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Sustentabilidade

Milho/RS: Colheita avança e chega a 58% da área cultivada no estado – MAIS SOJA

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A colheita alcançou 58% da área cultivada. A produtividade obtida nessas áreas está satisfatória, próxima à projetada inicialmente. As lavouras remanescentes apresentam grande variabilidade no potencial produtivo, associado à irregularidade das precipitações e à ocorrência de déficit hídrico em fases críticas do ciclo.

Nas áreas tardias e de segunda safra, observam-se limitações no estabelecimento e no desenvolvimento vegetativo em função da baixa umidade do solo e das temperaturas elevadas. Em regiões onde ocorreram precipitações recentes, verifica-se recuperação parcial do potencial produtivo, condicionada à continuidade das chuvas.

Registra-se presença de cigarrinha em diversas regiões, sento realizado o monitoramento e controles pontuais. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada no início de março.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em São Gabriel, iniciou-se a colheita das primeiras lavouras semeadas. Em Manoel Viana, Maçambara e São Borja, a colheita está em fase final, com produtividades dentro e acima do esperado nas lavouras irrigadas, e dentro e abaixo do esperado nas de sequeiro. Na Região da Campanha, em Aceguá, no dia 12/02, em decorrência de ventos fortes acompanhados de chuvas, houve acamamento em áreas pontuais, sem impacto definido sobre a produtividade, pois as lavouras não se encontravam em granação.

Na de Caxias do Sul, as chuvas mal distribuídas resultaram em perdas de rendimento em áreas com insuficiente suprimento hídrico. A colheita deve iniciar nos próximos dias, com boa expectativa para lavouras precoces e redução de produtividade nas áreas tardias afetadas pela redução nas chuvas em janeiro e fevereiro.

Na de Erechim, 30% da área está em enchimento de grãos e maturação e 70% colhidos. As produtividades variam entre 7.200 e 15.000 kg/ha, com média estimada em torno de 9.000 kg/ha, influenciada pela variabilidade pluviométrica e pela fertilidade dos solos.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras se distribuem em desenvolvimento vegetativo (5%), em maturação (5%) e colhidas (90%). A produtividade média obtida está próxima a 7.500 kg/ha. O milho de segunda safra apresenta dificuldades de estabelecimento e desenvolvimento inicial devido ao déficit hídrico. Observa-se alta incidência de cigarrinha nas áreas monitoradas.

Na de Ijuí, a colheita alcança aproximadamente 75%, favorecida pela rápida redução da umidade dos grãos. A produtividade média observada é de 9.600 kg/ha, com variação conforme manejo, cultivar e impacto da estiagem de dezembro. Em áreas irrigadas, registramse produtividades entre 13.020 e 15.000 kg/ha. As lavouras remanescentes apresentam comprometimento do ciclo final devido ao calor e à baixa umidade. A semeadura da segunda safra está em andamento, e houve relatos de emergência irregular e desenvolvimento inicial prejudicado.

Na de Pelotas, estão 25% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 31% em florescimento, 20% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 17% colhidas. As chuvas de volumes entre 20 e 140 mm, ocorridas em 12/02, favoreceram a recuperação parcial do potencial produtivo, que ainda está condicionado à continuidade das precipitações.

Na de Santa Maria, a estimativa média de produtividade poderá sofrer ajustes negativos devido à irregularidade das chuvas. Em Tupanciretã, as perdas no milho de sequeiro estão estimadas em 40%. Cerca de 50% das lavouras se encontram em fase reprodutiva, entre embonecamento e enchimento de grãos.

Na de Santa Rosa, estão 6% em desenvolvimento vegetativo, 2% em enchimento de grãos, 6% em maturação e 86% colhidos. O milho safra está totalmente colhido, com rendimento satisfatório, apesar de restrição hídrica pontual.

Na de Soledade, o milho precoce se encontra em maturação e colheita, com produtividades de 4.200 a 10.800 kg/ha em função da restrição hídrica, ocorrida entre 17/11 e 08/12/2025. As lavouras semeadas em períodos intermediário e tardio apresentam menor ritmo de desenvolvimento devido às chuvas irregulares, mas houve retomada após precipitações do período. A distribuição fenológica indica 30% em fase vegetativa, 5% em florescimento, 10% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 30% colhidos.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, diminuiu 0,89%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 59,34 para
R$ 58,81.

Fonte: Emater/RS



 

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Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquinas – MAIS SOJA

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É consenso que, no cenário atual, as espécies do gênero Amaranthus, popularmente conhecidas como caruru, figuram entre as plantas daninhas mais problemáticas nas culturas agrícolas brasileiras. Em crescente expansão no território nacional, essas espécies competem intensamente com culturas como soja e milho, promovendo reduções expressivas na produtividade das lavouras.

O caruru destaca-se pelo rápido crescimento inicial, elevado vigor, alta produção de sementes e ampla capacidade de desenvolver resistência a herbicidas, características que lhe conferem elevada agressividade e dificultam o controle. Entre as espécies de maior complexidade está o caruru-gigante (Amaranthus palmeri), capaz de crescer até 4 cm por dia e de reduzir a produtividade em mais de 91% no milho, 79% na soja e 77% no algodão (Gazziero & Silva, 2017).

Até recentemente, A. palmeri era considerada restrita ao estado do Mato Grosso. Contudo, sua ocorrência foi confirmada também no estado de São Paulo, na região de São José do Rio Preto, ampliando o alerta fitossanitário (MAPA, 2026). Diante do elevado potencial de dano e da expansão geográfica da espécie, torna-se imprescindível intensificar as estratégias de manejo para conter o avanço das populações.

Entre as medidas mais eficazes destaca-se a limpeza criteriosa de máquinas e equipamentos agrícolas provenientes de diferentes áreas de produção. Essa prática é ainda mais relevante no trânsito entre regiões ou estados com barreiras sanitárias, onde já há exigência de que os equipamentos estejam livres de solo e resíduos vegetais (HRAC-BR, 2026).

Considerando as características físicas das sementes de caruru, pequenas e de fácil desprendimento, a dispersão por meio de máquinas agrícolas constitui uma das principais vias de disseminação da espécie, reforçando a importância da limpeza como estratégia preventiva.

Figura 1. (A) Máquina contaminada com sementes de caruru; (B) sementes de caruru; (C) resíduos culturais; (D) transporte das colhedoras.
Adaptado: Gazziero et al. (2023)

A limpeza deve ser realizada entre talhões e propriedades, sendo recomendada a limpeza completa das máquinas ao final da safra ou antes do deslocamento das máquinas para outras regiões, sempre conforme as orientações do fabricante. Quando a limpeza total não for viável, deve-se priorizar os pontos de maior acúmulo de resíduos e realizar o monitoramento dos primeiros talhões colhidos após o deslocamento da máquina (Barroso; Albrecht; Gazziero, 2024).

De acordo com Barroso; Albrecht; Gazziero, (2024), tanto na colheita da soja quanto do milho há diversos pontos de retenção de sementes de plantas daninhas, incluindo caruru. As regiões da plataforma de corte, do tanque graneleiro, do coletor de perdas e do eixo sem-fim concentram maior acúmulo de sementes, devendo, portanto, receber atenção especial durante o processo de limpeza.

Figura 2. Pontos de maior acúmulo de sementes de plantas daninhas após a colheita da soja ou do milho.
Fonte: Universidade de Nebraska, apud. Barroso; Albrecht; Gazziero, (2024)

Nesse contexto, a limpeza de colhedoras é fundamental para conter a disseminação do caruru, especialmente quando se trata de máquinas e equipamentos agrícolas provenientes de outras regiões produtoras do país. Ressalta-se que essa prática também é válida para o manejo de outras espécies daninhas, contribuindo significativamente para a redução da dispersão de sementes nas áreas agrícolas.



Referências:

BARROSO, A. A. M.; ALBRECHT, A. J. P.; GAZZIERO, D. L. O COMPLEXO CARURU: BIOLOGIA, IDENTIFICAÇÃO, OCORRÊNCIA E MANEJO. Sistema FEAP, 2024. Disponível em: < https://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Cartilha-Caruru_web.pdf >, acesso em: 20/02/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; et al. CARURU-PALMERI: CUIDADO COM ESSA PLANTA DANINHA. Embrapa Soja, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1152972  >, acesso em: 20/02/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 20/02/2026.

MAPA. PRAGA QUARENTENÁRIA PRESENTE É DETECTADA PELA PRIMEIRA VEZ NO ESTADO DE SÃO PAULO. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/praga-quarentenaria-presente-e-detectada-pela-primeira-vez-no-estado-de-sao-paulo >, acesso em: 20/02/2026.

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Forte retenção de oferta mantém estabilidade artificial no mercado de arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue em estabilidade relativa, preso a uma dinâmica de lateralidade que ainda carece de vetores claros de mudança. A constatação é do consultor e analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“A semana avançou com poucas novidades e cotações essencialmente nominais, sustentadas quase exclusivamente pela restrição de oferta disponível”, explica o analista. “O arroz permanece concentrado nas mãos de produtores capitalizados, sem urgência de venda, enquanto o arroz velho é praticamente inexistente no mercado físico”, acrescenta.

O arroz novo começa a aparecer, porém em volumes ainda muito pequenos e insuficientes para formar referência confiável. “Além disso, parcela relevante da produção já está comprometida por adiantamentos e contratos futuros, reduzindo ainda mais a oferta livre e mantendo a liquidez bastante limitada”, lembra o consultor.

Na formação de preços, o mercado segue ancorado entre R$ 50 e R$ 55 pela saca de 50 quilos no casca na maioria das regiões. “Tentativas de negócios em níveis mais elevados ocorrem de forma pontual, ligadas a reposições operacionais, sem sustentação estrutural e com forte resistência da indústria diante da dificuldade de repasse no fardo, cujas referências seguem com significativa distorção”, explica.

Para Oliveira, os movimentos recentes de alta continuam sendo interpretados como ilusão de reação, sem fluxo comercial robusto. E o câmbio ainda fraco limita a competitividade externa.

Ainda assim, os dados da balança comercial até a segunda semana de fevereiro, segundo SECEX/MDIC, mostram exportações de 67.333,5 toneladas do arroz em casca e 38.481,56 toneladas do arroz beneficiado (basicamente quebrados), enquanto as importações somaram 4.160,0 toneladas do casca e 48.084,56 toneladas de beneficiado.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 54,93, alta de 0,45% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 4,51%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingiu 43,27%.

Fonte: Agência Safras


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Região Sul lidera colheita da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A colheita da soja em Mato Grosso do Sul segue em andamento e, até o dia 13 de fevereiro a área colhida acompanhada pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, alcançou 14,9% da área estimada no Estado, o que representa aproximadamente 714 mil hectares.

A região sul  apresenta o maior avanço nas operações, com 19% da área colhida, superando as regiões centro (10,3%) e norte (5,9%).

Os dados constam no Boletim nº 647, elaborado pela Aprosoja/MS em parceria com o Sistema Famasul, a partir de levantamentos realizados junto a produtores rurais, sindicatos e empresas de assistência técnica nos principais municípios produtores do Estado.

Na comparação com o mesmo período da safra 2024/2025, o índice atual está 13,8 pontos percentuais abaixo. No ciclo anterior, o Estado registrava 28,7% da área colhida até 13 de fevereiro.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o cenário climático foi determinante para o ritmo da colheita neste início de safra.

“O avanço da colheita reflete as condições enfrentadas ao longo de janeiro. Tivemos estiagem prolongada e temperaturas elevadas, principalmente na região sul, o que impactou o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, o desempenho em campo”, explica.

Em dezembro de 2025, mais de 75% das lavouras apresentavam boas condições. No entanto, o mês de janeiro registrou piora significativa em função dos veranicos, com períodos superiores a 20 dias sem chuvas em determinadas localidades. Levantamentos de campo indicam que mais de 640 mil hectares foram impactados, com destaque para municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

Atualmente, 63% das lavouras no Estado são classificadas como boas, 23,2% como regulares e 13,8% como ruins. As áreas com maior comprometimento estão associadas à irregularidade das chuvas, solos arenosos, alta incidência de pragas e falhas no estande de plantas.

A estimativa para a safra 2025/2026 aponta área cultivada de 4,794 milhões de hectares, crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 52,82 sacas por hectare, com expectativa de produção de 15,195 milhões de toneladas.

Fonte: Aprosoja/MS


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