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Sustentabilidade

Setor da soja lidera pedidos de recuperação judicial

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Foto: Pixabay

O Brasil encerrou 2025 com recorde no número de recuperações judiciais. Ao todo, cerca de 5.600 empresas terminaram o ano nesse regime, uma alta de quase 25% na comparação anual. Entre 6% e 7% dos casos registrados estão ligados ao agro, incluindo produtores rurais e empresas da cadeia produtiva.

Segundo a advogada Lívia Paiva, o avanço é reflexo da combinação de juros elevados, que dificultam ou até inviabilizam a renegociação de dívidas, e da maior restrição na oferta de crédito.

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“Segmentos que antes sustentavam o crescimento do setor agora enfrentam um ambiente mais adverso. O cultivo de soja é o exemplo mais expressivo, liderando o número de pedidos de recuperação judicial no campo”, afirma.

Os produtores de soja vivem uma conjuntura desafiadora. Os preços das commodities recuaram, enquanto os custos de produção permanecem elevados, especialmente pela dependência de insumos dolarizados. Com margens comprimidas e crédito mais caro, a capacidade de honrar compromissos financeiros fica severamente comprometida.

O aumento das disputas contratuais e do endividamento operacional também tem impulsionado a busca por soluções extrajudiciais, na tentativa de evitar processos longos e preservar relações comerciais.

Uma dessas alternativas é a arbitragem. “Trata-se de um método privado de resolução de conflitos em que as partes, de comum acordo, escolhem um ou mais especialistas, os árbitros, para decidir sobre a disputa”, explica a advogada. Segundo ela, a decisão arbitral tem a mesma força de uma sentença judicial, mas o procedimento tende a ser mais rápido, flexível e confidencial, características que vêm atraindo empresas do agronegócio em meio ao ambiente de maior insegurança financeira.

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Sustentabilidade

Chicago fecha com baixa de 3% em trigo, pressionado por realização de lucros e geopolítica – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quarta-feira (1o) em forte baixa, com perdas superiores a 3%, pressionada por um movimento de realização de lucros. O mercado devolveu parte dos ganhos acumulados no pregão anterior, ao longo do mês de março e também no primeiro trimestre de 2026, período em que os preços haviam avançado mais de 14%.

Além disso, o cenário geopolítico também pesou sobre as cotações. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã pode estar próximo do fim aumentaram as expectativas de desescalada no Oriente Médio. O movimento também foi acompanhado pela queda nos preços do petróleo e do dólar.

Os contratos com entrega em maio fecharam cotados a US$ 5,97 1/2 por bushel, queda de 18,75 centavos, ou 3,04%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em julho encerraram a US$ 6,08 3/4 por bushel, com baixa de 17,75 centavos, ou  2,83%.

Fonte: Safras News



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Colheita da soja e plantio do milho entram na fase final em MS – MAIS SOJA

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De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, até o dia 27 de março de 2026, a colheita da safra de soja 2025/2026 alcançou 86,6% da área total, o equivalente a 4,1 milhões de hectares. Na última semana, o avanço foi de 4,6 pontos percentuais, representando cerca de 220 mil hectares colhidos no período. Com isso, restam 13,4% das áreas ainda a serem colhidas no estado.

A região sul lidera a colheita, com 95,5% da área. A região centro registra 77,7%, enquanto a região norte apresenta 65,1%, concentrando parte das áreas ainda em colheita.

No mesmo período, o plantio do milho segunda safra alcança 2,020 milhões de hectares no estado.

Os dados levantados pela equipe da Aprosoja/MS indicam que a região sul também lidera o andamento do plantio, com 95,8% da área semeada. Na região norte, o índice chega a 85%, enquanto a região centro registra 81,2%.

“Apesar das diferenças regionais, o ritmo de colheita e de implantação do milho segunda safra se mantém dentro do comportamento esperado para o período, considerando o calendário agrícola do estado”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.

O boletim completo pode ser acessado aqui

Fonte: Aprosoja/MS



 

FONTE

Autor:Marcos Maluf (Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Densidade de semeadura X produtividade da soja no Sul do Brasil – MAIS SOJA

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O número de plantas por área é um dos principais componentes da produtividade da soja, tornando essencial o estabelecimento de um estande adequado para a obtenção de altos rendimentos. Embora a cultura apresente certa plasticidade, que permite compensar falhas pontuais de semeadura, o bom estabelecimento inicial, com populações homogêneas e densidade adequada, é determinante para maximizar a produtividade da lavoura.

No entanto, para a maioria das cultivares modernas, as recomendações de manejo estabelecem uma faixa aceitável de densidade de semeadura, permitindo que a população de plantas seja ajustada a diferentes ambientes de cultivo. Essa margem de densidade final aceitável torna a definição exata da população em cada ambiente dependente da decisão do produtor, que deve ajustar a semeadura dentro dos limites recomendados.

Considerando que diferentes condições edafoclimáticas são observadas em diferentes ambientes de cultivo, bem como distintos potenciais produtivos, é necessário compreender qual a densidade de plantas ideal para otimizar a produtividade da soja e reduzir os custos com a aquisição de sementes. Objetivando identificar a taxa de semeadura ótima em diferentes níveis de produtividade no Sul do Brasil, o estudo conduzido por Corassa et al. (2018) avaliou um conjunto de dados coletado a partir de 109 ensaios de campo replicados de 2180 unidades experimentais.

Com base nos resultados obtidos pelos atores, a produtividade da soja em função da densidade de semeadura depende do ambiente de cultivo, sendo eles: LY – baixo rendimento, MY – médio rendimento, e HY – alto rendimento. De acordo com Corassa et al. (2018), a taxa média de semeadura no platô (ou seja, a densidade em que a produtividade se estabiliza), foi 10% maior para LY (290 mil sementes ha⁻¹) do que para MY (262 mil sementes ha⁻¹), e 18% maior para LY do que para HY (245 mil sementes ha⁻¹).

Ou seja, em ambientes de menor potencial produtivo, são necessárias maiores densidades de semeadura para atingir o platô de produtividade, enquanto em ambientes de médio e alto potencial esse patamar é alcançado com densidades progressivamente menores (figura 1).

Figura 1. Modelos de regressão Bayesiana da produtividade de sementes de soja em relação à densidade de semeadura para ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹; amarelo) (A), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹; verde) (B) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹; azul) (C) produtividade. O modelo representa a resposta mais provável entre as combinações de local-ano × cultivar avaliadas.
Adaptado: Corassa et al. (2018)

Considerando os efeitos específicos do local (dados em nível de parcela dos locais-anos por combinação de cultivar), o intervalo interquartil de 50% (entre os quartis 25 e 75) para a taxa de semeadura ótima (platô de produtividade) variou entre 274 e 303 mil sementes ha⁻¹ para LY, 252 e 269 mil sementes ha⁻¹ para MY e 238 e 262 mil sementes ha⁻¹ para HY (Corassa et al., 2018).

Figura 2. O painel A representa a faixa de taxa de semeadura ideal obtida a partir da combinação de local-ano × cultivar para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹ ; amarelo), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹ ; verde) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹ ; azul) produtividade. O painel B apresenta as probabilidades preditivas posteriores da taxa de semeadura ideal para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa, média e alta produtividade.
Adaptado: Corassa et al. (2018)

De acordo com Corassa et al. (2018), para o ambiente HY, há 90% de chance de a taxa de semeadura ótima ser menor que 270 mil sementes ha⁻¹ , já para o ambiente MY, essa probabilidade foi atingida com taxas de semeadura inferiores a 280 mil sementes ha⁻¹, enquanto que para o ambiente LY, uma probabilidade de 90% de atingir o platô de produtividade foi documentada para taxas de semeadura inferiores a 320 mil sementes ha⁻¹.

Esses resultados indicam que, em ambientes de alto rendimento (HY), a densidade de semeadura pode ser reduzida em até 18% em relação a ambientes de baixo rendimento (LY) sem prejuízo à produtividade, configurando uma oportunidade de economia de sementes. Por outro lado, em ambientes de menor potencial produtivo, pode ser necessário elevar moderadamente a densidade em relação aos níveis usualmente adotados. De forma geral, tem-se baixa probabilidade de incrementos produtivos quando se utilizam densidades superiores a 330 mil sementes ha⁻¹, independentemente do ambiente de cultivo (Corassa et al., 2018).

Confira o estudo completo desenvolvido por Corassa e colaboradores (2018) clicando aqui!



Referências:

CORASSA, G. M. et al. OPTIMUM SOYBEAN SEEDING RATES BY YIELD ENVIRONMENTIN SOUTHERN BRAZIL. Agronomy Journal, 2018. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.2134/agronj2018.04.0239 >, acesso em: 01/04/2026.

 

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