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Soja no shampoo: alunos descobrem presença do agro em itens do cotidiano

Estudantes de Primavera do Leste e região estão descobrindo que a produção do campo vai muito além do prato de comida. Durante a 10ª Farm Show MT, cerca de cinco mil alunos participam de um circuito que demonstra a aplicação de soja e milho na fabricação de itens como shampoos, protetores solares e cosméticos. A iniciativa utiliza espaços interativos para conectar o setor produtivo ao dia a dia urbano.
Marcos Bravin, presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, detalha que o fluxo médio é de 1.200 crianças por dia. O objetivo é reduzir o desconhecimento sobre a origem dos produtos industrializados.
“A Farm Show sempre teve a preocupação de mostrar para a população o que é o agro. Neste ano estamos recebendo cerca de cinco mil crianças para apresentar o agronegócio e a sustentabilidade que ele traz para a nossa região, para o Brasil e para o mundo”, diz Bravin.
Uma das experiências é a “Casa do Agro Brasileiro”, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), onde os cômodos de uma residência são usados para apontar onde estão os derivados das commodities.
Segundo Juliana Barbosa, da comissão organizadora da Farm Show MT, o foco é a surpresa da descoberta. “A ideia é mostrar que dentro de casa temos muito mais soja e milho no nosso dia a dia do que imaginamos. Em cada cômodo a gente explica onde esses produtos estão presentes — nos alimentos, mas também em vários itens que usamos todos os dias”.

Surpresa no cotidiano
A presença de derivados de soja em produtos de higiene pessoal foi o dado que mais chamou a atenção dos alunos de 10 anos durante as visitas. “Eu nunca imaginei que no shampoo tinha soja! Tudo que eu descobria eu ficava assim: ‘O quê??’”, conta surpresa a estudante Helena Uliana ao Canal Rural Mato Grosso.
O aluno Tomás Quieza também relata que não associava a agricultura a itens de prateleira de farmácia e supermercados. “Eu achei muito legal aprender o que tem soja e o que não tem. Eu pensava que bolacha, shampoo e protetor solar não tinham soja, mas têm”. A professora Pedrina Feldhaus reforça que o aprendizado prático fixa melhor o conteúdo. “A gente percebe o quanto a soja está presente no nosso dia a dia. Eles saem daqui surpresos e com mais conhecimento”.
O projeto “Pequenos do Agro”, do Sistema Famato, complementa a ação com mascotes que explicam as cadeias de soja, milho, algodão e pecuária. Luciana Tomain, presidente da Comissão Famato Mulher, explica à reportagem que a ludicidade é a ferramenta para aproximar os setores. “A ideia é aproximar campo e cidade e mostrar para as crianças o quanto o agro faz parte da vida de todos nós”.

Estreia de entidades
A Farm Show MT teve início nesta terça-feira (10) em Primavera do Leste e segue até sexta-feira (13). O evento conta com mais de 400 expositores. A edição deste ano também registra a primeira participação do Sistema OCB-MT e da Associação dos Criadores de Suínos de Matogrosso (Acrismat) no circuito da feira. As entidades buscam aproveitar o fluxo de produtores para oferecer serviços e apresentar viabilidades econômicas.
Frederico Azevedo, superintendente do Sistema OCB-MT, pontua que a meta é fortalecer o modelo cooperativista na região. “A ideia é levar conhecimento sobre cooperativismo e integrar as cooperativas, apresentando serviços e oportunidades para produtores e para a comunidade”.
Para a suinocultura, a feira é um ponto de prospecção para novos investidores no estado. Frederico Tannure Filho, presidente da Acrismat, ressalta que o foco é o negócio. “Estamos participando pela primeira vez da Farm Show porque é um ambiente de negócios. É uma oportunidade de mostrar o trabalho da suinocultura e também apresentar aos produtores que essa atividade pode compor seus empreendimentos no estado”.
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Chile eleva em 52% a compra de carne bovina de Mato Grosso

Quatro principal importador de carne bovina de Mato Grosso janeiro de 2026, o Chile adquiriu no primeiro mês do ano 52,4% a mais da proteína em relação ao mesmo período em 2025. O salto foi de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas.
O desempenho de janeiro, baseado em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), posiciona o Chile logo atrás da China (47,7 mil toneladas), Estados Unidos (4,4 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (4,3 mil toneladas).
O saldo observado no primeiro mês de 2026, confirma a importância do mercado chileno para Mato Grosso. Para se ter uma ideia, em 2025 as importações de carne bovina mato-grossense para lá cresceram 44,8%. No ano passado o país sul-americano adquiriu 47,7 mil toneladas de carne bovina no estado, enquanto em 2024 haviam sido 32,5 mil toneladas. Tal crescimento o fez saltar da sétima colocação para a terceira no ranking dos destinos da proteína estadual.
Padronização e logística na América do Sul
O mercado chileno, conforme o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que prioriza cortes desossados e refrigerados, tem exigido das indústrias locais um refilamento específico para atender ao padrão de consumo local.
O Imac salienta que a estrutura industrial consolidada de Mato Grosso permite atender à demanda por carnes resfriadas e com padronização rigorosa no acabamento, diferenciais valorizados pelo varejo chileno. Essa adaptação técnica nas plantas frigoríficas é o que sustenta a competitividade da proteína no continente, facilitada pelo transporte terrestre.
O foco em vizinhos sul-americanos é parte da estratégia de diversificação de mercados, visando equilibrar o escoamento da produção em períodos de oscilação nos preços internacionais. A manutenção do Chile como comprador de peso serve como um suporte para o pecuarista mato-grossense, garantindo regularidade nos embarques de cortes com maior valor agregado.
“O Chile é um mercado estratégico porque alia volume e facilidade de logística. Os bons resultados nesse mercado mostram o quanto estamos preparados para atender às diferentes exigências de consumidores”, pontua Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.
Para manter a rentabilidade da pecuária estadual e reduzir a dependência de grandes blocos, o setor tem buscado maior capilaridade na América do Sul, salienta o Imac. “Temos participado de feiras em países como Peru e Bolívia. E o Chile é um parceiro estável, com demanda contínua e que valoriza a qualidade do nosso produto”, explica Andrade.
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Agro Mato Grosso
Exportação de algodão do Mato Grosso representa 62% do total nacional

As exportações de algodão feitas, mês passado, por indústrias mato-grossenses representaram 62,57% do volume nacional exportado, enviando 169,26 mil toneladas. É o terceiro maior volume para um mês de fevereiro em toda a série histórica, informa a secretaria de Comércio Exterior. A China continuou a liderar os embarques, com 46,95 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 31,96 mil toneladas.
Assim, no acumulado do ciclo 2024/25 até o momento (agosto de 2025 a fevereiro deste ano), Mato Grosso exportou 1,16 milhão de toneladas, 1,44% a menos em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Ainda, a China também lidera a participação no acumulado, com 24,36% do total, seguida por Bangladesh, com 16,02%.
Um dos principais fatores que contribuíram para o menor volume exportado no acumulado foi o fato de os maiores importadores do ciclo 2023/24, Vietnã e Paquistão, terem reduzido suas importações, sendo o quinto e sexto do ciclo atual, respectivamente.
Agro Mato Grosso
Começa venda da atual safra de milho em MT com média de R$ 42, diz IMEA

A comercialização de milho da safra 24/25 atingiu 96,27% da produção, avanço de 3,91 pontos percentuais ante ao levantamento anterior. Esse progresso está ligado à estabilidade nos preços do milho disponível no Estado. No mesmo mês, o preço médio mensal da safra fechou em R$ 45,82/saca, valorização de 0,30% em comparação ao mês anterior. No que se refere às negociações da safra 25/26, mês passado comercialização alcançou 35,41% da produção estimada, avanço de 3,41 pontos percentuais frente ao mês anterior e ficou 2,96 pontos acima do observado no mesmo período da safra passada.
O aumento nas vendas ocorreu, pois os preços futuros do milho estão mais valorizados, incentivando os produtores a fechar negociações de longo prazo. Assim o preço médio mensal da safra 25/26 fechou em R$ 45,46/saca, alta de 2,64% em relação ao mês anterior. O IMEA também informou, ontem, que já identificou as vendas da safra de milho da safra 2026/27, e a comercialização fechou na média de 0,62%, com o preço médio em R$42,74/saca, em fevereiro.
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