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9 de junho de 2026

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Oferta reduzida mantém firmes os preços do milho

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Foto: Pixabay.

O mercado brasileiro de milho apresenta comportamentos distintos entre as regiões produtoras e consumidoras neste momento. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a atenção dos produtores está concentrada na colheita e no escoamento da soja, o que limita a oferta do cereal no mercado spot nacional.

Com a prioridade voltada para a oleaginosa, parte dos vendedores tem deixado o milho em segundo plano. Esse movimento reduz a disponibilidade imediata do grão, especialmente em regiões com maior consumo.

Oferta restrita sustenta preços em São Paulo

De acordo com o Cepea, em regiões consumidoras, como as do estado de São Paulo, a oferta abaixo da demanda mantém os preços do milho firmes nas negociações. A menor presença de vendedores ativos no mercado contribui para sustentar as cotações, mesmo diante de um cenário de colheita em andamento em outras áreas do país.

O ritmo de comercialização, portanto, não depende apenas do volume produzido, mas também da estratégia dos produtores, que neste período priorizam a soja.

Sul registra pressão com avanço da colheita

Já nas regiões ofertantes, como o Sul do Brasil, onde a colheita da safra de verão de milho está em andamento, os preços apresentam enfraquecimento. O aumento pontual da disponibilidade pressiona as cotações locais.

Ainda assim, quedas mais intensas têm sido limitadas pela postura mais retraída dos produtores. Muitos optam por reter o cereal, na expectativa de uma recuperação dos preços no curto prazo.

Esse comportamento está fundamentado na percepção de que parte dos vendedores segue direcionando esforços para a negociação da soja, o que pode reduzir temporariamente a pressão de oferta sobre o milho.

Com isso, o mercado segue atento à evolução da colheita e ao ritmo de comercialização nas próximas semanas, fatores que devem definir o comportamento das cotações no mercado interno.

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O que é retrofit? Solução permite atualizar máquinas agrícolas com menor custo

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Foto: reprodução/Mercado & Cia

Em meio ao cenário de juros elevados, crédito restrito e margens cada vez mais apertadas no campo, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a produtividade sem ampliar os custos. Uma dessas soluções que vem ganhando força no Brasil é o retrofit (processo de modernização) de máquinas e equipamentos agrícolas.

A prática consiste em atualizar máquinas já em operação com tecnologias embarcadas que aumentam eficiência, precisão e conforto, sem exigir o investimento milionário na compra de equipamentos novos.

No município de Palmeira, no interior do Paraná, o agricultor Manoel Pereira Júnior acompanha mais uma temporada do plantio de aveia, trigo e cevada enquanto busca formas de enfrentar um momento considerado desafiador para o setor.

“Juros em disparada, sem crédito oficial do governo, sem crédito rural para custeio, dólar baixo, commodities baixas e o fertilizante, principalmente nos custos, que está na estratosfera”, destaca.

Eficiência e tecnologia

A busca por eficiência não é novidade na propriedade, há quase cinco décadas, a família foi pioneira na adoção do sistema de plantio direto. Agora, a inovação chega por outro caminho, manter máquinas antigas em operação, mas equipadas com recursos de última geração.

Foi o que aconteceu com uma colheitadeira adquirida em 2023 que passou por atualização tecnológica. O resultado, segundo o produtor, foi uma máquina com desempenho próximo ao de um equipamento novo, mas com investimento muito menor.

“A prestação hoje de uma colheitadeira nova é R$ 400.000 para pagar em 6 anos mais os juros. Se você pegar esse dinheiro e reformar a colheitadeira, você vai ter uma máquina zero com o preço insignificante comparado com a nova”, afirma Júnior.

Segundo presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, as vendas nos primeiros quatro meses do ano caíram 18%. O faturamento veio para R$ 17,1 bilhões. Para o setor não há dúvidas de que o momento é de retração.

“O recurso que o agricultor tem, ele segura esse recurso para fazer custeio e deixa os investimentos para depois. Porque se ele for no mercado pegar dinheiro emprestado para fazer custeio, o juros é muito caro, isso aperta mais a margem dele”, destaca Estevão.

Atualizações disponíveis

A atualização tecnológica inclui instalação de sensores de sementes, sensores de adubo, sistemas de monitoramento por satélite e monitores de plantio que permitem acompanhar falhas e melhorar o desempenho operacional.

Entre as funcionalidades, os sensores conseguem identificar falhas na semeadura em tempo real, aumentando a precisão do plantio e reduzindo desperdícios.”O foco principal é esse, trazer resultado pro pro produtor rural a um custo acessível”, afirma o desenvolvedor de produto, Douglas Ramos. 

O planejamento de Júnior está bem desenhado, o plantio de inverno cobrindo os campos e a tecnologia aos poucos vai embarcando no velho maquinário que fará aumentar a produtividade. 

Além do ganho em produtividade, o retrofit também promete mais conforto para o operador e abre caminho para novas soluções que ainda estão chegando ao mercado, como monitores inteligentes para semeadeiras, tecnologia considerada inédita no país.

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Sistema Faep pede reversão de corte de R$ 461,7 mi no seguro rural para 2026

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Foto: Pixabay

O Sistema Faep manifestou preocupação com o novo bloqueio previsto no orçamento do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2026.

Segundo dados do Painel do Orçamento Federal divulgados nesta terça-feira (9), o contingenciamento pode chegar a R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão inicialmente previstos para o programa.

A entidade pede que o governo federal reverta a medida para assegurar previsibilidade e proteção financeira aos produtores rurais.

Os recentes cortes geram alerta e dificultam ainda mais a situação do campo. Em 2025, cerca de 42% dos recursos previstos para o PSR foram bloqueados. Já em 2024, a execução ficou aproximadamente 40% abaixo do valor aprovado pelo Congresso.

“Esperamos que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeros dificuldades nas últimas temporadas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

“Especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que somos o estado que mais contrata o seguro rural no país”, complementa.

Contratos firmados

Em 2025, o Paraná contratou 28,02 mil apólices, quase 43,7% dos contratos firmados via PSR no país (64,17 mil apólices). Segundo Meneguette, os cortes dos últimos anos, pelo governo federal, são críticos e desestimulam ainda mais o agricultor.

Informações do PSR e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que o número de apólices caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, queda de 68,3% em quatro anos. Ainda de acordo com dados do programa, a extensão da área assegurada, no Paraná, acompanha o declínio das apólices.

Em 2021, o estado protegia mais de 3,8 milhões de hectares, mas esse número encolheu para 1,25 milhão de hectares em 2025, queda de 63,8%.

“Essa redução drástica nas contratações coloca a atividade rural em risco no Paraná e no Brasil, em especial diante das recorrentes intempéries climáticas. Sem seguro, a produção de alimentos fica descoberta”, afirma. “Sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos. Esse cenário precisa ser revisto”, reforça Meneguette.

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Tecnofam reúne parceiros na 6ª edição voltada à agricultura familiar

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A Tecnofam abriu programação nesta segunda-feira (9) com a participação de ministérios, secretarias estaduais de Mato Grosso do Sul, parlamentares, associações de produtores e entidades do setor. Em sua 6ª edição, o evento é voltado à agricultura familiar e deve receber cerca de 5 mil visitantes ao longo de três dias, segundo as informações divulgadas pela organização.

A abertura do evento reuniu representantes de diferentes frentes ligadas ao desenvolvimento rural. Entre os participantes citados estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), além de ministérios, secretarias estaduais, deputados, vereadores e associações de produtores.

Com expectativa de 5 mil visitantes em três dias, a Tecnofam chega à 6ª edição como espaço de articulação entre produtores, entidades de assistência, organizações de representação e agentes públicos. O foco na agricultura familiar insere o evento em uma agenda relevante para o setor, especialmente em temas como difusão de tecnologia, qualificação da produção, acesso a políticas públicas e integração com cooperativas e instituições de apoio.

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A presença simultânea de órgãos públicos e entidades privadas indica um esforço de coordenação em torno de demandas típicas da agricultura familiar, como orientação técnica, gestão, comercialização e fortalecimento da produção. Esses pontos têm relação direta com a produtividade e com a permanência de pequenos e médios produtores nas cadeias agropecuárias.

As informações disponíveis não detalham, até o momento, a programação técnica, o local exato do evento nem as pautas prioritárias desta edição. Também não foram informados recortes por cadeia produtiva, volume de negócios esperado ou número de expositores presentes no primeiro dia.

A dimensão da Tecnofam em sua 6ª edição e a participação de instituições públicas e setoriais reforçam o papel da agricultura familiar na agenda rural de Mato Grosso do Sul. Sem detalhamento oficial adicional sobre programação e resultados esperados, a avaliação técnica dos desdobramentos do evento depende da divulgação de novos dados pela organização.

Fonte: embrapa.br

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