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Milho segue em alta com setor de olho na guerra no Oriente Médio

O mercado do milho tem registrado alta nas últimas semanas. Segundo o Cepea, apesar de manterem bons estoques do cereal, muitos produtores estão concentrados em outras atividades no campo, o que acaba reduzindo o ritmo de comercialização.
Dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a safra colhida em fevereiro conta com estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas. O volume é superior ao registrado na temporada passada, quando o estoque era de 11,88 milhões de toneladas.
O que acontece é que a venda dessa mercadoria tem ficado em segundo plano, visto que a prioridade dos agentes neste período tem sido a comercialização da soja e a semeadura da segunda safra do milho. Outro fator que colabora para a crescente nos preços é a procura dos compradores para repor os estoques do produto, gerando alta demanda para pouca oferta.
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Frete
A concorrência nos valores do frete, que já está acirrada, pode aumentar nos próximos dias. Agentes do setor acompanham com atenção o desenrolar dos conflitos no Oriente Médio, já que o bloqueio de rotas marítimas pode impactar as cotações do transporte.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Milho sobe na semana com apoio do etanol e atenção voltada ao clima no Brasil

O mercado do milho encerrou a semana com leve valorização nas bolsas, mesmo diante de um cenário de oferta global um pouco mais confortável. O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões positivas para a produção da Ucrânia e do Brasil, parcialmente compensadas por uma redução na safra da Argentina.
Com isso, a disponibilidade mundial do cereal foi levemente ampliada, mantendo uma pressão moderada sobre os preços. Ainda assim, fatores externos ajudaram a sustentar o mercado ao longo da semana.
Entre eles, os movimentos do petróleo voltaram a influenciar o milho por meio do mercado de etanol. As oscilações nos preços da energia aumentaram a cautela dos investidores e contribuíram para a volatilidade nas negociações.
De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, por meio do sistema Grainsights, o milho spot negociado na Chicago Board of Trade encerrou a semana com alta de 1,3%.
No Brasil, o contrato do cereal negociado na B3 acompanhou parcialmente esse movimento, fechando a R$ 75,29 por saca, com valorização de 0,61% no período. Esse movimento nas bolsas também trouxe ajustes positivos ao mercado físico em diversas regiões produtoras.
Em Uberlândia, em Minas Gerais, as cotações encerraram a semana ao redor de R$ 64,79 por saca, registrando alta de cerca de 1%.
O que esperar para os proximos dias?
Para os próximos dias, o mercado deve concentrar atenções no encerramento da janela de plantio da segunda safra nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. No Mato Grosso, a semeadura já está praticamente concluída, com avanço acelerado nas últimas semanas. Em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, porém, ainda há incertezas devido ao plantio tardio em áreas onde a colheita da soja atrasou e às chuvas irregulares.
Nesse cenário, o clima deve ser determinante para os preços. A ocorrência de chuvas que favoreçam o estabelecimento das lavouras pode manter as expectativas de produtividade, enquanto a falta de umidade pode gerar preocupações e sustentar altas no mercado.
Outro fator de atenção é o comportamento dos combustíveis. O diesel mais caro eleva os custos logísticos para escoamento da safra e transporte de insumos, o que tende a reduzir o preço líquido recebido pelo produtor. Por outro lado, a manutenção do petróleo em patamares elevados sustenta a competitividade do milho como matéria-prima para a produção de etanol, incentivando a demanda das usinas pelo cereal.
No campo macroeconômico, o mercado também acompanha as decisões de juros no Brasil. A definição da taxa básica pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil pode influenciar o ritmo de compras das indústrias. Juros elevados tendem a reduzir o apetite comprador, já que muitas empresas preferem trabalhar com estoques menores para diminuir o custo financeiro.
Além disso, o cenário internacional segue marcado por incertezas geopolíticas, especialmente ligadas ao conflito envolvendo o Irã. Embora o impacto direto sobre o milho seja limitado, os movimentos no petróleo e no dólar continuam sendo importantes indicadores para identificar oportunidades de comercialização no mercado.
Em um ambiente de volatilidade, especialistas recomendam que produtores acompanhem de perto os preços e avaliem oportunidades de venda sempre que as cotações estiverem alinhadas às margens de rentabilidade da atividade.
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Ferrugem asiática eleva custos da soja e reforça aposta em nova tecnologia de fungicida

A ferrugem asiática segue como a principal ameaça fitossanitária das lavouras de soja no Brasil. Nos municípios produtores, o controle da doença representa entre 5% e 11% do custo operacional efetivo, podendo responder por mais de 40% dos gastos da lavoura.
Além da ferrugem, outras doenças fúngicas também desafiam o produtor ao longo do ciclo da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose e anomalias da soja, que podem surgir em diferentes fases do desenvolvimento da planta.
Nesse cenário, especialistas reforçam que planejamento agronômico e manejo adequado são fundamentais para preservar o potencial produtivo das lavouras.
Manejo começa antes mesmo do plantio
Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ihara, Andrey Boiko, o sucesso no controle de doenças depende de uma série de decisões tomadas ao longo de todo o sistema produtivo.
“Existem diversas etapas do processo que precisam ser observadas pelo agricultor e ele sabe fazer isso melhor do que ninguém. Desde a escolha da variedade, os tratos culturais iniciais, o preparo do solo, a adubação e o plantio direto”, afirma.
De acordo com o especialista, o controle de pragas e plantas daninhas também faz parte desse conjunto de práticas que contribuem para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da cultura.
Paraná lidera registros de ferrugem na safra
Na safra atual, o Paraná aparece entre os estados com maior número de casos de ferrugem asiática, com mais de 50 registros confirmados, segundo dados do Consórcio Antiferrugem.
Considerada uma das doenças mais severas da soja, a ferrugem pode provocar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada, o que mantém os produtores em constante alerta.
A experiência do produtor Juarez Penz, de Passo Fundo (RS), mostra como o impacto pode ser significativo. Em anos anteriores, a ferrugem comprometeu parte da lavoura e resultou em perdas de cerca de 10 sacas por hectare.
“Tivemos anos com muita ferrugem, principalmente quando tem umidade e temperatura alta. A incidência aumenta e tivemos dificuldade no controle”, relata.
Tecnologia busca ampliar proteção das lavouras
Diante da pressão crescente das doenças, novas tecnologias de proteção têm sido incorporadas ao manejo fitossanitário.
Uma das soluções desenvolvidas pela Ihara é o fungicida Sugoy, formulado com três ingredientes ativos que atuam de forma complementar no controle das principais doenças da soja.
Segundo o gerente de produtos da Ihara, Archimedes Nishida, a proposta é oferecer uma solução completa para o produtor.
“Sugoy é uma grande oportunidade ao agricultor. Ele tem em sua formulação fungicida protetor, sendo uma solução completa, trazendo controle de doenças com alta seletividade”, afirma.
Dez anos de pesquisa até chegar ao campo
O desenvolvimento do produto exigiu uma década de pesquisa e investimento em tecnologia.
De acordo com Boiko, o maior desafio foi reunir diferentes ingredientes ativos em uma formulação estável e eficiente.
“É muito difícil unir três ingredientes ativos em uma formulação estável e seletiva, que permita ao agricultor trabalhar com eficiência e agilidade no campo”, conta.
A formulação em suspensão concentrada permite que os ingredientes ativos sejam rapidamente absorvidos pela planta e permaneçam disponíveis por mais tempo, protegendo a lavoura mesmo sob condições climáticas adversas.
Estratégia no manejo de resistência
Outro desafio no controle de doenças é o manejo da resistência dos fungos aos produtos utilizados no campo.
Segundo o pesquisador Carlos Forcelini, da Agro Tecno Research, a combinação de diferentes grupos químicos aumenta a eficácia da estratégia.
“Mesmo que o patógeno tenha resistência a algum dos ativos, é muito difícil que consiga se defender do fungicida aplicado quando há múltiplos mecanismos de ação”, afirma.
Aplicação no momento certo é decisiva
No manejo fitossanitário da soja, o momento da aplicação também é determinante para o sucesso do controle.
Boiko afirma que a severidade das doenças no Brasil exige mais de uma aplicação ao longo do ciclo da cultura.
“Muitas vezes é necessário lançar mão de várias aplicações para proteger a cultura no período mais sensível, que é a fase reprodutiva, quando a planta está formando os grãos”, destaca.
Fungicidas se tornam indispensáveis
Produtores que acompanham a evolução da cultura da soja relatam que o cenário atual exige cada vez mais atenção ao manejo fitossanitário.
O produtor Sergio Pierdoná, terceira geração de agricultores no Sul do país, afirma que a realidade mudou nas últimas décadas.
“Até o começo dos anos 2000 a gente praticamente não tratava a soja. Com a ferrugem, isso mudou. Hoje é indispensável fazer o tratamento com fungicida”, diz.
Ele destaca que soluções prontas também facilitam a operação no campo. “Em vez de colocar três produtos no pulverizador, você coloca um só. Fica muito mais prático e ágil.”
Eficiência e segurança na aplicação
Além da proteção da lavoura, a tecnologia também busca reduzir riscos operacionais no momento da aplicação.
Segundo Nishida, a formulação do fungicida elimina a necessidade de misturas adicionais no tanque.
“O produtor tem uma solução completa, que minimiza o risco operacional e traz maior consistência no controle”, afirma.
A expectativa da Ihara é continuar investindo em inovação para a proteção de cultivos nos próximos anos.
“Nós podemos garantir que a Ihara vai trazer ainda mais inovação e novos produtos para o agricultor brasileiro”, conclui Boiko.
Com a expansão da área de soja e a pressão crescente de doenças, especialistas avaliam que manejo integrado, monitoramento constante e tecnologias avançadas serão cada vez mais essenciais para manter a produtividade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
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Preço do feijão tem queda, mas média de março segue mais alta que a de fevereiro, aponta Cepea

A última semana foi marcada pela queda nos preços do feijão na maior parte das regiões brasileiras. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo está ligado à baixa demanda observada nos últimos dias.
Apesar disso, o feijão carioca de nota 9 ou superior manteve, em março, cotações 8,72% acima das registradas em fevereiro. No caso do feijão preto, os preços também permaneceram 1,1% maiores que no período anterior, mas a maior oferta de vendedores acabou pressionando os valores no mercado.
Oscilações de preços já chegam ao consumidor
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as variações de preço do feijão já começaram a ser sentidas pelo consumidor em fevereiro.
O feijão carioca registrou alta de 11,73% no segundo mês do ano, enquanto no acumulado de 12 meses a elevação foi de 11,5%.
Já o feijão preto apresentou comportamento diferente. Em fevereiro, houve alta de 2,84%, mas no acumulado de 12 meses as cotações registraram queda de 22,78%.
De acordo com o Cepea, no campo o feijão carioca acumula valorização significativa em 12 meses, com alta de 42,2% para grãos de nota 9 ou superior e de 55,7% para os classificados entre 8,0 e 8,5. No caso do feijão preto, o avanço foi bem mais modesto, de apenas 1% no mesmo período.
Os dados indicam que os aumentos observados no campo ainda foram repassados apenas parcialmente ao consumidor final.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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