agro, com base nos dados do Banco Central do Brasil.

O boletim mostra ainda a evolução crédito rural nos últimos anos: no Plano Safra 2023/24, o montante contratado foi de R$ 415,46 bilhões, enquanto no ciclo seguinte (2024/25) totalizou R$ 377,99 bilhões, revelando uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic.

Fontes

No acumulado dos oito primeiros meses de vigência do Plano Safra 2025/26, os recursos aplicados no crédito rural têm origem em diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que respondem por 37% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Obrigatórios (23%), LCA (15%), Poupança Rural (9%), Fundos Constitucionais (10%), BNDES (6%) e Outras Fontes (3%). Os dados, divulgados pelo Banco Central do Brasil, evidenciam a diversificação das fontes de financiamento disponíveis para o setor rural.

As cooperativas brasileiras contrataram, neste período inicial da safra 2025/26, cerca de R$ 30,7 bilhões em financiamentos rurais. Desse total, as cooperativas paranaenses respondem por, aproximadamente, 30% (R$ 9,33 bilhões), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.

Clique aqui e confira o Informe Crédito Rural em formato PDF

Fonte: Sistema Ocepar



 

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Sustentabilidade

Soja despenca no Brasil com queda em Chicago e no dólar; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja começou a semana em forte queda, refletindo as desvalorizações registradas na Bolsa de Chicago e no dólar. O cenário pressionou as cotações no mercado físico e praticamente travou as negociações no país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por pouquíssima liquidez. “Foi um dia praticamente zerado de negócios relevantes, com apenas alguns lotes pontuais negociados pela manhã, mas sem ímpeto comprador e muito menos vendedor”, afirmou.

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A queda nos preços elevou o spread entre compradores e vendedores. Apesar de os prêmios apresentarem leve alta, o movimento não foi suficiente para compensar as perdas provocadas pela desvalorização em Chicago e pelo recuo do dólar.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 122,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127,00 para R$ 123,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 121,00 para R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 108,00 para R$ 106,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 111,00 para R$ 107,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 132,00 para R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 128,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em forte queda na Bolsa de Chicago. Após atingir na semana passada o maior nível em dois anos, o mercado passou por um ajuste negativo diante de incertezas no cenário geopolítico e comercial.

Negociações EUA-China

Um dos fatores de pressão foi o possível adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. A reunião poderia abrir caminho para negociações comerciais envolvendo soja entre os dois países, e o adiamento reforça a incerteza no mercado.

Outro ponto acompanhado pelos agentes foi a mudança nas normas de inspeção para embarques de soja com destino à China, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após uma paralisação na originação da oleaginosa por parte de uma grande trading na semana passada.

De acordo com Silveira, essas questões ligadas à exportação mantêm o mercado em compasso de espera. Na semana passada, muitas tradings ficaram fora das negociações, o que reduziu a liquidez e pressionou os prêmios no mercado.

Contratos futuros de soja

Em Chicago, os contratos da soja com entrega em maio fecharam a US$ 11,55 por bushel, com queda de 5,7%. O farelo de soja recuou 3,25%, enquanto o óleo de soja registrou perda superior a 5%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial também contribuiu para a pressão sobre os preços no Brasil, encerrando o dia em queda de 1,62%, cotado a R$ 5,23.

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Sustentabilidade

Desafio CESB supera 5.200 inscrições e alcança 4,8 milhões de hectares de soja na Safra 25/26 – MAIS SOJA

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Apesar dos vários desafios enfrentados, como margens apertadas, altos custos dos insumos e chuvas irregulares, o sojicultor brasileiro aderiu fortemente ao 18º Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, tradicional iniciativa da sojicultura brasileira organizada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, o CESB.

No total, a iniciativa teve 5.298 inscrições de produtores e consultores, 10,6% a mais do que o registrado no Desafio da Safra 24/25. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro.

A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.

Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que esse desempenho mostra que o interesse pelo Desafio continua crescendo e que produtor vê valor real na participação. “O Desafio conta com um rígido protocolo de auditoria patenteado, que inclui georreferenciamento, laudo técnico, registro fotográfico e certificação, assegurando a credibilidade dos dados e o compromisso com uma produção eficiente, de baixo impacto ambiental e elevada responsabilidade social”, explica.

De acordo com o presidente do CESB, mais do que uma competição, o Desafio CESB é um programa de geração e transferência de conhecimento técnico agronômico, baseado em resultados reais e comprovados no campo. “O Desafio CESB consolida-se como um verdadeiro laboratório a céu aberto, que impulsiona a inovação, dissemina boas práticas agrícolas e contribui para transformar o futuro da soja no Brasil, unindo produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, complementa o presidente do CESB.

Sergio Abud, vice-presidente do CESB, observa que o Comitê continuará nesta edição do Desafio com sua missão de “provocar” e incentivar o aumento da produtividade do cultivo da Soja de forma sustentável. “Na décima oitava edição do Desafio, a “régua de produtividade” se manteve na casa de 100 sc/ha, a qual entendemos estar adequada para o momento, mas, há um estudo observando um possível aumento desta referência para as próximas edições frente aos resultados e evolução das médias produtivas. Continuaremos a provocar produtores e consultores a produzirem mais num mesmo espaço de forma sustentável”, enfatiza.

É investimento técnico, e não custo – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que os sojicultores e os consultores veem a sua participação no Desafio como um investimento técnico e não um custo. “O Desafio é uma excelente oportunidade de divulgação do conhecimento e das tecnologias utilizadas no campo. Além disso, ao convidar o produtor a se autodesafiar, o CESB tem ajudado na construção de históricos de produtividade, com áreas sendo campeãs 2, 3, 4, até mais de 6 vezes. Isso mostra que o nível técnico das fazendas inscritas é altíssimo e está em constante crescimento, resultando em recordes de produtividade e rentabilidade em todas as safras. O campeão do CESB hoje é tido como referência para os demais e exemplo a ser seguido”.

O Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB acrescenta que o Desafio ajuda o produtor a tomar as decisões. “A partir das áreas auditadas no Desafio, o CESB alimenta seu banco de dados desde 2008, possuindo então uma rica fonte de informação que é repassada ao agricultor através de materiais técnicos e eventos em parceria com nossos patrocinadores, parceiros de todas as ações”.

Segundo Ganem, as informações são validadas por uma auditoria, realizada por empresas terceirizadas credenciadas. “Elas seguem um rigoroso protocolo patenteado pelo CESB. Após o preenchimento da inscrição e solicitação de auditoria, o auditor agenda a visita e vai até a área com uma ficha de campo, onde confirma todo o manejo realizado bem como as informações fornecidas na inscrição. Para a colheita, é realizada uma medição com GPS da área participante além de diversos registros fotográficos para atestar o cumprimento do regulamento. O auditor analisa a produtividade e também os componentes agronômicos, como estande de plantas, população, perdas na colheita, entre outros pontos. Após a realização da auditoria, os dados são encaminhados para o time técnico do CESB que avalia a classificação ou não da área auditada, sempre seguindo regras muito bem definidas no regulamento oficial”, complementa.

O anúncio dos campeões – Os campeões do Desafio serão anunciados no 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de julho de 2026, no Royal Palm Tower Indaiatuba. Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento: https://forumcesb.com.br

Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.

Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.

De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.

“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.

Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
  • Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
  • Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
  • Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
  • Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento , clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa CESB



 

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Sustentabilidade

O que considerar no posicionamento das plantas de cobertura? – MAIS SOJA

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É consenso que as culturas de cobertura atuam de forma sinérgica na produção agrícola, sendo indispensáveis para a manutenção e sustentabilidade do sistema de plantio direto. No entanto, para que os benefícios proporcionados por essas espécies sejam plenamente aproveitados, sem impor restrições ao sistema produtivo, é fundamental planejar adequadamente a rotação de culturas e a inserção dessas espécies no calendário agrícola, garantindo maior eficiência e sucesso do sistema de produção.

Portanto, a escolha da espécie a ser cultivada e da época de semeadura deve considerar as características do sistema de produção, o ciclo das plantas, suas aptidões agronômicas e a suscetibilidade a pragas e patógenos. Espécies como o nabo forrageiro, por exemplo, embora amplamente utilizadas na rotação de culturas no Sul do Brasil, podem atuar como hospedeiras de patógenos como o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), contribuindo para a manutenção do ciclo da doença nas áreas agrícolas.

O mesmo é valido para áreas com histórico de presença de nematoides, uma vez que determinadas culturas de cobertura como a crotalária e aveia podem ser vulneráveis a determinadas espécies de fitonematoides, contribuindo para a multiplicação das populações da praga (Asmus, 2025). Nesse sentido, avaliar a se a espécie é uma potencial hospedeira de pragas ou doenças presentes na área é crucial para sua escolha.

Quadro 1. Suscetibilidade de algumas plantas componentes dos sistemas de produção de culturas anuais às principais espécies de fitonematoides.
Fonte: Asmus (2025)

Vale destacar que o ciclo das espécies de cobertura, bem como sua capacidade de recobrimento do solo, são fatores determinantes para sua inserção no sistema de plantio direto, uma vez que a adequada cobertura da superfície é essencial para a conservação do solo. Nesse contexto, embora espécies amplamente utilizadas, como o azevém e o nabo forrageiro, possam proporcionar boa cobertura em comparação ao pousio (tabela 1) a utilização de consórcios, ou “mix” de plantas de cobertura, especialmente envolvendo espécies de diferentes famílias, tende a ser uma alternativa ainda mais eficiente. Além disso, é fundamental que as exigências térmicas e fisiológicas das espécies sejam atendidas para garantir adequada atividade fotossintética e elevada produção de matéria seca.

Tabela 1 – Área coberta de solo pelas espécies vegetais aos 90 e 145 dias após emergência (DAE) e matéria seca de cobertura aos 145 DAE.
1/ Médias seguidas por mesma letra minúscula, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). Fonte: Moraes et al. (2009)

Além dos critérios supracitados, é fundamental posicionar adequadamente as culturas de cobertura dentro da janela de semeadura, de modo que as espécies possam se aproximar do final do ciclo, fase em que ocorre o maior acúmulo de matéria seca e nutrientes na planta. Esse ajuste permite maximizar a ciclagem de nutrientes, que passam a ficar disponíveis para a cultura sucessora após a decomposição e mineralização dos resíduos culturais.

Nesse sentido, no momento de selecionar a espécie, é importante responder às seguintes perguntas:

  • Há necessidade de inserir ao sistema plantas para geração de cobertura viva ou morta?
  • Há conhecimento suficiente sobre a espécie escolhida e sobre formas de manejo da mesma (herbicidas ou outros controles disponíveis)?
  • Quanto de biomassa seca a planta fornece nas suas condições? Acima de 5 toneladas de matéria seca por hectare?
  • A espécie é uma planta fixadora de nitrogênio?
  • A espécie é hospedeira alternativa de pragas insetos ou doenças?
  • A espécie produz semente que se colhida, poderá ser utilizada na próxima safra ou tem sementes de baixo custo?
  • Existem informações sobre efeitos alelopáticos negativos da planta sobre as culturas de sucessão e rotação? (Passos et al., 2013).


Referências:

ASMUS, G. L. MANEJO DE FITONEMATOIDES: ALÉM DA REDUÇÃO DOS NÍVEIS POPULACIONAIS. Informações Agronômicas Proteção De Plantas, N. 10, 2025. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1178084/1/37778.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

MORAES, P. V. D. et al. MANEJO DE PLANTAS DE COBERTURA NO CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO MILHO. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 27, n. 2, p. 289-296, 2009. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/pd/v27n2/11.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

PASSOS, A. M. A. et al. SISTEMA PLANTIO DIRETO: PLANTAS DE COBERTURA. Embrapa Rondônia. Porto Velho – RO, 2013. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/126122/1/folder-plantiodireto.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

 

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