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Sustentabilidade

Soja/ Cepea: Tensões no Oriente Médio impulsionam preços da soja no mercado internacional – MAIS SOJA

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Os preços internacionais da soja avançaram na semana passada, impulsionados, sobretudo, pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que intensificou as preocupações quanto ao fluxo de petróleo na região e sustentou as cotações das commodities energéticas. De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização externa elevou a paridade de exportação e sustentou as cotações domésticas.

Ainda assim, segundo o Cepea, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado por novos protocolos de exigências fitossanitárias. Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias. Diante dessas incertezas, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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O que considerar no posicionamento das plantas de cobertura? – MAIS SOJA

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É consenso que as culturas de cobertura atuam de forma sinérgica na produção agrícola, sendo indispensáveis para a manutenção e sustentabilidade do sistema de plantio direto. No entanto, para que os benefícios proporcionados por essas espécies sejam plenamente aproveitados, sem impor restrições ao sistema produtivo, é fundamental planejar adequadamente a rotação de culturas e a inserção dessas espécies no calendário agrícola, garantindo maior eficiência e sucesso do sistema de produção.

Portanto, a escolha da espécie a ser cultivada e da época de semeadura deve considerar as características do sistema de produção, o ciclo das plantas, suas aptidões agronômicas e a suscetibilidade a pragas e patógenos. Espécies como o nabo forrageiro, por exemplo, embora amplamente utilizadas na rotação de culturas no Sul do Brasil, podem atuar como hospedeiras de patógenos como o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), contribuindo para a manutenção do ciclo da doença nas áreas agrícolas.

O mesmo é valido para áreas com histórico de presença de nematoides, uma vez que determinadas culturas de cobertura como a crotalária e aveia podem ser vulneráveis a determinadas espécies de fitonematoides, contribuindo para a multiplicação das populações da praga (Asmus, 2025). Nesse sentido, avaliar a se a espécie é uma potencial hospedeira de pragas ou doenças presentes na área é crucial para sua escolha.

Quadro 1. Suscetibilidade de algumas plantas componentes dos sistemas de produção de culturas anuais às principais espécies de fitonematoides.
Fonte: Asmus (2025)

Vale destacar que o ciclo das espécies de cobertura, bem como sua capacidade de recobrimento do solo, são fatores determinantes para sua inserção no sistema de plantio direto, uma vez que a adequada cobertura da superfície é essencial para a conservação do solo. Nesse contexto, embora espécies amplamente utilizadas, como o azevém e o nabo forrageiro, possam proporcionar boa cobertura em comparação ao pousio (tabela 1) a utilização de consórcios, ou “mix” de plantas de cobertura, especialmente envolvendo espécies de diferentes famílias, tende a ser uma alternativa ainda mais eficiente. Além disso, é fundamental que as exigências térmicas e fisiológicas das espécies sejam atendidas para garantir adequada atividade fotossintética e elevada produção de matéria seca.

Tabela 1 – Área coberta de solo pelas espécies vegetais aos 90 e 145 dias após emergência (DAE) e matéria seca de cobertura aos 145 DAE.
1/ Médias seguidas por mesma letra minúscula, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). Fonte: Moraes et al. (2009)

Além dos critérios supracitados, é fundamental posicionar adequadamente as culturas de cobertura dentro da janela de semeadura, de modo que as espécies possam se aproximar do final do ciclo, fase em que ocorre o maior acúmulo de matéria seca e nutrientes na planta. Esse ajuste permite maximizar a ciclagem de nutrientes, que passam a ficar disponíveis para a cultura sucessora após a decomposição e mineralização dos resíduos culturais.

Nesse sentido, no momento de selecionar a espécie, é importante responder às seguintes perguntas:

  • Há necessidade de inserir ao sistema plantas para geração de cobertura viva ou morta?
  • Há conhecimento suficiente sobre a espécie escolhida e sobre formas de manejo da mesma (herbicidas ou outros controles disponíveis)?
  • Quanto de biomassa seca a planta fornece nas suas condições? Acima de 5 toneladas de matéria seca por hectare?
  • A espécie é uma planta fixadora de nitrogênio?
  • A espécie é hospedeira alternativa de pragas insetos ou doenças?
  • A espécie produz semente que se colhida, poderá ser utilizada na próxima safra ou tem sementes de baixo custo?
  • Existem informações sobre efeitos alelopáticos negativos da planta sobre as culturas de sucessão e rotação? (Passos et al., 2013).


Referências:

ASMUS, G. L. MANEJO DE FITONEMATOIDES: ALÉM DA REDUÇÃO DOS NÍVEIS POPULACIONAIS. Informações Agronômicas Proteção De Plantas, N. 10, 2025. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1178084/1/37778.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

MORAES, P. V. D. et al. MANEJO DE PLANTAS DE COBERTURA NO CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO MILHO. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 27, n. 2, p. 289-296, 2009. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/pd/v27n2/11.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

PASSOS, A. M. A. et al. SISTEMA PLANTIO DIRETO: PLANTAS DE COBERTURA. Embrapa Rondônia. Porto Velho – RO, 2013. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/126122/1/folder-plantiodireto.pdf >, acesso em: 16/03/2026.

 

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Sustentabilidade

Saiba como votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26!

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Imagem gerada por IA

Está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. A premiação reconhece profissionais que fazem a diferença na cadeia produtiva da soja no país, seja no campo ou na pesquisa.

Participar é simples: basta acessar o link da votação, preencher seus dados e escolher um produtor e um pesquisador entre os indicados. Depois de confirmar suas escolhas, o voto já estará contabilizado.

Os candidatos foram selecionados por suas contribuições para o desenvolvimento da sojicultura brasileira, com iniciativas que envolvem tecnologia, inovação, sustentabilidade e aumento da produtividade no campo.

Ainda está em dúvida em quem votar? Conheça os indicados:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
Professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Leandro Paiola Albrecht desenvolve pesquisas voltadas ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas e inclui práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de estudos sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Essas pesquisas ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno ajudou a consolidar a produção de soja no Norte do Brasil.

A história da fazenda começou com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje, a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que combina tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Com o passar do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje, a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso, investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Plantio do milho safrinha avança no Centro-Sul, mas clima acende alerta

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Foto: Prefeitura Toledo-PR

O plantio do milho safrinha 2026 atingiu 91% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (12), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (16). O avanço representa um salto em relação aos 82% registrados na semana anterior, embora o ritmo ainda esteja abaixo dos 97% observados no mesmo período do ano passado.

Com o encerramento da janela ideal de plantio em diversas regiões produtoras, os produtores aceleraram o ritmo da semeadura na última semana. Mesmo assim, cerca de 1,3 milhão de hectares ainda permaneciam por plantar, área mais que o dobro da registrada no mesmo momento da safra passada.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O principal ponto de atenção da safra neste momento é o clima. No oeste do Paraná, onde o plantio já foi totalmente concluído, a estiagem tem preocupado produtores. A baixa umidade do solo ocorre justamente no momento em que parte das lavouras começa a entrar na fase reprodutiva, considerada decisiva para o potencial produtivo do milho.

Colheita do milho verão

Enquanto isso, a colheita do milho da safra de verão 2025/26 alcançou 50% da área no Centro-Sul, avanço em relação aos 42% da semana anterior. Ainda assim, o ritmo segue mais lento do que no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já atingiam 72%.

Soja

No caso da soja, a colheita da safra 2025/26 chegou a 61% da área cultivada no Brasil até quinta-feira. O avanço ocorre frente aos 51% da semana anterior, mas também permanece abaixo dos 70% registrados em igual período de 2025.

Apesar de o ritmo seguir como o mais lento desde a safra 2020/21, o mercado começa a direcionar o foco para as condições climáticas nas lavouras mais tardias. No Rio Grande do Sul, a estiagem já provocou perdas em algumas áreas, e as chuvas leves registradas recentemente foram insuficientes para recompor a umidade do solo.

Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste, embora as precipitações tenham diminuído, o excesso de umidade nos grãos ainda dificulta a colheita e o recebimento da soja em determinados polos produtores.

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